LOT 1494

BOURDEILLE, Pierre de (c. 1540–1614). Vies des dames galantes (Jean de Bonnot, Paris, 1972).

Preço
R$ 690,00
Escala de conservação
Ruim
Regular
Bom
Muito
bom
Como
novo
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BOURDEILLE (Pierre de) [c. 1540–1614].— PIERRE DE BOURDEILLE // SEIGNEUR DE // BRANTÔME // VIES // DES // DAMES GALANTES // Texte établi sur l’édition originale par // Jacques Haumont archiviste-paléographe // 24 bois gravés d’époque renaissance // [ornamento: canhão em círculo, emblema da editora Jean de Bonnot] // A PARIS, au 7 du faubourg St-Honoré // près la nouvelle église de la Madeleine // CHEZ JEAN DE BONNOT // tenant négoce de libraire à l’enseigne du canon // [———] // 1972.— In-8.º., 315, [6] p. E. editorial de luxo.

Pierre de Bourdeille, mais conhecido como Brantôme, foi um cronista francês da Renascença, célebre por suas memórias e relatos de corte. Militar de formação e homem próximo de grandes personagens de seu tempo, legou uma obra marcada pelo olhar atento sobre a sociedade, sobretudo no que diz respeito às mulheres e aos costumes amorosos da nobreza. Sua escrita, ao mesmo tempo memorialística e anedótica, revela tanto a vivência direta do autor nos círculos cortesãos quanto um estilo franco, espirituoso e frequentemente ousado, que fez de seus textos fonte inestimável para a compreensão do imaginário renascentista.

Entre seus escritos, Vies des dames galantes ocupa lugar de destaque. A obra reúne narrativas e reflexões sobre a vida das damas da corte, explorando com ironia e franqueza os temas da beleza, da sedução, da infidelidade e da moral. Brantôme não se limita a registrar anedotas, mas constrói um retrato vívido das tensões entre virtude e prazer, revelando o contraste entre a imagem idealizada da castidade feminina e as práticas reais da vida cortesã.

O tom irreverente e provocador da obra aparece em passagens como esta, em que o autor expõe o ponto de vista — por ele atribuído a certos homens de seu tempo — sobre a relação entre beleza, castidade e felicidade conjugal:

« Sur quoy j’ay ouy souhaiter à plusieurs gallants hommes une femme belle et un peu putain, plustost que femme laide et la plus chaste du monde ; car en une laideur n’y loge que toute misère et desplaisir, et nul brin de félicité ; en une belle, tout plaisir et félicité y abonde, et bien peu de misère, selon aucuns. » (p. 148).

A presente edição foi publicada pela editora Jean de Bonnot, em Paris, como parte de suas luxuosas coleções de clássicos. Texto estabelecido a partir da edição original por Jacques Haumont, arquivista-paleógrafo, e enriquecida com 24 xilogravuras de época renascentista. O cuidado editorial se reflete também na materialidade: encadernação em couro com dourações em relevo, corte superior dourado preservado e corte lateral com discreta mancha em uma das extremidades superiores, fita de marcação em tecido na cor vermelha, guardas em papel marmorizado azul e dourado; nas margens de junção com a lombada percebe-se um leve sombreamento decorrente da colagem de fábrica, detalhe característico da série, e não sinal de uso. Edição em papel de alta gramatura com marcas-d’água artísticas em várias folhas. Exemplar traz, ainda, ex-libris impresso em preto e branco, em xilogravura ornamental, com escudo central vazio ladeado por figuras femininas alegóricas e adornos vegetais. Todas essas características tornam o volume não apenas um livro para leitura, mas também um objeto de arte. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.

IDIOMA
Francês
DIMENSÕES
Altura: 21 cm
Largura: 14 cm
CASA EDITORIAL (IMPRENTA)
Jean de Bonnot
LOCAL DE PUBLICAÇÃO
Paris
ANO DE PUBLICAÇÃO
1972
BOURDEILLE, Pierre de (c. 1540–1614). Vies des dames galantes (Jean de Bonnot, Paris, 1972).
BOURDEILLE, Pierre de (c. 1540–1614). Vies des dames galantes (Jean de Bonnot, Paris, 1972).
R$ 690,00