CERVANTES, Miguel de (1547–1616). Obras completas (Aguilar, Madrid, 1943).
CERVANTES SAAVEDRA (Miguel de) [1547–1616]. — MIGUEL DE CERVANTES // OBRAS COMPLETAS // ESTUDIO, RECOPILACIÓN, // PRÓLOGOS Y NOTAS POR // ANGEL VALBUENA Y PRAT // Catedrático de Literatura // [Ornamento tipográfico da editora Aguilar, que representa a lâmpada do saber com a inscrição latina "TOLLE, LEGE" e as iniciais "MA" – Manuel Aguilar –, símbolo característico das edições de prestígio publicadas em meados do século XX] // M. AGUILAR // EDITOR // MADRID 1943.— In-8.º., XXXI, 1819 p. E. editorial em couro.
Miguel de Cervantes Saavedra, romancista, poeta e dramaturgo espanhol, é considerado o maior nome da literatura em língua espanhola e um dos pilares da literatura universal, sobretudo pela criação de Dom Quixote de La Mancha (1605–1615), obra-prima que inaugurou o romance moderno.
Este exemplar das Obras Completas de Miguel de Cervantes, publicado pela editora Aguilar em 1943, reúne em um único tomo sua produção literária integral — romances, novelas exemplares, poesia e teatro — acompanhada de estudo introdutório, notas críticas e índices. Trata-se de uma edição de prestígio, que preserva a monumentalidade da obra cervantina e oferece ao leitor uma síntese rara da riqueza criativa do autor, consolidando sua posição como um dos fundadores do romance moderno e da literatura universal.
Ao longo das aventuras de Dom Quixote e Sancho Pança, Cervantes constrói uma narrativa que combina humor, sátira, reflexão filosófica e análise social, explorando os limites entre realidade e imaginação, sanidade e loucura.
Entre os muitos trechos memoráveis desta edição, encontra-se a célebre passagem em que Dom Quixote celebra a liberdade como o bem supremo concedido ao homem:
“La libertad, Sancho, es uno de los más preciosos dones que a los hombres dieron los cielos.” (p. 1454).
Esta frase tornou-se um símbolo do espírito humanista da obra, revelando a profundidade filosófica com que Cervantes concebia a dignidade e os direitos do ser humano.
Edição de prestígio publicada pela editora Aguilar, em papel-bíblia, com texto impresso em duas colunas, acompanhado de aparato crítico, introdução e índices. Encadernação editorial plena em couro vinho escuro, com douração preservada na capa e na lombada. Observa-se apenas um desgaste superficial e pontual, localizado na parte superior da capa, característico do tempo e de manuseio, compatível com a idade da obra e que não afeta sua legibilidade nem valor estético. Miolo íntegro, firme, limpo e bem preservado.
Cortes preservados pintados e decorados em tons de amarelo e rosa, formando um padrão ornamental de estilo floral e simétrico (esse tipo de pintura, além de proteger o papel, acrescenta valor estético e reflete o cuidado editorial característico das edições de prestígio da primeira metade do século XX). As folhas de guarda estão íntegras e preservadas, decoradas com uma composição impressa em tom sépia, apresentando uma rica moldura ornamental e cenas emblemáticas ligadas à obra de Cervantes: a figura de Dom Quixote em combate, livros abertos e o retrato do autor em estilo clássico. Logo após a folha ante-rosto e anterior a folha de rosto, o volume traz uma ilustração emoldurada de Miguel de Cervantes, reproduzida a partir de gravuras antigas, acompanhada de um fac-símile de sua assinatura, ambos preservados. Exemplar muito bem preservado, apresentando apenas leves sinais de manuseio, com pontos de desgastes superficiais, quase imperceptíveis, na capa. 1.ª edição.
Largura: 14,5 cm