SEWARD, Desmond (1935–2022). The Last White Rose: The Secret Wars of the Tudors (The Folio Society, London, 2016).
SEWARD (Desmond) [1935–2022].— THE LAST WHITE ROSE // The Secret Wars of the Tudors // [Flor-de-lis ornamental] // Desmond Seward // WITH A NEW FOREWORD BY THE AUTHOR // LONDON // The Folio Society // 2016.— In-8.º, XXII, 295 p. E. editorial com estojo.
Desmond Seward, historiador britânico de larga produção dedicada à história política e dinástica da Europa, examina em «The Last White Rose» a permanência da causa yorkista após a batalha de Bosworth, em 1485. Longe de tratar a vitória de Henrique VII como conclusão pacífica das Guerras das Rosas, Seward reconstrói as décadas de instabilidade que se seguiram: pretendentes ao trono, conspirações, levantes, redes de informantes e alianças continentais que continuaram a ameaçar a recém-estabelecida dinastia Tudor.
A rosa branca de York fornece o eixo simbólico e político da narrativa. Lambert Simnel, Perkin Warbeck, Margaret of York, Edmund de la Pole e Reginald Pole surgem entre os protagonistas de uma sucessão de crises que obrigou Henrique VII — e, depois, Henrique VIII — a enfrentar adversários que reivindicavam ou representavam direitos alternativos à Coroa. O interesse do livro está precisamente em revelar que a consolidação Tudor não se deu de maneira imediata, mas foi construída ao longo de décadas de vigilância, repressão e disputa sucessória.
Seward dedica atenção particular ao desenvolvimento de mecanismos de informação e controle político. Correspondência interceptada, agentes pagos, delações, infiltrações e vigilância de suspeitos aparecem como instrumentos essenciais da sobrevivência dinástica. A obra, portanto, ultrapassa a narrativa convencional de reis e batalhas e mostra como o poder Tudor foi também sustentado por uma estrutura de observação e inteligência que operava dentro e fora da Inglaterra.
Publicada originalmente no Reino Unido pela Constable em 2010, a obra recebeu nesta edição da Folio Society, de 2016, novo prefácio do próprio autor, «The Significance of the Last White Rose». O texto segue, com pequenas emendas, a edição Constable de 2011. O volume organiza-se em 31 capítulos, distribuídos entre «Henry VII and the White Rose» e «Henry VIII and the White Rose», e é complementado por panorama histórico, epílogo, cronologia, tabelas genealógicas, notas, bibliografia e índice.
O aparato iconográfico é especialmente bem escolhido. O frontispício reproduz as armas reais de Henrique VII e Elizabeth of York, acompanhadas das rosas branca e vermelha de York e Lancaster, em imagem proveniente de manuscrito de 1486. Retratos, pinturas, gravuras e outros documentos de época provenientes de instituições como a British Library, a National Portrait Gallery, o Musée du Louvre e a Royal Collection acompanham o texto e reforçam seu caráter histórico e documental.
A apresentação material é condizente com o tema. O volume foi composto em Janson e impresso sobre papel Abbey Wove pela Memminger MedienCentrum AG, em Memmingen, Alemanha, com encadernação realizada por Lachenmaier, em Reutlingen, em buckram decorado. A cobertura em bordô, atravessada por ramagens verdes e pelas rosas heráldicas branca e vermelha, traduz visualmente a disputa entre York e Lancaster e confere ao exemplar presença particularmente marcante em estante.
Exemplar em excelente estado de conservação. Encadernação editorial firme e muito bem preservada, com decoração das pastas nítida e douração da lombada bem conservada. Miolo limpo e claro, com impressão precisa e conjunto iconográfico em excelente apresentação. Acompanha estojo editorial preservado, apresentando apenas algumas leves marcas de manuseio. Sem assinaturas, marcações ou carimbos.
Estado de conservação
bom
novo
Detalhes do exemplar
Largura: 17,5 cm
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