SEWARD, Desmond (1935–2022). The Last White Rose: The Secret Wars of the Tudors (The Folio Society, London, 2016).
SEWARD (Desmond) [1935-2002].- THE LAST // WHITE ROSE // The Secret Wars of the Tudors // [ornamento tipográfico] // Desmond Seward // WITH A NEW FOREWORD // BY THE AUTHOR // LONDON // The Folio Society // 2016.
A vitória de Henrique VII sobre Ricardo III, na Batalha de Bosworth, em 1485, estabeleceu a dinastia Tudor no trono inglês, mas não extinguiu as pretensões políticas e sucessórias associadas à Casa de York. Durante os reinados de Henrique VII e Henrique VIII, a legitimidade da nova dinastia continuaria a ser contestada por pretendentes, linhagens rivais e movimentos de oposição, frequentemente amparados por interesses políticos estrangeiros.
É nesse contexto que se desenvolve «The Last White Rose», estudo do historiador britânico Desmond Seward dedicado à sobrevivência das reivindicações yorkistas entre o final do século XV e meados do XVI. Publicada originalmente em 2010, a obra investiga a persistência dessas disputas após o encerramento convencional da Guerra das Duas Rosas, examinando a relação entre sucessão dinástica, autoridade monárquica e repressão política na Inglaterra dos primeiros Tudor.
Organizada em duas partes, «Henry VII and the White Rose» e «Henry VIII and the White Rose», a narrativa acompanha os acontecimentos de 1485 a 1547. Entre seus protagonistas encontram-se Lambert Simnel, Perkin Warbeck, Edmund e Richard de la Pole, Margaret Pole e outros representantes ou partidários de linhagens cuja ascendência constituía, efetiva ou potencialmente, uma alternativa à sucessão Tudor.
Seward examina as rebeliões, conspirações e articulações diplomáticas relacionadas a esses personagens, situando-as no quadro mais amplo das relações entre Inglaterra e as cortes europeias. A proteção concedida a determinados pretendentes por soberanos estrangeiros, as alianças matrimoniais e as disputas de legitimidade demonstram como a sucessão inglesa permaneceu vinculada à política continental.
A obra dedica particular atenção à transformação dos instrumentos de afirmação do poder régio. Prisões, processos por traição, confiscos e execuções são examinados em relação às ameaças percebidas pela monarquia, permitindo compreender como a segurança dinástica influenciou as decisões de Henrique VII e Henrique VIII. Ao distinguir os movimentos de oposição efetivamente organizados das suspeitas e acusações formuladas pela Coroa, o estudo apresenta uma interpretação das tensões políticas que acompanharam a consolidação dos Tudor.
O aparato documental compreende uma cronologia dos acontecimentos entre 1483 e 1553, notas, bibliografia e índice remissivo. Duas tabelas genealógicas desdobráveis, intituladas «The Royal Descent of the de la Poles and the Courtenays» e «The Royal Descent of the Poles», permitem acompanhar as relações de parentesco que fundamentavam determinadas reivindicações sucessórias. A bibliografia reúne fontes históricas impressas e estudos especializados, incluindo coleções documentais relativas à administração régia e à história política inglesa.
A edição apresenta ainda um conjunto de ilustrações históricas, com retratos de Henrique VII, Margarida de York, Maximiliano I, Henrique VIII, Richard de la Pole, Maria I e Reginald Pole, além de reproduções de manuscritos, gravuras, pinturas e outros testemunhos iconográficos. Entre as instituições detentoras das obras reproduzidas encontram-se a British Library, a National Portrait Gallery e o Musée du Louvre.
O frontispício reproduz uma composição heráldica proveniente de um poema elegíaco latino de Pietro Carmeliano, datado de 1486 e conservado na British Library. A imagem reúne as armas reais inglesas e as rosas branca e vermelha de York e Lancaster, em celebração ao nascimento de Arthur, príncipe de Gales. Sua presença na abertura do volume remete à união dinástica proclamada pelos Tudor e ao problema histórico que constitui o objeto central da investigação.
Publicada pela Folio Society em 2016, esta edição segue o texto da edição de 2011, com pequenas emendas, e incorpora um novo prefácio do autor. A encadernação editorial em tecido grená apresenta decoração policromada de rosas brancas e vermelhas entre motivos vegetalistas, com título estampado em dourado na lombada. A ornamentação retoma os emblemas das casas de Lancaster e York, estabelecendo uma correspondência entre a apresentação material do livro e seu conteúdo histórico.
O volume foi composto em caracteres Janson, impresso sobre papel Abbey Wove pela Memminger MedienCentrum AG, na Alemanha, e encadernado pela Lachenmaier, em Reutlingen.
Exemplar em excelente estado de conservação. Encadernação editorial firme e muito bem preservada, com decoração policromada e elementos dourados nítidos. Miolo íntegro e limpo, com papel claro e impressão bem definida. Frontispício, pranchas ilustradas e tabelas genealógicas desdobráveis preservados. Acompanha o estojo editorial, também preservado. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.
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