PLATÃO (c. 428/427–348/347 a.C.). Rivaes ou Dialogo Moral de Platão sobre a Filosofia (Regia Officina Typografica, Lisboa, 1790).
PLATÃO (c. 428/427–348/347 a.C.). Rivaes ou Dialogo Moral de Platão sobre a Filosofia (Regia Officina Typografica, Lisboa, 1790).
PLATÃO (c. 428/427–348/347 a.C.). Rivaes ou Dialogo Moral de Platão sobre a Filosofia (Regia Officina Typografica, Lisboa, 1790).
PLATÃO (c. 428/427–348/347 a.C.). Rivaes ou Dialogo Moral de Platão sobre a Filosofia (Regia Officina Typografica, Lisboa, 1790).

PLATÃO (c. 428/427–348/347 a.C.). Rivaes ou Dialogo Moral de Platão sobre a Filosofia (Regia Officina Typografica, Lisboa, 1790).

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Referência: 00276

PLATÃO (c. 428/427–348/347 a.C.).— RIVAES // OU // DIALOGO MORAL // DE // PLATÃO // SOBRE A FILOSOFIA // Traduzido de Grego em linguagem Portugueza // e illustrado com Escolios, e Annotações // Criticas, e dirigido // Á // ILLUSTRISSIMA E EXCELLENTISSIMA // SENHORA // D. HENRIQUETA MARIA // JULIA DE MENEZES // DUQUEZA DE ALAFÕES // Cet. // POR // LUIZ ANTONIO DE AZEVEDO // LISBONENSE. // [Monograma tipográfico] // LISBOA // NA REGIA OFFICINA TYPOGRAFICA. // ANNO M. DCC. XC. // Com licença da Real Meza da Commissão Geral Sobre // o Exame, e Censura dos Livros.— In-16.º, [16], XLII, 53 p. E. em plena pele.

«Rivaes ou Dialogo Moral sobre a Filosofia» apresenta a tradução portuguesa do diálogo platônico Rivais, publicada pela Régia Officina Typografica de Lisboa em 1790. Vertida do grego por Luiz Antonio de Azevedo, a edição é enriquecida por discurso preliminar, comentários e anotações críticas, refletindo o elevado padrão filológico que marcou a publicação de autores clássicos em Portugal no final do século XVIII.

Platão, discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, figura entre os autores mais influentes da tradição filosófica ocidental. Seus diálogos atravessaram mais de dois milênios de leitura contínua, constituindo um dos alicerces do pensamento europeu e exercendo profunda influência sobre a filosofia, a educação e a teoria política.

Publicada onze anos após a fundação da Academia Real das Ciências de Lisboa, esta edição insere-se no ambiente de renovação intelectual promovido durante o reinado de D. Maria I. A dedicatória a D. Henriqueta Maria Júlia de Meneses, 4.ª Duquesa de Lafões, patrona da Academia e uma das mais destacadas mecenas portuguesas de seu tempo, situa a obra nesse contexto de valorização dos estudos clássicos e das letras.

O Discurso Preliminar resume a questão que será debatida ao longo da obra. Segundo o tradutor, muitos sustentavam que «…para qualquer merecer o nome de Filosofo, bastava ter uma tintura das mesmas Artes, e Sciencias…». Logo acrescenta, porém, que «Mas esta ultima opinião desvanece o referido Socrates», preparando o leitor para a definição que o diálogo oferece do verdadeiro filósofo:

«…a verdadeira Filosofia, só guardará o nome de Filosofo naquelle, que, tendo aprendido a Sciencia necessaria para desempenhar as obrigações do seu estado, seguindo nas cousas a que ella chega, o farol da recta razão, e averiguando sem rebuço a verdade, puder desta maneira para adquirir as perfeições mais estimaveis do espirito, e do corpo, em ordem a ser util com as proprias virtudes, e prerogativas não sómente a si, mas tambem á decorosa policia das Monarquias, e ao acertado governo das Sociedades.» (pp. 52–53).

O exemplar conserva a ortografia portuguesa setecentista, a composição tipográfica característica da imprensa régia lisboeta e encadernação inteira em couro, de época, com lombada de nervos aparentes. Os sinais naturais do tempo e de manuseio não comprometem sua integridade estrutural, preservando as características materiais próprias de uma edição publicada no final do século XVIII.

Miolo bem firme, íntegro e plenamente legível. Papel com escurecimento homogêneo, presença de manchas ocasionais e marcas de manuseio. Guardas antigas com leves desgastes, manchas e sinais de uso, incluindo assinatura manuscrita antiga na folha de  rosto, acrescentando interesse documental ao conjunto como testemunho de circulação e leitura. Cortes marmoreados ainda visíveis e decorativos, apesar de desgaste e escurecimento naturais. Exemplar sólido, com encadernação em plena pele e integridade textual mantidas. Apresenta pontos de ressecamento e pequenas perdas do couro entre capa e lombada, sem comprometimento da estrutura.