MUSSET, Alfred de (1810–1857). Poésies complètes (Gallimard, Paris, 1957).
MUSSET, Alfred de (1810–1857). Poésies complètes (Gallimard, Paris, 1957).
MUSSET, Alfred de (1810–1857). Poésies complètes (Gallimard, Paris, 1957).
MUSSET, Alfred de (1810–1857). Poésies complètes (Gallimard, Paris, 1957).
MUSSET, Alfred de (1810–1857). Poésies complètes (Gallimard, Paris, 1957).

MUSSET, Alfred de (1810–1857). Poésies complètes (Gallimard, Paris, 1957).

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MUSSET (Alfred) [1810–1857].— ALFRED DE MUSSET // POÉSIES // COMPLÈTES // [Logotipo « nrf » em círculo: BIBLIOTHÈQUE DE LA PLÉIADE] // TEXTE ÉTABLI ET ANNOTÉ PAR // MAURICE ALLEM.— In-12.º., XXVIII, 940, [2] p. E. editorial. 

Poeta central do romantismo francês, Alfred de Musset tornou-se referência pela combinação de musicalidade, ironia e confissão melancólica. Entre o teatro e a lírica, sua poesia explora a tensão entre o ideal amoroso e o desencanto moderno, deixando peças antológicas que marcaram a sensibilidade do século XIX e influenciaram gerações posteriores.

Esta edição crítica das Poésies complètes (Pléiade, Gallimard) foi estabelecida e anotada por Maurice Allem e organiza a obra poética de Musset de modo a acompanhar sua evolução. Abrem o volume a Introduction, a Chronologie de la vie de Musset e a Chronologie des poésies; seguem-se as Premières Poésies (com peças como Don Paez, Portia, Ballade à la Lune, Le Saule etc.) e as Poésies nouvelles, que reúnem, entre outras, as célebres NuitsLa Nuit de Mai, La Nuit de Décembre, La Nuit d’Octobre e La Nuit de Juin — além de poemas como Rolla e Sur la Poésie. O conjunto se completa com seções dedicadas às Poésies complémentaires, Poésies posthumes e Fragments de poésies inachevées, entre outros, acrescidas de Poésies attribuées à Alfred de Musset, Notes et variantes e Bibliographie. A amplitude e o rigor do aparato fazem desta edição uma referência para o estudo de Musset no contexto do romantismo francês.

«Quand le paysan sème, et qu’il creuse la terre,
Il ne voit que son grain, ses bœufs et son sillon.
— La nature en silence accomplit le mystère,
Couché sur sa charrue, il attend sa moisson.»
(p. 502).

O fragmento de Rêverie condensa a poética de Musset: o gesto humilde do camponês, inscrito no ritmo silencioso da natureza, converte-se em imagem da criação poética — trabalho paciente que semeia para colher, mais tarde, a plenitude da arte.

Edição parisiense da Bibliothèque de la Pléiade (Gallimard), impressa em papel Bible Bolloré — de finíssima gramatura e tom de marfim — e encadernada por Babouot, em Paris. Encadernação editorial em verde, com lombada levemente nervurada, filetes e titulação em douração. 

Exemplar muito bem preservado, com encadernação firme e homogênea; tingimento do corte superior desbotado; pequena fissura no revestimento junto a uma das extremidades da lombada; guardas escurecidas de modo uniforme, compatível com o tempo; marca retangular de etiqueta removida na página em branco inicial. Cortes regulares e bem preservados; miolo limpo, flexível e completo, apresentando leve escurecimento natural do papel nas bordas e pequenos pontos de oxidação - sobretudo nos cortes, guardas e nas primeiras e últimas páginas, sem prejudicar a leitura. Duas fitas de leitura originais preservadas. Sem assinaturas, carimbos ou outras marcações.