Miguel de CERVANTES (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).
Miguel de CERVANTES (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).
Miguel de CERVANTES (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004). Com sobrecapa e box.
CERVANTES, Miguel de (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).
CERVANTES, Miguel de (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).
CERVANTES, Miguel de (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).
CERVANTES, Miguel de (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).
CERVANTES, Miguel de (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).
CERVANTES, Miguel de (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).
CERVANTES, Miguel de (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).
CERVANTES, Miguel de (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).
CERVANTES, Miguel de (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).

CERVANTES, Miguel de (1547–1616). Dom Quixote de La Mancha (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).

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CERVANTES SAAVEDRA (Miguel de) [1547–1616].— MIGUEL // DE CERVANTES // SAAVEDRA // O ENGENHOSO FIDALGO // D. QUIXOTE // DE LA MANCHA // Tradução dos // VISCONDES DE CASTILHO E AZEVEDO // adaptada à ortografia vigente // e acorde com as edições espanholas mais autorizadas. // Precedida de um // Esboço biográfico de Cervantes // por JÚLIO CEJADOR, // Catedrático que foi da Universidade de Madri, // e de um // Breve Guia para o Leitor do Quixote // por JUSTO GARCÍA SORIANO, laureado duas vezes pela Real Academia Esponhola, // e JUSTO GARCÍA MORALES, // Diretor da Seção Cervantina da Biblioteca Nacional de Madri. // [Marca tipográfica da Editora Nova Aguilar com as letras «N» e «A» entrelaçadas] // [———] // RIO DE JANEIRO, EDITORA NOVA AGUILAR S.A., 2004. — In-12.º., 1149, [2] p. E. editorial.

Edição brasileira de grande aparato editorial do Dom Quixote, publicada pela Editora Nova Aguilar na tradicional coleção Biblioteca de Autores Universais, destinada a reunir grandes clássicos da literatura mundial em volumes cuidadosamente preparados e extensamente anotados. O volume apresenta a célebre tradução portuguesa dos Viscondes de Castilho e Azevedo, uma das versões clássicas do romance cervantino em língua portuguesa, revista e acompanhada de aparato crítico e notas provenientes de importantes comentadores espanhóis.

A obra é precedida por introdução geral, esboço biográfico de Cervantes e guia para o leitor do Quixote, além de extensa seleção de notas explicativas e apêndices destinados a contextualizar historicamente o romance e sua fortuna crítica. O volume inclui ainda índices detalhados — de capítulos, ilustrações e primeiros versos — e abundante material iconográfico relacionado à tradição editorial e artística da obra.

Publicado originalmente em duas partes (1605 e 1615), Dom Quixote de la Mancha é amplamente reconhecido como uma das obras fundadoras do romance moderno. Na narrativa, o fidalgo Alonso Quijano, após se embriagar pela leitura dos romances de cavalaria, decide tornar-se cavaleiro andante sob o nome de Dom Quixote, partindo em aventuras ao lado de seu fiel escudeiro Sancho Pança. Misturando sátira, reflexão literária e profunda observação da condição humana, Cervantes constrói uma obra que oscila entre o cômico e o trágico, confrontando imaginação e realidade.

Entre os muitos episódios memoráveis do romance, destaca-se a célebre cena em que Dom Quixote toma moinhos de vento por gigantes, símbolo da tensão entre imaginação e realidade que atravessa toda a obra:

«— A ventura vai encaminhando os nossos negócios melhor do que o soubemos desejar; porque, vês ali, amigo Sancho Pança, onde se descobrem trinta ou mais desaforados gigantes, com quem penso fazer batalha, e tirar-lhes a todos as vidas, e com cujos despojos começaremos a enriquecer; que esta é boa guerra, e bom serviço faz a Deus quem tira tão má raça da face da terra.»

«— Quais gigantes? — disse Sancho Pança.
— Aqueles que ali vês — respondeu o amo — de braços tão compridos, que alguns os têm de quase duas léguas.
— Olhe bem Vossa Mercê — disse o escudeiro — que aquilo não são gigantes, são moinhos de vento.»
(p. 115).

Além do valor literário universal do texto, esta edição distingue-se pelo seu caráter editorial abrangente, reunindo texto integral, aparato crítico, material iconográfico e índices especializados, configurando um volume de referência para leitores e estudiosos da obra cervantina.

Exemplar em muito bom estado de conservação. Encadernação editorial firme; miolo íntegro, limpo e bem preservado; impressão nítida. Sem assinaturas, carimbos ou marcações. Acompanha estojo e sobrecapa. 3ª reimpressão da 1ª edição.