CARDOZO, Joaquim (1897–1978). Poesia completa e prosa (Editora Nova Aguilar / Editora Massangana, Rio de Janeiro, 2010).
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CARDOZO, (Joaquim Maria Moreira) [1897–1978]. — JOAQUIM CARDOZO // Poesia completa e prosa // [símbolo gráfico estilizado em preto, composto por duas formas semicirculares opostas, acompanhadas da inscrição "FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO / EDITORA MASSANGANA] // [monograma editorial em preto, estilizado com as letras entrelaçadas "A" e "N", tradicional da casa publicadora, Editora Nova Aguilar] // RIO DE JANEIRO : EDITORA NOVA AGUILAR : 2010 // [ilustração com retrato de Joaquim Cardozo em traço linear, estilo esboço, em tinta preta, acompanhada de dedicatória manuscrita fac-símile: "ao Cardozo // do // E di Cavalcanti"] // [assinatura fac-símile do autor] // BIBLIOTECA // LUSO-BRASILEIRA // Série Brasileira // JOAQUIM CARDOZO // Poesia completa e prosa // ORGANIZAÇÃO E INTRODUÇÃO GERAL // Everardo Norões // FORTUNA CRÍTICA // NOTÍCIA BIOGRÁFICA // CRONOLOGIA DA VIDA E DA OBRA // POESIA // Apresentação / Poesia / Signo estrelado / // Trivium / Mundos paralelos / O interior da matéria / // Um livro aceso e nove canções sombrias / Outros poemas // CONTOS // SOBRE LITERATURA E ARTE // SOBRE ARQUITETURA E URBANISMO // DOCUMENTOS // BIBLIOGRAFIA // ÍNDICE GERAL.
Joaquim Cardozo (1897–1978) foi poeta, engenheiro e intelectual pernambucano de rara originalidade. Próximo de Gilberto Freyre e colaborador de Oscar Niemeyer em cálculos estruturais de obras icônicas, destacou-se por uma poesia marcada pelo rigor formal, pelo ritmo inovador e pelo diálogo entre ciência, modernidade e tradição lírica nordestina. Sua obra ocupa posição de destaque na literatura brasileira do século XX, combinando imaginação, precisão técnica e profundidade reflexiva.
Publicada pela Nova Aguilar / Massangana, esta edição reúne em volume de referência a totalidade da produção poética e em prosa de Cardozo. Acompanhada de aparato crítico e organização cuidadosa, trata-se de obra essencial para estudiosos da literatura e para apreciadores da modernidade poética brasileira.
Em Cemitério da Infância (1953), Cardozo condensa o tema da memória em imagens de grande força simbólica:
“No cemitério da Infância
Era manhã quando entrei,
Das plantas que vi florindo
De tantas me deslumbrei…”
(p. 214)
Nesta estrofe, a infância é evocada como espaço de florescimento e maravilha, mas também de esquecimento e perda. O contraste entre as plantas que deslumbram e os rostos que se apagam traduz a transitoriedade da experiência humana frente à permanência da natureza. É poesia que instiga à reflexão sobre a memória, o tempo e o que resta daquilo que vivemos.
Encadernação editorial em capa dura verde, com sobrecapa e estojo preservados. Fita de leitura preservada. Dourações preservadas na lombada ornamentada, bem como no título e na assinatura fac-símile do autor na capa. Miolo íntegro e limpo, impresso em papel-bíblia de ótima nitidez. Sem marcações, carimbos ou assinaturas. 2.ª edição, 2010.
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