ALMADA NEGREIROS, José Sobral de (1893–1970). Obra Completa (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1997).
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ALMADA NEGREIROS (José Sobral de) [1893–1970].— ALMADA NEGREIROS // OBRA COMPLETA // Organização // ALEXEI BUENO // Introdução // JOSÉ AUGUSTO FRANÇA // [marca tipográfica da Editora Nova Aguilar em vermelho: monograma “NA” estilizado] // [——] // RIO DE JANEIRO, EDITORA NOVA AGUILAR S.A., 1997 // BIBLIOTECA // LUSO-BRASILEIRA // Série Portuguesa // ALMADA NEGREIROS // OBRA COMPLETA // em um volume // INTRODUÇÃO GERAL // Nota editorial / Almada Negreiros, letras e artes // Cronologia da vida e da obra // Iconografia // POESIA // FICÇÃO // TEATRO // MANIFESTOS, ENSAIOS, CRÔNICAS E PROSA DOUTRINÁRIA // APÊNDICE // Bibliografia / Índice geral.— In-12.º., 1123, [1]. E. editorial.
Publicado em 1997 pela Nova Aguilar, este volume único reúne de forma integral a vasta produção literária e ensaística de Almada Negreiros, figura central do modernismo português e artista multifacetado — poeta, romancista, dramaturgo, ensaísta, pintor e performer.
Organizado em grandes seções — Poesia, Ficção, Teatro, Manifestos, Ensaios, Crônicas e Prosa Doutrinária —, o volume oferece ainda introdução geral, cronologia e fortuna crítica, além de um extenso apêndice bibliográfico.
A edição distingue-se também pela rica iconografia, que inclui reproduções de conferências, retratos e estudos de Almada, bem como um caderno em cores com pinturas, vitrais do artista, entre eles o célebre Auto-retrato (1926 e 1943), estudos para figurinos modernistas, painéis e composições de caráter mural.
A veia incendiária e vanguardista de Almada encontra expressão máxima em textos como o manifesto de 1915, em que bradava:
«Morra o Dantas, morra! Pim!
Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e do Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degradados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia — se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado! Morra o Dantas! Morra! Pim!»
(p. 645).
Exemplar em encadernação editorial em capa dura vermelha, com ornamentos geométricos na lombada e título na capa prateados preservados. Pequenos pontos de oxidação, quase imperceptíveis, sobretudo nos cortes e folhas de guarda. Ilustrações preservadas. Capa, lombada e miolo íntegros, firmes e limpos. Fita de leitura original preservada. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.
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