POE, Edgar Allan (1809–1849). Ficção Completa, Poesia e Ensaios (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2001).
POE, Edgar Allan (1809–1849). Ficção Completa, Poesia e Ensaios (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2001).
POE, Edgar Allan (1809–1849). Ficção Completa, Poesia e Ensaios (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2001).
POE, Edgar Allan (1809–1849). Ficção Completa, Poesia e Ensaios (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2001).
POE, Edgar Allan (1809–1849). Ficção Completa, Poesia e Ensaios (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2001).
POE, Edgar Allan (1809–1849). Ficção Completa, Poesia e Ensaios (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2001).
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POE (Edgar Allan) [1809-1849].— EDGAR // ALLAN POE // FICÇÃO COMPLETA, // POESIA & ENSAIOS // Organizados, traduzidos e anotados por // OSCAR MENDES // com a colaboração de // MILTON AMADO // Precedida de estudos biográficos e críticos por // HERVEY ALLEN, CHARLES BAUDELAIRE e OSCAR MENDES // de uma breve cronologia e de uma biografia // Ilustrações de // EUGÊNIO HIRSCH e AUGUSTO IRIARTE GIRONAZ // [Marca tipográfica da Editora Nova Aguilar, com as letras «N» e «A» entrelaçadas] // [——] // RIO DE JANEIRO, EDITORA NOVA AGUILAR S.A., 2001.— In-12.º., 1022, [2] p. E. editorial.

Edgar Allan Poe ocupa um lugar único na literatura mundial. Em poucos anos de criação, ergueu um universo estético que transformou para sempre o conto moderno, a narrativa policial, a poesia simbolista e a reflexão sobre o terror psicológico. Mais do que inventor de enredos sombrios, foi um arquiteto da imaginação, capaz de unir raciocínio lógico e delírio poético, ciência e pesadelo, ironia e metafísica. A sua influência atravessou continentes e gerações: de Baudelaire e Mallarmé a Machado de Assis, de Conan Doyle a Borges, quase toda a literatura moderna dialoga, direta ou secretamente, com as páginas de Poe.

Esta edição da Editora Nova Aguilar reúne num único volume a totalidade essencial de sua produção — ficção completa, poesia e ensaios — organizada, traduzida e anotada por Oscar Mendes, com a colaboração de Milton Amado, precedida de estudos biográficos e críticos de Hervey Allen, Charles Baudelaire e do próprio organizador, e ilustrada por Eugênio Hirsch e Augusto Iriarte Gironaz. Integra-se na Biblioteca Universal da casa editorial, coleção que se tornou referência no Brasil pelo rigor filológico e pelo cuidado na fixação dos textos. O livro apresenta ainda introdução geral, cronologia, bibliografia e notas preliminares que situam cada obra no contexto da vida do autor e de seu tempo.

No núcleo da ficção encontram-se os contos policiais que inauguraram o gênero, como Os crimes da Rua Morgue e A carta furtada, protagonizados pelo analista Dupin; os contos de terror e mistério — A queda da Casa de Usher, O poço e o pêndulo, O gato preto, William Wilson — onde a consciência humana se converte em labirinto; e as narrativas fantásticas e filosóficas, entre elas A narrativa de Arthur Gordon Pym e Manuscrito encontrado numa garrafa. A seção de poesia traz O corvo e os demais poemas que fizeram de Poe um dos grandes líricos do século XIX, enquanto os ensaios revelam o teórico rigoroso que refletiu sobre a composição literária, a estética e até a criptografia.

Ler Poe é assistir ao nascimento de uma nova sensibilidade. Suas histórias não buscam apenas assustar: investigam a fronteira instável entre razão e loucura, entre culpa e destino, entre o real e o sonho. Cada conto funciona como um mecanismo perfeito, onde nada é casual e onde a linguagem avança como um relógio sombrio. Esta edição permite percorrer esse território de forma integral, oferecendo ao leitor brasileiro um instrumento seguro para compreender a dimensão de um autor que fez da literatura um laboratório do espírito.

Neste volume, o leitor encontra também a reflexão do próprio autor sobre o mistério da criação literária. Em «O Poder das Palavras», diálogo filosófico de rara beleza, Poe sugere que a linguagem não é mero veículo do pensamento, mas uma força capaz de transformar o mundo. É nesse momento que surge uma das passagens mais reveladoras de sua obra:

«E enquanto assim falava, não te atravessou a mente alguma idéia a respeito do poder físico das palavras? Não é cada palavra um impulso sobre o ar?»
(p. 410).

O exemplar apresenta-se em muito bom estado de conservação. A encadernação editorial mantém-se firme e alinhada, com títulos e dourações preservados. Observam-se discretas marcas de manuseio no estojo e nas extremidades da capa, bem como leves pontos de oxidação, sobretudo nos cortes e nas folhas de guarda, fenômenos compatíveis com a idade da edição. O miolo encontra-se íntegro, sem rasgos, sublinhados, anotações ou carimbos, com costura sólida e excelente abertura de leitura. Acompanha sobrecapa. 4.ª reimpressão da 1.ª edição.