HOSKINS, W. G. (1908–1992). The Making of the English Landscape (The Folio Society, London, 2005).
HOSKINS, W. G. (1908–1992). The Making of the English Landscape (The Folio Society, London, 2005).
HOSKINS, W. G. (1908–1992). The Making of the English Landscape (The Folio Society, London, 2005).
HOSKINS, W. G. (1908–1992). The Making of the English Landscape (The Folio Society, London, 2005).
HOSKINS, W. G. (1908–1992). The Making of the English Landscape (The Folio Society, London, 2005).
HOSKINS, W. G. (1908–1992). The Making of the English Landscape (The Folio Society, London, 2005).
HOSKINS, W. G. (1908–1992). The Making of the English Landscape (The Folio Society, London, 2005).
HOSKINS, W. G. (1908–1992). The Making of the English Landscape (The Folio Society, London, 2005).
HOSKINS, W. G. (1908–1992). The Making of the English Landscape (The Folio Society, London, 2005).
HOSKINS, W. G. (1908–1992). The Making of the English Landscape (The Folio Society, London, 2005).
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HOSKINS, W. G. (1908–1992). The Making of the English Landscape (The Folio Society, London, 2005).

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Referência: 00339

HOSKINS (W. G.) [1908–1992].— The Making // of the // English Landscape // W. G. HOSKINS // Introduction by // KEITH THOMAS // London // The Folio Society // 2005.— In-4.º, XXIX, 280 p. E. editorial. 

Publicado originalmente em 1955, The Making of the English Landscape é uma das obras fundadoras da moderna história da paisagem. O historiador inglês W. G. Hoskins inaugurou, com este livro, uma nova maneira de ler o território como documento histórico vivo, demonstrando que cada campo, estrada, vila ou ruína preserva as marcas acumuladas de séculos de atividade humana. A paisagem deixa de ser mero cenário natural e passa a ser entendida como resultado de processos sociais, econômicos e culturais sucessivos.

Hoskins conduz o leitor desde a paisagem pré-romana e a ocupação anglo-saxônica, passando pela colonização medieval, as transformações provocadas pela Peste Negra e, sobretudo, o profundo impacto do movimento de enclosure e da Revolução Industrial. Mostra como o parcelamento dos campos, a construção de estradas, canais e ferrovias, bem como o crescimento das cidades e das casas de campo aristocráticas, alteraram de modo irreversível o aspecto do território inglês. O livro culmina com uma reflexão sobre a paisagem contemporânea, evidenciando continuidades e rupturas que ainda moldam o espaço rural e urbano.

Ricamente ilustrada, com 82 pranchas fotográficas em preto e branco e 17 mapas e planos, tanto no corpo do texto quanto em páginas próprias, esta edição apresenta um amplo aparato iconográfico composto por fotografias históricas e modernas, gravuras, mapas e levantamentos topográficos, que permitem visualizar de modo concreto as transformações descritas pelo autor. As imagens abrangem aldeias saxônicas, campos medievais fossilizados, casas senhoriais georgianas, paisagens industriais e vias históricas, constituindo um valioso complemento documental e interpretativo à análise apresentada.

Reconhecida como um clássico da historiografia britânica, esta obra influenciou gerações de historiadores, geógrafos e arqueólogos, estabelecendo um método interdisciplinar que combina observação direta, documentação histórica e interpretação cultural. Ler Hoskins é aprender a perceber a paisagem como palimpsesto, onde cada detalhe — uma cerca, uma igreja isolada, um caminho antigo — revela a presença persistente do passado no mundo moderno. Ao refletir sobre a permanência desses espaços históricos em meio à aceleração da vida contemporânea, o autor observa com particular sensibilidade que ainda podemos encontrar na paisagem tradicional um lugar de repouso e continuidade:

«…we can still gratefully turn for refreshment and sanctuary from noise and meaningless movement.»
(Author’s Introduction, p. xxix).

Exemplar em muito bom estado de conservação. Encadernação editorial ilustrada, com lombada firme e título com douração preservada. Cortes e miolo íntegro, limpo e bem conservado, com excelente nitidez tipográfica e reprodução iconográfica de alta qualidade. Estojo original presente, com sinais leves e discretos de manuseio, sem comprometer a integridade estrutural ou estética do exemplar. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.