CASTRO, Ferreira de (1898–1974). Obras (Lello & Irmão, Porto, 1979), 4 vols.
CASTRO, Ferreira de (1898–1974). Obras (Lello & Irmão, Porto, 1979), 4 vols.
CASTRO, Ferreira de (1898–1974). Obras (Lello & Irmão, Porto, 1979), 4 vols.
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CASTRO, Ferreira de (1898–1974). Obras (Lello & Irmão, Porto, 1979), 4 vols.

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CASTRO (Ferreira de) [1898-1974].— OBRAS // DE // FERREIRA DE CASTRO // VOLUME I // EMIGRANTES • A SELVA • ETERNIDADE // TERRA FRIA • A TEMPESTADE // 3 . ª EDIÇÃO // [Marca tipográfica do editor, com figura alegórica e lema «Decus in labore»] // 1979 // LELLO & IRMÃO — EDITORES // PORTO // OBRAS // DE // FERREIRA DE CASTRO // VOLUME II // PEQUENOS MUNDOS • A VOLTA AO MUNDO // 3 . ª EDIÇÃO // [Marca tipográfica do editor, com figura alegórica e lema «Decus in labore»] // 1979 // LELLO & IRMÃO — EDITORES // PORTO // OBRAS // DE // FERREIRA DE CASTRO // VOLUME III // A LÃ E A NEVE • A CURVA DA ESTRADA // A MISSÃO • A EXPERIÊNCIA • O SENHOR // DOS NAVEGANTES • O INSTINTO SUPREMO // 3 . ª EDIÇÃO // [Marca tipográfica do editor, com figura alegórica e lema «Decus in labore»] // 1979 // LELLO & IRMÃO — EDITORES // PORTO // OBRAS // DE // FERREIRA DE CASTRO // VOLUME IV // AS MARAVILHAS ARTÍSTICAS DO MUNDO // OS FRAGMENTOS // 3 . ª EDIÇÃO // [Marca tipográfica do editor, com figura alegórica e lema «Decus in labore»] // 1979 // LELLO & IRMÃO — EDITORES // PORTO.— In-8.º., 4 v. (Vol. I, LII, 1219, [2] p.; Vol. II, 1452 p.; Vol. III, 1196 p.; Vol. IV, 1383 p.). E. editorial. 

Edição completa em quatro volumes publicada pela Lello & Irmão – Editores, Porto, no ano de 1979, 3.ª edição. A coleção apresenta encadernação editorial em capa dura bordô, com títulos e ornamentos gravados a ouro nas lombadas, mantendo o padrão clássico das edições da casa Lello. O conjunto reúne parte fundamental da produção literária do autor, organizado de forma a contemplar romances, livros de viagem e textos de reflexão estética.

No Volume I encontram-se as obras Emigrantes, A Selva, Eternidade, Terra Fria e A Tempestade; o Volume II reúne Pequenos Mundos e Volta ao Mundo; o Volume III inclui A Lã e a Neve, A Curva da Estrada, A Missão, A Experiência, O Senhor dos Navegantes e O Instinto Supremo; e o Volume IV apresenta As Maravilhas Artísticas do Mundo e Os Fragmentos. Trata-se de uma das edições de referência das obras completas de Ferreira de Castro, reunindo títulos decisivos para a literatura portuguesa do século XX e para o movimento neorrealista.

Ferreira de Castro é reconhecido como um dos maiores escritores portugueses modernos. Nascido em Oliveira de Azeméis, viveu na juventude na Amazônia brasileira, experiência que marcou profundamente a sua visão do mundo e deu origem ao célebre romance A Selva. A sua escrita distingue-se pelo forte sentido humanista, pela atenção às questões sociais, pela representação do drama do emigrante e do trabalhador e por um olhar universalista que atravessa tanto a ficção quanto os livros de viagem. Traduzido em numerosos países, foi várias vezes indicado ao Prêmio Nobel de Literatura, afirmando-se como autor de projeção internacional.

Ao abrir este quarto volume das Obras de Ferreira de Castro, o leitor encontra no Pórtico uma espécie de declaração de intenções do autor. Antes de falar de templos, estátuas ou civilizações desaparecidas, Ferreira de Castro recorda que toda a arte antiga é, acima de tudo, um espelho do destino humano. Não escreve como historiador distante, mas como viajante comovido, que atravessa museus e ruínas para reencontrar o homem que as criou. É desse olhar profundamente humanista que nasce uma das passagens mais representativas do livro:

«Era o nosso interesse pelo próprio homem, pelo seu drama biológico, pela inquietude do seu espírito e pelo seu progresso num planeta sempre hostil, que nos impelia a nós, que amamos a luz, as cores da vida ao ar livre e, sobretudo, o futuro, para essas soturnas galerias do passado onde se expõem, em vários museus do Mundo e num ambiente de mausoléu, as esculturas mesopotâmicas e egípcias, com o seu quê de vultos de pesadelo, mágicos e imobilizados, na penumbra que os cerca.»
(v. IV, p. [7]).

Neste trecho concentra-se toda a força da obra: a arte não surge como peça morta, mas como testemunho vivo das lutas, medos e esperanças de povos remotos. Ferreira de Castro convida o leitor a caminhar com ele por entre séculos, transformando cada estátua e cada ruína numa presença humana, capaz de dialogar com o presente. É esse poder de tornar íntimo o que parecia distante que faz destas páginas não apenas um livro sobre arte, mas um encontro com a própria aventura do homem sobre a Terra.

O conjunto apresenta-se em condição muito boa para a idade. As encadernações mantêm-se firmes e estruturadas, com douração ainda visível nas lombadas, revelando apenas pequenos desgastes e fissuras superficiais nas extremidades das capas e, sobretudo, das lombadas, compatíveis com o manuseio ao longo do tempo. O miolo encontra-se íntegro, com páginas limpas, sem rasgos, sublinhados, anotações ou carimbos aparentes. Observa-se apenas o natural e discreto amarelamento do papel e alguns pontos de oxidação, sobretudo nos cortes, folhas de guarda e algumas primeiras e últimas páginas, fenômenos comuns em edições da década de 1970, sem qualquer prejuízo à leitura ou à estabilidade dos volumes. A costura permanece sólida e não se identificam folhas soltas. No Volume IV, apresenta pequena e discreta perda de papel na folha de guarda anterior (como apresentada em foto). De modo geral, trata-se de exemplar homogêneo, bem preservado e adequado tanto para coleção quanto para consulta e uso corrente.