BAUDELAIRE, Charles Pierre (1821–1867). Œuvre poétique (Jean de Bonnot, Paris, 1973).
BAUDELAIRE, Charles Pierre (1821–1867). Œuvre poétique (Jean de Bonnot, Paris, 1973).
BAUDELAIRE, Charles Pierre (1821–1867). Œuvre poétique (Jean de Bonnot, Paris, 1973).
BAUDELAIRE, Charles Pierre (1821–1867). Œuvre poétique (Jean de Bonnot, Paris, 1973).
BAUDELAIRE, Charles Pierre (1821–1867). Œuvre poétique (Jean de Bonnot, Paris, 1973).
BAUDELAIRE, Charles Pierre (1821–1867). Œuvre poétique (Jean de Bonnot, Paris, 1973).
BAUDELAIRE, Charles Pierre (1821–1867). Œuvre poétique (Jean de Bonnot, Paris, 1973).
BAUDELAIRE, Charles Pierre (1821–1867). Œuvre poétique (Jean de Bonnot, Paris, 1973).
BAUDELAIRE, Charles Pierre (1821–1867). Œuvre poétique (Jean de Bonnot, Paris, 1973).
BAUDELAIRE, Charles Pierre (1821–1867). Œuvre poétique (Jean de Bonnot, Paris, 1973).

BAUDELAIRE, Charles Pierre (1821–1867). Œuvre poétique (Jean de Bonnot, Paris, 1973).

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Referência: 00161

BAUDELAIRE (Charles Pierre) [1821–1867].— CHARLES BAUDELAIRE // OEUVRE // POÉTIQUE // Illustrations de Félicien Rops // [ornamento: canhão dentro de um círculo, emblema da editora Jean de Bonnot] // A PARIS, au 7 du faubourg St-Honoré // près la nouvelle église de la Madeleine // CHEZ JEAN DE BONNOT // tenant négoce de libraire à l’enseigne du canon // /[———] // 1973.— In-8.º., 247, 147, [34] p. E. editorial de luxo. 

Charles Baudelaire, figura central do simbolismo francês, inaugurou uma estética moderna ao conjugar beleza e decadência em versos de tensão radical. Seu livro mais célebre, Les Fleurs du Mal (1857), foi alvo de censura, com seis poemas condenados por “ofensa à moral pública”. Apesar disso, a obra consolidou-se como um dos pilares da poesia ocidental. O presente volume reúne sua produção poética completa (Les Fleurs du Mal, Les Épaves, poemas póstumos e atribuídos), enriquecido com ilustrações de Félicien Rops (1833–1898), gravador e artista belga cuja obra erótica e satírica dialoga intensamente com o imaginário poético de Baudelaire.

Entre os poemas mais célebres da coletânea está L’Albatros, em que Baudelaire compara a condição do poeta à do grande pássaro marinho, majestoso no céu, mas desajeitado quando lançado ao chão:

« Le Poète est semblable au prince des nuées
Qui hante la tempête et se rit de l’archer;
Exilé sur le sol au milieu des huées,
Ses ailes de géant l’empêchent de marcher. »
(p. 22).

Publicação luxuosa da editora Jean de Bonnot, com impressão em papel vergé, com ilustrações em página inteira de Félicien Rops e encadernação editorial em couro com decoração dourada em estilo art nouveau, representando figuras femininas entrelaçadas a serpentes. Edição em papel de alta gramatura com marcas-d’água artísticas em várias folhas. O corte superior é dourado, enquanto os cortes frontal e inferior permanecem lisos. As guardas internas apresentam motivo vegetal dourado sobre fundo azul; nas margens de junção com a lombada percebe-se um leve sombreamento decorrente da colagem de fábrica, detalhe característico da série, e não sinal de uso.. Há página para ex-libris gravado. Trata-se de uma edição de bibliófilo, parte da série clássica lançada por Jean de Bonnot na década de 1970.

O exemplar encontra-se em estado impecável. A encadernação em couro mantém-se íntegra e luminosa, o corte superior dourado preserva todo o brilho original, e o miolo apresenta-se limpo e nítido, sem manchas ou oxidação. As guardas conservam-se intactas, com o já referido traço de colagem inerente à encadernação da editora. Preserva, portanto, integralmente, as características originais de tiragem de luxo. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.