BANDEIRA, Manuel (1886–1968). Itinerário de Pasárgada (Edições Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954); De poetas e de poesia (Ministério da Educação e Cultura / Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, s.d.).
BANDEIRA, Manuel (1886–1968). Itinerário de Pasárgada (Edições Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954); De poetas e de poesia (Ministério da Educação e Cultura / Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, s.d.).
BANDEIRA, Manuel (1886–1968). Itinerário de Pasárgada (Edições Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954); De poetas e de poesia (Ministério da Educação e Cultura / Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, s.d.).
BANDEIRA, Manuel (1886–1968). Itinerário de Pasárgada (Edições Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954); De poetas e de poesia (Ministério da Educação e Cultura / Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, s.d.).
BANDEIRA, Manuel (1886–1968). Itinerário de Pasárgada (Edições Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954); De poetas e de poesia (Ministério da Educação e Cultura / Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, s.d.).
BANDEIRA, Manuel (1886–1968). Itinerário de Pasárgada (Edições Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954); De poetas e de poesia (Ministério da Educação e Cultura / Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, s.d.).
BANDEIRA, Manuel (1886–1968). Itinerário de Pasárgada (Edições Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954); De poetas e de poesia (Ministério da Educação e Cultura / Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, s.d.).
BANDEIRA, Manuel (1886–1968). Itinerário de Pasárgada (Edições Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954); De poetas e de poesia (Ministério da Educação e Cultura / Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, s.d.).

BANDEIRA, Manuel (1886–1968). Itinerário de Pasárgada (Edições Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954); De poetas e de poesia (Ministério da Educação e Cultura / Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, s.d.).

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BANDEIRA (Manuel) [1886–1968].— MANUEL BANDEIRA // DE POETAS // E DE POESIA // [——] // [Marca editorial figurativa composta pela ilustração estilizada de uma ânfora suspensa, acompanhada da inscrição semicircular ‘Os Cadernos de Cultura’] // MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA // [——] // SERVIÇO DE DOCUMENTAÇÃO // ITINERÁRIO // DE // PASÁRGADA // [Um monograma caligráfico formado pela letra ‘B’, inicial de Bandeira] // MANUEL BANDEIRA // [——] // Edições — JORNAL DE LETRAS.— In-12.º, 2 v. (Vol. I, 124 p.; Vol. II, 131, [1] p.). E. posterior não editorial.

Excepcional conjunto reunindo dois títulos de Manuel Bandeira, figura maior da literatura brasileira e um dos nomes centrais do modernismo em língua portuguesa, ambos com dedicatórias autógrafas do autor ao Dr. Ney Doyle, identificado também pela anotação catalográfica posterior a lápis presente nos exemplares, atribuição compatível com a proveniência informada e com a identificação do destinatário como Ney Proença Doyle (1933–2007), jurista brasileiro e ministro aposentado do Tribunal Superior do Trabalho.

A presença de dois exemplares autografados por Bandeira ao mesmo destinatário confere ao conjunto notável interesse de associação e proveniência, elevando-o muito além da categoria de simples exemplares assinados. Trata-se de testemunhos materiais da circulação pessoal da obra bandeiriana entre figuras de relevo da vida intelectual e jurídica brasileira, circunstância particularmente desejável no mercado de autógrafos literários.

Publicado em 1954, Itinerário de Pasárgada ocupa posição singular na bibliografia de Bandeira, constituindo uma de suas obras mais pessoais e fundamentais, verdadeiro memorial literário em que o autor revisita sua formação intelectual, amizades, influências e a gênese de sua criação poética. O exemplar conserva ainda as ilustrações fotográficas originalmente publicadas, elemento especialmente desejável, que amplia o interesse documental da obra ao oferecer um contraponto visual ao relato memorialístico do autor.

Em uma das passagens mais reveladoras da obra, Bandeira expõe com rara franqueza a dimensão de angústia, autocrítica e vulnerabilidade que atravessa sua reflexão memorialística:

«Confesso que já me vou sentindo bastante arrependido de ter começado estas memórias. O meu arrependimento vem do nenhum prazer que encontro nestas evocações (…) Tomei consciência de minhas limitações. Instruído pelos fracassos (…) o meu esforço consciente só resultava em insatisfação (…) Tomei consciência de que era um poeta menor (…) o metal precioso eu teria que sacá-lo (…) do pobre minério das minhas pequenas dores e ainda menores alegrias.» (pp. 23–24)

De Poetas e de Poesia, por sua vez, apresenta Bandeira em sua faceta de crítico e ensaísta, revelando o leitor sofisticado e o intérprete agudo da tradição poética brasileira e luso-hispânica.

Ambos os exemplares apresentam reencadernação posterior em capa dura preta, com lombadas decoradas em dourado, intervenção de caráter preservacionista. Estado geral bom para exemplares de época, com sinais naturais de envelhecimento e manuseio, incluindo amarelamento do papel, pontos de oxidação (foxing) esparsos e pequenas manchas ocasionais. Observam-se ainda vestígios de antigas fitas adesivas, com escurecimento acastanhado característico, restritos a algumas folhas preliminares e finais, sem comprometimento substancial da integridade dos exemplares. As dedicatórias autógrafas permanecem claramente legíveis e constituem, naturalmente, o principal elemento de distinção e valor do conjunto.

Conjunto de expressivo interesse para colecionadores de literatura brasileira, modernismo, exemplares de associação e manuscritos literários, reunindo duas obras representativas de Manuel Bandeira com dedicatórias autógrafas dirigidas a um destinatário identificado de relevância pública.