ANJOS, Augusto dos (1884–1914). Obra Completa (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2004).
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ANJOS (Augusto dos) [1884–1914].— AUGUSTO // DOS ANJOS // OBRA COMPLETA // ORGANIZAÇÃO, FIXAÇÃO DO TEATRO E NOTAS // Alexei Bueno // AUGUSTO DOS ANJOS: ORIGENS DE UMA POÉTICA // Alexei Bueno // FORTUNA CRÍTICA // Hermes Fontes, Antônio Torres, Órris Soares, João Ribeiro, // Gilberto Freyre, Agripino Grieco, Medeiros e Albuquerque, // Raul Machado, José Oiticica, Manuel Bandeira, Álvaro Lins, // Andrade Muricy, José Lins do Rego, José Escobar Farias, // Carlos Burlamaqui Kopke, Wilson Castelo Branco, // Fausto Cunha, Antônio Houaiss, Eudes Barros, // Elbio Spencer, Anatol Rosenfeld // [Monograma da Editora Nova Aguilar com letras "N" e "A" entrelaçadas em vermelho] // [——] // RIO DE JANEIRO, EDITORA NOVA AGUILAR S. A., 2004.— In-12.º. E. editorial com sobrecapa e estojo.
A obra de Augusto dos Anjos ocupa um lugar singular na literatura brasileira, tensionando as fronteiras entre simbolismo, cientificismo e uma modernidade de imaginação sombria e radical. Sua poesia, marcada por uma dicção inconfundível, converte matéria orgânica, angústia metafísica e especulação intelectual em uma das experiências mais singulares da língua portuguesa.
Esta edição da Nova Aguilar, organizada por Alexei Bueno, oferece a reunião mais abrangente da produção do autor em volume único. Para além do célebre Eu — núcleo central de sua fortuna literária —, o presente exemplar reúne poesia completa, incluindo outras poesias, poemas esquecidos e versos de circunstância, além de prosa dispersa, correspondência, poemas apócrifos, documentos biográficos, aparato crítico e extensas notas editoriais. Mais que uma simples reunião bibliográfica, trata-se de uma edição de referência, concebida para oferecer uma visão integral da obra e de sua recepção crítica.
A expressiva fortuna crítica incorporada ao volume — com textos de Hermes Fontes, Gilberto Freyre, Manuel Bandeira, José Lins do Rego, Antônio Houaiss, Anatol Rosenfeld, entre outros — amplia significativamente seu interesse bibliográfico, documentando a permanência crítica de uma obra que atravessou gerações sem perder sua força de estranhamento.
Em formulação particularmente eloquente de sua concepção estética, Augusto dos Anjos atribui à arte a capacidade de transfigurar a dor:
«Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa,
Abranda as rochas rígidas, torna água
Todo o fogo telúrico profundo
E reduz, sem que, entanto, a desintegre,
À condição de uma planície alegre
A aspereza orográfica do mundo!
Provo desta maneira ao mundo odiento
Pelas grandes razões do sentimento,
Sem os métodos da abstrusa ciência fria
E os trovões gritadores da dialética,
Que a mais alta expressão da dor estética
Consiste essencialmente na alegria.»
(Augusto dos Anjos, Monólogo de uma Sombra, p. 199)
Integrante da tradicional Biblioteca Luso-Brasileira da Nova Aguilar, a presente terceira reimpressão da primeira edição (2004) preserva o padrão editorial que consagrou a casa, com sólida construção material e vocação inequívoca de permanência bibliográfica. Exemplar em excelente estado de conservação, com miolo íntegro, limpo e firme. Douração preservada na capa e lombada. Fita de leitura original preservada. Acompanha sobrecapa e estojo originais. Apresenta apenas alguns leves pontos sinais de manuseio, como pequenos amassados, no estojo e sobrecapa. Impressão nítida. Sem assinaturas, carimbos e marcações.
Estado de conservação
bom
novo
Detalhes do exemplar
Largura: 12 cm
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