{"product_id":"la-bruyere-jean-de-maximes-reflexions-morales-imprimerie-de-monsieur-1781-00226","title":"LA BRUYÈRE, Jean de (1639–1696). Maximes et réflexions morales (Imprimerie de Monsieur, Paris, 1781).","description":"\u003cp\u003eLA BRUYERE (Jean de) [1639–1696].— MAXIMES \/\/ ET \/\/ RÉFLEXIONS \/\/ MORALES, \/\/ EXTRAITES \/\/ DE LA BRUYERE. \/\/ [Vinheta xilográfica ornamental, com figura central estilizada coroada, ladeada por elementos em aspa e circundada por raios decorativos] \/\/ A PARIS, \/\/ DE L'IMPRIMERIE DE MONSIEUR \/\/ [Dupla filete ornamental horizontal] \/\/ M. DCC. LXXXI.— In-16.º., LX, 195 p. E. de luxo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"805\" data-start=\"262\"\u003eJean de La Bruyère, um dos grandes moralistas franceses do século XVII, tornou-se célebre pela precisão com que observou e criticou os costumes de sua época. Em \u003cem data-end=\"439\" data-start=\"423\"\u003eLes Caractères\u003c\/em\u003e, obra da qual se originam as máximas reunidas neste volume, o autor revela um olhar perspicaz e muitas vezes implacável sobre a natureza humana, examinando suas contradições, vaidades, ilusões e grandezas com uma elegância literária que atravessou séculos. Sua escrita, ao mesmo tempo clássica e aguda, consolidou-o como figura essencial da tradição moral francesa.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1398\" data-start=\"807\"\u003eEste exemplar apresenta « \u003cem\u003eMaximes et Réflexions Morales\u003cb\u003e »\u003c\/b\u003e\u003c\/em\u003e, cuidadosamente extraídas de \u003cem data-end=\"912\" data-start=\"896\"\u003eLes Caractères\u003c\/em\u003e. A organização segue o modelo tradicional das edições francesas antigas: capítulos temáticos como \u003cem data-end=\"1023\" data-start=\"1011\"\u003eDe l’Homme\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1034\" data-start=\"1025\"\u003eDu Cœur\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1051\" data-start=\"1036\"\u003eDe la Société\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1065\" data-start=\"1053\"\u003eDes Femmes\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1079\" data-start=\"1067\"\u003eDe la Cour\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1095\" data-start=\"1081\"\u003eDes Jugemens\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1109\" data-start=\"1097\"\u003eDe la Mode\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1127\" data-start=\"1111\"\u003eDe la Religion\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1155\" data-start=\"1129\"\u003eDes Ouvrages de l’Esprit\u003c\/em\u003e, entre outros, cada qual contendo reflexões numeradas. As máximas são breves, diretas e profundas — forma literária típica dos moralistas clásicos — permitindo ao leitor um contato imediato com o núcleo filosófico do pensamento de La Bruyère.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1558\" data-start=\"1400\"\u003eEntre as passagens notáveis deste volume, destaca-se a máxima n.º 24 da seção \u003cem data-end=\"1492\" data-start=\"1480\"\u003eDe l’Homme\u003c\/em\u003e, que condensa com clareza a visão crítica e existencial do autor:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"1707\" data-start=\"1560\"\u003e\u003cem\u003e« Il n’y a pour l’homme que trois évènements, naître, vivre et mourir : il ne se sent pas naître, il souffre à mourir, et il oublie de vivre. »\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e(p. 9).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"2033\" data-start=\"1709\"\u003eInserida no capítulo que examina a condição humana, essa reflexão evidencia a ironia trágica e a lucidez que fazem de La Bruyère um dos retratistas mais brilhantes do espírito humano. O homem — sugere o autor — está tão tomado pelos extremos de sua existência que esquece aquilo que lhe seria mais essencial: a própria vida.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1069\" data-start=\"260\"\u003eEdição parisiense impressa na oficina \u003cem\u003eDe l’Imprimerie de Monsieur\u003c\/em\u003e, estabelecimento conhecido por sua ligação oficial ao irmão do rei, então intitulado \u003cem\u003eMonsieur\u003c\/em\u003e — circunstância característica da produção tipográfica pré-Revolução. O volume apresenta capitulares ornadas, vinhetas florais delicadas, divisores tipográficos, composição clara e, ao final, « \u003cem\u003eNotice sur la personne et les écrits de La Bruyère\u003c\/em\u003e » seguida de « \u003cem data-end=\"4384\" data-start=\"4364\"\u003eTable des Matières »\u003c\/em\u003e completa.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2055\" data-start=\"1071\"\u003eO exemplar recebeu posteriormente encadernação de luxo inglesa, executada por Sangorski \u0026amp; Sutcliffe (Londres, séc. XX), uma das casas de encadernação mais prestigiosas do mundo, célebre por trabalhos em couro fino e acabamento de altíssimo padrão. Encadernação plena em couro fino (possivelmente marroquim) em tom caramelo, com cinco nervuras verdadeiras na lombada, títulos e data dourados a ferro, e filetes dourados contínuos que percorrem as extremidades das capas e também ornamentam a face interna das pastas em dupla linha, formando requadro clássico e elegante, detalhe de acabamento característico de encadernação de atelier. Acabamento limpo e regular nas bordas, cabeceado costurado manualmente em verde e amarelo. O corte superior apresenta douração integral, enquanto os cortes frontal e inferior permanecem limpos e predominantemente regulares, conferindo aspecto nobre sem exagero decorativo — combinação especialmente apreciada em exemplares destinados à leitura de mão e coleção refinada.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2572\" data-start=\"2057\"\u003eConservação muito boa, sólida e estruturalmente íntegra. Miolo limpo, páginas firmes, papel com envelhecimento homogêneo e agradável, sem manchas relevantes, com alguns pequenos e leves pontos de oxidação, sobretudo nas primeiras e últimas páginas. Na guarda posterior, há pequena fissura com perda mínima de papel na dobra — discreta, estável e sem impacto estrutural. Apresenta, ainda,\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eleve esmaecimento do couro na face anterior — desgaste natural do couro pelo tempo — e pequenas fissuras superficiais no encontro da lombada com as pastas, junto aos capitais superior frontal e posterior, sem comprometimento estrutural nem perda da solidez da encadernação. O volume mantém toda a elegância material: vinhetas nítidas, capitulares intactas, impressão clara e uniforme, equilíbrio estético entre couro, douração e proporção do bloco.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2946\" data-start=\"2574\"\u003eUma peça de coleção que combina conteúdo clássico, tipografia do Antigo Regime e encadernação de ateliê histórico, reunindo raridade, presença estética e valor bibliográfico. Exemplar para bibliotecas de humanidades, bibliófilos de moralistas franceses ou para quem cultiva o livro como objeto de arte. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52713211232531,"sku":"00226","price":3900.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0226-Thumb.png?v=1769977678","url":"https:\/\/www.inactual.com.br\/products\/la-bruyere-jean-de-maximes-reflexions-morales-imprimerie-de-monsieur-1781-00226","provider":"Inactual","version":"1.0","type":"link"}