{"title":"Séculos XVI-XIII","description":null,"products":[{"product_id":"guarini-giovanni-battista-il-pastor-fido-le-berger-fidele-claude-barbin-1672-01017","title":"GUARINI, Giovanni Battista (1538–1612). Il pastor fido • Le Berger fidèle (Claude Barbin, Paris, 1672).","description":"\u003cp\u003eGUARINI (Giovanni Battista) [1538–1612]. — IL \/\/ PASTOR \/\/ FIDO. \/\/ LE \/\/ BERGER \/\/ FIDELLE. \/\/ [frontispício gravado avec scène pastorale, Cupidon, devise: “Beautés, cessez d’estre cruelles \/\/ Vous aurez des Bergers fidelles”]. — LE \/\/ BERGER \/\/ FIDELLE, \/\/ TRADUIT DE L’ITALIEN \/\/ DE \/\/ GUARINI, \/\/ EN VERS FRANÇOIS. \/\/ [ornement gravé]. — A PARIS, \/\/ Chez CLAUDE BARBIN, sur le second Perron de la Sainte Chapelle. \/\/ ——— \/\/ M.DC.LXXII. [1672]. \/\/ Avec Privilege du Roy. — In-12, [frontispício], [préliminaires non chiffrés], 573 p., [2] p. privilège. Reliure pleine peau brune d’époque.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePoeta e diplomata italiano, Guarini foi uma das vozes mais refinadas do Renascimento tardio e do início do Barroco europeu. Publicado integralmente em 1590, Il Pastor Fido consolidou-se como a grande obra da tragicomédia pastoril, ambientada na Arcádia mítica, onde pastores e ninfas vivem dilemas amorosos permeados de destino, honra e sacrifício. Seu êxito foi imediato e atravessou fronteiras, marcando profundamente a literatura e o teatro europeus dos séculos XVI e XVII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsta edição bilíngue — em italiano e francês, em páginas opostas — foi impressa em Paris pelo célebre editor Claude Barbin, figura central no circuito literário do século XVII. Reflete não apenas o prestígio da obra, mas também o intercâmbio cultural intenso entre Itália e França.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEntre os trechos mais memoráveis, destaca-se o diálogo em que Silvio questiona a impossibilidade de viver sem amor:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«Come vita non sia\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eSe non quella, che nutre\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eAmorosa insaniabile follia.»\u003c\/em\u003e \u003cbr\u003e(Il Pastor Fido, p. 22)\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003e« Quoy, Linco, ne peut-on vivre jamais heureux,\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eSi le coeur n’entretient des désirs amoureux?\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eNe faut-il à l’Amour jamais eftre rebelle? »\u003c\/em\u003e \u003cbr\u003e(Le Berger Fidelle, p. 23)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEncadernação de época em couro, lombada com nervuras e dourações. Texto preservado em tipografia clara, papel com leve acidez e pontos de oxidação. Conserva ainda os cortes marmorizados de época. Ilustrações preservadas. Nota-se, contudo, desgaste natural do tempo, com pequena fenda visível entre a capa e a lombada em dois pontos, mas mantendo-se sólido e íntegro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePeça de grande valor histórico e literário, rara testemunha do diálogo entre línguas e culturas que marcou a circulação dos clássicos na Europa Moderna.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50848736411923,"sku":"01017","price":3500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0025-Thumbe2.jpg?v=1777335574"},{"product_id":"filostrato-lucio-flavio-della-vita-del-mirabile-apollonio-tianeo-comin-da-trino-di-monferrato-1549-01001","title":"FILOSTRATO, Lucio Flavio (170–247 d.C.). Della vita del mirabile Apollonio Tianeo (Comin da Trino di Monferrato, Vinegia, 1549).","description":"\u003cp data-start=\"0\" data-end=\"849\"\u003eFILOSTRATO (Lucio Flavio) [170–247 d.C.]. — FILOSTRATO GRECO \/\/ SCRITTORE ELEGANTIS- \/\/ SIMO, DELLA VITA DEL \/\/ mirabile Apollonio Tyaneo tradot- \/\/ to in linga Fiorentina, \/\/ PER M. GIOVAMBER- \/\/ NARDO GVALANDI, PRE- \/\/ te Fiorentino, et nel fine ilme- \/\/ desimo abbreuiato. \/\/ [Grande marque typographique gravée sur bois, blason orné, soutenu par deux amours, emblème de l’imprimeur]. \/\/ In Vinegia per Comin da Trino \/\/ di Monferrato, L'anno \/\/ —— \/\/ M.D.XLIX. \/\/ [avec mentions manuscrites anciennes \"Rarissimo, secondo il Diz. bibliogra- \/\/ fico del Fournier.\"]. — In-8º. Reliure ancienne en demi-veau brun, dos lisse orné de fleurons dorés, pièce de titre rouge, plats recouverts de papier dominoté bleu à semis de losanges floraux, tranches rouges. — 235 pp. en numérotation par feuillets, la dernière non chiffrée, avec le registre typographique.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"851\" data-end=\"1202\"\u003eLúcio Flávio Filóstrato, sofista grego ligado à corte da imperatriz Júlia Domna, é o autor da célebre \u003cem data-start=\"968\" data-end=\"991\"\u003eVita Apollonii Tyanei\u003c\/em\u003e, biografia do filósofo neopitagórico Apolônio de Tiana. A figura de Apolônio foi já na Antiguidade comparada à de Cristo, pela combinação de vida ascética, ensino filosófico e relatos de feitos extraordinários.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"1204\" data-end=\"1582\"\u003eEscrito originalmente em grego, o texto conheceu intensa circulação no Renascimento, traduzido para o latim e para as línguas vulgares como parte do projeto humanista de recuperação da herança clássica. Esta versão italiana é devida a M. Giovambattista Gualandi, sacerdote florentino, e constitui uma das primeiras tentativas conhecidas de verter a obra para uma língua moderna.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"1584\" data-end=\"2112\"\u003eA \u003cem data-start=\"1586\" data-end=\"1609\"\u003eVita Apollonii Tyanei\u003c\/em\u003e, de Filóstrato, é um dos testemunhos mais singulares da Antiguidade Tardia, pois retrata Apolônio de Tiana como um modelo de sábio inspirado, dotado de dons extraordinários e de uma vida ascética comparável à de Cristo. Essa tradução florentina de 1549, além de sua raridade bibliográfica, preserva passagens em que Apolônio é descrito com atributos quase divinos — sua memória prodigiosa, sua beleza incomum e sua eloquência juvenil, que já nos quatorze anos o conduzem ao estudo da retórica em Tarso.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"2114\" data-end=\"2272\"\u003eÉ justamente esse retrato precoce do filósofo como figura excepcional que torna a obra fascinante para o colecionador e estudioso do pensamento neopitagórico:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp data-start=\"2274\" data-end=\"2706\"\u003e\u003cem\u003e«che Apollonio fussi figliuolo di Gioue… mostrava desser ben disposto à quelle, tanto con la protezza de l’animo quanto con la sottilita de l’ingegno, si anchora con una uiuace memoria… onde incitaua ciascuno a risguardarlo uolentieri, oltre che egli era di bellissimo aspetto. Entrato ne. 14. anni fu dal padre menato in Tarso a Eutidemo gran Rettorico di Fenicia: el quale accetto per discepolo Apollonio...»\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e(Libro primo, c. 10).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-start=\"2708\" data-end=\"2931\"\u003eImpresso em Veneza, 1549, pelo tipógrafo e livreiro Comin da Trino di Monferruto, ativo em meados do século XVI, este volume é testemunho direto do ambiente editorial veneziano — o maior centro tipográfico europeu da época.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"2933\" data-end=\"3135\"\u003eTrata-se da primeira tradução para o italiano (fiorentino) da \u003cem data-start=\"2995\" data-end=\"3011\"\u003eVita Apollonii\u003c\/em\u003e, publicada poucas décadas após as edições latinas e florentinas de inícios do século XVI (Aldo Manuzio, 1501; Junta, 1517).\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"3137\" data-end=\"3506\"\u003eA importância bibliográfica da obra é atestada no século XIX por François-Ignace Fournier, em seu \u003cem data-start=\"3235\" data-end=\"3275\"\u003eDictionnaire portatif de bibliographie\u003c\/em\u003e (Paris, 1805, p. 269), onde as edições de Filóstrato são citadas como “raríssimas”. Essa referência confirma que já naquela época os exemplares eram escassos e altamente valorizados, reforçando a relevância desta edição veneziana.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"3508\" data-end=\"4246\"\u003eNa folha de resguardo posterior, encontra-se um manuscrito coevo em italiano, escrito a pena, em tinta já desbotada pelo tempo. Esse registro manuscrito acrescenta uma dimensão única de historicidade, testemunhando a trajetória do exemplar no espaço cultural italiano, além de reforçar sua autenticidade e raridade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"4437\" data-end=\"4588\"\u003eExemplar sólido, cortes tingidos em vermelho preservados, encadernação firme, miolo íntegro. Apresenta manchas amareladas e alguns pequenos pontos de oxidação em algumas páginas, sem comprometimento a leitura do texto. Possui sinais de manuseio compatíveis com sua idade.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50853999870227,"sku":"01001","price":15000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0037-Thumbe2.jpg?v=1777334555"},{"product_id":"vuitasse-carolo-tractatus-de-verbi-divini-incarnatione-francisci-augustini-patzko-1788-01011","title":"VUITASSE, Carolo (1660–1716). Tractatus de Verbi Divini Incarnatione (Francisci Augustini Patzko, Posonii, 1788), 2 vols.","description":"\u003cp\u003eVUITASSE (Carolo) [1660–1716] TRACTATUS \/\/ DE \/\/ VERBI DIVINI \/\/ INCARNATIONE, \/\/ AUTORE \/\/ D. CAROLO VUITASSE, \/\/ DOCTORE SACRÆ FACULTATIS PARISIENSIS, SOCIO \/\/ SORBONICO, REGIQUE THEOLOGIÆ PROFESSORE. \/\/ [———] \/\/ PARS PRIMA. \/\/ PARS SECUNDA. \/\/ [emblema calcográfico em medalhão oval: âncora ereta cravada sobre rochedo, com mar ao fundo; listel periférico com a legenda “Spes confisa Deo nunquam confusa recedit”; composição ladeada por folhagens e volutas, rematada em cartela inferior com monograma entrelaçado “AP”] \/\/ [———] \/\/ POSONII, \/\/ LITTERIS FRANCISCI AUGUST. PATZKO, \/\/ C. R. P. TYPOGR. 1788.— In-12.º., 2 v. (Vol I: 485, [3] p.; Vol II: 632, [4] p.). E. coeva em couro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCarolo Vuitasse foi um teólogo e erudito do século XVIII, cuja obra se insere no contexto da escolástica tardia, marcada pelo esforço em sistematizar, de forma rigorosa e acessível, os fundamentos da teologia dogmática. Sua produção teve especial relevância no campo da cristologia, contribuindo para a tradição acadêmica católica da época.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO \u003cem\u003eTractatus de Verbi Divini Incarnatione\u003c\/em\u003e, publicado em 1788, é uma obra dedicada à reflexão sobre o mistério da encarnação, articulando os conceitos clássicos da teologia cristã a partir da tradição patrística e escolástica. Trata-se de um texto de caráter sistemático, que busca expor e defender a doutrina da união hipostática contra interpretações equivocadas ou heréticas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eÉ nesse contexto que se encontra uma formulação clara e precisa sobre a união das naturezas divina e humana em Cristo, destacada no trecho:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«Unio, unitio, unitas, adunatio duarum naturarum, divinæ scilicet \u0026amp; humanæ, in unam Christi personam.»\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e(v. I, p. 7.)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eA sentença evidencia o núcleo da doutrina cristológica: Cristo não constitui duas pessoas distintas, mas uma única pessoa em que coexistem, sem confusão ou separação, a natureza divina e a natureza humana.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsta edição foi impressa em Posonii (Bratislava\/Pressburg), no ano de 1788, pela tipografia de Francisci Augustini Patzko, impressor régio (C.R.P. Typogr.), e apresenta-se como exemplar de referência dentro do corpus teológico do período. O volume conserva a estrutura típica das edições eruditas setecentistas, com paginação clara, uso de ornamentos tipográficos discretos e composição equilibrada, refletindo o padrão editorial de seu tempo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO conjunto apresenta-se em encadernação coeva (final do século XVIII), em couro marmorizado marrom, com manchas escuras e variações cromáticas típicas da técnica setecentista, com nervuras e dourações no dorso, além de elegantes etiquetas de título. O couro conserva ainda o brilho original em algumas áreas, mas exibe pequenos desgastes por abrasão, sobretudo, compatíveis com a idade da obra, com poucas marcas de uso. Observam-se, ainda, pequenas perdas superficiais e sinais de ressecamento. Cortes em vermelho, muito apreciado pelos bibliófilos e indício de qualidade editorial, encontram-se em excelente estado de conservação, preservando a uniformidade e a elegância originais. O miolo apresenta páginas bem preservadas, com escurecimento natural do papel e algumas manchas ocasionais de oxidação, sem prejuízo para a leitura.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eApesar da passagem de mais de dois séculos, os volumes mantêm-se sólidos e íntegros, com apenas discretos sinais de uso e envelhecimento, naturais para a época de impressão. Trata-se de uma preservação notável, que reforça o valor do exemplar como objeto de coleção. Exemplar raro e de interesse histórico e teológico, digno de integrar coleções dedicadas à tradição escolástica e à história da cristologia. Sem assinaturas, marcações ou carimbos. \u003cstrong\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cem\u003e\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Minha loja","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50854010585363,"sku":"01011","price":4500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0153-Thumbe2.jpg?v=1777329008"},{"product_id":"anonimo-istoria-del-testamento-vecchio-e-nuovo-giambattista-albrizzi-1748-01019","title":"Anônimo. Istoria del Testamento Vecchio e Nuovo (Giambattista Albrizzi, Venezia, 1748).","description":"\u003cp\u003e\u003cem\u003eAnonyme\u003c\/em\u003e. — ISTORIA \/\/ DEL \/\/ TESTAMENTO \/\/ VECCHIO, E NUOVO; \/\/ ADORNATA DI BELLISSIME FIGURE. \/\/ Con l’istruzioni estratte da’ Santi Padri, che \/\/ molto edificano, e servono a ben ordinare \/\/ i costumi in ogni condizione di persone. \/\/ A SUA ECCELLENZA \/\/ IL SIGNOR \/\/ D. MATTEO CORREGGIO\/ [Grand fleuron décoratif en cul-de-lampe, gravé sur bois, avec motifs floraux et feuillages, typique des éditions vénitiennes du XVIIIe siècle] \/\/ IN VENEZIA, MD CCXL VIII. \/\/ NELLA STAMPERIA DI GIAMBATISTA ALBRIZZI Q. GIR. \/\/ Con Licenza de' Superiori, e Privilegio.— In-8. — Frontispice gravé allégorique, titre imprimé en rouge et noir. — Dédicace « Alla Eccellenza » [11 ff.], préface du typographe « Lo Stampatore a chi legge » [3 ff.], approbation ecclésiastique de Padoue, 20 août 1748 [1 f.]. — Texte : Istoria Sacra del Testamento Vecchio e Nuovo, illustré de nombreuses gravures sur bois dans le texte. — Tavola del Testamento Vecchio (pp. 501–504). — Tavola del Testamento Nuovo [2 pp.]. — [1] p. blanche finale. — Collation : [1] f. blanc, [1] front., [1] tit., [15] ff., 766 pp., [2] pp., [1] f. blanc. — Exemplaire complet. — Reliure d’époque en veau, dos à nerfs avec pièce de titre en maroquin, tranches rouges. — Annotations manuscrites de provenance au frontispice : « Ex Biblioth. Apel. D. Pauli », indiquant l’ancienne appartenance à la bibliothèque Apeliana du Seigneur Paulo ; mention « Signor de Alamy » et date 1785.\u003cspan\u003e— [20], 766, [2] p. E. em meio-couro.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eIstoria del Testamento Vecchio, e Nuovo; adornata di bellissime figure\u003c\/em\u003e é uma obra devocional e moralizante do século XVIII, publicada em Veneza, em 1748, pela prestigiada \u003cem\u003eStamperia de Giambattista Albrizzi\u003c\/em\u003e. Seu autor reuniu nesta coletânea a narrativa sagrada do Antigo e do Novo Testamento, acompanhada de instruções extraídas dos Santos Padres, com finalidade didática, edificante e de orientação moral para o leitor cristão. Trata-se de uma obra anônima, onde o responsável do texto assina apenas com a fórmula \"N. N.\" (\u003cem\u003eNomen Nescio\u003c\/em\u003e), característica comum em compilações devocionais e pedagógicas do Setecentos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA edição apresenta grande esmero editorial: título impresso em duas cores (preto e vermelho), frontispício alegórico gravado, dedicatória inicial intitulada \u003cem\u003eEccellenza\u003c\/em\u003e, dirigida a um patrono de alta posição social, Matteo Correggio, destacada no frontispício, seguida do prefácio do impressor (\u003cem\u003eLo Stampatore a chi legge\u003c\/em\u003e) e da aprovação eclesiástica emitida em Pádua em 20 de agosto de 1748.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA seção \u003cem\u003eEccellenza\u003c\/em\u003e é particularmente reveladora do contexto editorial da época: corresponde a uma dedicatória em que o autor enaltece o valor moral e espiritual da obra, afirmando que nenhuma leitura seria mais digna de um “\u003cem\u003eCavaleiro Cristão\u003c\/em\u003e” do que o estudo contínuo das Escrituras. Um trecho emblemático reflete esse espírito:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e“Ecco in poche parole compendiato il Libro che oggi ho la ventura di presentare a V. E. Qual altra Opera più degna di un Cavaliere Cristiano, come Voi siete, poteva io scegliere che meglio vi si convenisse? E non è egli vero, che Voi fate consistere tutte le vostre delizie nella continua lettura dei Libri divini...”\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEsse testemunho sublinha o caráter edificante da obra e a prática, comum no Setecentos, de legitimar publicações por meio da proteção e prestígio de patronos influentes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO volume abre com um frontispício alegórico gravado em cobre, em página inteira, representando figuras simbólicas da Lei e da Fé cristã, acompanhado da cruz e da Biblia Sacra. O corpo do texto é amplamente ilustrado por gravuras em madeira em página inteira, que acompanham os episódios bíblicos mais significativos, como a Criação do Mundo, o Dilúvio, a Destruição de Sodoma, a história de Tamar, José no Egito, a Tomada de Jericó, Rute, entre outros. Ao final, a edição traz ainda as extensas \u003cem\u003eTavola\u003c\/em\u003e (índices) do Antigo (pp. 501–504) e do Novo Testamento [pp. 767–768], garantindo a referência sistemática da obra.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplares dessa natureza, produzidos para o público devoto e destinados ao uso frequente, raramente chegaram completos e em bom estado aos dias atuais. O presente exemplar conserva-se íntegro, com todas as suas partes preliminares, gravuras e índices legíveis. Sua raridade aumenta pela presença do frontispício alegórico original, pela impressão em vermelho e preto e, sobretudo, pela completude das gravuras em madeira, frequentemente perdidas ou danificadas em outros exemplares. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEncadernação da época em meio-couro, com lombada ornamentada em nervuras, decorada com rótulo de título. As bordas do corte preservam ainda sua tingidura vermelha original, que além de forte apelo estético, também é ótimo para conservação do exemplar. O interior está em bom estado de conservação: papel limpo, margens amplas e gravuras de traço nítido, apesar de leves manchas ocasionais e discretos sinais do tempo. A encadernação apresenta desgaste natural, com pequenas perdas nas extremidades, mas mantém-se sólida e estável. Possui anotações manuscritas no frontispício: no alto da página, a inscrição em latim abreviado “\u003cem\u003eEx Biblioth. Apel. D. Pauli\u003c\/em\u003e”, indicando antiga pertença à \u003cem\u003eBiblioteca Apeliana do Senhor Paulo\u003c\/em\u003e. Ao lado da dedicatória impressa “\u003cem\u003eA Sua Eccellenza\u003c\/em\u003e”, encontra-se a menção manuscrita ao “\u003cem\u003eSignor de Alamy\u003c\/em\u003e” (possível proprietário a quem o exemplar específico parece ter sido dedicado ou oferecido), figura que, pelo título, tinha certo prestígio ou posição social. Na parte inferior, registra-se a data 1785, que assinala a posse ou circulação do volume nesse período. Trata-se, portanto, de um exemplar sólido, completo e de notável interesse bibliográfico.\u003c\/p\u003e","brand":"Minha loja","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51859557450003,"sku":"01019","price":3900.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/00093-istoria-sacra-1748-thumb.jpg?v=1779318405"},{"product_id":"tertullien-quintus-septimius-florens-apologetique-ou-defense-des-chretiens-contre-les-accusations-des-gentils-veuve-l-camusat-1641-01016","title":"TERTULLIEN, Quintus Septimius Florens (c. 160–c. 220). Apologétique, ou Défense des Chrétiens contre les Accusations des Gentils (Veuve L. Camusat, Paris, 1641).","description":"\u003cp\u003eTERTULLIEN (Quintus Septimius Florens) [c. 160–c. 220]. — APOLOGETIQVE, \/\/ OV \/\/ DEFENSE \/\/ DES \/\/ CHRESTIENS \/\/ CONTRE \/\/ Les Accusations \/\/ DES GENTILS. \/\/ Ouurage de \/\/ TERTVLLIEN \/\/ Mis en François \/\/ Par LOVIS GIRY \/\/ IV. Edition. \/\/ [frontispício gravé ornemental en encadrement baroque] \/\/ A PARIS \/\/ Chez Iavefue L CAMVSAT \/\/ rue Sainct Iacques a la \/\/ Toylon d’or.M.DC.XLI. [1641]. \/\/ avec privilege et approbaon. — In-12, [frontispice gravé], [préliminaires non chiffrés], 260 p., [2] p. (Approbation des Docteurs et Privilège du Roy), [16] p. (Table des principales matières). Reliure en demi-cuir noir à dos lisse orné de nerfs et titre doré, plats de papier marbré brun et jaune, gardes marbrées polychromes, tranches dorées.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMagnífico e raríssimo exemplar publicado em Paris, em 1641, por Jean Camusat. Trata-se da quarta edição francesa do célebre \u003cem\u003eApologeticum de Tertuliano\u003c\/em\u003e (Tertullien), traduzido do latim por Louis Giry. Considerado o “pai da teologia cristã latina”, Tertuliano escreveu esta obra fundamental no século II em defesa dos primeiros cristãos diante das acusações do mundo pagão. Uma das peças mais influentes da patrística, o \u003cem\u003eApologeticum\u003c\/em\u003e consolidou-se como texto basilar da tradição apologética cristã, marcando de forma decisiva o desenvolvimento do pensamento teológico no Ocidente.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar preserva o privilégio real de 1635 e a aprovação da Faculdade de Teologia da Sorbonne, atestando sua circulação autorizada no seio do reino francês. O frontispício, gravado em estilo barroco, apresenta o título em cartela ornamentada, enquadrado por elementos decorativos típicos da época. O miolo, impresso com tipografia refinada do século XVII, ostenta iniciais decoradas e vinhetas editoriais.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEntre as passagens mais célebres, encontra-se a formulação que se tornou emblema da tradição apologética cristã:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«Toutes les fois que vous moissonnez les Chrestiens, leur nombre multiplie : leur sang est vne semence qui ne meurt pas sur la terre, mais qui rejaïssit heureusement.»\u003c\/em\u003e (p. 259).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eUm detalhe de grande interesse é a inscrição manuscrita em grego na guarda inicial: ΨΥΧΗΣ ΙΑΤΡΕΙΟΝ (“Hospital da Alma”), seguida do número 651. A fórmula, que associa o livro a um remédio espiritual, reforça não apenas o valor simbólico e devocional do exemplar, mas também seu interesse histórico e de proveniência, sugerindo possível registro em biblioteca ou coleção antiga.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO volume apresenta encadernação em meia-pele preta da época, com lombada em nervuras e título dourado; capas em papel marmorizado em tons de marrom e amarelo; guardas marmorizadas multicoloridas e cortes dourados em todas as faces — acabamento de luxo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em excelente condição, especialmente notável para sua idade. Encadernação sólida (provavelmente posterior), lombada firme, cortes dourados uniformes e brilhantes; miolo limpo, fresco e bem preservado, com tipografia clara e sem manchas significativas. Os sinais do tempo são mínimos e em nada comprometem a leitura ou o valor estético da peça.\u003c\/p\u003e","brand":"Minha loja","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51859604635923,"sku":"01016","price":3500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/00027-_tertullien-quintus-septimius-florens-apologetique-defense-chretiens-accusations-gentils-veuve-l-camusat-1641-thumb.jpg?v=1781835452"},{"product_id":"montesquieu-charles-louis-de-secondat-de-lesprit-des-loix-barillot-fils-1751-01000","title":"MONTESQUIEU, Charles-Louis de Secondat, baron de La Brède et de Montesquieu (1689–1755). De l’Esprit des Loix (Barillot \u0026 Fils, Genève, 1751).","description":"\u003cp\u003eMONTESQUIEU (Charles-Louis de Secondat, baron de La Brède et de Montesquieu) [1689–1755].–– De L'ESPRIT \/\/ DES \/\/ LOIX, \/\/ OU DU RAPPORT QUE LES \/\/ Loix doivent avoir avec la Constitution \/\/ de chaque Gouvernement, les Mœurs, le Climat, la Religion, le Commerce, \u0026amp;C. \/\/ A quoi l’Auteur a ajoûté des recherches \/\/ nouvelles sur les Loix Romaines touchant \/\/ les successions, sur les Loix Françoises, \/\/ \u0026amp; sur les Loix Féodales. \/\/ NOUVELLE EDITION. \/\/ Corrigée par l’Auteur, et augmentée d’une Table \/\/ des Matieres, et d’une Carte Geographique, \/\/ pour servir à l'intelligence des articles qui con- \/\/ cernent le Commerce. \/\/ TOME PREMIER \/\/ ......Prolem sine matre creatam. \/\/ TOME SECOND \/\/ ......Docuit que mâximus Atlas. \/\/ TOME TROISIEME \/\/  ......Docuit que mâximus Atlas \/\/ [Vignette typographique allégorique en gravure, ornement caractéristique de l’atelier Barillot] \/\/ A GENEVE, \/\/ Chez BARILLOT \u0026amp; FILS. \/\/ –––––– \/\/ M. DCC. LI.— 3 vol. in-12. Tome I: [4], vii, xxviii, 447 pp. — Tome II: [4], xxiii, 427 pp. — Tome III: [2], xxiv, 510, 98 pp. Complet.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eDe l’Esprit des Loix\u003c\/em\u003e é a obra-prima de Montesquieu e um marco incontornável do pensamento político e jurídico do século XVIII. Publicada originalmente em 1748, propõe uma análise magistral das leis, das instituições e das formas de governo, defendendo princípios como a separação dos poderes, a moderação do exercício político e a importância dos costumes, do clima e da religião na formação das sociedades.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCharles-Louis de Secondat, barão de La Brède et de Montesquieu, filósofo, magistrado e membro da Academia Francesa, exerceu influência decisiva no constitucionalismo moderno. Sua obra inspirou diretamente a Constituição dos Estados Unidos (1787), bem como as grandes codificações e os textos constitucionais europeus posteriores. O conteúdo distribui-se em três tomos, cada um abordando um núcleo essencial da teoria política e jurídica de Montesquieu.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO Tomo I (Livros I a XIII) trata das leis em geral, da natureza dos governos e de seus princípios republicanos, monárquicos e despóticos, explorando ainda temas como educação e virtude cívica, leis civis e criminais, simplicidade das normas, luxo e costumes, corrupção dos princípios, força defensiva e ofensiva, conquistas e liberdade política. O Tomo II (Livros XIV a XXIII) examina a influência do clima sobre as leis, a religião e as formas de culto, o comércio e as leis civis relativas à escravidão, às sucessões e ao direito público romano.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eJá o Tomo III (Livros XXIV a XXXI) concentra-se no direito feudal, nas sucessões, nos costumes dos francos e germanos, na evolução da monarquia francesa e nas relações entre leis e religião, concluindo com um extenso índice remissivo que organiza e amplia a utilidade da obra. No Tome I, Livre XI, Chapitre IV, encontramos esse trecho que é o célebre de toda a obra e sintetiza sua contribuição decisiva: a formulação da teoria da separação dos poderes como garantia essencial da liberdade política. Montesquieu identifica que o poder, por sua própria natureza, tende ao abuso, e apenas pode ser contido quando outro poder lhe impõe limites:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e«\u003cem\u003eLa Liberté politique ne se trouve que dans les Gouvernemens modérés: mais elle n’est pas toûjours dans les Etats modérés. Elle n’y est que lorsqu’on n’abuse pas du pouvoir: mais c’est une expérience éternelle que tout homme qui a du pouvoir est porté à en abuser; il va jusqu’à ce qu’il trouve des limites. Qui le diroit! la vertu même a besoin de limites. Pour qu’on ne puisse abuser du pouvoir, il faut que par la disposition des choses le pouvoir arrête le pouvoir.\u003c\/em\u003e»  (p. 301)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEsse princípio tornou-se um dos alicerces do pensamento iluminista e da teoria política ocidental, estruturando os sistemas constitucionais modernos e ecoando até hoje em democracias que se apoiam na divisão entre legislativo, executivo e judiciário.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsta edição genebrina de 1751 é de particular importância histórica: publicada apenas três anos após a primeira, traz correções do próprio autor e se difundiu rapidamente pela Europa, mesmo após a inclusão da obra no Index Librorum Prohibitorum. Essa censura, ao invés de reduzir sua circulação, aumentou seu prestígio e sua leitura entre intelectuais do século XVIII, se tornando pilar da filosofia política moderna.  Exemplar raro, completo em três volumes, uniformes, em notável estado de preservação. Prefácio original do autor, tabelas dos livros e capítulos em cada tomo, e \u003cem\u003eTable des matières\u003c\/em\u003e ao final do terceiro volume. Possui ex-libris heráldico gravado em cobre em todos os Tomos (\"Libertas\"), no verso da guarda anterior, trazendo numeração manuscrita de catálogo, quase imperceptível (\"375\", \"376\" e \"377\"), reforçando proveniência nobre. Nas folhas de rosto de cada Tomo, apresenta assinatura de posse manuscrita, além de anotação adicional nas guardas anteriores, logo acima do ex-libris (\"M3\"), possivelmente referente à localização original do volume em biblioteca particular. Todos esses manuscritos feitos a tinta ferrogálica, provavelmente com pena de aparo. Reúne valor intelectual, histórico e bibliográfico, indispensável em coleções de Iluminismo, filosofia política e história do direito. Encadernações da época em couro, sólidas, com sinais típicos da idade (oxidação leve e escurecimento em margens, perdas de partes de algumas etiquetas das lombadas, ressecamento em alguns pontos do couro e cortes entre as capas e lombada), mas com texto e ilustrações limpas e perfeitamente legíveis. Cortes com tingimento marmorizado. Lombada com ornamentos e títulos com douração em alguns pontos desbotada. Margens generosas e integridade estrutural preservada, reforçando o valor de exemplar autêntico do século XVIII. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eExemplar completo quanto ao texto. A folha de rosto anuncia uma \"\u003cem\u003eCarte Géographique pour servir à l'intelligence des articles qui concernent le Commerce\u003c\/em\u003e\". O presente exemplar não a conserva; contudo, a ausência de quaisquer vestígios materiais de extração, aliada à completude dos cadernos e da extensa \u003cem\u003eTable des Matières\u003c\/em\u003e, sugere tratar-se possivelmente de uma variante de emissão ou de um estado distribuído sem a carta, hipótese frequentemente observada em impressões genebrinas do período.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52206847295763,"sku":"01000","price":9000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0092-1-thumb_6034515a-8beb-4679-ae94-5c3dda892f0f.jpg?v=1760232192"},{"product_id":"biblia-sacra-vulgatae-editionis-typographia-balleoniana-1765-01012","title":"BIBLIA SACRA, Vulgatae Editionis (Typographia Balleoniana, Veneza, 1765).","description":"\u003cp\u003e[Frontispicium æneis figuris insculptum, a D. Falconi signatum, cum triangulo radiis circumfuso et Tetragrammate Hebraico in summitate, atque scenis biblicis: Moyses tabulas legis tenens, propheta volumen gestans, Casus Hominis, Crucifixio et Cena Domini] \/\/ BIBLIA SACRA \/\/ Vulgatæ Editionis, \/\/ SIXTI V. PONT.M. \/\/ Jussu recognita, et \/\/ CLEMENTIS VIII. \/\/ auctoritate edita. \/\/ [Emblema æneum: aquila bicipiti coronata, symbolum imperiale Habsburgicum] \/\/ VENETIIS, \/\/ Ex Typographia Balleoniana. \/\/ MDCCLXV. \/\/ BIBLIA \/\/ SACRA \/\/ Vulgatæ Editionis, \/\/ SIXTI V. PONTIFICIS MAX. \/\/ Jussu recognita, \/\/ ET CLEMENTIS VIII. \/\/ auctoritate edita; \/\/ VERSICULIS DISTINCTA, \/\/ Et ad singula Capita Argumentis aucta; \/\/ INDICEQUE EPISTOLARUM, \/\/ et Evangeliorum locupletata, ad EXEMPLAR EDITIONIS \/\/ ROMANÆ concinnata, Æneis Iconibus Sacram Historiam referentibus ornata; \/\/ ET PROLEGOMENIS \/\/ FERDINANDI KOPH \/\/ Sacræ Theologiæ Doctoris. \/\/ [Marca typographica ligno incisa: aquila bicipiti coronata in medio, circumdata voluminibus et ornamentis floralibus rococæi stili] \/\/ VENETIIS, \/\/ Ex Typographia Balleoniana. \/\/ ——— \/\/ MDCCLXV. Folio (32 × 22 cm). ff. [24], pp. 908, ff. [40]. Textus in duas columnas, versiculis distinctus. Frontispicium æneis figuris ornatum (D. Falconi sculp.), titulus typographicus rubro et nigro impressus. Continentur præfationes, decreta Clementis VIII et Concilii Tridentini, prologi S. Hieronymi (inter quos Prologus Galeatus).\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eImponente edição setecentista da Bíblia Sacra, impressa em 1765 pela prestigiada Tipografia Balleoniana, em Veneza — um dos mais renomados centros tipográficos da Europa durante o século XVIII. Título tipográfico em vermelo e preto, com marca tipográfica xilográfica da oficina. Produzida em latim, com tipografia clara e refinada, esta edição reflete a tradição erudita e a excelência gráfica que tornaram as impressões venezianas célebres entre clérigos, estudiosos e colecionadores.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eInclui as seções preliminares: \u003cem\u003ePraefatio ad Lectorem\u003c\/em\u003e, o decreto de Clemente VIII, o decreto tridentino \u003cem\u003eDe Canonicis Scripturis\u003c\/em\u003e, e os prólogos de São Jerônimo (\u003cem\u003ePrologus Galeatus\u003c\/em\u003e e outros). Texto bíblico em duas colunas, abundantemente anotado nas margens com remissivas bíblicas (referências cruzadas). Gravura de abertura assinada por D. Falconi. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA presente edição pertence à tradição da \u003cem\u003eVulgata Sixto-Clementina\u003c\/em\u003e, oficializada pelo Concílio de Trento como a única edição autorizada para leitura, ensino e controvérsias doutrinais na Igreja. Representa a recepção e difusão veneziana de um texto que se tornara normativa base para a teologia e a liturgia católicas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO decreto tridentino, aqui reproduzido integralmente, estabelece a autoridade da Vulgata e reafirma a canonicidade dos livros bíblicos:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e                                                       « DE\u003cbr\u003e                                        CANONICIS SCRIPTURIS \u003cbr\u003e                                                 DECRETUM\u003cbr\u003e                        EX CONCILIO TRIDENTINO, SESSIONE QUARTA. \u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eSacrosancta Oecumenica et generalis Tridentina Synodus, in Spiritu Sancto legitime congregata, praesidentibus in ea eisdem tribus Apostolicae Sedis Legati,: hoc sibi perpetuo ante oculos proponens, ut, sublatis erroribus, puritas ipsa Evangelii in Ecclesia conservetur… »\u003c\/em\u003e (p. IX)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eE conclui, com a fórmula de anátema que selou a definição do cânone e da versão oficial da Bíblia:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e“…Si quis autem libros ipsos integros cum omnibus suis partibus, prout in Ecclesia Catholica legi consueverunt, et in veteri vulgata Latina editione habentur, pro sacris et canonicis non susceperit, et traditiones praedictas sciens, et prudens contempserit, anathema sit.”\u003c\/em\u003e (p. IX)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eA obra apresenta encadernação em couro da época, capa firme, com apenas alguns pontos de desgaste pelo tempo. Lombada ornamentada e nervuras, com douração preservada. Páginas em excelente estado de preservação para a idade e ilustrações também preservadas. Cortes com tingimento vermelho bem preservado, com apenas alguns pontos de desbotamento. Miolo firme, limpo e bem preservado, com aparato crítico, índices e ilustrações conservados. Trata-se de um exemplar que une valor religioso, histórico e artístico, sendo igualmente uma peça de devoção e um testemunho da arte tipográfica veneziana no auge do período barroco tardio.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNota manuscrita latina na folha de guarda: “\u003cem\u003eHic liber est in quo veritas sacra dogmata quique inveniet, falsitas dogmata quilibet sua\u003c\/em\u003e”, testemunhando leitura devocional.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCarimbo oval em húngaro: « \u003cem\u003eA SZEGZÁRDI KATH. PLÉBÁNIA KÖNYVTÁRÁBÓL »\u003c\/em\u003e, indicando passagem do volume pela biblioteca da paróquia católica de Szekszárd.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePapel com marca d'água em forma de brasão ovalado, ornado por volutas barrocas, contendo monograma central entrelaçado, possivelmente referente ao moinho de papel fabricante. Esse tipo de brasão era sinal de autenticidade e qualidade do papel, muito comum em moinhos de papel italianos\/venezianos do século XVIII. Visível à luz atravessada na folha ante-rosto.\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52210288754963,"sku":"01012","price":6000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0056-Thumbe2.jpg?v=1777329145"},{"product_id":"bernis-francois-joachim-de-pierre-de-la-religion-vengee-giambattista-bodoni-1795-01002","title":"BERNIS, François-Joachim de Pierre de (1715–1794). La Religion vengée (Giambattista Bodoni, Parme, 1795).","description":"\u003cp\u003eBERNIS (François-Joachim de Pierre de) [1715–1794].— LA \/\/ RELIGION \/\/ VENGÉE \/\/ POËME \/\/ EN DIX CHANTS. \/\/ À PARME \/\/ DANS LE PALAIS ROYAL \/\/ MDCCXCV.— In-8.º., [xxviii], 248 p. E. editorial em papel marmorizado, com lombada e cantos em pele.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFrançois-Joachim de Pierre, cardeal de Bernis, foi um destacado diplomata, eclesiástico e poeta francês. Nascido em Saint-Marcel-d’Ardèche, em 1715, em uma família nobre porém empobrecida, teve sua ascensão patrocinada por Madame de Pompadour, cuja influência junto a Luís XV o conduziu a importantes cargos diplomáticos e eclesiásticos. Famoso por seu espírito refinado e por sua vida mundana, Bernis destacou-se tanto pela habilidade política quanto pela elegância literária.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eComo embaixador da França junto à Santa Sé, teve papel decisivo nas negociações que levaram à supressão da Companhia de Jesus (1773) e, mais tarde, tornou-se um dos opositores às políticas anticlericais que antecederam e acompanharam a Revolução Francesa.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSua obra mais extensa e influente, \u003cem\u003eLa Religion vengée\u003c\/em\u003e, foi publicada postumamente em 1795, pela prestigiosa tipografia de Giambattista Bodoni, em Parma.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eLa Religion vengée\u003c\/em\u003e é um poema didático e apologético em dez cantos, composto em versos alexandrinos. Nela, Bernis defende a fé e a moral cristã contra o racionalismo filosófico e o materialismo ilustrado, estruturando o texto como uma resposta poética à filosofia das Luzes e às doutrinas que, segundo o autor, ameaçavam a integridade espiritual e moral da Europa moderna.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA composição revela a erudição clássica de Bernis, combinando o vigor do pensamento teológico com o ritmo solene da poesia neoclássica. Sua linguagem é harmoniosa, elevada e impregnada de idealismo moral. À época, a obra foi recebida como um manifesto de restauração espiritual e de fidelidade à tradição católica, situando-se entre os grandes poemas religiosos do final do século XVIII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO cardeal de Bernis expõe, sob a forma de um poema épico-teológico, a queda do homem e a defesa da fé contra os excessos da razão moderna. Nos primeiros versos do \u003cem\u003eChant Premier\u003c\/em\u003e, o autor traça uma síntese poética da criação, da inocência original e da perda da imortalidade, em uma linguagem elevada que combina rigor teológico e elegância clássica:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«Dieu créa l’ange et l’homme innocents et parfaits,\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003ePour partager entre eux sa gloire et ses bienfaits;\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eLes habitants du ciel, substances immortelles,\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eEurent pour compagnon l’homme, immortel comme elles.\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eMais l’orgueil perdit l’ange, et l’ange révolté\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eNous enleva le don de l’immortalité!\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eTelle fut, ô mortels! notre noble origine,\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eTelle fut notre chute et l’affreuse ruine\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eQu’entraîna le progrès de la première erreur.»\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e(pp. 7–8).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEste exemplar foi apresentado pela Livraria Castro e Silva (Lisboa) no \u003cem\u003eSalon du Livre Rare\u003c\/em\u003e (Paris, 2013) e figura no catálogo oficial da feira sob o número 10 (Catálogo Paris 2013, p. 4–5), com a seguinte nota de procedência:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«Exemplar com dedicatória de oferta de D. Domingos de Sousa Coutinho (1760–1833) ao núncio papal em Lisboa D. Lorenzo Caleppi (1741–1817), datada de Londres, 1808.»\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eO contexto histórico dessa dedicatória é de singular relevância. D. Domingos de Sousa Coutinho, ministro plenipotenciário de Portugal em Londres, desempenhou papel decisivo nas negociações que garantiram à corte portuguesa a proteção da marinha britânica durante a transferência para o Brasil (1807–1808). Em contrapartida, foi responsável pela abertura dos portos brasileiros à frota inglesa, medida estratégica que viabilizou o rompimento do Bloqueio Continental imposto por Napoleão.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eD. Lorenzo Caleppi, núncio papal em Lisboa e, posteriormente, no Rio de Janeiro, teve atuação igualmente notável, mediando as relações diplomáticas entre a Santa Sé e o governo português no exílio. Foi nomeado primeiro núncio papal geral para a América — nomeação inédita que criou um precedente histórico e viria a facilitar o reconhecimento papal da independência do Brasil.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar, oferecido por Sousa Coutinho a Caleppi em Londres, em 1808, adquire, assim, valor histórico excepcional, simbolizando o encontro entre a diplomacia portuguesa e a autoridade eclesiástica romana num momento decisivo da história luso-brasileira. Mais do que uma obra literária, constitui um documento político e diplomático de primeira ordem, testemunho material de um elo entre fé, poder e história.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsta é a primeira edição da obra, exemplar de notável qualidade gráfica e estética, verdadeiro testemunho do auge da arte tipográfica neoclássica. A impressão bodoniana distingue-se pela pureza dos caracteres, pela exatidão das margens e pela luminosidade do papel. O volume apresenta encadernação original em papel marmorizado, com lombada e cantos em pele, impresso sobre magnífico papel de linho calandrado, de textura firme e coloração clara — características típicas das edições de Bodoni destinadas à elite literária e diplomática da época. A composição segue o cânone de elegância tipográfica de Parma, com capitulares bem proporcionadas e tipologia romana de traço fino e harmônico, conferindo à obra sobriedade e equilíbrio exemplares.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA encadernação, em papel marmoreado policromo com lombada e cantos em pele, é típica das edições de luxo do final do século XVIII. As guardas marmoreadas exibem um belo padrão de veios e gotas em tons de azul, carmim e sépia, em plena harmonia com o conjunto. A impressão é nítida e regular, \u003cem\u003etypis Bodonianis\u003c\/em\u003e, sobre papel de linho de alta gramatura, de superfície acetinada e tonalidade marfim clara. Nas folhas de guarda, observam-se anotações manuscritas a lápis, com numerações antigas de inventário — indícios de proveniência e catalogação erudita. Trata-se de uma impressão de alta tipografia bodoniana, conforme descrita por Brooks (\u003cem\u003eThe Works of Giambattista Bodoni\u003c\/em\u003e, n.º 606). O exemplar corresponde integralmente ao descrito no catálogo da Livraria Castro e Silva (Paris, 2013, item n.º 10) e foi apresentado no \u003cem\u003eSalon du Livre Rare\u003c\/em\u003e (Paris) como peça representativa da excelência técnica e histórica das edições Bodoni.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar encontra-se em bom estado de conservação, notável considerando sua idade e raridade. A lombada e os cantos apresentam desgaste leve, com pequenas perdas superficiais no couro. O papel marmoreado conserva cores vivas e uniformes, com alguns pontos de desgaste, sobretudo nas extremidades. O miolo está íntegro, com cortes limpos, papel firme e bem preservado, mantendo impressão homogênea e legível. Há apenas discretos pontos de oxidação e escurecimento marginal leve, típicos da época. As costuras permanecem firmes, e a encadernação mantém estrutura sólida, preservando integralmente o caráter original da edição. \u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52212782989587,"sku":"01002","price":35000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0180-1-thumb_7ad09dad-8d67-4ee2-956c-834dee5fb5dc.jpg?v=1759793547"},{"product_id":"juvenal-decime-junius-persio-aulus-persius-flaccus-satires-perse-juvenal-compagnie-libraires-1737-00091","title":"JUVÉNAL, Décime Junius (c. 55 – c. 140 d.C.) \u0026 PÉRSIO, Aulus Persius Flaccus (34 – 62 d.C). Traduction des Satires de Perse et de Juvénal (Compagnie des Libraires, Paris, 1737).","description":"\u003cp\u003eJUVÉNAL (Décime Junius) [c. 55 – c. 140 d.C.] \u0026amp; PÉRSIO (Aulus Persius Flaccus) [34 - 62 d.C.]. — TRADUCTION \/\/ DES SATIRES \/\/ DE PERSE, \/\/ ET DE \/\/ JUVÉNAL, \/\/ Par le Révérend Pere TARTERON, \/\/ de la Compagnie de JESUS. \/\/ NOUVELLE EDITION. \/\/ augmentée d’Arguments à chaque Satire. \/\/ [Emblème typographique : composition gravée de fleurs, feuillages et ornements végétaux, au centre une ruche entourée d’abeilles, ceinte de rubans portant les devises « INSISTERE » et « PURIS GAUDENT »]. \/\/ A PARIS, \/\/ Par la Compagnie des Libraires. \/\/ —— \/\/ M.DCC.XXXVII. \/\/ AVEC PRIVILEGE DU ROY. — In-12. Reliure pleine peau de l’époque, dos orné à nerfs et fleurons dorés, pièce de titre « Satires de Juvén[al] ». Tranches rouges, gardes en papier marbré polychrome. \/\/ 354 pp. pour le texte latin, 355 pp. pour le texte français. \/\/ Préliminaires non chiffrés comprenant titre, épître et table [36] pp. \/\/ Table des matières à la fin [15] pp., suivie d’errata [1] p., privilège du roi [3] pp., seconde errata [2] pp. et catalogue final de la Compagnie des Libraires [2] pp. \/\/ Frontispice gravé figurant l’auteur en méditation, entouré d’attributs érudits. \/\/ Dos lombo en cuir orné à nerfs, avec pièce de titre en maroquin rouge, titre doré «SATIR DE JUVEN» (forme abrégée pour \u003cem\u003eSatires de Juvénal\u003c\/em\u003e). \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDécimo Júnio Juvenal foi um poeta romano célebre por suas Sátiras, escritas em hexâmetros, nas quais critica duramente os costumes de sua época. Sua obra, composta por dezesseis sátiras, ataca a corrupção política, a decadência moral e a hipocrisia social da Roma imperial. Embora pouco se saiba de sua vida, Juvenal se tornou um dos maiores expoentes da tradição satírica, influenciando escritores do Renascimento e da modernidade. Sua mordacidade e estilo vigoroso tornaram-no símbolo de crítica e resistência moral frente aos abusos da sociedade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAulo Pérsio Flaco, também satírico romano, morreu jovem, aos 28 anos, mas deixou seis sátiras em hexâmetros que tiveram grande impacto na tradição literária latina. Educado no estoicismo, Pérsio dirigiu sua crítica contra os vícios morais, a avareza, a hipocrisia e os abusos do poder. Apesar da brevidade de sua obra, seu tom moralizante, aliado ao rigor filosófico, exerceu forte influência sobre gerações posteriores, sendo lido em conjunto com Juvenal como modelo de denúncia ética e social.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEste raro exemplar setecentista apresenta a tradução francesa das célebres Sátiras de Pérsio (Aulus Persius Flaccus) e Juvenal (Decimus Iunius Iuvenalis), dois dos maiores poetas satíricos da Roma Antiga. Suas críticas mordazes à sociedade romana — abordando corrupção, vícios, injustiças e costumes — marcaram profundamente a tradição literária ocidental. Sua obra exerceu enorme influência sobre a tradição satírica europeia, sendo lida e reinterpretada ao longo dos séculos como contundente reprovação às condutas abusivas, falsidade moral e depravação social.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTraduzidas pelo padre jesuíta Jérôme Tarteron, esta edição de 1737 foi publicada pela \u003cem\u003eCompagnie des Libraires\u003c\/em\u003e em Paris, com privilégio real, o que atesta sua circulação oficial. Diferencia-se por ser uma nova edição ampliada, trazendo argumentos introdutórios e notas adicionais a cada sátira, recurso que a torna mais acessível e erudita para os leitores do período.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUm dos trechos mais contundentes da Sátira III, denuncia a degradação moral da vida em Roma, ironizando práticas de astrologia, adivinhações e serviços indignos — incluindo o ato de servir de intermediário para adultérios —, prática considerada vergonhosa:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«Quid Romae faciam? mentiri nescio, librum\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003esi malus est nequeo laudare et poscere; motus\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eastrorum ignoro; funus promittere patris\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003enec volo nec possum; ranarum viscera numquam\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003einspexi; ferre ad nuptam quae mittit adulter,\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003equae mandat, norunt alii; me nemo ministro.\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eFur erit atque ideo nulli comes exeo tamquam\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003emancus et extinctae corpus non utile dextrae.\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eQuis nunc diligitur, nisi conscius et cui fervens\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eaestuat occultis animus semperque tacendis?\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eNil tibi se debere putat, nil conferet umquam,\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eparticipem qui te secreti fecit honesti.»\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e(p. 100)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eA «censura» manuscrita: notavelmente, este exemplar traz um risco intencional sobre parte do texto latinoda Sátira III (p. 100): «\u003cem\u003einspexi; ferre ad nuptam quae mittit adulter, quae mandat\u003c\/em\u003e». A passagem refere-se explicitamente ao ato de transportar mensagens ou presentes entre um adúltero e a mulher casada, papel de cumplicidade que Juvenal rejeita. É plausível que a frase tenha sido censurada por um antigo proprietário ou leitor sensível ao conteúdo considerado imoral, lascivo ou ofensivo aos costumes religiosos e sociais da época. Trata-se, portanto, de um gesto de censura individual, provavelmente motivado por escrúpulos morais ou religiosos, refletindo a recepção sensível e seletiva da obra em diferentes contextos históricos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUma curiosidade é que a censura ocorre apenas no texto latino e não em sua tradução francesa. Isso sugere que a língua latina, tradicionalmente associada ao meio religioso, poderia causar maior desconforto ou reprovação moral. Assim, a intervenção manuscrita transforma o exemplar em um testemunho raro e eloquente da recepção histórica da obra, revelando como diferentes contextos culturais estabeleciam limites para o aceitável.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA rasura foi executada com tinta de caneta tinteiro, possivelmente ferro-gálica, comum entre os séculos XVII e XIX. O traço apresenta espessura irregular e penetração visível nas fibras do papel, indício de escrita manual posterior à impressão. Este detalhe acrescenta valor documental e bibliográfico significativo, pois não apenas atesta o uso ativo e interpretativo do livro, mas também o inscreve na prática histórica de leitura moralizante e censura privada.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO volume apresenta sua encadernação original plena em couro, com lombada ricamente decorada em dourado e título em etiqueta de couro vermelha «\u003cem\u003eSatir[es] de Juven[al]»\u003c\/em\u003e. Contém, ainda, frontispício ilustrado em gravura, representando Juvenal em ambiente erudito, além de tabelas, erratas e catálogo final da \u003cem\u003eCompagnie des Libraires\u003c\/em\u003e. As capas mostram marcas do tempo, bem como sinais de desgaste nos cantos e bordas e cortes nas extremidades entre a capa e a lombada, mas o exemplar continua firme e íntegro. Apresenta sinais de manuseio e marcas do tempo, incluindo manchas ocasionais e discretos furos, mas permanece com textos e ilustrações perfeitamente legíveis. Possui corte na parte inferior de uma página da epístola, com perda marginal de papel em área não impressa, sem prejuízo ao texto. As folhas de guarda exibem belíssimo papel marmorizado policromado, característico das edições francesas do século XVIII. Cortes com tingimento em vermelho desbotado, mas ainda aparente. Nota-se também uma assinatura de posse manuscrita na folha de rosto, com tinta de caneta tinteiro, possivelmente ferro-gálica, indicando proveniência antiga.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52213104345363,"sku":null,"price":1900.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0091.png?v=1768533493"},{"product_id":"duguet-jacques-joseph-lettres-divers-sujets-morale-piete-jacques-estienne-1708-00094","title":"DUGUET, Jacques Joseph (1649–1733). Lettres sur divers sujets de Morale et de Piété (Jacques Estienne, Paris, 1708).","description":"\u003cp\u003eDUGUET (Jacques Joseph) [1649–1733].— LETTRES \/\/ SUR DIVERS SUJETS \/\/ DE MORALE \/\/ ET \/\/ DE PIETÉ. \/\/ Par l'Auteur du Traité de la Priere \/\/ publique. \/\/ SECONDE ÉDITION. \/\/ [Vignette typographique] \/\/ A PARIS, \/\/ Chez JACQUES ESTIENNE, ruë \/\/ S. Jacques, au coin de la ruë de la \/\/ Parcheminerie, à la Vertu. \/\/ —— \/\/ M. DCC. VIII. \/\/ Avec Approbation \u0026amp; Privilège du Roy. In-12. — [1] f. blanc, [1] titre imprimé en noir, [14] pp. (Préface), [7] pp. (Table des Titres), [1] p. (« Instructions »), 290 pp., [1] p. (Approbation, signé « N ij »), [4] pp. (Privilège du Roy, avec signatures « N iij »), [5] pp. (Catalogue des livres de Jacques Estienne, se terminant par « Avis »). — Complet. Reliure d’époque en veau, dos à nerfs avec pièce de titre en maroquin rouge, tranches marbrées.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicado em Paris em 1708 pela tradicional livraria de Jacques Estienne, este raro exemplar corresponde à segunda edição das Lettres sur divers sujets de Morale et de Piété. As cartas exploram temas da vida cristã e devocional com ênfase no rigor moral, na prática da piedade e na conduta virtuosa, seguindo o espírito da espiritualidade francesa do final do século XVII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO nome do autor não figura na obra, sendo referido apenas como o mesmo do Traité de la Prière publiqye. Pesquisas bibliográficas posteriores identificaram-no de maneira unânime como Jacques Joseph Duguet (1649–1733), teólogo jansenista francês, discípulo do espírito de Port-Royal. Reconhecido por sua clareza doutrinária e rigor moral, Duguet produziu obras de grande impacto no campo da espiritualidade e moral católica, como o Traité de la Prière publique. Sua influência atravessou o século XVIII, com várias reedições de suas obras. A atribuição deste livro a Duguet é confirmada pelo \u003cem\u003eDictionnaire de Port-Royal\u003c\/em\u003e (Paris: Champion, 1996, p. 382) e pelo \u003cem\u003eCatalogue général des livres imprimés de la BnF\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNa aprovação oficial de 1707, lê-se:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e« J’ay lû par ordre de Monseigneur le Chancelier quatorze Lettres sur plusieurs devoirs importans \u0026amp; essentiels de la vie chrétienne \u0026amp; religieuse. Elles sont très instructives \u0026amp; très édifiantes, propres à exciter la piété, \u0026amp; à faire aimer la vertu. »\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEsse juízo ressalta o caráter edificante da obra, que foi publicada com aprovação e privilégio real, atestando sua legitimidade e relevância no contexto da França de Luís XIV.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSegunda edição, ampliada, contendo: folha de rosto, dedicatória, aprovação de 1707, privilégio real e, ao final, catálogo das publicações de Jacques Estienne, acompanhado de avisos ao leitor. Preserva a tipografia elegante típica da oficina parisiense da Rue Saint Jacques, no início do século XVIII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTrata-se de exemplar raro, pela data precoce (1708), pela atribuição ao teólogo jansenista Duguet e pela preservação completa dos paratextos (\u003cem\u003eapprobation, privilège du roy,\u003c\/em\u003e catálogo final). Obras devocionais impressas neste período, sobretudo anônimas ou de circulação controlada, são de difícil preservação. A presença integral do aparato editorial reforça seu valor histórico e bibliográfico.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEncadernação da época em couro, com lombada nervurada e rótulo em couro vermelho. Desgaste natural nas bordas e cantos, pontos de ressecamento no couro e pequeno furo na lombada, mas conjunto permanece íntegro e sólido. Douração preservada na lombada e nas capas. Guardas marmorizadas íntegras, emolduradas por filete dourado executado à roda (\u003cem\u003eroulette\u003c\/em\u003e) com douração preservada. Cortes marmorizados em vermelho preservados. Interior em bom estado, papel limpo e de boa textura, com margens amplas.  Apenas algumas leves manchas amareladas nas primeiras e últimas páginas, sem prejudicar textos nem ilustrações. Sem carimbos e assinaturas.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52213146943763,"sku":null,"price":1200.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0094-Thumbe2.jpg?v=1777329318"},{"product_id":"schmitth-nicolaus-imperatores-ottomanici-typis-academicis-societatis-jesu-1760-1761-01006","title":"SCHMITTH, Nicolaus (Societate Jesu) [séc. XVIII]. Imperatores Ottomanici a capta Constantinopoli, cum epitome principum Turcarum (Typis Academicis Societatis Jesu, Tyrnaviae, 1760–1761), 2 tomos em 1 vol.","description":"\u003cp\u003eSCHMITTH (Nicolaus) [1721-1800].— IMPERATORES \/\/ OTTOMANICI \/\/ A CAPTA \/\/ CONSTANTINOPOLI, \/\/ CUM EPITOME \/\/ PRINCIPUM \/\/ TURCARUM. \/\/ A P. NICOLAO SCHMITTH, \/\/ E SOCIETATE JESU \/\/ CONCINNATI. \/\/ TOMUS PRIMUS. \/\/ [vinheta xilográfica central: escudo heráldico ornamental barroco com lambrequins, elmo e armas entrelaçadas — composição simétrica decorativa] \/\/ TYRNAVIÆ, \/\/ [traço tipográfico horizontal fino de separação] \/\/ TYPIS ACADEMICIS SOCIETATIS JESU, \/\/ ANNO MDCCLX. \/\/ IMPERATORES \/\/ OTTOMANICI \/\/ A CAPTA \/\/ CONSTANTINOPOLI, \/\/ CUM EPITOME \/\/ PRINCIPUM \/\/ TURCARUM, \/\/ A P. NICOLAO SCHMITTH, \/\/ E SOCIETATE JESU \/\/ CONCINNATI. \/\/ TOMUS SECUNDUS. \/\/ [vinheta xilográfica central: escudo heráldico ornamental barroco com lambrequins, elmo e armas entrelaçadas — composição simétrica decorativa, igual ao Tomo I] \/\/ TYRNAVIÆ, \/\/ [traço tipográfico horizontal fino de separação] \/\/ TYPIS ACADEMICIS SOCIETATIS JESU, \/\/ ANNO MDCCLXI.—  In-4.º, (Vol. I: [8], 304, [26] p.; Vol. II: [6], 448, [28] p.). E. em couro. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO tratado Imperatores Ottomanici a Capta Constantinopoli, cum Epitome Principum Turcarum, do jesuíta Nicolaus Schmitth, foi impresso em Tyrnavia (atual Trnava, Eslováquia) pela Typis Academicis Societatis Jesu, em dois tomos encadernados em um único volume, datados de 1760 (Tomus Primus) e 1761 (Tomus Secundus). Redigida integralmente em latim, a obra apresenta uma narrativa histórico-política dos soberanos otomanos a partir da queda de Constantinopla em 1453, antecedida por uma epítome dedicada aos príncipes turcos anteriores à tomada da cidade, compondo um panorama pensado para leitura erudita e consulta sistemática.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eProduzida no ambiente intelectual das instituições jesuíticas da Europa Central, a obra reflete uma tradição historiográfica em que a expansão otomana é tratada como um dos eixos centrais da história europeia tardomedieval e moderna. Trata-se de um trabalho que articula cronologia, política e guerra, com atenção especial às dinâmicas entre Oriente e Ocidente e às consequências da presença otomana no espaço europeu.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo \u003cem\u003ePraefatio ad Lectorem\u003c\/em\u003e, o autor define com clareza o escopo e a ambição da obra, ao declarar:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e«\u003cem\u003eHistoriam Ottomanorum scribere, ac eorundem potentium bella dicere aggressor, qui ex Asia in Europam transgressi, everso primum vastissimo Graecorum Imperio, ad omnem fere Europae dominationem animos adjecerunt.\u003c\/em\u003e»\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eO volume pertence a um momento tardio da produção editorial jesuítica, imediatamente anterior às grandes rupturas institucionais que culminariam na supressão da Companhia de Jesus em 1773. Esse contexto confere relevância adicional ao exemplar, tanto do ponto de vista intelectual quanto colecionístico, uma vez que se trata de um impresso acadêmico produzido por uma rede tipográfica que seria profundamente desarticulada nas décadas seguintes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAté a última verificação online, não foram localizadas ofertas ativas deste título em venda pública. A obra aparece majoritariamente em registros bibliográficos e acervos institucionais, sendo raramente encontrada em circulação regular no mercado livreiro, o que reforça sua escassez em escala internacional e sua importância para colecionadores de história otomana, história europeia e impressos acadêmicos jesuítas do século XVIII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar reúne os Tomos I e II encadernados conjuntamente em um único volume, em encadernação antiga posterior à impressão, prática comum no século XVIII. Apresenta ausência de folha(s) preliminar(es) anterior(es) à folha de rosto do Tomo I, possivelmente correspondentes a folha em branco de proteção e\/ou meio-título (\u003cem\u003ehalf-title\u003c\/em\u003e), provavelmente removida(s) durante o processo de encadernação, sem prejuízo ao texto impresso. As folhas de rosto de ambos os tomos estão preservadas, e o texto encontra-se completo. A encadernação apresenta sinais normais de uso e manuseio compatíveis com a época.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA edição apresenta frontispícios impressos em duas cores, vinhetas e gravuras ornamentais, além de aparato editorial completo, com prefácio ao leitor, índices e errata, confirmando sua função didática e acadêmica. O miolo permanece sólido e bem preservado, com sinais naturais do tempo, sem comprometer a leitura ou a integridade do conjunto.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52215295541523,"sku":"01006","price":12000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0293-thumb.png?v=1767972891"},{"product_id":"biblia-sacra-vulgatae-editionis-sixto-clementina-nicolaus-pezzana-1748-01025","title":"BIBLIA SACRA. Vulgatae Editionis Sixto-Clementina (Nicolaus Pezzana, Veneza, 1748).","description":"\u003cp\u003eBIBLIA \/\/ SACRA \/\/ Vulgatae Editionis, \/\/ SIXTI V. PONTIFICIS MAX. \/\/ JUSSU RECOGNITA, \/\/ ET CLEMENTIS VIII. \/\/ Auctoritate edita; \/\/ VERSICULIS DISTINCTA, \/\/ Et ad singula Capita Argumentis aucta; \/\/ Pluribusque Imaginibus, ad Historiarum notitiam \/\/ politissimè elaboratis, ornata; \/\/ Indiceque Epistolarum, et Evangeliorum \/\/ locupletata. \/\/ [Ornamento calcográfico: figura feminina coroada, sentada sobre nuvens, com o livro das Escrituras; auréola radiante; em uma das mãos, segura duas chaves e, na outra, uma pena enquanto escreve, sob a pomba do Espírito Santo; elementos de querubins e volutas barrocas completam a cena.] \/\/ VENETIIS, \/\/ [——] \/\/ APUD NICOLAUM PEZZANA. \/\/ MDCCXLVIII.— In-8º., [24], 924, [52] p. E. editorial em couro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eImponente edição setecentista da Vulgata Sixto-Clementina, impressa em Veneza, após o Concílio de Trento, pensada para uso clerical e acadêmico, com título a duas tintas, organização em colunas e amplas margens. A oficina de Nicolaus Pezzana é conhecida pela sobriedade e precisão de composição no Setecentos; o frontispício de cunho teológico-alegórico reforça o programa contrarreformista de legitimação textual e doutrinal da Vulgata romana. Impresso em duas colunas, com remissivas marginais e o aparato preliminar tradicional: \u003cem\u003ePraefatio ad Lectorem\u003c\/em\u003e; o decreto de Clemente VIII; o \u003cem\u003eDecretum De Canonicis Scripturis\u003c\/em\u003e do Concílio de Trento; e os prólogos de São Jerônimo (incluindo o \u003cem\u003ePrologus Galeatus\u003c\/em\u003e). Concluem o volume os índices (\u003cem\u003eIndex Epistolarum et Evangeliorum, Index Biblicus\u003c\/em\u003e). Tipografia clara\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003esobre papel de trapo, com iniciais ornamentadas e arabescos característicos da oficina veneziana. \u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePara sublinhar o estatuto canônico desta edição, a reprodução do decreto tridentino fixa a autoridade da Vulgata e a definição do cânone:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e«\u003c\/strong\u003e\u003cem\u003eSacrosancta oecumenica, et generalis Tridentina Synodus, in Spiritu Sancto legitimè congregata, praesidentibus in ea eisdem tribus Apostolicae Sedis Legatis, hoc sibi perpetuo ante oculos proponens, ut sublatis erroribus, puritas ipsa Evangelii in Ecclesia conservetur…\u003c\/em\u003e» \u003cbr\u003e«\u003cem\u003e…Si quis autem libros ipsos integros cum omnibus suis partibus, prout in Ecclesia Catholica legi consueverunt, et in veteri Vulgata Latina editione habentur, pro sacris, et canonicis non susceperit, et traditiones praedictas sciens, et prudens contempserit, anathema sit.\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e» \u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e(p. [7]).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar apresenta anotações manuscritas distribuídas nas guardas anteriores e posteriores, bem como na folha de rosto e em uma página do \u003cem\u003eIndex Biblicus\u003c\/em\u003e, realizadas em diferentes momentos e provavelmente por diferentes mãos. As inscrições mostram variações de tinta, caligrafia e grau de legibilidade, o que exige leitura paleográfica cautelosa. Diversas passagens podem ser transcritas com razoável segurança, mas outras permanecem apenas parcialmente decifráveis, devendo ser entendidas como aproximações sujeitas a revisão.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAbaixo, em tinta ferrogálica, lê-se « \u003cem\u003eDavid à S. Petro e Schol. Pris.\u003c\/em\u003e ». A caligrafia é regular, do tipo humanista cursiva do século XVIII, e sugere uma assinatura de posse. O nome pode corresponder a um clérigo ou acadêmico — talvez David a Sancto Petro e Schola Pris(a) —, mas as abreviações não permitem interpretação segura. O uso da partícula “à” (em vez de “de”) é incomum, podendo refletir influência italiana ou francesa.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo centro da mesma folha, em tinta avermelhada, lê-se “K. 1”, que parece corresponder a um código de catalogação bibliográfica — possivelmente uma notação de prateleira (Kasten 1 ou Katalog 1) —, o que reforça a hipótese de que o volume tenha integrado uma biblioteca institucional ou conventual.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA folha de rosto, impressa em vermelho e preto, traz várias anotações marginais e interlineares, entre elas palavras como \u003cem\u003eDavid, post mortem \u003c\/em\u003ee outras. Algumas expressões, como «\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e\u003cem\u003ead. Petro \u003c\/em\u003e», « \u003cem\u003e1750 post mortem\u003c\/em\u003e » e « B\u003cem\u003eibliothec Reficientio\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e», são legíveis com relativa clareza; outras se mantêm mais incertas, mas denotam posse, data e eventual transferência. No rodapé, a marca « \u003cem\u003eD. I. 12. »\u003c\/em\u003e repete-se tanto no verso da folha quanto em uma etiqueta remanescente na lombada, o que indica tratar-se de referência catalográfica ou localização física na estante. O exemplar contém ainda a indicação do impressor e data (Venetiis, Apud Nicolaum Pezzana, MDCCXLVIII), confirmando a edição veneziana de 1748.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo verso da folha de rosto, observa-se um carimbo circular em tinta violeta com a inscrição « \u003cem\u003eKEGYESRENDI\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cem\u003eKÖZPONTI\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cem\u003eKÖNYVTÁR »\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e— isto é, « Biblioteca Central da Ordem Piarista », identificando o volume como pertencente, em momento posterior, à biblioteca conventual húngara dos Escolápios, ordem religiosa conhecida por seu envolvimento com o ensino e a preservação de manuscritos teológicos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNas guardas posteriores, encontram-se duas inscrições notavelmente mais densas, de caráter teológico e exegético. A primeira, situada na parte superior da guarda, é legível com relativa clareza e pode ser transcrita — ainda que com reservas — da seguinte forma: « \u003cem\u003eLegem credendi lex statuit supplicandi. Celeberrim(us) I(n) epist(ola) ad Eppos Galliae. \u003c\/em\u003e\u003cem\u003eBenedicere in S. Litteris interdum significat maledictionem, utpote in Job 2,9 et 3 Reg. 21.\u003c\/em\u003e ». A frase reproduz a máxima teológica « \u003cem\u003elex orandi, lex credendi »\u003c\/em\u003e (« \u003cem\u003ea lei da oração determina a lei da fé »\u003c\/em\u003e) e prossegue com nota exegética sobre o verbo \u003cem\u003ebenedicere\u003c\/em\u003e, que, em certas passagens, significa « \u003cem\u003emaledicere\u003c\/em\u003e » (« amaldiçoar »), conforme os livros de Jó e dos Reis. O texto alude a uma epístola\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cem\u003ead episcopos Galliae\u003c\/em\u003e, possivelmente de tradição patrística (talvez São Celestino I) ou de comentário escolástico posterior.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA segunda anotação, na parte inferior da guarda posterior, em tinta ferrogálica escura, de traçado ornamentado é de difícil leitura. A escrita é altamente cursiva e entrelaçada, com traços sobrepostos e confusos que interferem na legibilidade, o que impede uma decifração segura. Aparentemente inicia com a palavra « \u003cem\u003eSortilegia »\u003c\/em\u003e, seguida de um pequeno texto em latim que poderia referir-se a práticas de superstição, augúrio ou adivinhação — tema recorrente na teologia moral setecentista. Contudo, qualquer tentativa de leitura permanece conjectural, e o conteúdo deve ser considerado apenas aproximado. A linha parece ter sido traçada de uma só vez, sem correções visíveis, talvez como nota marginal de estudo ou reflexão teológica. O grau de elaboração caligráfica e a escolha lexical indicam a mão de um leitor erudito, possivelmente o mesmo responsável por outras anotações do volume.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNa parte final do volume, no término do \u003cem\u003eIndex Biblicus\u003c\/em\u003e, identifica-se ainda uma breve nota marginal manuscrita, redigida em tinta ferrogálica e localizada no rodapé da última página com leitura aproximada: « \u003cem\u003eEpistolario: Rom: 9: Eps: h.\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e». A caligrafia, de traçado inclinado e seguro, é compatível com o estilo do século XVIII e sugere tratar-se de uma remissão interna de leitura, possivelmente feita por um estudioso que relacionava o índice temático à Epístola aos Romanos, capítulo 9. O termo \u003cem\u003eEpistolario\u003c\/em\u003e (ou \u003cem\u003eEpistolarium\u003c\/em\u003e em forma latina) indica o conjunto ou seção das Epístolas, reforçando o caráter de uso ativo e de consulta do exemplar. A abreviatura final \u003cem\u003eEp.s h.\u003c\/em\u003e pode ser interpretada, de modo verossímil, como \u003cem\u003eEpistola hic\u003c\/em\u003e (« a epístola aqui\u003cem\u003e »\u003c\/em\u003e) — fórmula comum em anotações de referência cruzada — ou, menos provavelmente, como \u003cem\u003eEpiscopi h.\u003c\/em\u003e (« do bispo h.\u003cem\u003e »\u003c\/em\u003e). Essa notação, breve mas precisa, reforça a hipótese de que o volume tenha servido para leitura teológica sistemática, com anotações intertextuais e cruzamentos entre passagens — indício do manuseio por um leitor erudito, possivelmente de formação eclesiástica.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEssas anotações — uma dogmática e outra moralizante — mostram que o volume foi objeto de leitura erudita, provavelmente em contexto clerical. As inscrições, embora nem todas plenamente legíveis, são testemunhos materiais preciosos da história de posse e uso do exemplar. A variedade de tintas e caligrafias indica múltiplos momentos de intervenção, de anotações devocionais a notas de estudo. A conjugação de nomes pessoais, marca de biblioteca e notas teológicas sugere que esta Bíblia Sacra circulou em ambientes eclesiásticos de língua latina, passando, possivelmente, por bibliotecas religiosas da Europa Central.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTodas as transcrições apresentadas devem ser compreendidas como leituras paleográficas aproximadas, baseadas em observação direta e comparação contextual, sem pretensão de fixar definitivamente o texto manuscrito.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em encadernação plena em couro marrom de época, com seis nervuras na lombada; abrasões de uso nas capas e quinas arredondadas com exposição do suporte. A lombada traz as letras «\u003cem\u003e S. S. »\u003c\/em\u003e gravadas entre pequenas estrelas, possivelmente correspondendo a sigla de coleção ou proprietário religioso (\u003cem\u003eScriptura Sacra, Sancti Spiritus\u003c\/em\u003e, etc.). No painel inferior, resquício de etiqueta antiga impressa em moldura azul, contendo a mesma notação manuscrita « \u003cem\u003eD. I. 12 »\u003c\/em\u003e, coincidindo com a marca interna do volume — o que reforça a hipótese de antigo sistema de catalogação biblioteconômica. Juntas externas com desgaste de manuseio, porém firmes; costura coesa e estável.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMiolo em papel de trapo espesso, muito legível, com foxing pontual e faixa de umidade antiga sobretudo nas margens superiores (sem comprometimento do texto). Perfurações de inseto esparsas no corte anterior e margens externas, sem atingir a mancha tipográfica; mancha escura localizada (provável cera\/óleo) em algumas paginas da seção dos Profetas, dificultando um pouco a leitura de um trecho em três páginas, sendo que nas demais (cerca de 16 páginas), a mancha se encontra mais leve e não atrapalha a leitura. \u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003ePresença de corte com perda gradativa de papel na extremidade superior das páginas 77 a 129, sem prejudicar a leitura. Cortes tingidos com efeito mármore em vermelho, com desbotamento parcial e salpicos coerentes com a idade. Gravuras e aberturas preservadas; guardas antigas íntegras, com anotações manuscritas e carimbo conventual. Conjunto completo, com preliminares, índices e remissivas. Bom estado geral para a idade, com desgaste externo e marcas de antiguidade, mas estrutura sólida e texto limpo e plenamente legível.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52240650666259,"sku":"01025","price":2900.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0191-biblia-sacra-vulgatae-editionis-apud-nicolaum-pezzana-1748-inactual-lombada.jpg?v=1768011102"},{"product_id":"grotius-hugo-the-truth-of-the-christian-religion-j-knapton-1719-01018","title":"GROTIUS, Hugo (1583-1645). The Truth of the Christian Religion: In Six Books; With a Seventh Book (J. Knapton, London, 1719).","description":"\u003cp\u003eGROTIUS (Hugo) [1583-1645].— [Emoldurado por cercadura tipográfica de filetes duplos] \/\/ THE \/\/ TRUTH \/\/ OF THE \/\/ Christian Religion. \/\/ IN \/\/ SIX BOOKS \/\/ BY \/\/ HUGO GROTIUS. \/\/ Corrected and Illustrated with Notes, \/\/ By Mr. LE CLERC. \/\/ [filete horizontal] \/\/ To which is added a \/\/ SEVENTH BOOK \/\/ Concerning this QUESTION, \/\/ What Christian Church we ought to join \/\/ our selves to; \/\/ By the said Mr. LE CLERC. \/\/ [filete horizontal] \/\/ The Second Edition with Additions. \/\/ [filete horizontal] \/\/ Done into English by JOHN CLARKE, D.D. \/\/ and Chaplain in Ordinary to His Majesty. \/\/ [filete horizontal] \/\/ LONDON: Printed for J. KNAPTON, at \/\/ the Crown in St. Paul’s Church-Yard. 1719.— In-12.º. E. de época em meia pele.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eHugo Grotius figura entre os grandes nomes do pensamento europeu do século XVII. Jurista, diplomata, historiador e teólogo neerlandês, sua obra exerceu influência duradoura sobre o direito natural e o direito das gentes. \u003cem\u003eThe Truth of the Christian Religion\u003c\/em\u003e pertence à vertente teológica de sua produção e corresponde à tradição inglesa de \u003cem\u003eDe veritate religionis Christianae\u003c\/em\u003e, obra em que Grotius desenvolve, em seis livros, uma defesa racional da religião cristã, articulando argumentos históricos, filosóficos e teológicos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO presente exemplar corresponde à segunda edição inglesa com acréscimos, conforme declarado na própria folha de rosto: \u003cem\u003e“The Second Edition with Additions”\u003c\/em\u003e. Foi publicada em Londres, em 1719, por J. Knapton, at the Crown in St. Paul’s Church-Yard. A tradução inglesa é de John Clarke, D.D., então capelão ordinário do rei. O texto de Grotius apresenta-se corrigido e esclarecido por notas de Jean Le Clerc (Johannes Clericus), destacado teólogo e erudito protestante de seu tempo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eParticularmente significativa é a inclusão de um sétimo livro, também de Le Clerc, dedicado à questão \u003cem\u003e“What Christian Church we ought to join our selves to”\u003c\/em\u003e. A edição ultrapassa, assim, a simples tradução da obra de Grotius: incorpora a leitura crítica de um importante intelectual do início do século XVIII e documenta a recepção inglesa de um texto situado na confluência entre teologia, razão e debate confessional.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMaterialmente, o volume conserva a expressividade própria da impressão inglesa setecentista, com folha de rosto enquadrada por filetes, cabeções ornamentais, capitulares decoradas e outros elementos tipográficos distribuídos pelo texto. A dedicatória é dirigida a Thomas Tenison, arcebispo de Canterbury, e os preliminares preservam o aparato editorial da edição.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em bom estado de conservação, considerando seus mais de trezentos anos. Encadernação de época em meia pele,  com desgastes nas extremidades e pequenas fissuras entre a capa e a lombada;  miolo preservado e plenamente legível, apresentando escurecimento e tonalidade irregular do papel, manchas e marcas ocasionais próprias de sua trajetória material. Observa-se discreta inscrição manuscrita, bastante tênue, na margem superior de uma das folhas preliminares. A folha de rosto, os elementos ornamentais e o texto permanecem bem conservados. Exemplar de particular interesse pela antiguidade, pela importância intelectual de Grotius e pela configuração ampliada desta edição londrina de 1719. \u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52378760446227,"sku":"01018","price":1900.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/00288-grotius-1719-inactual-thumb_8985dfb6-233e-437e-8727-e5e245587f02.jpg?v=1786680413"},{"product_id":"bossuet-jacques-benigne-anonimo-discours-sur-lhistoire-universelle-suite-de-lhistoire-universelle-david-1766-01010","title":"BOSSUET, Jacques-Bénigne (1627–1704); ANÔNIMO [séc. XVIII]. Discours sur l’Histoire Universelle; Suite de l’Histoire Universelle (David, Paris, 1766).","description":"\u003cp\u003eBOSSUET (Jacques-Bénigne) [1627–1704]; ANÔNIMO [séc. XVIII].— DISCOURS \/\/ SUR \/\/ L’HISTOIRE \/\/ UNIVERSELLE, \/\/ A MONSEIGNEUR \/\/ LE DAUPHIN : \/\/ Pour expliquer la suite de la religion, \/\/ \u0026amp; les changemens des empires. \/\/ PREMIERE PARTIE, \/\/ Depuis le commencement du monde jusqu’à l’empire \/\/ de Charlemagne. \/\/ Par messire JACQUES-BENIGNE BOSSUET, \/\/ évêque de Meaux, \u0026amp;c. \/\/ NOUVELLE ÉDITION. \/\/ [ornamento tipográfico] \/\/ A PARIS, \/\/ Chez DAVID, rue des Mathurins, à la Plume d’or. \/\/ [——] \/\/  M. DCC. LXVI. \/\/ AVEC PRIVILEGE DE SA MAJESTÉ. \/\/ SUITE \/\/ DE \/\/ L’HISTOIRE \/\/ UNIVERSELLE \/\/ DE MONSIEUR \/\/ L’ÉVÊQUE DE MEAUX, \/\/ Depuis l’an 800 de notre Seigneur, \/\/ jusqu’à l’an 1700 inclusivement. \/\/\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eSECONDE PARTIE. \/\/ NOUVELLE ÉDITION. \/\/ [ornamento tipográfico central] \/\/ A PARIS, \/\/ Chez DAVID, rue des Mathurins, à la Plume d’or; \/\/ [——] \/\/ M. DCC. LXVI. \/\/ AVEC PRIVILEGE DE SA MAJESTÉ.—\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eIn-12.º., 2.\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e(Vol. I, 426 p.; Vol. II, X, 118 p.).\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eE. editorial plena em couro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1204\" data-start=\"285\"\u003eTrata-se de uma edição de luxo da célebre obra de Jacques-Bénigne Bossuet, bispo de Meaux, pregador da corte de Luís XIV e membro da Academia Francesa — uma das figuras mais eruditas e influentes do pensamento cristão e político do século XVII. Estudoy teologia em Paris (Collège de Navarre) e destacou-se por sua eloquência teológica e pela defesa da ortodoxia católica frente ao protestantismo e ao jansenismo. Sua concepção de poder real, fundada na ideia de que toda autoridade procede de Deus, fez dele um dos principais teóricos do absolutismo católico francês. Contudo, sua obra transcende a política: nela, história e teologia se unem numa visão providencial que busca compreender o curso dos impérios e das religiões como expressão do plano divino. Bossuet é lembrado também como um dos maiores oradores sacros da língua francesa, autor das célebres \u003cem data-end=\"1144\" data-start=\"1125\"\u003eOraisons funèbres\u003c\/em\u003e, que modelaram o estilo retórico clássico do século XVII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1940\" data-start=\"1206\"\u003eO \u003cem data-end=\"1245\" data-start=\"1208\"\u003eDiscours sur l’Histoire Universelle\u003c\/em\u003e é considerado uma das pedras angulares da historiografia teológica moderna. Publicada pela primeira vez em 1681, a obra foi escrita para instrução moral e política do Delfim, herdeiro do trono francês. Bossuet propõe uma leitura da humanidade à luz da Providência divina, integrando a história sagrada — da Criação à vinda de Cristo — com a história profana, dos impérios antigos até Carlos Magno. Para ele, a história é uma escola de sabedoria: nela o homem descobre os desígnios de Deus e os princípios que regem o destino dos povos. Essa visão exerceu profunda influência sobre o pensamento histórico e político da França clássica, inspirando gerações de teólogos, educadores e estadistas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2304\" data-start=\"1942\"\u003eA \u003cem data-end=\"1977\" data-start=\"1944\"\u003eSuite de l’Histoire Universelle\u003c\/em\u003e, publicada postumamente e incluída nesta edição, continua o relato até o final do século XVII. Baseada em materiais do próprio Bossuet, foi completada por discípulos próximos e revisada para conservar o tom e a estrutura moral do original.\u003c\/p\u003e\n\u003cdiv\u003eLogo na abertura da obra, Bossuet exprime o princípio formador que guia toda a sua visão da história:\u003c\/div\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cdiv\u003e« \u003cem\u003eQuand l’histoire seroit inutile aux autres hommes, il faudroit la faire lire aux princes. »\u003c\/em\u003e (p. 5).\u003c\/div\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cdiv\u003e\n\u003cp data-start=\"2412\" data-end=\"2590\"\u003eEssa frase, uma das mais citadas de Bossuet, sintetiza a dimensão pedagógica e política de sua obra: a história como espelho do poder e escola de prudência para os governantes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"2592\" data-end=\"3178\"\u003ePublicada pela prestigiada tipografia Chez David, rue des Mathurins, « \u003cem\u003eà la Plume d’or »\u003c\/em\u003e, sob privilégio régio de Luís XV, esta edição integra a tradição humanista e cristã que moldou o pensamento político do Antigo Regime. Sua impressão elegante, típica da tipografia parisiense do século XVIII, e o privilégio real (\u003cem data-start=\"2920\" data-end=\"2950\"\u003eavec privilège de Sa Majesté\u003c\/em\u003e) atestam a autenticidade e o prestígio da publicação. A obra manteve-se continuamente impressa ao longo de todo o século XVIII, símbolo da formação clássica francesa e leitura essencial nas bibliotecas nobres e eclesiásticas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEstes exemplares apresentam proveniência nobre e plenamente documentada. Cada tomo conserva, colado na guarda anterior, o mesmo ex-libris heráldico gravado em cobre — escudo de três rosas sustentado por dois anjos e timbrado por coroa condal encimada por uma cruz — pertencente ao Comte d’Antras de Gardères (Jean-Bernard-Marie d’Antras de Gardères, 1875–1940), oficial, bibliófilo e residente em Tarbes (Hautes-Pyrénées).\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCatalogado pela AFCEL – Association Française pour la Connaissance de l’Ex-Libris (ref. A1714), o ex-libris é descrito como gravure sur cuivre de G. Tauriac, ativo nas décadas de 1920–1930, medindo 72 × 85 mm. A legenda indica:\u003cbr\u003e« \u003cem\u003eLe Comte d’Antras de Gardères \/ Sans regrets du Passé ny Peur de l’Avenir \/ Toujours les Roses Refleuriront. »\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA descrição heráldica registrada pela AFCEL é:\u003cbr\u003e« \u003cem\u003eD’argent à trois roses de gueules boutonnées d’or posées deux en chef et une en pointe. Tenants deux anges. Couronne ducale. Deux bras tenant une croix en cimier. »\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO lema « \u003cem\u003eToujours les roses refleuriront »\u003c\/em\u003e — « Sempre as rosas voltarão a florescer » — evoca a continuidade e a resiliência da linhagem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO gravador G. Tauriac, citado nos repertórios de Tibère Gheno e Hervé, produziu diversos ex-libris heráldicos para famílias do sudoeste francês, incluindo as ramificações Antras de Samazan e Antras de Cornac, descendentes dos antigos senhores gascões mencionados nas fontes nobiliárias regionais. O ramo de Gardères é documentado nas Mémoires de Jean d’Antras de Samazan, seigneur de Cornac (BnF, Gallica, ark:\/12148\/bpt6k8587519\/f232.item, p. 203), o que confirma a filiação histórica e territorial da linhagem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO conjunto formado pela edição de 1766 e pelo ex-libris gravado em cobre do conde constitui um exemplar de grande importância bibliófila. A obra, marco do pensamento histórico-teológico europeu, adquire valor adicional pela proveniência nobiliárquica autêntica e verificável, sendo testemunho raro da circulação de edições de luxo do século XVIII entre colecionadores aristocráticos franceses do início do século XX.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDois tomos em encadernação coevo-francesa, lombadas com cinco nervos e ricos ferros florais dourados, títulos (“HISTOIRE UNIVER[S] \/ TOM I” e “TOM II”), bordas das capas fileteadas a ouro. As guardas são de papel marmorizado à la cuve, em tons azul-acinzentados e ocres, com cortes marmorizados no mesmo padrão, muito bem preservados. Apresentam capas firmes e coesas, com charneiras sólidas, embora se observem alguns pequenos pontos de fissuras no papel das guardas junto ao entalhe do dorso, sem perda de estrutura. Há desgastes superficiais nas bordas e cantos, escurecimento e abrasões no couro da lombada, especialmente na cabeça e no pé do dorso, compatíveis com o manuseio e a idade. O couro mantém brilho natural e textura íntegra, sem ressecamento grave. Internamente, os volumes conservam-se limpos e completos, com colação íntegra e folhas frescas, isentas de manchas expressivas. Exemplar de notável interesse para colecionadores de filosofia, teologia, história e pensamento político francês. \u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003c\/div\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52382026334483,"sku":"01010","price":4500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0187-bossuet-discours-sur-l-histoire-universelle-premiere-partie-suite-de-l-histoire-universelle-seconde-partie-1766-inactual-thumb.jpg?v=1777525747"},{"product_id":"montargon-hyacinthe-de-dictionnaire-apostolique-tome-vii-a-m-lottin-1776-00268","title":"MONTARGON, Hyacinthe de (1705-1770). Dictionnaire apostolique… Tome VII (A. M. Lottin, l'aîné, Paris, 1776).","description":"\u003cp\u003eMONTARGON (Hyacinthe de) [1705-1770].— DICHIONNAIRE \/\/ APOSTOLIQUE, \/\/ A L'USAGE \/\/ DE MM. LES CURÉS DES VILLES \/\/ ET DE LA CAMPAGNE, \/\/ Et de tous ceux qui se destinent à la Chaire : \/\/ Par le P. HYACINTHE DE MONTARGON, \/\/ Augustin de Notre-Dame de Victoires, Prédicateur \/\/ du Roi ; Aumônier \u0026amp; Prédicateur Ordinaire du Roi \/\/ de Pologne, Duc de Lorraine \u0026amp; de Bar. \/\/ [Filete tipográfico horizontal] \/\/ (Spiritus Domini evangelizare pauperibus misit me. Is. 61. \u0026amp; Luc. 4.) \/\/ [Filete tipográfico horizontal] \/\/ TOME SEPTIEME. \/\/ [Vinheta xilográfica representando um galo sobre terreno gramado] \/\/ A PARIS, \/\/ Chez A. M. LOTTIN, l'aîné, Libraire \u0026amp; Imprimeur de \/\/ Monseigneur le DAUPHIN, ruë St. Jacques, près \/\/ de Saint-Yves, au Coq hardi. \/\/ [Filete tipográfico duplo horizontal] \/\/ M. DCC. LXXVI. \/\/ Avec Approbation \u0026amp; Privilége du Roi.— In-12.º, XI, 590 p. E. de época em plena pele.\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52382268358931,"sku":null,"price":690.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0268-dictionnaire-apostolique-tome-vii-hyacinthe-de-montargon-1776-inactual-thumb.jpg?v=1778117959"},{"product_id":"machiavelli-niccolo-historiae-florentinae-hieronymum-de-vogel-1645-01004","title":"MACHIAVELLI, Niccolò (1469–1527). Historiae Florentinae (Hieronymum de Vogel, Lugduni Batavorum, 1645).","description":"\u003cp\u003eFLORENTINI (Nicolai Machiavelli)[1469-1527].— Nicolai Machiavelli \/\/ Florentini \/\/ HISTORIAE FLORENTINAE \/\/ Libri octo. \/\/ [frontispício gravado em página inteira, com título integrado à gravura; cena representando figura coroada ao centro (Cosimus Medicis), de pé sobre pedestal, ladeada por Maquiavel à esquerda e por figura alada nua à direita, apoiada no pedestal com desenho de cidade fortificada e inscrição \"Cosinus de Medicis\"; em cima, cortinados abertos, com brasão no centro] \/\/ Lugdui Batavorum. \/\/ Apud Hieronymum de Vogel 1645.— In-12.º., [8], 534, [34] p. E. de época em pergaminho.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNiccolò Machiavelli, diplomata, historiador e pensador político florentino, é um dos grandes nomes do Renascimento italiano, conhecido por obras como \u003cem\u003eIl Principe\u003c\/em\u003e e \u003cem\u003eDiscorsi sopra la prima deca di Tito Livio\u003c\/em\u003e. Sua \u003cem\u003eHistoriae Florentinae\u003c\/em\u003e foi escrita entre 1520 e 1525 a pedido da família Médici e narra os conflitos civis e externos de Florença do final da Idade Média ao início do Renascimento.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEste exemplar traz a edição latina de 1645, publicada em Lugduni Batavorum (\u003cem\u003eLeiden\u003c\/em\u003e), contendo os oito livros da \u003cem\u003eHistoriae Florentinae\u003c\/em\u003e reunidos no mesmo volume. Além do corpo principal da obra, o exemplar inclui ainda outras seções de interesse histórico, entre elas o prefácio, o tratado \u003cem\u003eDe migrationibus populorum\u003c\/em\u003e e a biografia \u003cem\u003eCastruccii Castracani Luccensis Vita\u003c\/em\u003e, também atribuída a Maquiavel.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNa parte dedicada à célebre Conjuração dos Pazzi contra os Médici, Maquiavel escreve:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e«\u003cem\u003eVerum res longe aliter cessit, (adeo mirum consilia nostra incerta sunt ac fallacia,) siquidem is, qui Laurentio consilia subministrabat, monere eum non desiit, nihil adeo periculosum, ipsiusque authoritati adversum esse, quam si in cives multum dignitatis divitiarumque conferret.\u003c\/em\u003e» \u003cbr\u003e(p. 442).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEsse trecho ilustra a visão realista de Maquiavel sobre a instabilidade das conspirações políticas: embora cuidadosamente planejadas, costumam fracassar pela inconstância da fortuna e pela solidez das instituições florentinas diante de seus inimigos\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA edição foi impressa \u003cem data-end=\"140\" data-start=\"114\"\u003eApud Hieronymum de Vogel\u003c\/em\u003e e apresenta frontispício gravado, acompanhado de rica ornamentação tipográfica, com cabeções gravados, capitulares elaboradas e vinhetas decorativas — elementos característicos das edições eruditas do século XVII. O texto, em latim, foi impresso em papel de trapo, com cortes tingidos de vermelho preservados e encadernação em pergaminho de época. O pergaminho encontra-se bem conservado, mantendo a pátina natural do tempo, com leves ondulações e escurecimentos típicos, além de pequenas fissuras junto à lombada e discretos desgastes superficiais nas extremidades. A lombada conserva o rótulo original em couro, em tom de vinho, com inscrições douradas: « MACHIAVELLI \/\/ HISTORIA ».\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO estado de conservação é sólido e satisfatório. As capas permanecem íntegras e bem fixadas, com juntas firmes e encadernação de época, apresentando envelhecimento compatível com sua antiguidade. O miolo está coeso, com folhas que exibem escurecimento natural, alguns pontos de oxidação e leves sinais de manuseio, sem faltas aparentes. A impressão mantém-se clara e legível, com ornamentos decorativos igualmente preservados. O exemplar contém inscrições manuscritas antigas, realizadas tanto a tinta quanto a lápis, localizadas nas guardas e na folha em branco anterior à folha de rosto. As anotações a tinta parecem corresponder a registros de posse ou inventário bibliográfico, enquanto as feitas a lápis remetem a códigos ou valores usualmente empregados por livreiros antiquários. Essas marcas de proveniência são indícios relevantes da trajetória do volume, documentando sua circulação no meio erudito e colecionista ao longo dos séculos, e reforçando a autenticidade e a procedência histórica da obra. Sem carimbos ou outras marcações. \u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52385742225683,"sku":"01004","price":12500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0177-Thumbe2_8a26780b-df14-4c3f-8ef4-7b38962203d8.jpg?v=1777335238"},{"product_id":"junius-melchior-politicarum-quaestionum-centum-ac-tredecim-christophorus-reusner-laurentii-alberti-1603-1604-01013","title":"JUNIUS, Melchior (1545–1604). Politicarum Quaestionum Centum ac Tredecim in Eloquentiae Studiosorum Gratiam, Stylum Exercere Cupientium, Selectarum, ac in Partes Tres... (Christophorus Reusner \/ Laurentii Alberti, Rostochii, 1603–1604), 3 partes.","description":"\u003cp\u003eJUNIUS (Melchior) [1545-1604].— POLITICARVM \/\/ Quaestionum centum ac tredecim \/\/ IN \/\/ ELOQVENTIAE \/\/ STVDIOSORVM GRATIAM \/\/ stylum exercere cupientium selecta- \/\/ rum, acin partes tres distin- \/\/ ctarum. \/\/ PARS PRIMA, \/\/ Cujus materias INDEX praefixus indicabit. \/\/ AVTORE \/\/ MELCHIORE IVNIO VVITE- \/\/ bergensi : Eloquentiae Argentinensi \/\/ in Academia Professore. \/\/ [Grande selo tipográfico com figura feminina alegórica sentada entre emblemas] \/\/ ROSTOCHII \/\/ Excudebat Christophorus Reusnerus, sumptibus \/\/ Laurentij Alberti. Anno 1603. \/\/ POLITICARVM \/\/ QVAESTIONVM \/\/ PARS II, \/\/ Cuius materiam INDEX, qui praefigitur, \/\/ monstrabit. \/\/ AVTORE \/\/ MELCHIORE IVNIO \/\/ WITEBERGENSI : ELOQVENTIAE \/\/ Argentinensi Academia \/\/ Professore. \/\/ [Grande selo tipográfico com figura feminina alegórica sentada entre emblemas] \/\/ EXCVSA, \/\/ Sumptibus Laurentii Alberti \/\/ Bibliopolae. \/\/ [——] \/\/ Anno M. DC. IIII. \/\/ POLITICARVM \/\/ QVAESTIONVM \/\/ PARS III, \/\/ Cuius materiam INDEX, qui additus \/\/ ostendet. \/\/ AVTORE \/\/ MELCHIORE IVNIO \/\/ WITEBERGENSI : ELOQVENTIAE \/\/ Argentinensi Academia \/\/ Professore. \/\/ [Grande selo tipográfico com figura feminina alegórica sentada entre emblemas] \/\/ EXCVSA, \/\/ Sumptibus Laurentii Alberti \/\/ Bibliopolae. \/\/ [——] \/\/ Anno M. DC. IIII.— In-8.º. Edição em três partes (Parte I, [16], 235 p.; Parte II, [12], 226 p.; Parte III, [8], 381, [1] p.). E. em meio pergaminho de época. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eMelchior \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eJunius, \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eteólogo, \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eretórico \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ee \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eprofessor \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ede \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eeloquência \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ena \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eUniversidade \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ede \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eEstrasburgo (\u003c\/span\u003e\u003cem data-start=\"93\" data-end=\"117\"\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eArgentinensis \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eAcademia\u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003e), \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003enasceu \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eem \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eWittenberg \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ee \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003edestacou-\u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ese \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ecomo \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003euma \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003edas \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003efiguras \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003erelevantes \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eda \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003etradição \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eoratória \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eprotestante \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ee \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eda \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eretórica \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003epolítica \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eluterana. \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eAutor \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ede \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ediversos \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003etratados \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003esobre \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eeloquência, \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eética \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ee \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003epolítica, \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ededicou-\u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ese \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ea \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003earticular \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ea \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eformação \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ehumanista \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eclássica \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ecom \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eos \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eprincípios \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003edo \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003epensamento \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ereformado, \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ebuscando \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eintegrar \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ea \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eherança \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eretórica \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eda \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eAntiguidade \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ecom \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eas \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003edemandas \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eintelectuais \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ee \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ereligiosas \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eda \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eReforma.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003ePoliticarum Quaestionum\u003c\/em\u003e é uma das obras mais representativas da oratória moral e política do período protestante germânico. Dividida em três partes (\u003cem\u003epars I, II e III\u003c\/em\u003e), traz uma coletânea de \u003cem\u003equaestiones\u003c\/em\u003e (questões) de natureza política, ética e cívica, destinadas aos estudantes de eloquência e filosofia moral. As «\u003cem\u003equaestiones»\u003c\/em\u003e são estruturadas em forma de disputas retóricas e exercitam o uso do latim clássico no contexto de temas de governo, moral pública e dever cristão.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO conjunto foi concebido como manual universitário, com função didática e formativa — voltado para o ensino da eloquência prática aplicada às ciências políticas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEdição ampliada e completa da obra, publicada entre 1603 e 1604, ainda em vida do autor (Junius faleceu em 1604), o que reforça o valor histórico e documental do exemplar, muito próximo da \u003cem\u003eeditio princeps\u003c\/em\u003e de 1602 — que abrangia apenas as duas primeiras partes, construindo um testemunho raro do texto original. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eImpressas em Rostochii (Rostock) por Christophorus Reusner, à custa de Laurentius Albertus.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eJunius encerra o segundo livro com uma meditação sobre a virtude e a glória na adversidade, apoiando-se em autoridades clássicas como Cícero, Demóstenes e Quinto Cúrcio Rufo:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e«\u003cem\u003eCogitandum igitur est illud : fortiter ferendu esse, quicquid aduersi in praelio accidit […] Semper quoque honoratam virtutem esse : vbi eam exitus fefellit : nec infelicem virtutem amittere gloriae titulum, nec gloriam virtutis intercipere fortuitam felicitatem […] Postremò nihil homini pulchrius esse : quàm bona et honesta in causa mori\u003c\/em\u003e.» (\u003cem\u003epars II\u003c\/em\u003e, p. 226).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em bom estado geral, com encadernação sólida de época em meio pergaminho e páginas bem preservadas, embora apresente sinais compatíveis com a idade. Algumas folhas exibem manchas escuras de tinta antiga ou pigmento, especialmente nas margens inferiores, sem prejuízo da leitura. Observam-se também marcações em alguns trechos e numerações a tinta em algumas páginas — possivelmente de caráter erudito ou de um leitor do período — além de umas palavras isoladas escritas à margem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar apresenta anotações manuscritas antigas na folha de rosto, datadas de 1696, sugerindo posse institucional ou acadêmica no século XVII.\u003cbr data-start=\"380\" data-end=\"383\"\u003eA encadernação conserva relevos florais e frisos ornamentais ainda perceptíveis, além de inscrições em relevo e tinta — «M H» na parte superior e «G» na base — gravadas em profundidade e acompanhadas de ornamentos e linhas em baixo-relevo.\u003cbr data-start=\"622\" data-end=\"625\"\u003eNa lombada, observam-se a numeração manuscrita « 395 » e «Libri tres», sob vestígios da inscrição «Junii \/ Politi», que confirmam o título completo e o conteúdo integral das três partes da obra. As inscrições adicionais na lombada indicam provável relação com processos de catalogação e proveniência eclesiástica.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eVale ressaltar que é possível observar, em pelo menos dois pontos ao longo do livro, a presença de pedaços de folha dobrados de fora a fora na estrutura próxima à lombada. À primeira vista, tais elementos podem aparentar folhas cortadas ou arrancadas; contudo, não se trata disso. Eles fazem parte da própria estrutura da encadernação, provavelmente adicionados no momento em que as três partes da obra foram unidas.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003eEncadernação de época em pergaminho rígido, com sinais de uso e envelhecimento típicos do início do século XVII. Apresenta pequenos orifícios possivelmente de insetos e perda em poucas páginas — sem comprometimento do texto — e no topo da lombada, com bordas amareladas e retraídas. Encadernação invertida: a sequência das partes está disposta como I – III – II, embora o exemplar esteja completo. Conserva-se firme, com costura visível e capas bem aderidas ao miolo. Texto íntegro e legível. \u003cem\u003e1603-1604.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52538533282067,"sku":"01013","price":9000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0041-Thumbe2.jpg?v=1777329560"},{"product_id":"la-bruyere-jean-de-maximes-et-reflexions-morales-imprimerie-de-monsieur-1781-01020","title":"LA BRUYÈRE, Jean de (1639–1696). Maximes et réflexions morales (Imprimerie de Monsieur, Paris, 1781).","description":"\u003cp\u003eLA BRUYERE (Jean de) [1639–1696].— MAXIMES \/\/ ET \/\/ RÉFLEXIONS \/\/ MORALES, \/\/ EXTRAITES \/\/ DE LA BRUYERE. \/\/ [Vinheta xilográfica ornamental, com figura central estilizada coroada, ladeada por elementos em aspa e circundada por raios decorativos] \/\/ A PARIS, \/\/ DE L'IMPRIMERIE DE MONSIEUR \/\/ [Dupla filete ornamental horizontal] \/\/ M. DCC. LXXXI.— In-16.º., LX, 195 p. E. de luxo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"805\" data-start=\"262\"\u003eJean de La Bruyère, um dos grandes moralistas franceses do século XVII, tornou-se célebre pela precisão com que observou e criticou os costumes de sua época. Em \u003cem data-end=\"439\" data-start=\"423\"\u003eLes Caractères\u003c\/em\u003e, obra da qual se originam as máximas reunidas neste volume, o autor revela um olhar perspicaz e muitas vezes implacável sobre a natureza humana, examinando suas contradições, vaidades, ilusões e grandezas com uma elegância literária que atravessou séculos. Sua escrita, ao mesmo tempo clássica e aguda, consolidou-o como figura essencial da tradição moral francesa.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1398\" data-start=\"807\"\u003eEste exemplar apresenta « \u003cem\u003eMaximes et Réflexions Morales\u003cb\u003e »\u003c\/b\u003e\u003c\/em\u003e, cuidadosamente extraídas de \u003cem data-end=\"912\" data-start=\"896\"\u003eLes Caractères\u003c\/em\u003e. A organização segue o modelo tradicional das edições francesas antigas: capítulos temáticos como \u003cem data-end=\"1023\" data-start=\"1011\"\u003eDe l’Homme\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1034\" data-start=\"1025\"\u003eDu Cœur\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1051\" data-start=\"1036\"\u003eDe la Société\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1065\" data-start=\"1053\"\u003eDes Femmes\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1079\" data-start=\"1067\"\u003eDe la Cour\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1095\" data-start=\"1081\"\u003eDes Jugemens\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1109\" data-start=\"1097\"\u003eDe la Mode\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1127\" data-start=\"1111\"\u003eDe la Religion\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1155\" data-start=\"1129\"\u003eDes Ouvrages de l’Esprit\u003c\/em\u003e, entre outros, cada qual contendo reflexões numeradas. As máximas são breves, diretas e profundas — forma literária típica dos moralistas clásicos — permitindo ao leitor um contato imediato com o núcleo filosófico do pensamento de La Bruyère.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1558\" data-start=\"1400\"\u003eEntre as passagens notáveis deste volume, destaca-se a máxima n.º 24 da seção \u003cem data-end=\"1492\" data-start=\"1480\"\u003eDe l’Homme\u003c\/em\u003e, que condensa com clareza a visão crítica e existencial do autor:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"1707\" data-start=\"1560\"\u003e\u003cem\u003e« Il n’y a pour l’homme que trois évènements, naître, vivre et mourir : il ne se sent pas naître, il souffre à mourir, et il oublie de vivre. »\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e(p. 9).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"2033\" data-start=\"1709\"\u003eInserida no capítulo que examina a condição humana, essa reflexão evidencia a ironia trágica e a lucidez que fazem de La Bruyère um dos retratistas mais brilhantes do espírito humano. O homem — sugere o autor — está tão tomado pelos extremos de sua existência que esquece aquilo que lhe seria mais essencial: a própria vida.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1069\" data-start=\"260\"\u003eEdição parisiense impressa na oficina \u003cem\u003eDe l’Imprimerie de Monsieur\u003c\/em\u003e, estabelecimento conhecido por sua ligação oficial ao irmão do rei, então intitulado \u003cem\u003eMonsieur\u003c\/em\u003e — circunstância característica da produção tipográfica pré-Revolução. O volume apresenta capitulares ornadas, vinhetas florais delicadas, divisores tipográficos, composição clara e, ao final, « \u003cem\u003eNotice sur la personne et les écrits de La Bruyère\u003c\/em\u003e » seguida de « \u003cem data-end=\"4384\" data-start=\"4364\"\u003eTable des Matières »\u003c\/em\u003e completa.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2055\" data-start=\"1071\"\u003eO exemplar recebeu posteriormente encadernação de luxo inglesa, executada por Sangorski \u0026amp; Sutcliffe (Londres, séc. XX), uma das casas de encadernação mais prestigiosas do mundo, célebre por trabalhos em couro fino e acabamento de altíssimo padrão. Encadernação plena em couro fino (possivelmente marroquim) em tom caramelo, com cinco nervuras verdadeiras na lombada, títulos e data dourados a ferro, e filetes dourados contínuos que percorrem as extremidades das capas e também ornamentam a face interna das pastas em dupla linha, formando requadro clássico e elegante, detalhe de acabamento característico de encadernação de atelier. Acabamento limpo e regular nas bordas, cabeceado costurado manualmente em verde e amarelo. O corte superior apresenta douração integral, enquanto os cortes frontal e inferior permanecem limpos e predominantemente regulares, conferindo aspecto nobre sem exagero decorativo — combinação especialmente apreciada em exemplares destinados à leitura de mão e coleção refinada.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2572\" data-start=\"2057\"\u003eConservação muito boa, sólida e estruturalmente íntegra. Miolo limpo, páginas firmes, papel com envelhecimento homogêneo e agradável, sem manchas relevantes, com alguns pequenos e leves pontos de oxidação, sobretudo nas primeiras e últimas páginas. Na guarda posterior, há pequena fissura com perda mínima de papel na dobra — discreta, estável e sem impacto estrutural. Apresenta, ainda,\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eleve esmaecimento do couro na face anterior — desgaste natural do couro pelo tempo — e pequenas fissuras superficiais no encontro da lombada com as pastas, junto aos capitais superior frontal e posterior, sem comprometimento estrutural nem perda da solidez da encadernação. O volume mantém toda a elegância material: vinhetas nítidas, capitulares intactas, impressão clara e uniforme, equilíbrio estético entre couro, douração e proporção do bloco.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2946\" data-start=\"2574\"\u003eUma peça de coleção que combina conteúdo clássico, tipografia do Antigo Regime e encadernação de ateliê histórico, reunindo raridade, presença estética e valor bibliográfico. Exemplar para bibliotecas de humanidades, bibliófilos de moralistas franceses ou para quem cultiva o livro como objeto de arte. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52713211232531,"sku":"01020","price":3900.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0226-Thumb.png?v=1769977678"},{"product_id":"young-edward-noites-dyoung-typografia-rollandiana-1785-01007","title":"YOUNG, Edward (1683–1765). Noites d’Young (Typografia Rollandiana, Lisboa, 1785), 2 vols.","description":"\u003cp\u003eYOUNG (Edward) [1683–1765].— NOITES \/\/ D'YOUNG, \/\/ TRADUCÇÃO \/\/ DE \/\/ VICENTE CARLOS DE OLIVEIRA ; \/\/ Addicionada com muitas Notas importantes , e \/\/ com o Triunfo da Religiaõ , e outros Opus- \/\/ culos do mesmo Young. \/\/ Tomo I. \/\/ [Ornamento tipográfico floral separador] \/\/ LISBOA, \/\/ NA TYPOGRAFIA ROLLANDIANA, \/\/ 1785. \/\/ Com licença da Real Meza Censoria. \/\/ NOITES \/\/ D'YOUNG, \/\/ TRADUCÇÃO \/\/ DE \/\/ VICENTE CARLOS DE OLIVEIRA; \/\/ Addicionada com muitas Notas importantes, e \/\/ com o Triunfo da Religiaõ, e outros Opus- \/\/ culos do mesmo Young. \/\/ TOMO II. \/\/ [Ornamento tipográfico floral separador] \/\/ LISBOA, \/\/ NA TYPOGRAFIA ROLLANDIANA. \/\/ 1785. \/\/ Com licença da Real Meza Censoria.— In-16.º, 2 v. (Vol. I, XV, 269, [2] p; Vol. II, 268, [12] p.). E. editorial em plena pele.\u003c\/p\u003e\n\u003csection data-turn=\"assistant\" data-scroll-anchor=\"false\" data-testid=\"conversation-turn-12\" data-turn-id=\"request-69efa15d-4b74-8328-92c0-67cc9b9dbe1d-3\" dir=\"auto\" class=\"text-token-text-primary w-full focus:outline-none [--shadow-height:45px] has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) [\u0026amp;:has([data-writing-block])\u0026gt;*]:pointer-events-auto [content-visibility:auto] supports-[content-visibility:auto]:[contain-intrinsic-size:auto_100lvh] R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]\"\u003e\n\u003cdiv class=\"text-base my-auto mx-auto pb-10 [--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-xs,calc(var(--spacing)*4))] @w-sm\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-sm,calc(var(--spacing)*6))] @w-lg\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-lg,calc(var(--spacing)*16))] px-(--thread-content-margin)\"\u003e\n\u003cdiv class=\"[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg\/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group\/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn\"\u003e\n\u003cdiv class=\"flex max-w-full flex-col gap-4 grow\"\u003e\n\u003cdiv data-turn-start-message=\"true\" class=\"min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal outline-none keyboard-focused:focus-ring [.text-message+\u0026amp;]:mt-1\" data-message-model-slug=\"gpt-5-3\" dir=\"auto\" data-message-id=\"4fb4621c-7ddf-4deb-98e1-c1b9e2a49aab\" data-message-author-role=\"assistant\" tabindex=\"0\"\u003e\n\u003cdiv class=\"flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden\"\u003e\n\u003cdiv class=\"markdown prose dark:prose-invert w-full wrap-break-word dark markdown-new-styling\"\u003e\n\u003cp data-end=\"873\" data-start=\"289\"\u003eExemplar raríssimo e de acentuado interesse bibliofílico, reunindo os dois tomos da tradução portuguesa setecentista de \u003cem data-end=\"431\" data-start=\"415\"\u003eNight Thoughts\u003c\/em\u003e, uma das obras mais difundidas da literatura moral e meditativa europeia do século XVIII. Edward Young, clérigo e poeta inglês, alcançou notoriedade duradoura com este poema em nove “noites”, publicado originalmente entre 1742 e 1745, cuja reflexão sobre a morte, a condição humana e a transcendência exerceu influência decisiva na formação da sensibilidade pré-romântica europeia, sendo amplamente traduzido e comentado ao longo do período.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1502\" data-start=\"875\"\u003eA presente edição lisboeta de 1785, saída dos prelos da Tipografia Rollandiana e publicada sob licença da Real Mesa Censória, constitui a primeira edição portuguesa da obra, testemunhando a sua precoce recepção no contexto intelectual luso do final do Antigo Regime. A tradução de Vicente Carlos de Oliveira, enriquecida com numerosas notas e acompanhada de textos adicionais atribuídos a Young, revela um claro propósito de mediação cultural, adaptando o original inglês ao horizonte letrado português. A inclusão de discurso preliminar, índices e gravuras reforça o cuidado editorial e o caráter didático-moral da publicação.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1502\" data-start=\"875\"\u003eEm passagem particularmente expressiva, atribuída a uma das vozes poéticas do texto, lê-se:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"1502\" data-start=\"875\"\u003e\u003cem\u003e«Vale mais do que hum Reino hum bom amigo: \u003cbr\u003eSe o Monarca o naõ tem, he sempre pobre; \u003cbr\u003eNo mundo maior bem não se descobre;\u003cbr\u003eQue he Throno sem perigo\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e\u003cem\u003eDe hum fiel coraçaõ o doce abrigo.»\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e(Tomo I, p. 27).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"1942\" data-start=\"1504\"\u003eEmbora \u003cem data-end=\"1527\" data-start=\"1511\"\u003eNight Thoughts\u003c\/em\u003e tenha conhecido ampla circulação europeia, as edições portuguesas do século XVIII permanecem escassas, sendo particularmente raros os exemplares completos desta impressão de 1785 conservando ambos os tomos e encadernação coeva. A encadernação em plena pele, com lombadas compartimentadas e ricamente douradas com motivos florais, constitui expressivo testemunho das práticas encadernatórias portuguesas do período.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"107\" data-end=\"538\"\u003eExemplar em encadernação editorial em plena pele, apresentando estado de conservação globalmente bom para a cronologia, com pátina coerente com a antiguidade. Observa-se desgaste nas pastas e lombadas, com abrasões, pequenas perdas de material e fragilidade nas extremidades (cabeça e pé), incluindo início de fenda nas articulações. Cantos batidos, com perdas mais evidentes nas extremidades.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"637\" data-end=\"885\"\u003eMiolo bem firme, íntegro e plenamente legível. Papel com escurecimento homogêneo, presença de manchas ocasionais e marcas de manuseio. Notam-se discretas perfurações de inseto bibliófago na margem inferior de algumas folhas, sem atingir o texto. Guardas antigas com desgaste acentuado, manchas e sinais de uso, incluindo inscrições manuscritas antigas nas folhas de guarda e páginas de rosto, provavelmente correspondentes a duas marcas de posse com o mesmo sobrenome, acrescentando interesse documental ao conjunto como testemunho de circulação e leitura. Cortes marmoreados preservados, ainda visíveis e decorativos, apesar de desgaste e escurecimento naturais. Gravuras bem conservadas, com boa nitidez. Conjunto estruturalmente sólido, com encadernação editorial e integridade textual mantidas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"1442\" data-end=\"1662\"\u003eRaríssimo em condição completa, este conjunto apresenta elevado interesse bibliofílico, constituindo testemunho expressivo da difusão da literatura inglesa no mundo luso e da cultura do livro em Portugal no século XVIII. Primeira edição portuguesa.\u003c\/p\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/section\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":53862215713043,"sku":"01007","price":7500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0341-Noites-dYoung-Typografia-Rollandiana-Lisboa-1785-Primeira-Edicao-Inactual-thumb.jpg?v=1777500077"},{"product_id":"platao-rivaes-dialogo-moral-filosofia-regia-officina-typografica-1790-01030","title":"PLATÃO (c. 427 a.C.–c. 347 a.C.). Rivaes ou Dialogo Moral de Platão sobre a Filosofia (Regia Officina Typografica, Lisboa, 1790).","description":"\u003cp\u003ePLATÃO (c. 427–c. 347 a.C.).— RIVAES \/\/ OU \/\/ DIALOGO MORAL \/\/ DE \/\/ PLATÃO \/\/ SOBRE A FILOSOFIA \/\/ Traduzido de Grego em linguagem Portugueza \/\/ e illustrado com Escolios, e Annotações \/\/ Criticas, e dirigido \/\/ Á \/\/ ILLUSTRISSIMA E EXCELLENTISSIMA \/\/ SENHORA \/\/ D. HENRIQUETA MARIA \/\/ JULIA DE MENEZES \/\/ DUQUEZA DE ALAFÕES \/\/ Cet. \/\/ POR \/\/ LUIZ ANTONIO DE AZEVEDO \/\/ LISBONENSE. \/\/ [Monograma tipográfico] \/\/ LISBOA \/\/ NA REGIA OFFICINA TYPOGRAFICA. \/\/ ANNO M. DCC. XC. \/\/ Com licença da Real Meza da Commissão Geral Sobre \/\/ o Exame, e Censura dos Livros.— In-16.º, [16], XLII, 53 p. E. em plena pele.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e«Rivaes ou Dialogo Moral sobre a Filosofia»\u003c\/span\u003e\u003cspan\u003e apresenta a tradução portuguesa do diálogo platônico \u003c\/span\u003e\u003cspan\u003eRivais\u003c\/span\u003e\u003cspan\u003e, publicada pela Régia Officina Typografica de Lisboa em 1790. Vertida do grego por Luiz Antonio de Azevedo, a edição é enriquecida por discurso preliminar, comentários e anotações críticas, refletindo o elevado padrão filológico que marcou a publicação de autores clássicos em Portugal no final do século XVIII.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003ePlatão, discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, figura entre os autores mais influentes da tradição filosófica ocidental. Seus diálogos atravessaram mais de dois milênios de leitura contínua, constituindo um dos alicerces do pensamento europeu e exercendo profunda influência sobre a filosofia, a educação e a teoria política.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003ePublicada onze anos após a fundação da Academia Real das Ciências de Lisboa, esta edição insere-se no ambiente de renovação intelectual promovido durante o reinado de D. Maria I. A dedicatória a D. Henriqueta Maria Júlia de Meneses, 4.ª Duquesa de Lafões, patrona da Academia e uma das mais destacadas mecenas portuguesas de seu tempo, situa a obra nesse contexto de valorização dos estudos clássicos e das letras.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003c\/span\u003e\u003cspan\u003eO exemplar conserva a ortografia portuguesa setecentista, a composição tipográfica característica da imprensa régia lisboeta e encadernação inteira em couro, de época, com lombada de nervos aparentes. Os sinais naturais do tempo e de manuseio não comprometem sua integridade estrutural, preservando as características materiais próprias de uma edição publicada no final do século XVIII.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMiolo bem firme, íntegro e plenamente legível. Papel com escurecimento homogêneo, presença de manchas ocasionais e marcas de manuseio. Guardas antigas com leves desgastes, manchas e sinais de uso, incluindo assinatura manuscrita antiga na folha de  rosto, acrescentando interesse documental ao conjunto como testemunho de circulação e leitura. Cortes marmoreados ainda visíveis e decorativos, apesar de desgaste e escurecimento naturais. Exemplar sólido, com encadernação em plena pele e integridade textual mantidas. Apresenta pontos de ressecamento e pequenas perdas do couro entre capa e lombada, sem comprometimento da estrutura. \u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54467280863507,"sku":"01030","price":1500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/00276-rivaes-ou-dialogo-moral-de-platao-sobre-a-filosofia-1790-thumb.jpg?v=1784783843"},{"product_id":"camoes-luis-de-os-lusiadas-officina-ferreyriana-1721-01003","title":"CAMÕES, Luís de (c. 1524–1580). Os Lusíadas (Officina Ferreyriana, Lisboa Occidental, 1721).","description":"\u003cp\u003eCAMÕES (Luís de) [c. 1524–1580].— OS LUSIADAS \/\/ DO GRANDE \/\/ LUIS DE CAMOENS, \/\/ PRINCIPE DOS POETAS \/\/ de Hespanha, \/\/ Com os Argumentos do Lecenciado \/\/ JOAM FRANCO BARRETO, \/\/ \u0026amp; Index de todos os nomes proprios, \/\/ agora nesta ultima impressaõ no- \/\/ vamente correcta. \/\/ OFFERECIDO AO SENHOR \/\/ MANOEL GALVAM \/\/ DE CASTELLO BRANCO, \/\/ FIDALGO DA CAZA DE SUA \/\/ Magestade, Collegial em o Pontificio Colle- \/\/ gio de S. Pedro da Universidade de Coim- \/\/ bra, Secretario das Justiças, \u0026amp; da \/\/ Meza do Dezembargo do Paço. \/\/ [pequeno ornamento tipográfico floral] \/\/ LISBOA OCCIDENTAL, \/\/ Na Officina FERREYRIANA, \/\/ [rule] \/\/ M.DCC.XXI. \/\/ Com todas as licenças necessarias.— In-16.º, [14], 896, [2] p. E. coeva em plena pele.\u003c\/p\u003e\n\u003cdiv class=\"qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot\"\u003e\n\u003cdiv class=\"\"\u003e\n\u003csection class=\"text-token-text-primary w-full focus:outline-none has-data-writing-block:pointer-events-none [\u0026amp;:has([data-writing-block])\u0026gt;*]:pointer-events-auto R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]\" dir=\"auto\"\u003e\n\u003cdiv class=\"text-base my-auto mx-auto pb-8 [--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-xs,calc(var(--spacing)*4))] @w-sm\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-sm,calc(var(--spacing)*6))] @w-lg\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-lg,calc(var(--spacing)*16))] px-(--thread-content-margin)\"\u003e\n\u003cdiv class=\"[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg\/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group\/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn\"\u003e\n\u003cdiv class=\"flex max-w-full flex-col gap-4 grow\"\u003e\n\u003cdiv dir=\"auto\" class=\"min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal outline-none keyboard-focused:focus-ring [.text-message+\u0026amp;]:mt-1\" tabindex=\"0\"\u003e\n\u003cdiv class=\"flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden\"\u003e\n\u003cdiv class=\"markdown prose dark:prose-invert wrap-break-word w-full dark markdown-new-styling\"\u003e\n\u003cp class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\"\u003eImpressão lisboeta setecentista de uma das obras fundamentais da língua portuguesa, publicada na Officina Ferreyriana pouco mais de um século e meio após a primeira edição de \u003cem\u003eOs Lusíadas\u003c\/em\u003e. A folha de rosto, impressa em vermelho e preto, apresenta Camões como «Principe dos Poetas de Hespanha» e anuncia os argumentos de João Franco Barreto e o índice de nomes próprios. A edição é registrada pela Biblioteca Nacional de Portugal com [14], 896, [2, última branca] páginas. \u003cspan class=\"contents\"\u003e\u003cspan class=\"\"\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"PDq2pG_selectionAnchor\"\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO volume possui composição particularmente ampla. Além dos dez cantos de \u003cem\u003eOs Lusíadas\u003c\/em\u003e, conserva a dedicatória a Manoel Galvam de Castello Branco, as licenças, a «Vida do grande Luis de Camoens», o índice dos nomes próprios e uma extensa seção das \u003cem\u003eRhythmas de Luis de Camoens\u003c\/em\u003e. Estas principiam à p. 481 e prosseguem dentro da mesma sequência de paginação até o termo do volume, reunindo sonetos e outras formas da poesia lírica camoniana. A estrutura é documentada em descrições históricas da Biblioteca Nacional e em registros camonianos especializados, que igualmente assinalam o início das \u003cem\u003eRhythmas\u003c\/em\u003e na p. 481 e seu término na p. 896. \u003cspan class=\"contents\"\u003e\u003cspan class=\"\"\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eConserva ainda o retrato gravado de Camões, representado em busto dentro de medalhão oval, acompanhado das armas atribuídas ao poeta, da pena e da espada — associação visual particularmente expressiva entre letras e armas, central à construção iconográfica de Camões. A impressão apresenta numerosas capitulares, ornamentos e vinhetas tipográficas, entre elas a composição que encerra o índice. A folha final preserva os vistos relativos à impressão e a taxação datada de 8 de janeiro de 1722, testemunho material do circuito administrativo do livro imediatamente após sua impressão de 1721. A presença conjunta da épica, da notícia biográfica, do aparato de consulta e das \u003cem\u003eRhythmas\u003c\/em\u003e confere a esta edição interesse que ultrapassa a simples transmissão do poema, oferecendo uma representação editorial abrangente de Camões como poeta épico e lírico.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em encadernação antiga de plena, de formato compacto, com lombada nervurada ricamente decorada a ouro, filetes e ferros ornamentais nos compartimentos e rótulo em pele mais clara com o nome «CAMOENS» dourado. Cortes originalmente marmoreados em vermelho, ainda nitidamente perceptíveis, embora naturalmente desvanecidos pelo tempo. A encadernação permanece estruturalmente firme, apresentando desgaste compatível com a antiguidade: abrasões e escurecimento da pele, pequenas perdas superficiais sobretudo junto às extremidades e cantos, desgaste nos cabeceados e discretas fissuras superficiais localizadas nas juntas, sem abertura estrutural aparente. A douração da lombada conserva-se em proporção significativa, com perdas e atenuação pontuais. Miolo firme, com papel de boa consistência e impressão forte e nítida; tonalização natural, \u003cem\u003efoxing\u003c\/em\u003e esparso e pequenas manchas antigas distribuídas de maneira irregular, mais perceptíveis em algumas folhas preliminares e finais. Há pequenas irregularidades e rasgos marginais pontuais em algumas folhas, sem perda textual. Retrato gravado preservado, assim como os ornamentos tipográficos e as principais seções do volume. Pequena anotação numérica antiga na guarda anterior. No conjunto, exemplar muito atraente de uma edição portuguesa de 1721, preservando extensa matéria camoniana e relevantes elementos materiais de sua circulação setecentista.\u003c\/p\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/section\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54569236627731,"sku":"01003","price":15000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/01003-camoes-luis-de-os-lusiadas-officina-ferreyriana-1721-thumb.jpg?v=1788832244"},{"product_id":"erasmo-desiderio-moriae-encomium-willem-janszoon-blaeu-1629-01005","title":"ERASMO, Desidério (c. 1466–1536). Moriae encomium (Willem Janszoon Blaeu, Amsterdã, 1629).","description":"","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54569452437779,"sku":"01005","price":10000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/inactual-icon-1_04cc191a-0227-4156-a50b-a0eb045daec3.png?v=1772926128"},{"product_id":"voltaire-poemes-epitres-autres-poesies-1779-01022","title":"VOLTAIRE (1694–1778). Poëmes, épîtres et autres poésies ([Paris], 1779).","description":"\u003cp\u003eVOLTAIRE [1694–1778].— POËMES, \/\/ ÉPITRES \/\/ ET AUTRES POÉSIES. \/\/ [—] \/\/ PAR M. DE VOLTAIRE. \/\/ [—] \/\/ [vinheta ornamental com instrumentos musicais e ramos florais] \/\/ A LONDRES. \/\/ [ornamento tipográfico] \/\/ M. DCC. LXXIX.— In-16.º, [6], 246 p. E. editorial em plena pele. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eVoltaire, escritor e filósofo francês e membro da \u003cem\u003eAcadémie française\u003c\/em\u003e desde 1746, foi uma das figuras centrais do Iluminismo europeu. Sua obra estende-se pela filosofia, história, crítica religiosa, teatro, narrativa e poesia. A produção em verso ocupa nela lugar importante e ultrapassa o domínio estritamente literário: poemas filosóficos, sátiras, epístolas e composições de circunstância servem também à discussão de temas morais, religiosos, políticos e sociais que percorrem o conjunto de sua obra.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003ePoëmes, épîtres et autres poésies\u003c\/em\u003e reúne diferentes vertentes dessa produção. Entre as peças incluídas estão \u003cem\u003eLe Poëme de Fontenoy\u003c\/em\u003e, o \u003cem\u003ePoème sur le désastre de Lisbonne\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eLa Loi naturelle\u003c\/em\u003e e os \u003cem\u003eDiscours en vers sur l’homme\u003c\/em\u003e, ao lado de numerosas epístolas, odes e composições ocasionais. As próprias páginas do exemplar documentam essa variedade: encontram-se, entre outras, peças enviadas com exemplares de \u003cem\u003eSémiramis\u003c\/em\u003e e \u003cem\u003eLa Henriade\u003c\/em\u003e, o «Quatrain pour être mis au bas du portrait de Confucius» e versos dirigidos a diferentes contemporâneos de Voltaire. A reunião permite observar, no mesmo volume, tanto sua poesia de caráter filosófico quanto sua produção epistolar e circunstancial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicada em 1779, no ano seguinte à morte de Voltaire, a edição apresenta na folha de rosto apenas «A LONDRES. M.DCC.LXXIX.», sem nome de impressor ou livreiro-editor. O endereço é fictício: a edição foi efetivamente impressa em Paris, por Jacques-François Valade. A edição é identificada pelo \u003cem\u003eEnglish Short Title Catalogue\u003c\/em\u003e sob o número ESTC T42577.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO emprego de falsos locais de impressão — por vezes acompanhado, como aqui, da omissão do responsável editorial — foi prática conhecida no comércio livreiro francês do século XVIII. Podia servir para afastar formalmente a edição do ambiente editorial parisiense, contornar controles e restrições da publicação ou simplesmente reproduzir convenções comerciais então correntes. No presente caso, portanto, «Londres» deve ser entendido como falso pé de imprensa, e não como indicação do verdadeiro lugar de produção do volume. A atribuição bibliográfica correta é Paris: Jacques-François Valade, 1779. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA edição é tradicionalmente associada aos pequenos formatos ligados a Hubert-Martin Cazin, e há registros derivados do ESTC que a descrevem como impressa por Valade para Cazin. Essa atribuição, contudo, não é inteiramente consensual na bibliografia especializada moderna; há descrições que consideram abusiva a atribuição direta a Cazin. Para um catálogo de maior rigor, portanto, é preferível afirmar como dado seguro «Paris, impressa por Jacques-François Valade», registrando Cazin apenas como atribuição bibliográfica tradicional, e não como editor inequivocamente comprovado.\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\"\u003eExemplar em muito bom estado de conservação, preservando sua encadernação editorial em pleno couro mosqueado, com lombada lisa ornamentada a ouro, título dourado, filetes dourados enquadrando as pastas e cortes igualmente dourados. O couro conserva muito bem sua apresentação geral, com apenas alguns desgastes superficiais, pequenas áreas de escurecimento e fricções pontuais nas extremidades, cantos e coifas.\u003cspan class=\"PDq2pG_selectionAnchor\"\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA estrutura permanece firme, com pastas solidárias ao corpo do volume. Guardas marmorizadas preservadas. Cortes dourados ainda bastante presentes, com natural atenuação de brilho. Miolo íntegro, de papel ainda claro e impressão nítida, apresentando apenas discretos sinais esparsos de envelhecimento e ocasionais pontos de oxidação. Conserva o retrato gravado de Voltaire em frontispício. Sem perdas de texto ou defeitos estruturais aparentes nas folhas. Possui fita de leitura preservada. Sem assinaturas ou carimbos.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54576078848275,"sku":"01022","price":2700.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/01022-voltaire-poemes-epitres-autres-poesies-1779-thumb.jpg?v=1787635254"},{"product_id":"mailly-louis-de-rome-galante-ou-histoire-secrete-sous-les-regnes-de-jules-cesar-et-dauguste-jean-guignard-1696-01021","title":"MAILLY, Louis de (c. 1657–1724). Rome galante, ou Histoire secrete sous les regnes de Jules Cesar et d’Auguste (Jean Guignard, Paris, 1696), 2 tomos em 1 vol.","description":"","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54580917141779,"sku":"01021","price":2500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/inactual-icon-1_04cc191a-0227-4156-a50b-a0eb045daec3.png?v=1772926128"},{"product_id":"heineccius-johann-gottlieb-elementos-de-filosofia-moral-oficina-de-jose-da-silva-nazareth-1785-01023","title":"HEINECCIUS, Johann Gottlieb (1681–1741). Elementos de filosofia moral: tirados do latim em linguagem da edição de Nápoles de 1765 (Oficina de José da Silva Nazareth, Lisboa, 1785).","description":"\u003cp\u003eHEINECCIUS (Johann Gottlieb) [1681–1741].— ELEMENTOS \/\/ DE FILOSOFIA MORAL \/\/ DE \/\/ JOAM GOTTLIEB HEINECCIO \/\/ Tirados do Latim em Linguagem da Edi- \/\/ ção de Napoles de 1765. \/\/ POR \/\/ BENTO JOZE DE SOUSA \/\/ FARINHA, \/\/ Professor Regio de Filosofia, e So- \/\/ cio da Academia das Sciencias \/\/ de Lisboa. \/\/ [ornamento tipográfico com motivos vegetais e fitas entrelaçadas] \/\/ LISBOA \/\/ Na Of. de JOZE DA SILVA NAZARETH. \/\/ [filete ornamental horizontal] \/\/ ANNO M. DCC. LXXXV. \/\/ Com licença da Real Mesa Censoria. \/\/ NB.— In-16.º, [4], 128 p. E. coeva em plena pele.\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"auto\" class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\"\u003ePrimeira edição da tradução portuguesa dos «Elementa philosophiae moralis» de Johann Gottlieb Heineccius, vertida do latim por Bento José de Sousa Farinha e publicada em Lisboa, em 1785. Conforme declara o frontispício, a tradução foi realizada «em linguagem da edição de Nápoles de 1765». Sousa Farinha é aí identificado como Professor Régio de Filosofia e sócio da Academia das Ciências de Lisboa; a obra saiu da oficina de José da Silva Nazareth, com licença da Real Mesa Censória.\u003cspan class=\"PDq2pG_selectionAnchor\"\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"auto\"\u003eJohann Gottlieb Heineccius, jurista e filósofo alemão, pertenceu à tradição de sistematização do direito natural e da filosofia moral que marcou o ensino europeu do século XVIII. Professor em Halle, Franeker e Frankfurt an der Oder, organizou suas exposições segundo uma ordem racional de princípios, definições e consequências, método que favoreceu a ampla circulação de seus compêndios em ambientes universitários e escolares.\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"auto\"\u003eOs «Elementa philosophiae moralis» integravam o corpo de escritos filosóficos de Heineccius e tratam a filosofia moral como ramo da filosofia prática. Nesta versão portuguesa, a exposição abre-se com o capítulo «Da natureza, e constituição da Filosofia Moral» e desenvolve, de maneira sistemática e numerada, matérias relativas ao bem, à virtude e à conduta humana, estabelecendo relações com a Ética, a Política e a Economia.\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"auto\"\u003eA edição insere-se no contexto da renovação do ensino filosófico português na segunda metade do Setecentos, quando os compêndios de Heineccius passaram a integrar o repertório pedagógico associado à reorganização dos estudos. A tradução de Sousa Farinha constitui, nesse sentido, testemunho da recepção portuguesa de um dos autores de maior circulação na cultura jurídico-filosófica europeia do período.\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"auto\"\u003eO volume abre-se com dedicatória de Bento José de Sousa Farinha a D. Frei Manuel do Cenáculo Vilas Boas, então bispo de Beja e figura central da cultura letrada portuguesa setecentista. A composição tipográfica apresenta ornamento no frontispício, cabeçalho ornamental na abertura do texto e capitular decorada. Conserva-se no frontispício antiga inscrição manuscrita de posse.\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"auto\"\u003eExemplar em encadernação coeva, em plena pele castanha, com lombada nervurada, filetes dourados e rótulo vermelho com «ETHIC» em ouro. Pastas com riscos, manchas, abrasões e perda superficial localizada da pele na pasta anterior; lombada com pequenas abrasões e desgastes pontuais, preservando os dourados e o rótulo. Cantos e extremidades com desgaste compatível com a idade. Frontispício com antiga inscrição manuscrita de posse. Miolo firme, com tonalização natural do papel, pontos de oxidação e pequenas manchas esparsas. Impressão nítida e texto plenamente legível. Sem perdas textuais aparentes nas páginas examinadas.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54595118432531,"sku":"01023","price":3000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/01023-heineccius-johann-gottlieb-elementos-de-filosofia-moral-oficina-de-jose-da-silva-nazareth-1785-thumb.jpg?v=1789011179"},{"product_id":"horacio-arte-poetica-officina-rollandiana-1778-01015","title":"HORÁCIO (65–8 a.C.). Arte poetica (Officina Rollandiana, Lisboa, 1778).","description":"\u003cp\u003eHORÁCIO [65–8 a.C.].— ARTE \/\/ POETICA \/\/ DE \/\/ Q. HORACIO FLACCO; \/\/ Traduzida, e illustrada em Portuguez \/\/ POR CANDIDO LUSITANO. \/\/ SEGUNDA EDIÇÃO, \/\/ Correcta, e emendada. \/\/ [vinheta ornamental com monograma «R» em cartela oval, envolvida por motivos rocaille] \/\/ LISBOA, \/\/ NA OFFICINA ROLLANDIANA: \/\/ [ornamento tipográfico linear] \/\/ MDCCLXXVIII. \/\/ Com licença da Real Meza Censoria.— In-12.º, [30], 255 p. E. editorial em plena pele. \u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\"\u003eSegunda edição, revista e emendada, da tradução portuguesa da \u003cem\u003eArs Poetica\u003c\/em\u003e de Horácio por Francisco José Freire (1719–1773), mais conhecido pelo nome arcádico de Cândido Lusitano. Publicada em Lisboa pela Officina Rollandiana em 1778, esta edição sucede à primeira impressão da tradução, aparecida em 1758, e constitui um testemunho particularmente representativo da recepção portuguesa de Horácio no século XVIII.\u003cspan class=\"PDq2pG_selectionAnchor\"\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTradicionalmente conhecida como \u003cem\u003eArs Poetica\u003c\/em\u003e ou \u003cem\u003eEpistula ad Pisones\u003c\/em\u003e, a epístola horaciana tornou-se um dos textos fundamentais da reflexão ocidental sobre poesia. Dirigindo-se à família dos Pisões, Horácio discorre sobre unidade e coerência da composição, adequação entre matéria e forma, verossimilhança, linguagem, caracterização, gêneros dramáticos e o trabalho de revisão exigido do poeta. A célebre combinação horaciana entre prazer e utilidade — o \u003cem\u003edulce\u003c\/em\u003e e o \u003cem\u003eutile\u003c\/em\u003e — atravessaria a teoria literária europeia durante séculos e alcançaria particular importância no ambiente neoclássico do Setecentos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA edição de Cândido Lusitano assume especial interesse porque não se limita à simples transposição do texto latino. O original aparece acompanhado da tradução portuguesa e de um comentário extenso, no qual o tradutor esclarece passagens, examina conceitos poéticos e confronta Horácio com autores e preceptistas antigos e modernos. O volume abre ainda com um «Discurso preliminar do traductor», no qual Freire apresenta Horácio e explicita critérios de sua interpretação e tradução. Trata-se, assim, simultaneamente de tradução, comentário e exercício de crítica literária setecentista.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFrancisco José Freire foi uma das figuras centrais da reflexão poética portuguesa do século XVIII. A presente obra deve ser distinguida de sua própria \u003cem\u003eArte Poética, ou Regras da Verdadeira Poesia\u003c\/em\u003e, publicada originalmente em 1748: aqui, Freire atua como tradutor e comentador da obra horaciana, inserindo-a diretamente no debate estético e pedagógico que acompanhou a afirmação do gosto neoclássico em Portugal.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA composição tipográfica é enriquecida por capitulares ornamentadas, vinhetas, florões e cabeçalhos decorativos. Ao término do texto encontra-se ainda um «Catalogo dos livros impressos á custa de Francisco Rolland, impressor-livreiro em Lisboa, na esquina da Rua do Norte», seguido de outros títulos então disponíveis, interessante registro contemporâneo da atividade editorial e livreira de Rolland.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em encadernação editorial em plena pele, com lombada de cinco nervos, compartimentos profusamente ornamentados a ouro com motivos vegetalistas e florais e rótulo vermelho com título dourado. A encadernação apresenta pátina condizente com a idade, abrasões e escurecimentos superficiais nas pastas, desgaste mais perceptível em extremidades, cantos e nervos, além de craquelamento da pele e pequenas fissuras superficiais junto às articulações; o douramento da lombada permanece amplamente legível e decorativamente expressivo. Guardas antigas fortemente tonalizadas, com mosqueado e manchas decorrentes do envelhecimento natural do papel. Miolo bem preservado para a idade, com papel de boa consistência, impressão nítida e margens preservadas; apresenta tonalização uniforme e pequenos pontos e manchas esparsos, sem prejuízo da leitura. Todos os cortes tingidos de vermelho, com a coloração ainda bastante presente e algumas pequenas marcas pontuais. Preservam-se integralmente a ornamentação tipográfica, a tradução portuguesa e o extenso comentário de Cândido Lusitano, com as passagens latinas reproduzidas ao longo do texto. Exemplar de presença material particularmente atraente, combinando a importância da edição com uma encadernação setecentista de forte caráter decorativo.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54595126493459,"sku":"01015","price":3900.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/01015-horacio-arte-poetica-officina-rollandiana-1778-thumb.jpg?v=1788830636"},{"product_id":"sallustius-gaius-crispus-quae-extant-opera-j-barbou-1761-01026","title":"SALLUSTIUS, Gaius Crispus (86–35 a.C.). Quae extant opera (J. 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