{"title":"Gallimard","description":"","products":[{"product_id":"albert-camus-essais-bibliotheque-de-la-pleiade-gallimard-1984-sku-0096","title":"CAMUS, Albert (1913–1960). Essais (Gallimard, Bibliothèque de la Pléiade, Paris, 1984).","description":"\u003cp\u003eCAMUS (Albert) [1913–1960].— BIBLIOTHÈQUE DE LA PLÉIADE \/\/ ALBERT CAMUS \/\/ Essais \/\/ INTRODUCTION PAR ROGER QUILLIOT \/\/ ÉDITION ÉTABLIE ET ANNOTÉE \/\/ PAR ROGER QUILLIOT ET LOUIS FAUCON \/\/ [logotype de la collection, le sigle « nrf » -Nouvelle Revue Française-, en typographie cursive rouge, accompagné de la mention de l’éditeur Gallimard.] GALLIMARD.— In-12. — [1] f. de garde, [1] f. blanc, [1] f. portant la mention « Bibliothèque de la Pléiade » (verso blanc), [1] f. de titre (au verso copyright et dépôt légal), [1] f. avec « Ce volume contient » (verso blanc), XIV pp. (Introduction critique par Roger Quilliot, la première sans numérotation, la pagination ne commençant qu’à X), [1] f. de titre (« L’Envers et l’Endroit », verso blanc), [1] f. de dédicace (« À Jean Grenier », verso blanc), Préface : [5]–13 pp. (p. [5] non numérotée ; verso de la p. 13 blanc), texte principal : pp. 15–1930, [1] p. (« Bibliographie », verso blanc), pp. 1932–1960 (Bibliographie), [1] p. (« Table des matières », verso blanc), pp. 1962–1975 (Table des matières, dernier verso blanc), [1] f. de colophon (mentions d’édition, n° d’édition, ISBN), [3] ff. blancs, [1] f. de garde. — Complet. Reliure éditeur en pleine peau marron, dos lisse richement orné en doré, avec pièce de titre en maroquin vert, portant en doré le nom de l’auteur et de l’ouvrage. Tranche supérieure teintée en orange, intacte. Filets décoratifs dorés sur les plats, gardes en papier uni. Protégé par la jaquette plastique transparente d’origine (caractéristique de la collection).— E. editorial em couro. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEdição crítica estabelecida e anotada por Roger Quilliot e Louis Faucon, precedida de uma introdução de Quilliot. Reúne os principais ensaios de Camus: O Avesso e o Direito, Núpcias, O Mito de Sísifo, O Homem Revoltado, O Verão, as Crônicas argelinas, os discursos e diversos textos complementares, acompanhados de notas, variantes e um rico aparato crítico.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAlbert Camus, escritor, filósofo e jornalista francês, laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1957, é uma das vozes mais influentes do século XX. Sua obra, marcada pela lucidez e pela profundidade ética, enfrentou os grandes dilemas da existência humana — o absurdo, a revolta, a liberdade e a justiça. Combinando clareza literária e rigor filosófico, Camus permanece como um guia intelectual e moral para aqueles que buscam sentido e dignidade em um mundo sem certezas absolutas\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eLogo na abertura de \u003cem\u003eO Mito de Sísifo\u003c\/em\u003e, Camus formula a questão central de toda a sua filosofia:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e« Il n’y a qu’un problème philosophique vraiment sérieux : c’est le suicide. Juger que la vie vaut ou ne vaut pas la peine d'être vécue, c'est répondre à la question fondamentale de la philosophie. Le reste, si le monde a trois dimensions, si l'espirit a neuf ou douze catégories, vient ensuite. »\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e(p. 99)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eCom esta frase inaugural do capítulo \u003cem\u003eO absurdo e o suicídio\u003c\/em\u003e, o autor sustenta que o ponto de partida da filosofia não é teórico, mas existencial: decidir se a vida vale ou não a pena ser vivida. É a partir deste diagnóstico radical que ele desenvolve sua reflexão sobre o absurdo, a liberdade e a possibilidade de uma vida autêntica sem recurso ao divino.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsta edição pertencente à célebre coleção \u003cem\u003eBibliothèque de la Pléiade\u003c\/em\u003e, referência maior da tradição editorial francesa. Criada em 1931 por Jacques Schiffrin e integrada à Gallimard em 1933 sob a direção de André Gide e Jean Paulhan, a \u003cem\u003ePléiade\u003c\/em\u003e é reconhecida mundialmente por sua qualidade tipográfica e editorial. Os volumes são impressos em papel Bíblia, com encadernação em couro flexível, ornamentos e douração em ouro fino, unindo durabilidade, elegância e praticidade. Colecionada por bibliófilos e amantes da literatura, a Pléiade tornou-se sinônimo de cânone literário, reunindo em edições críticas e anotadas os maiores autores da literatura universal, como Proust, Balzac, Stendhal, Camus e tantos outros. Esta edição de Essais, de Albert Camus, integra esse conjunto prestigioso, garantindo-lhe não apenas valor literário, mas também importância histórica e bibliográfica.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar com encadernação em couro marrom muito bem preservada, apresentando brilho intenso e douração da lombada em perfeito relevo, sem desgaste visível. A douração em ouro fino mantém-se íntegra e luminosa, reforçando o caráter de peça de coleção. Acompanha a tradicional jaqueta de proteção em papel da \u003cem\u003eBibliothèque de la Pléiade\u003c\/em\u003e, bem como o invólucro plástico transparente original, ambos em excelente estado de conservação, cumprindo sua função protetora. As folhas de guarda estão intactas e limpas, preservando sua coloração original. Os cortes mantêm-se uniformes, limpos e lisos e o corte superior mantém, ainda, seu tingimento laranja com coloração viva. O miolo está impecável, com páginas limpas, claras, sem oxidações, sem marcas de leitura e livre de assinaturas, carimbos ou anotações. Exemplar em excelente estado de conservação, como novo. \u003cem\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52235974148371,"sku":"00096","price":670.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0096-thumb.jpg?v=1766809844"},{"product_id":"marcel-proust-contre-sainte-beuve-bibliotheque-de-la-pleiade-gallimard-1971-sku-0197","title":"PROUST, Valentin Louis Georges Eugène Marcel (1871–1922). Contre Sainte-Beuve (Gallimard, Paris, 1971).","description":"\u003cp\u003ePROUST (V\u003cspan class=\"Yjhzub\"\u003ealentin Louis Georges Eugène\u003c\/span\u003e\u003cstrong class=\"Yjhzub\"\u003e \u003c\/strong\u003eMarcel) [1871-1922].— MARCEL PROUST \/\/ Contre \/\/ Sainte-Beuve \/\/ précédé de \/\/ Pastiches et mélanges \/\/ et suivi de \/\/ Essais et articles \/\/ ÉDITION ÉTABLIE PAR PIERRE CLARAC \/\/ AVEC LA COLLABORATION D’YVES SANDRE \/\/ [logotipo « nrf » em vermelho] \/\/ GALLIMARD.— In-12.º., X, 1022, [2] p. E. editorial. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMarcel Proust é um dos autores decisivos da modernidade literária. Sua obra, centrada na memória, na percepção e na forma do romance, redefiniu a crítica e a autobiografia ficcional. Em \u003cem\u003eContre Sainte-Beuve\u003c\/em\u003e, Proust trava um debate de fôlego com a crítica biográfica do século XIX — particularmente com \u003cem\u003eSainte-Beuve\u003c\/em\u003e — para defender que o escritor verdadeiro se revela na obra, e não na vida pública ou nos documentos exteriores. O volume que o leitor tem em mãos, organizado por Pierre Clarac com a colaboração de Yves Sandre, reúne\u003cem\u003e Contre Sainte-Beuve\u003c\/em\u003e ao lado dos célebres \u003cem\u003ePastiches et mélanges\u003c\/em\u003e e de um amplo conjunto de Essais et articles, oferecendo um panorama completo do laboratório intelectual que desembocará em \u003cem\u003eÀ la recherche du temps perdu\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm \u003cem data-start=\"596\" data-end=\"617\"\u003eContre Sainte-Beuve\u003c\/em\u003e, Proust confronta a tradição crítica biográfica de Sainte-Beuve, segundo a qual a compreensão de uma obra depende do conhecimento da vida do autor. Contra essa perspectiva, Proust afirma que o verdadeiro escritor não se revela na esfera pública, mas em um « eu profundo »”, acessível apenas pela arte. A obra, escrita entre 1895 e 1900 e publicada postumamente, antecipa os temas e a estrutura de \u003cem data-start=\"1012\" data-end=\"1043\"\u003eÀ la recherche du temps perdu\u003c\/em\u003e: a memória involuntária, o tempo interior e a criação estética como via de revelação da verdade pessoal. Ao lado dos \u003cem data-start=\"1161\" data-end=\"1184\"\u003ePastiches et mélanges\u003c\/em\u003e e dos \u003cem data-start=\"1191\" data-end=\"1211\"\u003eEssais et articles\u003c\/em\u003e, o volume revela o processo de formação do pensamento proustiano e a gênese de uma das realizações literárias mais decisivas do século XX, como se lê no célebre trecho: \u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e«\u003cem\u003e Je sentais un bonheur qui m’envahissait, et que j’allais être enrichi d’un peu de cette pure substance de nous-même qu’est une impression passée, de la vie pure conservée pure (et que nous ne pouvons connaître que conservée, car au moment où nous la vivons, elle ne se présente pas à notre mémoire, mais au milieu des sensations qui la suppriment) et [qui] ne demandait qu’à être délivrée, qu’à venir accroître mes trésors de poésie et de vie. Mais je ne sentais pas la puissance de la délivrer. J’avais peur que ce passé m’échappât.\u003c\/em\u003e »\u003cbr\u003e(pp. 112-113).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eO autor descreve o instante em que o passado, subitamente, se liberta do tempo e se transforma em arte. A memória involuntária, assim, é para Proust o meio de reencontrar a vida em seu estado mais puro — uma verdade íntima que apenas a literatura pode revelar.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEdição parisiense da Bibliothèque de la Pléiade (Gallimard), impressa em papel \u003cem\u003eBible Bolloré\u003c\/em\u003e, de finíssima gramatura e tom marfim, e encadernada por Babouot, em Paris. Encadernação editorial em marrom, com lombada levemente nervurada, filetes em douração e titulação em douração sobre ferrete verde-escuro; duas fitas de leitura preservadas. Exemplar muito bem preservado: encadernação firme e homogênea, nervuras discretas e filetes em douração nítidos; capitais com toques de uso discretos; leves desgastes nas extremidades da lombada e nas quinas da capa, com pequenas fissuras no revestimento, compatíveis com a idade e o manuseio. Cortes bem preservados, sem folgas ou deformações; miolo limpo, flexível e uniforme, apresentando escurecimento natural do papel nas bordas e pequenos pontos de oxidação - sobretudo nos cortes, guardas e nas primeiras e últimas páginas, sem prejudicar a leitura. Paginação completa e bem legível. Sem assinaturas, carimbos ou marcações. \u003cem\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52235980243219,"sku":"0197","price":290.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0197-Thumbe2.jpg?v=1777333757"},{"product_id":"gide-andre-journal-1889-1939-gallimard-1951-00196","title":"GIDE, André (1869–1951). Journal 1889–1939 (Gallimard, Paris, 1951).","description":"\u003cp\u003eGIDE (André) [1869-1951].— ANDRÉ GIDE \/\/ JOURNAL \/\/ 1889–1939 \/\/ [Ornamento tipográfico: logotipo da nrf em círculo com inscrição « BIBLIOTHÈQUE DE LA PLÉIADE »] \/\/ AVEC UN INDEX DES NOMS \/\/ ET DES OUVRES CITÉS.— In-12.º., 1378, [2] p. E. editoria.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAutor central da literatura francesa moderna, André Gide ocupa posição singular entre o simbolismo e a modernidade. Sua obra, de forte cunho introspectivo e ético, articula o exame da consciência individual à crítica dos valores morais e religiosos. Laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1947, Gide foi também um dos fundadores da \u003cem\u003eNouvelle Revue Française\u003c\/em\u003e e figura determinante na consolidação da prosa ensaística francesa do século XX.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO \u003cem\u003eJournal 1889–1939\u003c\/em\u003e, iniciado na juventude e mantido ao longo de cinco décadas, constitui não apenas um registro íntimo, mas também um vasto laboratório literário e moral. Nele, Gide reflete sobre o ofício do escritor, o papel da arte e o conflito entre autenticidade e convenção. O volume reúne integralmente os diários do autor com aparato crítico e índices de nomes e obras citadas, configurando a primeira edição do Journal publicada na Bibliothèque de la Pléiade, coleção que fixou a forma definitiva do texto e reafirmou a dimensão canônica da obra.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEntre os trechos mais expressivos, destaca-se a reflexão de Gide sobre o ofício da escrita e a ilusão de espontaneidade:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cbr\u003e«\u003cem\u003eQuelle erreur de croire que c’est en se laissant aller à soi qu’on est ou devient le plus personnel ! Ce qui vous vient d’abord et naturellement à l’esprit, ce sont des lieux communs, des clichés… De là le danger de ces \"dictées\" auxquelles je m’essaie.\u003c\/em\u003e» (pp. 897-898).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eO fragmento sintetiza uma das concepções centrais do \u003cem\u003eJournal\u003c\/em\u003e: a de que a escrita íntima não é a expressão direta do eu, mas um exercício de forma e de vigilância. Gide adverte que a naturalidade é enganosa e que o impulso espontâneo tende a reproduzir fórmulas e convenções. A « \u003cem\u003edictée\u003c\/em\u003e » — o ato de escrever como quem se dita a si mesmo — torna-se metáfora da tensão entre sinceridade e artifício, transparência e elaboração. A passagem, frequentemente citada pela crítica gidiana, exprime com rara lucidez a ética da autoconsciência que estrutura toda a sua obra.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEncadernação editorial marrom, com douração no nome do autor e o título gravados na lombada. Preserva as duas fitas de leitura originais. Miolo impresso em papel \u003cem\u003eBible Bolloré\u003c\/em\u003e, característico da coleção, de finíssima gramatura e tonalidade marfim. Cortes regulares e limpos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTrata-se do \u003cem\u003ecinquante-quatrième\u003c\/em\u003e volume da série. Na guarda inicial, encontra-se a etiqueta original da livraria « A. Monoverde y Cía. S.A. – Palacio del Libro, 25 de Mayo 577, Tel. 82473, Montevidéu », que indica a procedência do exemplar: importado e comercializado na América do Sul nas décadas de 1950–1960, atestando a difusão internacional da Pléiade e o circuito livreiro francófono no Cone Sul.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em excelente estado geral, com encadernação firme e homogênea. Capas bem preservadas, sem desgastes visíveis; lombada íntegra e sem perdas de douração, com apenas pequenos desgastes nas cabeceiras da lombada e marca de dobras suaves nas folhas de guarda anteriores e primeiras páginas, sem prejuízo da integridade do conjunto. As duas fitas de leitura originais encontram-se íntegras e fixas. Conserva estrutura sólida e miolo limpo, flexível e de coloração uniforme, apresentando leve escurecimento natural do papel nas bordas e pequenos pontos de oxidação - sobretudo nos cortes, guardas e nas primeiras e últimas páginas, sem prejudicar a leitura. Etiqueta de procedência perfeitamente preservada na guarda anterior - \u003cem\u003e«A. Monteverde y Cía. S. A. \/\/ Palacio del Libro \/\/ 25 de Mayo 577 \/\/ Tel. 82473»\u003c\/em\u003e. Conjunto sólido, completo e de integridade estrutural notável para a idade, denotando conservação criteriosa e manuseio mínimo. Sem assinaturas ou carimbos. \u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52237819740435,"sku":"00196","price":290.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0196-thumb.png?v=1768095507"},{"product_id":"musset-alfred-de-poesies-completes-gallimard-1957-00198","title":"MUSSET, Alfred de (1810–1857). Poésies complètes (Gallimard, Paris, 1957).","description":"\u003cp data-end=\"409\" data-start=\"269\"\u003eMUSSET (Alfred) [1810–1857].— ALFRED DE MUSSET \/\/ POÉSIES \/\/ COMPLÈTES \/\/ [Logotipo « nrf » em círculo: BIBLIOTHÈQUE DE LA PLÉIADE] \/\/ TEXTE ÉTABLI ET ANNOTÉ PAR \/\/ MAURICE ALLEM.— In-12.º., XXVIII, 940, [2] p. E. editorial. \u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"775\" data-start=\"411\"\u003ePoeta central do romantismo francês, Alfred de Musset tornou-se referência pela combinação de musicalidade, ironia e confissão melancólica. Entre o teatro e a lírica, sua poesia explora a tensão entre o ideal amoroso e o desencanto moderno, deixando peças antológicas que marcaram a sensibilidade do século XIX e influenciaram gerações posteriores.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1756\" data-start=\"777\"\u003eEsta edição crítica das \u003cem data-end=\"824\" data-start=\"805\"\u003ePoésies complètes\u003c\/em\u003e (Pléiade, Gallimard) foi estabelecida e anotada por Maurice Allem e organiza a obra poética de Musset de modo a acompanhar sua evolução. Abrem o volume a \u003cem data-end=\"997\" data-start=\"983\"\u003eIntroduction\u003c\/em\u003e, a \u003cem data-end=\"1034\" data-start=\"1001\"\u003eChronologie de la vie de Musset\u003c\/em\u003e e a \u003cem data-end=\"1064\" data-start=\"1039\"\u003eChronologie des poésies\u003c\/em\u003e; seguem-se as \u003cem data-end=\"1098\" data-start=\"1079\"\u003ePremières Poésies\u003c\/em\u003e (com peças como \u003cem data-end=\"1125\" data-start=\"1115\"\u003eDon Paez\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1135\" data-start=\"1127\"\u003ePortia\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1156\" data-start=\"1137\"\u003eBallade à la Lune\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1168\" data-start=\"1158\"\u003eLe Saule\u003c\/em\u003e etc.) e as \u003cem data-end=\"1199\" data-start=\"1180\"\u003ePoésies nouvelles\u003c\/em\u003e, que reúnem, entre outras, as célebres \u003cem data-end=\"1246\" data-start=\"1239\"\u003eNuits\u003c\/em\u003e — \u003cem data-end=\"1265\" data-start=\"1249\"\u003eLa Nuit de Mai\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1288\" data-start=\"1267\"\u003eLa Nuit de Décembre\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1309\" data-start=\"1290\"\u003eLa Nuit d’Octobre\u003c\/em\u003e e \u003cem data-end=\"1329\" data-start=\"1312\"\u003eLa Nuit de Juin\u003c\/em\u003e — além de poemas como \u003cem data-end=\"1359\" data-start=\"1352\"\u003eRolla\u003c\/em\u003e e \u003cem data-end=\"1377\" data-start=\"1362\"\u003eSur la Poésie\u003c\/em\u003e. O conjunto se completa com seções dedicadas às \u003cem data-end=\"1453\" data-start=\"1428\"\u003ePoésies complémentaires\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1474\" data-start=\"1455\"\u003ePoésies posthumes\u003c\/em\u003e e \u003cem data-end=\"1510\" data-start=\"1477\"\u003eFragments de poésies inachevées\u003c\/em\u003e, entre outros, acrescidas de \u003cem data-end=\"1585\" data-start=\"1546\"\u003ePoésies attribuées à Alfred de Musset\u003c\/em\u003e, Notes et variantes e \u003cem\u003eBibliographie\u003c\/em\u003e. A amplitude e o rigor do aparato fazem desta edição uma referência para o estudo de Musset no contexto do romantismo francês.\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"1983\" data-start=\"1758\"\u003e«\u003cem\u003eQuand le paysan sème, et qu’il creuse la terre,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-end=\"1810\" data-start=\"1807\"\u003e\u003cem\u003eIl ne voit que son grain, ses bœufs et son sillon.\u003c\/em\u003e\u003cbr data-end=\"1863\" data-start=\"1860\"\u003e\u003cem\u003e— La nature en silence accomplit le mystère,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-end=\"1910\" data-start=\"1907\"\u003e\u003cem\u003eCouché sur sa charrue, il attend sa moisson.\u003c\/em\u003e» \u003cbr\u003e(p. 502).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"2228\" data-start=\"1985\"\u003eO fragmento de \u003cem data-end=\"2009\" data-start=\"2000\"\u003eRêverie\u003c\/em\u003e condensa a poética de Musset: o gesto humilde do camponês, inscrito no ritmo silencioso da natureza, converte-se em imagem da criação poética — trabalho paciente que semeia para colher, mais tarde, a plenitude da arte.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2194\" data-start=\"1860\"\u003eEdição parisiense da \u003cem data-end=\"1909\" data-start=\"1881\"\u003eBibliothèque de la Pléiade\u003c\/em\u003e (Gallimard), impressa em papel \u003cem data-end=\"1962\" data-start=\"1947\"\u003eBible Bolloré\u003c\/em\u003e — de finíssima gramatura e tom de marfim — e encadernada por \u003cem data-end=\"2033\" data-start=\"2024\"\u003eBabouot\u003c\/em\u003e, em Paris. Encadernação editorial em verde, com lombada levemente nervurada, filetes e titulação em douração. \u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2704\" data-start=\"2201\"\u003eExemplar muito bem preservado, com encadernação firme e homogênea; tingimento do corte superior desbotado; pequena fissura no revestimento junto a uma das extremidades da lombada; guardas escurecidas de modo uniforme, compatível com o tempo; marca retangular de etiqueta removida na página em branco inicial. Cortes regulares e bem preservados; miolo limpo, flexível e completo, apresentando leve escurecimento natural do papel nas bordas e pequenos pontos de oxidação - sobretudo nos cortes, guardas e nas primeiras e últimas páginas, sem prejudicar a leitura. Duas fitas de leitura originais preservadas. Sem assinaturas, carimbos ou outras marcações. \u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52390890766611,"sku":"00198","price":290.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0198-thumbe2.jpg?v=1777333567"},{"product_id":"marcel-proust-a-la-recherche-du-temps-perdu-gallimard-1987-1989-sku-0186","title":"PROUST, Marcel (1871–1922). À la recherche du temps perdu (Gallimard, Paris, 1987–1989), 4 vols.","description":"\u003cp\u003ePROUST (Marcel) [1871–1922].— BIBLIOTHÈQUE \/\/ DE LA PLÉIADE \/\/ MARCEL PROUST \/\/ À la recherche \/\/ du temps perdu \/\/ I \/\/ ÉDITION PUBLIÉE SOUS LA DIRECTION \/\/ DE JEAN-YVES TADIÉ \/\/ AVEC, POUR CE VOLUME, LA COLLABORATION \/\/ DE FLORENCE CALLU, FRANCINE GOUJON, \/\/ EUGÈNE NICOLE, PIERRE-LOUIS REY, \/\/ BRIAN ROGERS ET JO YOSHIDA \/\/ [Ornamento tipográfico: monograma « nrf » em vermelho, marca da Nouvelle Revue Française] \/\/ GALLIMARD \/\/ BIBLIOTHÈQUE \/\/ DE LA PLÉIADE \/\/ MARCEL PROUST \/\/ À la recherche \/\/ du temps perdu \/\/ II \/\/ ÉDITION PUBLIÉE SOUS LA DIRECTION \/\/ DE JEAN-YVES TADIÉ \/\/ AVEC, POUR CE VOLUME, LA COLLABORATION \/\/ DE DHARNTIPAYA KAOTIPAYA, THIERRY LAGET, \/\/ PIERRE-LOUIS REY ET BRIAN ROGERS \/\/ [Ornamento tipográfico: monograma « nrf » em vermelho, marca da Nouvelle Revue Française] \/\/ GALLIMARD \/\/ BIBLIOTHÈQUE \/\/ DE LA PLÉIADE \/\/ MARCEL PROUST \/\/ À la recherche \/\/ du temps perdu \/\/ III \/\/ ÉDITION PUBLIÉE SOUS LA DIRECTION \/\/ DE JEAN-YVES TADIÉ \/\/ AVEC, POUR CE VOLUME, LA COLLABORATION \/\/ D'ANTOINE COMPAGNON \/\/ ET DE PIERRE-EDMOND ROBERT \/\/ [Ornamento tipográfico: monograma « nrf » em vermelho, marca da Nouvelle Revue Française] \/\/ GALLIMARD \/\/ BIBLIOTHÈQUE \/\/ DE LA PLÉIADE \/\/ MARCEL PROUST \/\/ À la recherche \/\/ du temps perdu \/\/ IV \/\/ ÉDITION PUBLIÉE SOUS LA DIRECTION \/\/ DE JEAN-YVES TADIÉ \/\/ AVEC, POUR CE VOLUME, LA COLLABORATION \/\/ D 'YVES BAUDELLE, ANNE CHEVALIER, \/\/ EUGÈNE NICOLE, PIERRE-LOUIS REY, \/\/ PIERRE-EDMOND ROBERT, JACQUES ROBICHEZ \/\/ ET BRIAN ROGERS \/\/ [Ornamento tipográfico: monograma « nrf » em vermelho, marca da Nouvelle Revue Française] \/\/ GALLIMARD.— In-12.º., 4 v. (Vol. I, CLXXVII, 1547, [2] p.; Vol. II, [6], 1991, [1] p.; Vol. III, [6], 1934, [2] p.; Vol. IV, [6], 1707, [2] p.). E. editorial em couro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMarcel Proust foi um dos maiores escritores da literatura universal. Filho de uma família culta da burguesia parisiense, viveu entre os salões aristocráticos e os retiros silenciosos dedicados à escrita. De saúde frágil, passou boa parte da vida recluso, entregando-se à observação minuciosa da sociedade e à reconstrução do passado por meio da memória. Sua obra monumental, \u003cem\u003eÀ la recherche du temps perdu\u003c\/em\u003e, é uma meditação sobre o tempo, o amor, a arte e a identidade — um vasto mosaico onde lembrança e percepção se entrelaçam numa arquitetura literária sem precedentes. Proust transformou o romance em um instrumento filosófico e poético: mais do que narrar acontecimentos, ele revela a estrutura íntima da experiência humana. Sua escrita, de ritmo sinuoso e introspectivo, redefine a noção de verdade literária — não como a reprodução do mundo exterior, mas como a revelação interior que apenas a memória e o tempo podem proporcionar.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA presente edição, publicada pela Bibliothèque de la Pléiade da Éditions Gallimard, reúne a totalidade da obra em quatro volumes sob a direção de Jean-Yves Tadié.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEla compreende as sete partes do ciclo proustiano — Du côté de chez Swann, À l’ombre des jeunes filles en fleurs, Le Côté de Guermantes, Sodome et Gomorrhe, La Prisonnière,\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eAlbertine disparue e Le Temps retrouvé —, além de um extenso aparato crítico que inclui variantes, notas e um valioso conjunto de « Esquisses », os esboços e fragmentos preparatórios deixados por Proust. Esses textos complementares permitem acompanhar o processo criativo do autor e observar a gênese de ideias e passagens que, mais tarde, integrariam a versão definitiva. Assim, a edição ultrapassa o caráter puramente editorial: ela oferece ao leitor uma verdadeira imersão no ateliê literário de Proust, onde o tempo vivido é transfigurado em arte.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm \u003cem\u003eLe Temps retrouvé\u003c\/em\u003e, encerra a narrativa e condensa o sentido último de toda a obra: o reencontro com o tempo perdido através da memória e da escrita. Nesse momento final, o narrador compreende que a verdadeira realidade não reside no mundo visível, mas na duração interior, e que cabe ao artista revelar essa essência por meio da criação.\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e« Aussi, si elle m’était laissée assez longtemps pour accomplir mon oeuvre, ne manquerais-je pas d’abord d’y décrire les hommes, cela dût-il les faire ressembler à des êtres monstrueux, comme occupant une place si considérable, à côté de celle si restreinte qui leur est réservée dans l’espace, une place au contraire prolongée sans mesure puisqu’ils touchent simultanément, comme des géants plongés dans les années à des époques vécues par eux si distantes, entre lesquelles tant de jours sont venus se placer — dans le Temps. »\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e(v. IV, p. 625).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEssa imagem final, de força quase metafísica, conclui o ciclo da \u003cem\u003eRecherche\u003c\/em\u003e com uma reflexão sobre a permanência do ser na sucessão das horas — a vitória da arte sobre a efemeridade da vida.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar exibe encadernação editorialem couro marrom escuro, com douração na lombada, corte superior em laranja e sobrecapa translúcida que o protege integralmente.\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eHá apenas pontos discretos de oxidação nos cortes e em poucas páginas, sobretudo nas guardas e nas folhas iniciais e finais, sinais naturais do tempo que não comprometem a leitura nem a beleza do volume.\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eO conjunto completo, formado pelos quatro volumes, representa a edição crítica e definitiva da obra, tanto pela excelência editorial quanto pela importância histórica e literária da coleção — uma obra-prima em forma e conteúdo, consagrada como o ápice do romance moderno. Sem assinaturas, carimbos ou marcações. \u003cem\u003e1987-1989.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52455042220307,"sku":"00186","price":1300.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0186-thumb.jpg?v=1767385107"},{"product_id":"rimbaud-arthur-oeuvres-completes-gallimard-1976-00334","title":"RIMBAUD, Arthur (1854–1891). Oeuvres complètes (Éditions Gallimard, Paris, 1976).","description":"\u003cp data-start=\"3960\" data-end=\"4567\"\u003eRIMBAUD (Arthur) [1854–1891].— ARTHUR RIMBAUD \/\/ OEuvres complètes \/\/ ÉDITION ÉTABLIE, PRÉSENTÉE \/\/ ET ANNOTÉE \/\/ PAR ANTOINE ADAM \/\/ [O\u003cspan\u003ernamento tipográfico: logotipo da nrf em vermelho\u003c\/span\u003e] \/\/ GALLIMARD.— In-12.º, LII, [2], 1249, [2]. E. editorial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"3960\" data-end=\"4567\"\u003eExemplar de \u003cem data-start=\"3972\" data-end=\"3990\"\u003eŒuvres complètes\u003c\/em\u003e de \u003cspan class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\"\u003e\u003cspan class=\"whitespace-normal\"\u003eArthur Rimbaud\u003c\/span\u003e\u003c\/span\u003e, em edição crítica estabelecida, apresentada e anotada por \u003cspan class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\"\u003e\u003cspan class=\"whitespace-normal\"\u003eAntoine Adam\u003c\/span\u003e\u003c\/span\u003e, publicado pela \u003cspan class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\"\u003e\u003cspan class=\"whitespace-normal\"\u003eGallimard\u003c\/span\u003e\u003c\/span\u003e na coleção \u003cspan class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\"\u003e\u003cspan class=\"whitespace-normal\"\u003eBibliothèque de la Pléiade\u003c\/span\u003e\u003c\/span\u003e. Trata-se de uma edição em língua francesa que reúne o conjunto da obra do autor, incluindo poesia, textos em prosa, escritos diversos e correspondência, acompanhados de aparato crítico, cronologia e notas. O volume apresenta copyright de 1972, com impressão concluída em 15 de janeiro de 1976, na França, conforme indicado no colofão.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"4569\" data-end=\"5301\"\u003eArthur Rimbaud é uma das figuras mais influentes da literatura moderna, tendo produzido a maior parte de sua obra ainda na adolescência e juventude. Associado ao simbolismo, embora ultrapasse suas definições, destacou-se pela linguagem inovadora, imagética e experimental, propondo uma renovação radical da poesia. Obras como \u003cem data-start=\"4907\" data-end=\"4928\"\u003eUne saison en enfer\u003c\/em\u003e e \u003cem data-start=\"4931\" data-end=\"4946\"\u003eIlluminations\u003c\/em\u003e marcam essa ruptura estética e consolidam sua importância. Sua trajetória é igualmente singular: após uma intensa e breve carreira literária, abandonou a escrita por volta dos vinte anos, passando a levar uma vida errante como comerciante e viajante, especialmente na África, o que contribuiu para a construção de sua figura mítica na história literária.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"131\" data-end=\"579\"\u003eEssa organização editorial evidencia um autor em constante transformação, cuja escrita oscila entre a exaltação sensorial e a crítica profunda da realidade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"581\" data-end=\"691\"\u003eNo poema \u003cem data-start=\"590\" data-end=\"601\"\u003eSensation\u003c\/em\u003e, Rimbaud expressa de forma intensa sua busca por liberdade e fusão com a natureza:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote data-start=\"693\" data-end=\"1108\"\u003e\n\u003cp data-start=\"695\" data-end=\"903\"\u003e\u003cem data-start=\"695\" data-end=\"749\"\u003e«Par les soirs bleus d’été, j’irai dans les sentiers,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"749\" data-end=\"752\"\u003e\u003cem data-start=\"754\" data-end=\"799\"\u003ePicoté par les blés, fouler l’herbe menue ;\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"799\" data-end=\"802\"\u003e\u003cem data-start=\"804\" data-end=\"853\"\u003eRêveur, j’en sentirai la fraîcheur à mes pieds.\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"853\" data-end=\"856\"\u003e\u003cem data-start=\"858\" data-end=\"901\"\u003eJe laisserai le vent baigner ma tête nue.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"911\" data-end=\"1108\"\u003e\u003cem data-start=\"911\" data-end=\"954\"\u003eJe ne parlerai pas, je ne penserai rien :\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"954\" data-end=\"957\"\u003e\u003cem data-start=\"959\" data-end=\"1003\"\u003eMais l’amour infini me montera dans l’âme,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"1003\" data-end=\"1006\"\u003e\u003cem data-start=\"1008\" data-end=\"1055\"\u003eEt j’irai loin, bien loin, comme un bohémien,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"1055\" data-end=\"1058\"\u003e\u003cem data-start=\"1060\" data-end=\"1108\"\u003ePar la Nature, — heureux comme avec une femme.»\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e(p. 6).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-start=\"1495\" data-end=\"1659\"\u003eNesse poema, percebe-se um Rimbaud jovem, ligado à experiência sensorial, à liberdade e à recusa das convenções — um poeta que deseja dissolver-se no mundo natural.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"1661\" data-end=\"1837\"\u003eEm contraste, no poema \u003cem data-start=\"1684\" data-end=\"1703\"\u003eLe Dormeur du val\u003c\/em\u003e, a mesma sensibilidade se transforma em crítica sutil e devastadora à guerra. O cenário idílico esconde uma realidade brutal:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote data-start=\"1839\" data-end=\"2595\"\u003e\n\u003cp data-start=\"1841\" data-end=\"2050\"\u003e\u003cem data-start=\"1841\" data-end=\"1890\"\u003e«C’est un trou de verdure où chante une rivière,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"1890\" data-end=\"1893\"\u003e\u003cem data-start=\"1895\" data-end=\"1941\"\u003eAccrochant follement aux herbes des haillons\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"1941\" data-end=\"1944\"\u003e\u003cem data-start=\"1946\" data-end=\"1994\"\u003eD’argent ; où le soleil, de la montagne fière,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"1994\" data-end=\"1997\"\u003e\u003cem data-start=\"1999\" data-end=\"2048\"\u003eLuit : c’est un petit val qui mousse de rayons.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"2058\" data-end=\"2263\"\u003e\u003cem data-start=\"2058\" data-end=\"2102\"\u003eUn soldat jeune, bouche ouverte, tête nue,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"2102\" data-end=\"2105\"\u003e\u003cem data-start=\"2107\" data-end=\"2157\"\u003eEt la nuque baignant dans le frais cresson bleu,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"2157\" data-end=\"2160\"\u003e\u003cem data-start=\"2162\" data-end=\"2211\"\u003eDort ; il est étendu dans l’herbe, sous la nue,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"2211\" data-end=\"2214\"\u003e\u003cem data-start=\"2216\" data-end=\"2261\"\u003ePâle dans son lit vert où la lumière pleut.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"2271\" data-end=\"2428\"\u003e\u003cem data-start=\"2271\" data-end=\"2325\"\u003eLes pieds dans les glaïeuls, il dort. Souriant comme\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"2325\" data-end=\"2328\"\u003e\u003cem data-start=\"2330\" data-end=\"2378\"\u003eSourirait un enfant malade, il fait un somme :\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"2378\" data-end=\"2381\"\u003e\u003cem data-start=\"2383\" data-end=\"2426\"\u003eNature, berce-le chaudement : il a froid.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"2436\" data-end=\"2595\"\u003e\u003cem data-start=\"2436\" data-end=\"2484\"\u003eLes parfums ne font pas frissonner sa narine ;\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"2484\" data-end=\"2487\"\u003e\u003cem data-start=\"2489\" data-end=\"2539\"\u003eIl dort dans le soleil, la main sur sa poitrine,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"2539\" data-end=\"2542\"\u003e\u003cem data-start=\"2544\" data-end=\"2595\"\u003eTranquille. Il a deux trous rouges au côté droit.»\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e(p. 32).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-start=\"3279\" data-end=\"3494\"\u003eAqui, Rimbaud constrói deliberadamente um contraste: a beleza da natureza e a suavidade da cena conduzem o leitor a uma falsa paz, que é abruptamente quebrada no último verso — revelando a morte violenta do soldado.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"3496\" data-end=\"3953\"\u003eAssim, ao considerar tanto os poemas quanto os materiais adicionais desta edição — como a cronologia e a correspondência, que ajudam a situar a vida breve e intensa do autor —, torna-se evidente que Rimbaud não é apenas um poeta da sensação ou da revolta, mas um escritor que articula extremos. Sua obra oscila entre a liberdade absoluta e a consciência trágica da realidade, constituindo uma das vozes mais inovadoras e complexas da literatura moderna.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"5303\" data-end=\"5587\"\u003eO exemplar segue o padrão editorial característico da coleção Pléiade, com encadernação editorial flexível, lombada decorada com frisos e títulos em dourado e impressão em papel bíblia das Papeteries Bolloré. O formato é o tradicional da coleção, compacto e de alta densidade textual.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"5589\" data-end=\"6081\"\u003eO estado de conservação é muito bom, com encadernação íntegra e firme, apresentando leves sinais de manuseio e discretos desgastes superficiais e fita de reforço nas folhas de guarda. O miolo encontra-se completo, com páginas bem preservadas e leve amarelamento natural do papel devido ao tempo, sem rasgos ou perdas aparentes. Apresenta alguns pontos de oxidação, sobretudo na sobrecapa e folhas de guarda. Isento de assinaturas, carimbos ou marcações. \u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":53859106128147,"sku":"00334","price":520.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0334-Thumb.png?v=1774059081"},{"product_id":"lamartine-alphonse-de-oeuvres-poetiques-gallimard-1963-00335","title":"LAMARTINE, Alphonse de (1790–1869). Oeuvres poétiques (Éditions Gallimard, Paris, 1963).","description":"\u003cp data-end=\"655\" data-start=\"275\"\u003eLAMARTINE (Alphonse de) [1790–1869].— LAMARTINE \/\/ Œuvres \/\/ poétiques \/\/ ÉDITION PRÉSENTÉE, ÉTABLIE \/\/ ET ANNOTÉE \/\/ PAR MARIUS-FRANÇOIS GUYARD \/\/ [Marca tipográfica da Nouvelle Revue Française, com monograma «NRF» em vermelho] \/\/ GALLIMARD.— In-12.º., XXXVIII, 2030, [2] p., E. editorial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1078\" data-start=\"657\"\u003eEdição crítica das obras poéticas de Alphonse de Lamartine, publicada na prestigiosa coleção Bibliothèque de la Pléiade, série editorial da Gallimard reconhecida internacionalmente pelo rigor filológico, pelo aparato crítico especializado e pelo elevado padrão tipográfico. O volume foi apresentado, estabelecido e amplamente anotado por Marius-François Guyard, estudioso da literatura francesa do século XIX.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1463\" data-start=\"1080\"\u003eA edição reúne de forma abrangente a produção poética de Lamartine, figura central do romantismo francês e um dos autores responsáveis pela renovação da lírica europeia no início do século XIX. O volume abre com prefácio crítico, princípios editoriais e cronologia detalhada da vida e da obra do autor, oferecendo enquadramento histórico e literário que orienta a leitura dos textos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1937\" data-start=\"1465\"\u003eEntre as obras reunidas figuram \u003cem\u003eMéditations poétiques\u003c\/em\u003e, marco decisivo do romantismo lírico na França; \u003cem\u003eLa Mort de Socrate; Nouvelles Méditations poétiques; Le Dernier chant du pèlerinage d’Harold; Chant du sacre; Harmonies poétiques et religieuses; Jocelyn; La Chute d’un ange;\u003c\/em\u003e \u003cem\u003eRecueillements poétiques\u003c\/em\u003e, além de poemas provenientes de diferentes fases da produção do autor, peças datadas e não datadas e textos publicados posteriormente.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2339\" data-start=\"1939\"\u003eO volume inclui ainda aparato crítico composto por notas e variantes, nota bibliográfica, índice geral, índice de dedicatários e tabela de títulos e incipits, permitindo acompanhar a história editorial e as diferentes versões dos poemas. Tal estrutura faz desta edição não apenas uma reunião de textos, mas um instrumento relevante para o estudo da poesia lamartiniana e de sua fortuna literária.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2653\" data-start=\"2341\"\u003eFigura decisiva da literatura romântica, Lamartine introduziu na poesia francesa um lirismo profundamente introspectivo, marcado pela contemplação da natureza, pela meditação filosófica e pela dimensão espiritual da experiência humana. Sua obra exerceu influência duradoura sobre a poesia europeia do século XIX.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2653\" data-start=\"2341\"\u003eEntre os versos mais célebres da poesia romântica francesa encontra-se a meditação sobre o tempo e a memória que atravessa o poema \u003cem data-end=\"311\" data-start=\"303\"\u003eLe Lac\u003c\/em\u003e, uma das peças mais emblemáticas das \u003cem data-end=\"372\" data-start=\"349\"\u003eMéditations poétiques\u003c\/em\u003e. Nesse momento, Lamartine exprime o desejo profundamente humano de suspender o curso do tempo para preservar os instantes de felicidade:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"680\" data-start=\"511\"\u003e\u003cem\u003e« Ô temps, suspends ton vol, et vous, heures propices !\u003c\/em\u003e\u003cbr data-end=\"569\" data-start=\"566\"\u003e\u003cem\u003eSuspendez votre cours :\u003c\/em\u003e\u003cbr data-end=\"595\" data-start=\"592\"\u003e\u003cem\u003eLaissez-nous savourer les rapides délices\u003c\/em\u003e\u003cbr data-end=\"639\" data-start=\"636\"\u003e\u003cem\u003eDes plus beaux de nos jours ! »\u003c\/em\u003e\u003cbr data-end=\"673\" data-start=\"670\"\u003e(p. 39)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"2930\" data-start=\"2655\"\u003eO volume foi impresso em papel bíblia das Papeteries Bolloré. A impressão foi concluída em 17 de setembro de 1977, nas prensas da Imprimerie Darantière (Dijon), com encadernação executada por Babouot, Paris, segundo os padrões tradicionais da coleção Pléiade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-is-only-node=\"\" data-is-last-node=\"\" data-end=\"3273\" data-start=\"2932\"\u003eExemplar em muito bom estado de conservação. Encadernação editorial firme, com douração preservada; miolo íntegro e limpo - apresenta apenas alguns pontos de oxidação, sobretudo nas folhas de guarda e primeiras e últimas páginas. Corte superior tingido em tom de azul, preservado. Conserva a sobrecapa editorial e a proteção plástica, apresentando apenas leves sinais de manuseio. Duas fitas de leitura originais, preservadas. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":53859110453523,"sku":"00335","price":520.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0335-Thumb.png?v=1772768521"}],"url":"https:\/\/www.inactual.com.br\/collections\/gallimard.oembed","provider":"Inactual","version":"1.0","type":"link"}