{"title":"especiais","description":"","products":[{"product_id":"vuitasse-carolo-tractatus-de-verbi-divini-incarnatione-francisci-augustini-patzko-1788-01011","title":"VUITASSE, Carolo (1660–1716). Tractatus de Verbi Divini Incarnatione (Francisci Augustini Patzko, Posonii, 1788), 2 vols.","description":"\u003cp\u003eVUITASSE (Carolo) [1660–1716] TRACTATUS \/\/ DE \/\/ VERBI DIVINI \/\/ INCARNATIONE, \/\/ AUTORE \/\/ D. CAROLO VUITASSE, \/\/ DOCTORE SACRÆ FACULTATIS PARISIENSIS, SOCIO \/\/ SORBONICO, REGIQUE THEOLOGIÆ PROFESSORE. \/\/ [———] \/\/ PARS PRIMA. \/\/ PARS SECUNDA. \/\/ [emblema calcográfico em medalhão oval: âncora ereta cravada sobre rochedo, com mar ao fundo; listel periférico com a legenda “Spes confisa Deo nunquam confusa recedit”; composição ladeada por folhagens e volutas, rematada em cartela inferior com monograma entrelaçado “AP”] \/\/ [———] \/\/ POSONII, \/\/ LITTERIS FRANCISCI AUGUST. PATZKO, \/\/ C. R. P. TYPOGR. 1788.— In-12.º., 2 v. (Vol I: 485, [3] p.; Vol II: 632, [4] p.). E. coeva em couro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCarolo Vuitasse foi um teólogo e erudito do século XVIII, cuja obra se insere no contexto da escolástica tardia, marcada pelo esforço em sistematizar, de forma rigorosa e acessível, os fundamentos da teologia dogmática. Sua produção teve especial relevância no campo da cristologia, contribuindo para a tradição acadêmica católica da época.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO \u003cem\u003eTractatus de Verbi Divini Incarnatione\u003c\/em\u003e, publicado em 1788, é uma obra dedicada à reflexão sobre o mistério da encarnação, articulando os conceitos clássicos da teologia cristã a partir da tradição patrística e escolástica. Trata-se de um texto de caráter sistemático, que busca expor e defender a doutrina da união hipostática contra interpretações equivocadas ou heréticas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eÉ nesse contexto que se encontra uma formulação clara e precisa sobre a união das naturezas divina e humana em Cristo, destacada no trecho:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«Unio, unitio, unitas, adunatio duarum naturarum, divinæ scilicet \u0026amp; humanæ, in unam Christi personam.»\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e(v. I, p. 7.)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eA sentença evidencia o núcleo da doutrina cristológica: Cristo não constitui duas pessoas distintas, mas uma única pessoa em que coexistem, sem confusão ou separação, a natureza divina e a natureza humana.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsta edição foi impressa em Posonii (Bratislava\/Pressburg), no ano de 1788, pela tipografia de Francisci Augustini Patzko, impressor régio (C.R.P. Typogr.), e apresenta-se como exemplar de referência dentro do corpus teológico do período. O volume conserva a estrutura típica das edições eruditas setecentistas, com paginação clara, uso de ornamentos tipográficos discretos e composição equilibrada, refletindo o padrão editorial de seu tempo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO conjunto apresenta-se em encadernação coeva (final do século XVIII), em couro marmorizado marrom, com manchas escuras e variações cromáticas típicas da técnica setecentista, com nervuras e dourações no dorso, além de elegantes etiquetas de título. O couro conserva ainda o brilho original em algumas áreas, mas exibe pequenos desgastes por abrasão, sobretudo, compatíveis com a idade da obra, com poucas marcas de uso. Observam-se, ainda, pequenas perdas superficiais e sinais de ressecamento. Cortes em vermelho, muito apreciado pelos bibliófilos e indício de qualidade editorial, encontram-se em excelente estado de conservação, preservando a uniformidade e a elegância originais. O miolo apresenta páginas bem preservadas, com escurecimento natural do papel e algumas manchas ocasionais de oxidação, sem prejuízo para a leitura.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eApesar da passagem de mais de dois séculos, os volumes mantêm-se sólidos e íntegros, com apenas discretos sinais de uso e envelhecimento, naturais para a época de impressão. Trata-se de uma preservação notável, que reforça o valor do exemplar como objeto de coleção. Exemplar raro e de interesse histórico e teológico, digno de integrar coleções dedicadas à tradição escolástica e à história da cristologia. Sem assinaturas, marcações ou carimbos. \u003cstrong\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cem\u003e\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Minha loja","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50854010585363,"sku":"01011","price":4500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0153-Thumbe2.jpg?v=1777329008"},{"product_id":"biblia-sacra-vulgatae-editionis-typographia-balleoniana-1765-01012","title":"BIBLIA SACRA, Vulgatae Editionis (Typographia Balleoniana, Veneza, 1765).","description":"\u003cp\u003e[Frontispicium æneis figuris insculptum, a D. Falconi signatum, cum triangulo radiis circumfuso et Tetragrammate Hebraico in summitate, atque scenis biblicis: Moyses tabulas legis tenens, propheta volumen gestans, Casus Hominis, Crucifixio et Cena Domini] \/\/ BIBLIA SACRA \/\/ Vulgatæ Editionis, \/\/ SIXTI V. PONT.M. \/\/ Jussu recognita, et \/\/ CLEMENTIS VIII. \/\/ auctoritate edita. \/\/ [Emblema æneum: aquila bicipiti coronata, symbolum imperiale Habsburgicum] \/\/ VENETIIS, \/\/ Ex Typographia Balleoniana. \/\/ MDCCLXV. \/\/ BIBLIA \/\/ SACRA \/\/ Vulgatæ Editionis, \/\/ SIXTI V. PONTIFICIS MAX. \/\/ Jussu recognita, \/\/ ET CLEMENTIS VIII. \/\/ auctoritate edita; \/\/ VERSICULIS DISTINCTA, \/\/ Et ad singula Capita Argumentis aucta; \/\/ INDICEQUE EPISTOLARUM, \/\/ et Evangeliorum locupletata, ad EXEMPLAR EDITIONIS \/\/ ROMANÆ concinnata, Æneis Iconibus Sacram Historiam referentibus ornata; \/\/ ET PROLEGOMENIS \/\/ FERDINANDI KOPH \/\/ Sacræ Theologiæ Doctoris. \/\/ [Marca typographica ligno incisa: aquila bicipiti coronata in medio, circumdata voluminibus et ornamentis floralibus rococæi stili] \/\/ VENETIIS, \/\/ Ex Typographia Balleoniana. \/\/ ——— \/\/ MDCCLXV. Folio (32 × 22 cm). ff. [24], pp. 908, ff. [40]. Textus in duas columnas, versiculis distinctus. Frontispicium æneis figuris ornatum (D. Falconi sculp.), titulus typographicus rubro et nigro impressus. Continentur præfationes, decreta Clementis VIII et Concilii Tridentini, prologi S. Hieronymi (inter quos Prologus Galeatus).\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eImponente edição setecentista da Bíblia Sacra, impressa em 1765 pela prestigiada Tipografia Balleoniana, em Veneza — um dos mais renomados centros tipográficos da Europa durante o século XVIII. Título tipográfico em vermelo e preto, com marca tipográfica xilográfica da oficina. Produzida em latim, com tipografia clara e refinada, esta edição reflete a tradição erudita e a excelência gráfica que tornaram as impressões venezianas célebres entre clérigos, estudiosos e colecionadores.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eInclui as seções preliminares: \u003cem\u003ePraefatio ad Lectorem\u003c\/em\u003e, o decreto de Clemente VIII, o decreto tridentino \u003cem\u003eDe Canonicis Scripturis\u003c\/em\u003e, e os prólogos de São Jerônimo (\u003cem\u003ePrologus Galeatus\u003c\/em\u003e e outros). Texto bíblico em duas colunas, abundantemente anotado nas margens com remissivas bíblicas (referências cruzadas). Gravura de abertura assinada por D. Falconi. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA presente edição pertence à tradição da \u003cem\u003eVulgata Sixto-Clementina\u003c\/em\u003e, oficializada pelo Concílio de Trento como a única edição autorizada para leitura, ensino e controvérsias doutrinais na Igreja. Representa a recepção e difusão veneziana de um texto que se tornara normativa base para a teologia e a liturgia católicas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO decreto tridentino, aqui reproduzido integralmente, estabelece a autoridade da Vulgata e reafirma a canonicidade dos livros bíblicos:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e                                                       « DE\u003cbr\u003e                                        CANONICIS SCRIPTURIS \u003cbr\u003e                                                 DECRETUM\u003cbr\u003e                        EX CONCILIO TRIDENTINO, SESSIONE QUARTA. \u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eSacrosancta Oecumenica et generalis Tridentina Synodus, in Spiritu Sancto legitime congregata, praesidentibus in ea eisdem tribus Apostolicae Sedis Legati,: hoc sibi perpetuo ante oculos proponens, ut, sublatis erroribus, puritas ipsa Evangelii in Ecclesia conservetur… »\u003c\/em\u003e (p. IX)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eE conclui, com a fórmula de anátema que selou a definição do cânone e da versão oficial da Bíblia:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e“…Si quis autem libros ipsos integros cum omnibus suis partibus, prout in Ecclesia Catholica legi consueverunt, et in veteri vulgata Latina editione habentur, pro sacris et canonicis non susceperit, et traditiones praedictas sciens, et prudens contempserit, anathema sit.”\u003c\/em\u003e (p. IX)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eA obra apresenta encadernação em couro da época, capa firme, com apenas alguns pontos de desgaste pelo tempo. Lombada ornamentada e nervuras, com douração preservada. Páginas em excelente estado de preservação para a idade e ilustrações também preservadas. Cortes com tingimento vermelho bem preservado, com apenas alguns pontos de desbotamento. Miolo firme, limpo e bem preservado, com aparato crítico, índices e ilustrações conservados. Trata-se de um exemplar que une valor religioso, histórico e artístico, sendo igualmente uma peça de devoção e um testemunho da arte tipográfica veneziana no auge do período barroco tardio.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNota manuscrita latina na folha de guarda: “\u003cem\u003eHic liber est in quo veritas sacra dogmata quique inveniet, falsitas dogmata quilibet sua\u003c\/em\u003e”, testemunhando leitura devocional.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCarimbo oval em húngaro: « \u003cem\u003eA SZEGZÁRDI KATH. PLÉBÁNIA KÖNYVTÁRÁBÓL »\u003c\/em\u003e, indicando passagem do volume pela biblioteca da paróquia católica de Szekszárd.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePapel com marca d'água em forma de brasão ovalado, ornado por volutas barrocas, contendo monograma central entrelaçado, possivelmente referente ao moinho de papel fabricante. Esse tipo de brasão era sinal de autenticidade e qualidade do papel, muito comum em moinhos de papel italianos\/venezianos do século XVIII. Visível à luz atravessada na folha ante-rosto.\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52210288754963,"sku":"01012","price":6000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0056-Thumbe2.jpg?v=1777329145"},{"product_id":"duguet-jacques-joseph-lettres-divers-sujets-morale-piete-jacques-estienne-1708-00094","title":"DUGUET, Jacques Joseph (1649–1733). Lettres sur divers sujets de Morale et de Piété (Jacques Estienne, Paris, 1708).","description":"\u003cp\u003eDUGUET (Jacques Joseph) [1649–1733].— LETTRES \/\/ SUR DIVERS SUJETS \/\/ DE MORALE \/\/ ET \/\/ DE PIETÉ. \/\/ Par l'Auteur du Traité de la Priere \/\/ publique. \/\/ SECONDE ÉDITION. \/\/ [Vignette typographique] \/\/ A PARIS, \/\/ Chez JACQUES ESTIENNE, ruë \/\/ S. Jacques, au coin de la ruë de la \/\/ Parcheminerie, à la Vertu. \/\/ —— \/\/ M. DCC. VIII. \/\/ Avec Approbation \u0026amp; Privilège du Roy. In-12. — [1] f. blanc, [1] titre imprimé en noir, [14] pp. (Préface), [7] pp. (Table des Titres), [1] p. (« Instructions »), 290 pp., [1] p. (Approbation, signé « N ij »), [4] pp. (Privilège du Roy, avec signatures « N iij »), [5] pp. (Catalogue des livres de Jacques Estienne, se terminant par « Avis »). — Complet. Reliure d’époque en veau, dos à nerfs avec pièce de titre en maroquin rouge, tranches marbrées.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicado em Paris em 1708 pela tradicional livraria de Jacques Estienne, este raro exemplar corresponde à segunda edição das Lettres sur divers sujets de Morale et de Piété. As cartas exploram temas da vida cristã e devocional com ênfase no rigor moral, na prática da piedade e na conduta virtuosa, seguindo o espírito da espiritualidade francesa do final do século XVII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO nome do autor não figura na obra, sendo referido apenas como o mesmo do Traité de la Prière publiqye. Pesquisas bibliográficas posteriores identificaram-no de maneira unânime como Jacques Joseph Duguet (1649–1733), teólogo jansenista francês, discípulo do espírito de Port-Royal. Reconhecido por sua clareza doutrinária e rigor moral, Duguet produziu obras de grande impacto no campo da espiritualidade e moral católica, como o Traité de la Prière publique. Sua influência atravessou o século XVIII, com várias reedições de suas obras. A atribuição deste livro a Duguet é confirmada pelo \u003cem\u003eDictionnaire de Port-Royal\u003c\/em\u003e (Paris: Champion, 1996, p. 382) e pelo \u003cem\u003eCatalogue général des livres imprimés de la BnF\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNa aprovação oficial de 1707, lê-se:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e« J’ay lû par ordre de Monseigneur le Chancelier quatorze Lettres sur plusieurs devoirs importans \u0026amp; essentiels de la vie chrétienne \u0026amp; religieuse. Elles sont très instructives \u0026amp; très édifiantes, propres à exciter la piété, \u0026amp; à faire aimer la vertu. »\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEsse juízo ressalta o caráter edificante da obra, que foi publicada com aprovação e privilégio real, atestando sua legitimidade e relevância no contexto da França de Luís XIV.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSegunda edição, ampliada, contendo: folha de rosto, dedicatória, aprovação de 1707, privilégio real e, ao final, catálogo das publicações de Jacques Estienne, acompanhado de avisos ao leitor. Preserva a tipografia elegante típica da oficina parisiense da Rue Saint Jacques, no início do século XVIII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTrata-se de exemplar raro, pela data precoce (1708), pela atribuição ao teólogo jansenista Duguet e pela preservação completa dos paratextos (\u003cem\u003eapprobation, privilège du roy,\u003c\/em\u003e catálogo final). Obras devocionais impressas neste período, sobretudo anônimas ou de circulação controlada, são de difícil preservação. A presença integral do aparato editorial reforça seu valor histórico e bibliográfico.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEncadernação da época em couro, com lombada nervurada e rótulo em couro vermelho. Desgaste natural nas bordas e cantos, pontos de ressecamento no couro e pequeno furo na lombada, mas conjunto permanece íntegro e sólido. Douração preservada na lombada e nas capas. Guardas marmorizadas íntegras, emolduradas por filete dourado executado à roda (\u003cem\u003eroulette\u003c\/em\u003e) com douração preservada. Cortes marmorizados em vermelho preservados. Interior em bom estado, papel limpo e de boa textura, com margens amplas.  Apenas algumas leves manchas amareladas nas primeiras e últimas páginas, sem prejudicar textos nem ilustrações. Sem carimbos e assinaturas.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52213146943763,"sku":null,"price":1200.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0094-Thumbe2.jpg?v=1777329318"},{"product_id":"schiller-friedrich-schillers-werke-bibliographische-institut-1885-8-vols-00289","title":"SCHILLER, Friedrich (1759-1805). Schillers Werke (Bibliographische Institut, Leipzig, 1885), 8 vols.","description":"\u003cp data-start=\"330\" data-end=\"830\"\u003eEdição completa das obras de Friedrich Schiller (1759–1805), em oito volumes, publicada pelo Bibliographisches Institut, em Leipzig, em 1885, baseada na revisão textual de Heinrich Kurz. Trata-se de uma edição tardia do século XIX, concebida dentro do projeto clássico do editor, reunindo de forma sistemática a produção literária, histórica e filosófica de Schiller, segundo os padrões filológicos e tipográficos consolidados das grandes coleções alemãs do período.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"832\" data-end=\"1313\"\u003eA coleção abrange poesia, teatro, traduções dramáticas, escritos históricos, narrativas, textos filosóficos e escritos diversos, refletindo o estatuto canônico de Schiller na tradição literária alemã. Os textos são integralmente impressos em caracteres góticos (Fraktur), tipografia normativa no espaço cultural germânico oitocentista, conferindo ao conjunto não apenas fidelidade histórica, mas também forte presença visual e identidade editorial coerente com o seu tempo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"1315\" data-end=\"1537\"\u003eNo conjunto dramático, encontra-se \u003cem data-start=\"1350\" data-end=\"1362\"\u003eDon Karlos\u003c\/em\u003e, peça em que se insere a fala consagrada do Marquês de Posa, frequentemente tomada como síntese do pensamento político e moral do autor, tal como registrada nesta edição:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote data-start=\"1539\" data-end=\"1595\"\u003e\n\u003cp data-start=\"1541\" data-end=\"1595\"\u003e\u003cem\u003e«Geben Sie Gedankenfreiheit!»\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"1574\" data-end=\"1577\"\u003e\u003cem data-start=\"1579\" data-end=\"1595\"\u003e(v. 2, p. 467)\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-start=\"1597\" data-end=\"2006\"\u003eOs volumes apresentam encadernação editorial uniforme, com lombadas ricamente decoradas e títulos dourados, preservando boa integridade estrutural. Observa-se desgaste natural do tempo nas extremidades e lombadas, com discreta perda pontual da douração, compatível com a idade do conjunto. Miolos íntegros, com amarelecimento homogêneo, sem sinais de umidade ativa ou danos estruturais relevantes.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52215293870355,"sku":null,"price":2400.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0289-Thumb.jpg?v=1777491185"},{"product_id":"schmitth-nicolaus-imperatores-ottomanici-typis-academicis-societatis-jesu-1760-1761-01006","title":"SCHMITTH, Nicolaus (Societate Jesu) [séc. XVIII]. Imperatores Ottomanici a capta Constantinopoli, cum epitome principum Turcarum (Typis Academicis Societatis Jesu, Tyrnaviae, 1760–1761), 2 tomos em 1 vol.","description":"\u003cp\u003eSCHMITTH (Nicolaus) [1721-1800].— IMPERATORES \/\/ OTTOMANICI \/\/ A CAPTA \/\/ CONSTANTINOPOLI, \/\/ CUM EPITOME \/\/ PRINCIPUM \/\/ TURCARUM. \/\/ A P. NICOLAO SCHMITTH, \/\/ E SOCIETATE JESU \/\/ CONCINNATI. \/\/ TOMUS PRIMUS. \/\/ [vinheta xilográfica central: escudo heráldico ornamental barroco com lambrequins, elmo e armas entrelaçadas — composição simétrica decorativa] \/\/ TYRNAVIÆ, \/\/ [traço tipográfico horizontal fino de separação] \/\/ TYPIS ACADEMICIS SOCIETATIS JESU, \/\/ ANNO MDCCLX. \/\/ IMPERATORES \/\/ OTTOMANICI \/\/ A CAPTA \/\/ CONSTANTINOPOLI, \/\/ CUM EPITOME \/\/ PRINCIPUM \/\/ TURCARUM, \/\/ A P. NICOLAO SCHMITTH, \/\/ E SOCIETATE JESU \/\/ CONCINNATI. \/\/ TOMUS SECUNDUS. \/\/ [vinheta xilográfica central: escudo heráldico ornamental barroco com lambrequins, elmo e armas entrelaçadas — composição simétrica decorativa, igual ao Tomo I] \/\/ TYRNAVIÆ, \/\/ [traço tipográfico horizontal fino de separação] \/\/ TYPIS ACADEMICIS SOCIETATIS JESU, \/\/ ANNO MDCCLXI.—  In-4.º, (Vol. I: [8], 304, [26] p.; Vol. II: [6], 448, [28] p.). E. em couro. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO tratado Imperatores Ottomanici a Capta Constantinopoli, cum Epitome Principum Turcarum, do jesuíta Nicolaus Schmitth, foi impresso em Tyrnavia (atual Trnava, Eslováquia) pela Typis Academicis Societatis Jesu, em dois tomos encadernados em um único volume, datados de 1760 (Tomus Primus) e 1761 (Tomus Secundus). Redigida integralmente em latim, a obra apresenta uma narrativa histórico-política dos soberanos otomanos a partir da queda de Constantinopla em 1453, antecedida por uma epítome dedicada aos príncipes turcos anteriores à tomada da cidade, compondo um panorama pensado para leitura erudita e consulta sistemática.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eProduzida no ambiente intelectual das instituições jesuíticas da Europa Central, a obra reflete uma tradição historiográfica em que a expansão otomana é tratada como um dos eixos centrais da história europeia tardomedieval e moderna. Trata-se de um trabalho que articula cronologia, política e guerra, com atenção especial às dinâmicas entre Oriente e Ocidente e às consequências da presença otomana no espaço europeu.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo \u003cem\u003ePraefatio ad Lectorem\u003c\/em\u003e, o autor define com clareza o escopo e a ambição da obra, ao declarar:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e«\u003cem\u003eHistoriam Ottomanorum scribere, ac eorundem potentium bella dicere aggressor, qui ex Asia in Europam transgressi, everso primum vastissimo Graecorum Imperio, ad omnem fere Europae dominationem animos adjecerunt.\u003c\/em\u003e»\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eO volume pertence a um momento tardio da produção editorial jesuítica, imediatamente anterior às grandes rupturas institucionais que culminariam na supressão da Companhia de Jesus em 1773. Esse contexto confere relevância adicional ao exemplar, tanto do ponto de vista intelectual quanto colecionístico, uma vez que se trata de um impresso acadêmico produzido por uma rede tipográfica que seria profundamente desarticulada nas décadas seguintes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAté a última verificação online, não foram localizadas ofertas ativas deste título em venda pública. A obra aparece majoritariamente em registros bibliográficos e acervos institucionais, sendo raramente encontrada em circulação regular no mercado livreiro, o que reforça sua escassez em escala internacional e sua importância para colecionadores de história otomana, história europeia e impressos acadêmicos jesuítas do século XVIII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar reúne os Tomos I e II encadernados conjuntamente em um único volume, em encadernação antiga posterior à impressão, prática comum no século XVIII. Apresenta ausência de folha(s) preliminar(es) anterior(es) à folha de rosto do Tomo I, possivelmente correspondentes a folha em branco de proteção e\/ou meio-título (\u003cem\u003ehalf-title\u003c\/em\u003e), provavelmente removida(s) durante o processo de encadernação, sem prejuízo ao texto impresso. As folhas de rosto de ambos os tomos estão preservadas, e o texto encontra-se completo. A encadernação apresenta sinais normais de uso e manuseio compatíveis com a época.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA edição apresenta frontispícios impressos em duas cores, vinhetas e gravuras ornamentais, além de aparato editorial completo, com prefácio ao leitor, índices e errata, confirmando sua função didática e acadêmica. O miolo permanece sólido e bem preservado, com sinais naturais do tempo, sem comprometer a leitura ou a integridade do conjunto.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52215295541523,"sku":"01006","price":12000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0293-thumb.png?v=1767972891"},{"product_id":"michelet-jules-histoire-de-la-revolution-alphonse-lemerre-1888-01031","title":"MICHELET, Jules (1798–1874). Histoire de la Révolution (Alphonse Lemerre, Paris, 1888), 9 vols..","description":"\u003cp\u003eMICHELET (Jules) [1798-1874].— OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/ TOME PREMIER \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/ TOME DEUXIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/ TOME TROISÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/ TOME QUATRIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/  TOME CINQUIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/  TOME SIXIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/  TOME SEPTIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/  TOME HUITIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/  TOME NEUVIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII.—In- 12.º., 9 v. (Vol. I, 511, [3] p.; Vol. II, 446, [4] p.; Vol. III, 383, [3] p.; Vol. IV, 453, [4] p.; Vol. V, 445, [4] p.; Vol. VI, 447, [3] p.; Vol. VII439, [4] p.; Vol. VIII, 430, [4] p.; Vol. IX, 429, [4] p.). E. editorial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eHistoire de la Révolution Française\u003c\/em\u003e é a obra mais célebre de Jules Michelet, historiador francês e professor do \u003cem\u003eCollège de France\u003c\/em\u003e. Publicada originalmente entre 1847 e 1853, tornou-se um marco da historiografia moderna ao propor uma leitura inovadora da Revolução.\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eEm vez de limitar-se a líderes e instituições, Michelet destacou o papel do povo francês como protagonista do processo histórico.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCombinando rigor documental com estilo literário marcado pelo romantismo histórico, Jules Michelet transformou os acontecimentos de 1789 a 1799 em uma narrativa épica que exaltava a liberdade e o espírito nacional. Publicada em sete volumes entre 1847 e 1853, a \u003cem data-end=\"387\" data-start=\"350\"\u003eHistoire de la Révolution Française\u003c\/em\u003e foi concebida como parte de seu vasto projeto de uma \u003cem data-end=\"461\" data-start=\"441\"\u003eHistoire de France\u003c\/em\u003e e consolidou-se como uma obra de referência da historiografia francesa do século XIX. A visão humanista de Michelet, que apresentava a Revolução como um drama coletivo da nação, exerceu influência duradoura sobre a historiografia posterior na França e contribuiu para moldar a literatura e o imaginário histórico de seu tempo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsta edição, publicada pela casa editorial Alphonse Lemerre, em Paris, reúne o conjunto completo em nove volumes, todos datados de 1888. A narrativa acompanha a Revolução Francesa desde a queda da monarquia e o julgamento de Luís XVI, passando pelos levantes populares, as disputas entre Girondinos e Jacobinos e a radicalização política, até a fase do Terror. O nono volume encerra a série com o 10 de Termidor, marco da queda de Robespierre e do fim do período revolucionário.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA abordagem ampla de Michelet percorre desde conspirações e batalhas até festas cívicas, dos julgamentos às figuras políticas e intelectuais. O leitor é convidado a mergulhar tanto na história coletiva quanto no destino individual de seus protagonistas, em uma narrativa vigorisa que alia precisão histórica e força literária.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePara encerrar sua obra, Michelet oferece uma síntese que reafirma o espírito que guiou sua escrita:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«Toute Histoire de la Révolution jusqu’ici était essentiellement monarchique. (Telle pour Louis XVI, telle pour Robespierre). Celle-ci est la première républicaine, celle qui a brisé les idoles et les dieux. De la première page à la dernière, elle n’a eu qu’un héros: le peuple.»\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e(v. IX, p. 420).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEncadernação de época, com lombadas em dourado sobre rótulo preto com leves desgastes e capas marmorizadas em vermelho e amarelo, no estilo da Belle Époque. Tipografia clássica, capitulares decorados, ornamentos gráficos e fita de leitura em todos os volumes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCada tomo apresenta a estrutura paratextual típica das edições de prestígio da época, composta por três folhas de rosto sucessivas: uma com o título completo em preto, outra apenas com o título isolado e uma terceira em preto e vermelho, destacando autor e editor. Observa-se uma pequena variante entre elas: na primeira, o endereço da editora aparece como “23–31, Passage Choiseul”, enquanto na folha em preto e vermelho consta “27–31, Passage Choiseul”. As guardas, confeccionadas em papel distinto, trazem marcas-d’água com datas como “1891” e “1892”, referentes ao fabrico do papel, e não à impressão. Esses detalhes, aliados ao cuidado gráfico, reforçam o caráter de luxo e o prestígio bibliográfico da edição.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO conjunto está em bom estado geral. Os cortes laterais e inferiores permanecem irregulares (\u003cem data-start=\"1442\" data-end=\"1455\"\u003euncut edges\u003c\/em\u003e), como era usual. O papel apresenta escurecimento uniforme, compatível com sua idade. As lombadas estão levemente desbotadas, com pequenos desgastes nas extremidades e bordas das capas. As páginas permanecem firmes e bem fixadas, e a encadernação sólida e coesa garante a longevidade da coleção. São marcas do tempo que atestam a autenticidade dos volumes e reforçam seu valor histórico. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52215304880403,"sku":"01031","price":1900.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0174-michelet-histoire-de-la-revolution-francaise-lemerre-1888-9-vols-inactual-thumb.jpg?v=1777925365"},{"product_id":"gide-andre-journal-1889-1939-gallimard-1951-00196","title":"GIDE, André (1869–1951). Journal 1889–1939 (Gallimard, Paris, 1951).","description":"\u003cp\u003eGIDE (André) [1869-1951].— ANDRÉ GIDE \/\/ JOURNAL \/\/ 1889–1939 \/\/ [Ornamento tipográfico: logotipo da nrf em círculo com inscrição « BIBLIOTHÈQUE DE LA PLÉIADE »] \/\/ AVEC UN INDEX DES NOMS \/\/ ET DES OUVRES CITÉS.— In-12.º., 1378, [2] p. E. editoria.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAutor central da literatura francesa moderna, André Gide ocupa posição singular entre o simbolismo e a modernidade. Sua obra, de forte cunho introspectivo e ético, articula o exame da consciência individual à crítica dos valores morais e religiosos. Laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1947, Gide foi também um dos fundadores da \u003cem\u003eNouvelle Revue Française\u003c\/em\u003e e figura determinante na consolidação da prosa ensaística francesa do século XX.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO \u003cem\u003eJournal 1889–1939\u003c\/em\u003e, iniciado na juventude e mantido ao longo de cinco décadas, constitui não apenas um registro íntimo, mas também um vasto laboratório literário e moral. Nele, Gide reflete sobre o ofício do escritor, o papel da arte e o conflito entre autenticidade e convenção. O volume reúne integralmente os diários do autor com aparato crítico e índices de nomes e obras citadas, configurando a primeira edição do Journal publicada na Bibliothèque de la Pléiade, coleção que fixou a forma definitiva do texto e reafirmou a dimensão canônica da obra.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEntre os trechos mais expressivos, destaca-se a reflexão de Gide sobre o ofício da escrita e a ilusão de espontaneidade:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cbr\u003e«\u003cem\u003eQuelle erreur de croire que c’est en se laissant aller à soi qu’on est ou devient le plus personnel ! Ce qui vous vient d’abord et naturellement à l’esprit, ce sont des lieux communs, des clichés… De là le danger de ces \"dictées\" auxquelles je m’essaie.\u003c\/em\u003e» (pp. 897-898).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eO fragmento sintetiza uma das concepções centrais do \u003cem\u003eJournal\u003c\/em\u003e: a de que a escrita íntima não é a expressão direta do eu, mas um exercício de forma e de vigilância. Gide adverte que a naturalidade é enganosa e que o impulso espontâneo tende a reproduzir fórmulas e convenções. A « \u003cem\u003edictée\u003c\/em\u003e » — o ato de escrever como quem se dita a si mesmo — torna-se metáfora da tensão entre sinceridade e artifício, transparência e elaboração. A passagem, frequentemente citada pela crítica gidiana, exprime com rara lucidez a ética da autoconsciência que estrutura toda a sua obra.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEncadernação editorial marrom, com douração no nome do autor e o título gravados na lombada. Preserva as duas fitas de leitura originais. Miolo impresso em papel \u003cem\u003eBible Bolloré\u003c\/em\u003e, característico da coleção, de finíssima gramatura e tonalidade marfim. Cortes regulares e limpos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTrata-se do \u003cem\u003ecinquante-quatrième\u003c\/em\u003e volume da série. Na guarda inicial, encontra-se a etiqueta original da livraria « A. Monoverde y Cía. S.A. – Palacio del Libro, 25 de Mayo 577, Tel. 82473, Montevidéu », que indica a procedência do exemplar: importado e comercializado na América do Sul nas décadas de 1950–1960, atestando a difusão internacional da Pléiade e o circuito livreiro francófono no Cone Sul.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em excelente estado geral, com encadernação firme e homogênea. Capas bem preservadas, sem desgastes visíveis; lombada íntegra e sem perdas de douração, com apenas pequenos desgastes nas cabeceiras da lombada e marca de dobras suaves nas folhas de guarda anteriores e primeiras páginas, sem prejuízo da integridade do conjunto. As duas fitas de leitura originais encontram-se íntegras e fixas. Conserva estrutura sólida e miolo limpo, flexível e de coloração uniforme, apresentando leve escurecimento natural do papel nas bordas e pequenos pontos de oxidação - sobretudo nos cortes, guardas e nas primeiras e últimas páginas, sem prejudicar a leitura. Etiqueta de procedência perfeitamente preservada na guarda anterior - \u003cem\u003e«A. Monteverde y Cía. S. A. \/\/ Palacio del Libro \/\/ 25 de Mayo 577 \/\/ Tel. 82473»\u003c\/em\u003e. Conjunto sólido, completo e de integridade estrutural notável para a idade, denotando conservação criteriosa e manuseio mínimo. Sem assinaturas ou carimbos. \u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52237819740435,"sku":"00196","price":290.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0196-thumb.png?v=1768095507"},{"product_id":"biblia-sacra-vulgatae-editionis-sixto-clementina-nicolaus-pezzana-1748-01025","title":"BIBLIA SACRA. Vulgatae Editionis Sixto-Clementina (Nicolaus Pezzana, Veneza, 1748).","description":"\u003cp\u003eBIBLIA \/\/ SACRA \/\/ Vulgatae Editionis, \/\/ SIXTI V. PONTIFICIS MAX. \/\/ JUSSU RECOGNITA, \/\/ ET CLEMENTIS VIII. \/\/ Auctoritate edita; \/\/ VERSICULIS DISTINCTA, \/\/ Et ad singula Capita Argumentis aucta; \/\/ Pluribusque Imaginibus, ad Historiarum notitiam \/\/ politissimè elaboratis, ornata; \/\/ Indiceque Epistolarum, et Evangeliorum \/\/ locupletata. \/\/ [Ornamento calcográfico: figura feminina coroada, sentada sobre nuvens, com o livro das Escrituras; auréola radiante; em uma das mãos, segura duas chaves e, na outra, uma pena enquanto escreve, sob a pomba do Espírito Santo; elementos de querubins e volutas barrocas completam a cena.] \/\/ VENETIIS, \/\/ [——] \/\/ APUD NICOLAUM PEZZANA. \/\/ MDCCXLVIII.— In-8º., [24], 924, [52] p. E. editorial em couro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eImponente edição setecentista da Vulgata Sixto-Clementina, impressa em Veneza, após o Concílio de Trento, pensada para uso clerical e acadêmico, com título a duas tintas, organização em colunas e amplas margens. A oficina de Nicolaus Pezzana é conhecida pela sobriedade e precisão de composição no Setecentos; o frontispício de cunho teológico-alegórico reforça o programa contrarreformista de legitimação textual e doutrinal da Vulgata romana. Impresso em duas colunas, com remissivas marginais e o aparato preliminar tradicional: \u003cem\u003ePraefatio ad Lectorem\u003c\/em\u003e; o decreto de Clemente VIII; o \u003cem\u003eDecretum De Canonicis Scripturis\u003c\/em\u003e do Concílio de Trento; e os prólogos de São Jerônimo (incluindo o \u003cem\u003ePrologus Galeatus\u003c\/em\u003e). Concluem o volume os índices (\u003cem\u003eIndex Epistolarum et Evangeliorum, Index Biblicus\u003c\/em\u003e). Tipografia clara\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003esobre papel de trapo, com iniciais ornamentadas e arabescos característicos da oficina veneziana. \u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePara sublinhar o estatuto canônico desta edição, a reprodução do decreto tridentino fixa a autoridade da Vulgata e a definição do cânone:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e«\u003c\/strong\u003e\u003cem\u003eSacrosancta oecumenica, et generalis Tridentina Synodus, in Spiritu Sancto legitimè congregata, praesidentibus in ea eisdem tribus Apostolicae Sedis Legatis, hoc sibi perpetuo ante oculos proponens, ut sublatis erroribus, puritas ipsa Evangelii in Ecclesia conservetur…\u003c\/em\u003e» \u003cbr\u003e«\u003cem\u003e…Si quis autem libros ipsos integros cum omnibus suis partibus, prout in Ecclesia Catholica legi consueverunt, et in veteri Vulgata Latina editione habentur, pro sacris, et canonicis non susceperit, et traditiones praedictas sciens, et prudens contempserit, anathema sit.\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e» \u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e(p. [7]).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar apresenta anotações manuscritas distribuídas nas guardas anteriores e posteriores, bem como na folha de rosto e em uma página do \u003cem\u003eIndex Biblicus\u003c\/em\u003e, realizadas em diferentes momentos e provavelmente por diferentes mãos. As inscrições mostram variações de tinta, caligrafia e grau de legibilidade, o que exige leitura paleográfica cautelosa. Diversas passagens podem ser transcritas com razoável segurança, mas outras permanecem apenas parcialmente decifráveis, devendo ser entendidas como aproximações sujeitas a revisão.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAbaixo, em tinta ferrogálica, lê-se « \u003cem\u003eDavid à S. Petro e Schol. Pris.\u003c\/em\u003e ». A caligrafia é regular, do tipo humanista cursiva do século XVIII, e sugere uma assinatura de posse. O nome pode corresponder a um clérigo ou acadêmico — talvez David a Sancto Petro e Schola Pris(a) —, mas as abreviações não permitem interpretação segura. O uso da partícula “à” (em vez de “de”) é incomum, podendo refletir influência italiana ou francesa.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo centro da mesma folha, em tinta avermelhada, lê-se “K. 1”, que parece corresponder a um código de catalogação bibliográfica — possivelmente uma notação de prateleira (Kasten 1 ou Katalog 1) —, o que reforça a hipótese de que o volume tenha integrado uma biblioteca institucional ou conventual.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA folha de rosto, impressa em vermelho e preto, traz várias anotações marginais e interlineares, entre elas palavras como \u003cem\u003eDavid, post mortem \u003c\/em\u003ee outras. Algumas expressões, como «\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e\u003cem\u003ead. Petro \u003c\/em\u003e», « \u003cem\u003e1750 post mortem\u003c\/em\u003e » e « B\u003cem\u003eibliothec Reficientio\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e», são legíveis com relativa clareza; outras se mantêm mais incertas, mas denotam posse, data e eventual transferência. No rodapé, a marca « \u003cem\u003eD. I. 12. »\u003c\/em\u003e repete-se tanto no verso da folha quanto em uma etiqueta remanescente na lombada, o que indica tratar-se de referência catalográfica ou localização física na estante. O exemplar contém ainda a indicação do impressor e data (Venetiis, Apud Nicolaum Pezzana, MDCCXLVIII), confirmando a edição veneziana de 1748.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo verso da folha de rosto, observa-se um carimbo circular em tinta violeta com a inscrição « \u003cem\u003eKEGYESRENDI\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cem\u003eKÖZPONTI\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cem\u003eKÖNYVTÁR »\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e— isto é, « Biblioteca Central da Ordem Piarista », identificando o volume como pertencente, em momento posterior, à biblioteca conventual húngara dos Escolápios, ordem religiosa conhecida por seu envolvimento com o ensino e a preservação de manuscritos teológicos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNas guardas posteriores, encontram-se duas inscrições notavelmente mais densas, de caráter teológico e exegético. A primeira, situada na parte superior da guarda, é legível com relativa clareza e pode ser transcrita — ainda que com reservas — da seguinte forma: « \u003cem\u003eLegem credendi lex statuit supplicandi. Celeberrim(us) I(n) epist(ola) ad Eppos Galliae. \u003c\/em\u003e\u003cem\u003eBenedicere in S. Litteris interdum significat maledictionem, utpote in Job 2,9 et 3 Reg. 21.\u003c\/em\u003e ». A frase reproduz a máxima teológica « \u003cem\u003elex orandi, lex credendi »\u003c\/em\u003e (« \u003cem\u003ea lei da oração determina a lei da fé »\u003c\/em\u003e) e prossegue com nota exegética sobre o verbo \u003cem\u003ebenedicere\u003c\/em\u003e, que, em certas passagens, significa « \u003cem\u003emaledicere\u003c\/em\u003e » (« amaldiçoar »), conforme os livros de Jó e dos Reis. O texto alude a uma epístola\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cem\u003ead episcopos Galliae\u003c\/em\u003e, possivelmente de tradição patrística (talvez São Celestino I) ou de comentário escolástico posterior.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA segunda anotação, na parte inferior da guarda posterior, em tinta ferrogálica escura, de traçado ornamentado é de difícil leitura. A escrita é altamente cursiva e entrelaçada, com traços sobrepostos e confusos que interferem na legibilidade, o que impede uma decifração segura. Aparentemente inicia com a palavra « \u003cem\u003eSortilegia »\u003c\/em\u003e, seguida de um pequeno texto em latim que poderia referir-se a práticas de superstição, augúrio ou adivinhação — tema recorrente na teologia moral setecentista. Contudo, qualquer tentativa de leitura permanece conjectural, e o conteúdo deve ser considerado apenas aproximado. A linha parece ter sido traçada de uma só vez, sem correções visíveis, talvez como nota marginal de estudo ou reflexão teológica. O grau de elaboração caligráfica e a escolha lexical indicam a mão de um leitor erudito, possivelmente o mesmo responsável por outras anotações do volume.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNa parte final do volume, no término do \u003cem\u003eIndex Biblicus\u003c\/em\u003e, identifica-se ainda uma breve nota marginal manuscrita, redigida em tinta ferrogálica e localizada no rodapé da última página com leitura aproximada: « \u003cem\u003eEpistolario: Rom: 9: Eps: h.\u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e». A caligrafia, de traçado inclinado e seguro, é compatível com o estilo do século XVIII e sugere tratar-se de uma remissão interna de leitura, possivelmente feita por um estudioso que relacionava o índice temático à Epístola aos Romanos, capítulo 9. O termo \u003cem\u003eEpistolario\u003c\/em\u003e (ou \u003cem\u003eEpistolarium\u003c\/em\u003e em forma latina) indica o conjunto ou seção das Epístolas, reforçando o caráter de uso ativo e de consulta do exemplar. A abreviatura final \u003cem\u003eEp.s h.\u003c\/em\u003e pode ser interpretada, de modo verossímil, como \u003cem\u003eEpistola hic\u003c\/em\u003e (« a epístola aqui\u003cem\u003e »\u003c\/em\u003e) — fórmula comum em anotações de referência cruzada — ou, menos provavelmente, como \u003cem\u003eEpiscopi h.\u003c\/em\u003e (« do bispo h.\u003cem\u003e »\u003c\/em\u003e). Essa notação, breve mas precisa, reforça a hipótese de que o volume tenha servido para leitura teológica sistemática, com anotações intertextuais e cruzamentos entre passagens — indício do manuseio por um leitor erudito, possivelmente de formação eclesiástica.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEssas anotações — uma dogmática e outra moralizante — mostram que o volume foi objeto de leitura erudita, provavelmente em contexto clerical. As inscrições, embora nem todas plenamente legíveis, são testemunhos materiais preciosos da história de posse e uso do exemplar. A variedade de tintas e caligrafias indica múltiplos momentos de intervenção, de anotações devocionais a notas de estudo. A conjugação de nomes pessoais, marca de biblioteca e notas teológicas sugere que esta Bíblia Sacra circulou em ambientes eclesiásticos de língua latina, passando, possivelmente, por bibliotecas religiosas da Europa Central.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTodas as transcrições apresentadas devem ser compreendidas como leituras paleográficas aproximadas, baseadas em observação direta e comparação contextual, sem pretensão de fixar definitivamente o texto manuscrito.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em encadernação plena em couro marrom de época, com seis nervuras na lombada; abrasões de uso nas capas e quinas arredondadas com exposição do suporte. A lombada traz as letras «\u003cem\u003e S. S. »\u003c\/em\u003e gravadas entre pequenas estrelas, possivelmente correspondendo a sigla de coleção ou proprietário religioso (\u003cem\u003eScriptura Sacra, Sancti Spiritus\u003c\/em\u003e, etc.). No painel inferior, resquício de etiqueta antiga impressa em moldura azul, contendo a mesma notação manuscrita « \u003cem\u003eD. I. 12 »\u003c\/em\u003e, coincidindo com a marca interna do volume — o que reforça a hipótese de antigo sistema de catalogação biblioteconômica. Juntas externas com desgaste de manuseio, porém firmes; costura coesa e estável.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMiolo em papel de trapo espesso, muito legível, com foxing pontual e faixa de umidade antiga sobretudo nas margens superiores (sem comprometimento do texto). Perfurações de inseto esparsas no corte anterior e margens externas, sem atingir a mancha tipográfica; mancha escura localizada (provável cera\/óleo) em algumas paginas da seção dos Profetas, dificultando um pouco a leitura de um trecho em três páginas, sendo que nas demais (cerca de 16 páginas), a mancha se encontra mais leve e não atrapalha a leitura. \u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003ePresença de corte com perda gradativa de papel na extremidade superior das páginas 77 a 129, sem prejudicar a leitura. Cortes tingidos com efeito mármore em vermelho, com desbotamento parcial e salpicos coerentes com a idade. Gravuras e aberturas preservadas; guardas antigas íntegras, com anotações manuscritas e carimbo conventual. Conjunto completo, com preliminares, índices e remissivas. Bom estado geral para a idade, com desgaste externo e marcas de antiguidade, mas estrutura sólida e texto limpo e plenamente legível.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52240650666259,"sku":"01025","price":2900.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0191-biblia-sacra-vulgatae-editionis-apud-nicolaum-pezzana-1748-inactual-lombada.jpg?v=1768011102"},{"product_id":"santa-teresa-de-jesus-castillo-interior-las-moradas-1944-sku-00060","title":"TERESA DE JESÚS, Santa (1515-1582). Castillo interior, o Las moradas (Montaner y Simón, Barcelona, 1944).","description":"\u003cp\u003eTERESA DE JESÚS (Santa) [1515-1582].— SANTA TERESA DE JESUS \/\/ CASTILLO INTERIOR \/\/ O \/\/ LAS MORADAS \/\/ CON 12 REPRODUCCIONES \/\/ DE EDICIONES ANTIGUAS \/\/ [Ornamento tipográfico com emblema carmelita, representando a cruz sobre o Monte Carmelo com três estrelas] \/\/ MONTANER Y SIMON, S. A. \/\/ BARCELONA \/\/ 1944.— In-12.º., 320, [4] p. E. editorial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eObra-prima da mística espanhola do século XVI, escrita em 1577, \u003cem\u003eLas Moradas\u003c\/em\u003e (também conhecida como \u003cem\u003eCastillo Interior\u003c\/em\u003e) representa a síntese mais elaborada da espiritualidade carmelitana. Estruturada em sete “moradas” ou etapas do itinerário da alma, a obra oferece um dos testemunhos mais penetrantes da tradição mística cristã ocidental, combinando profundidade teológica, experiência pessoal e estilo literário singular.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSanta Teresa de Ávila, reformadora do Carmelo, doutora da Igreja e uma das maiores figuras do misticismo cristão, uniu experiência contemplativa, obra escrita e ação reformadora. Seus escritos — ao lado dos de São João da Cruz — estabeleceram a base da espiritualidade carmelitana descalça e influenciaram gerações de pensadores, teólogos e escritores.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNa Segunda Morada, Teresa exorta à firmeza contra as tentações, usando a metáfora da luta espiritual:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e“Sea varón y no de los que se echaban a beber de bruces, cuando iban a la batalla, no me acuerdo con quién; sino que se determine que va a pelear con todos los demonios y que no hay mejores armas que las de la cruz.”\u003c\/em\u003e \u003cbr\u003e(pp. 44–45).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEssa passagem ilustra a força da linguagem teresiana: vigorosa, concreta e profundamente enraizada na experiência de fé, convocando o leitor à coragem e à confiança no poder da cruz.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eReconhecido como um dos textos fundamentais da tradição mística cristã, Las Moradas conserva sua relevância como referência para estudiosos, religiosos e leitores em busca de uma experiência espiritual mais profunda.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsta edição teve sua impressão concluída nos ateliês tipográficos de Montaner y Simón S.A., em Barcelona, no dia 5 de janeiro de 1944, véspera da festividade da Epifania do Senhor. O volume traz 12 reproduções fac-similares preservadas de gravuras de edições antigas de \u003cem\u003eLas Moradas\u003c\/em\u003e, que ilustram de forma alegórica e simbólica o itinerário espiritual descrito por Santa Teresa. Essas imagens históricas, de estilo barroco, dialogam com o texto e ajudam a visualizar os temas místicos do \"\u003cem\u003eCastillo Interior\u003c\/em\u003e\".\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar com encadernação editorial em couro preto preservado, com douração também preservada em ornamentos na capa e na lombada. Miolo íntegro, firme e limpo. Papel levemente uniformemente amarelado pelo tempo. Ilustrações preservadas. Possui pequena dedicatória na folha ante-rosto (página em branco), datada de 08 de Agosto de 1965. \u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52252141879571,"sku":"00060","price":720.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0060-thumb.png?v=1767941826"},{"product_id":"goethe-johann-wolfgang-von-obras-literarias-m-aguilar-1944-1945-2-vols-00259","title":"GOETHE, Johann Wolfgang von (1749-1832). Obras Literarias (M. Aguilar - Editor, Madrid, 1944\/1945), 2 vols.","description":"\u003cp\u003eEncadernação editorial em couro. Sem assinaturas, marcações ou carimbos. \u003cem\u003e1ª edição, 1944\/1945. \u003c\/em\u003e\u003cstrong\u003e\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52280785961235,"sku":"00259","price":1400.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0259-thumb.png?v=1767937331"},{"product_id":"manuel-bandeira-poesia-completa-e-prosa-editora-nova-aguilar-1977-sku-0084","title":"BANDEIRA, Manuel (1886–1968). Poesia completa e prosa (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1977).","description":"\u003cp\u003eBANDEIRA (\u003cspan\u003eManuel Carneiro de Sousa\u003c\/span\u003e) [1886–1968]. — MANUEL BANDEIRA \/\/ POESIA COMPLETA E PROSA \/\/ Volume Único \/\/ BIBLIOTECA \/\/ LUSO-BRASILEIRA \/\/ Série Brasileira \/\/ MANUEL BANDEIRA \/\/ POESIA COMPLETA E PROSA \/\/ em um volume \/\/ INTRODUÇÃO GERAL \/\/ NOTA EDITORIAL \/\/ TRAJETÓRIA DE UMA POESIA \/ ITINERÁRIO DE PASÁRGADA \/\/ CRONOLOGIA DA VIDA E DA OBRA \/\/ POESIA \/\/ A CINZA DAS HORAS \/ CARNAVAL \/\/ O RITMO DISSOLUTO \/ LIBERTINAGEM \/\/ ESTRELA DA MANHÃ \/ LIRA DOS CINQÜENT'ANOS \/\/ BELO BELO \/ OPUS 10 \/ ESTRELA DA TARDE \/\/ MAFUÁ DO MALUNGO \/\/ PROSA \/\/ CRÔNICAS DA PROVÍNCIA DO BRASIL \/\/ FLAUTA DE PAPEL \/ ENSAIOS LITERÁRIOS \/\/ CRÍTICA DE ARTE \/ ANDORINHA ANDORINHA \/\/ APÊNDICE \/\/ REPERTÓRIO ONOMÁSTICO \/\/ BIBLIOGRAFIA \/\/ [marca tipográfica da Editora Biblioteca Luso-Brasileira em tinta preta: em forma de escudo com livro aberto e as letas \"BLB\", encimadas por coroa de louros, símbolo de erudição e triunfo intelectual] \/\/ —— \/\/ RIO DE JANEIRO, EDITORA NOVA AGUILAR S.A., 1977 \/\/ [foto do autor em preto e branco] \/\/ [assinatura fac-símile do autor em tinta preta] \/\/ MANUEL \/\/ BANDEIRA \/\/ POESIA COMPLETA \/\/ E PROSA \/\/ organizada pelo autor \/\/ INTRODUÇÃO GERAL \/\/ Nota Editorial \/\/ AFRÂNIO COUTINHO \/\/ Trajetória de uma Poesia \/\/ SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA \/\/ Itinerário de Pasárgada \/\/ MANUEL BANDEIRA \/\/ CRONOLOGIA DA VIDA E DA OBRA \/\/ FRANCISCO DE ASSIS BARBOSA \/\/ POESIA \/\/ Notas Preliminares de \/\/ FRANKLIN DE OLIVEIRA, JOÃO RIBEIRO, ALCEU AMOROSO LIMA \/\/ ANTÔNIO OLINTO, MÁRIO DE ANDRADE, MÚCIO LEÃO \/\/ WILSON CASTELO BRANCO, SÉRGIO MILLIET, FERNANDO GÓIS \/\/ LÊDO IVO, CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE E DANÚBIO RODRIGUES \/\/ APÊNDICE \/\/ Bibliografia \/\/ FRANCISCO DE ASSIS BARBOSA \/\/ [marca tipográfica da Companhia José Aguilar Editôra em vermelho: monograma em forma de escudo com livro aberto e as letas \"E\", \"J\" e \"A\" entrelaçadas, escrito \"COMPANHIA JOSÉ AGUILAR EDITÔRA\", encimadas por coroa de louros, símbolo de erudição e triunfo intelectual] \/\/ —— \/\/ RIO DE JANEIRO, EDITORA NOVA AGUILAR S.A., 1977.\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFigura central da poesia modernista brasileira, Manuel Bandeira construiu uma obra que une simplicidade coloquial, lirismo profundo e uma permanente busca de transcendência diante das limitações da vida. Neste volume monumental da Nova Aguilar, estão reunidos seus livros de versos, traduções, crônicas e ensaios, acompanhados de fortuna crítica e iconografia.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEntre os poemas mais célebres está “\u003cem\u003eVou-me embora pra Pasárgada\u003c\/em\u003e” (Libertinagem, 1930), verdadeiro hino à imaginação como refúgio e reinvenção da vida:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e\u003cspan\u003e«\u003c\/span\u003eVou-me embora pra Pasárgada\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eLá sou amigo do rei\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eLá tenho a mulher que eu quero\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eNa cama que escolherei\u003cspan\u003e»\u003c\/span\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e(p. 222).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003ePasárgada, cidade persa evocada pelo poeta, transforma-se aqui em território mítico e utópico, lugar de plenitude, liberdade e superação das dores. A simplicidade dos versos esconde uma força universal: a vontade de escapar da realidade limitada e reinventar a existência. O poema tornou-se símbolo cultural brasileiro, citado em música, teatro, estudos literários e até na fala cotidiana, permanecendo vivo como emblema da modernidade poética.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em encadernação editorial em couro verde, com dourações preservadas na lombada ornamentada e na assinatura fac-símile do autor na capa. Cortes limpos e íntegros, miolo íntegro e bem preservado, com impressão em papel-bíblia de ótima nitidez. Corte superior com tingimento desbotado. Alguns pontos localizados com leve amarelamento nas primeiras e últimas páginas, próximos a lombada, sem prejudicar os textos ou imagens. Assinatura de antigo proprietário datada de 11 de Outubro de 1983, constituindo elemento adicional de procedência do exemplar. Fotos e fac-símiles autógrafos preservados. \u003cem\u003e4.ª edição, 1977.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52285660987667,"sku":"0084","price":520.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0084-thumb.png?v=1768000753"},{"product_id":"nabuco-joaquim-um-estadista-do-imperio-nova-aguilar-1975-00098","title":"NABUCO, Joaquim (1849–1910). Um estadista do Império (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1975).","description":"\u003cp data-pm-slice=\"0 0 []\"\u003eNABUCO (Joaquim) [1849–1910]. — JOAQUIM NABUCO \/\/ UM ESTADISTA DO IMPÉRIO \/\/ Volume único \/\/ BIBLIOTECA \/\/ LUSO-BRASILEIRA \/\/ Série Brasileira \/\/ JOAQUIM NABUCO \/\/ UM ESTADISTA DO IMPÉRIO \/\/ em um volume \/\/ INTRODUÇÃO GERAL \/\/ NOTA EDITORIAL \/\/ JOAQUIM NABUCO E A HISTÓRIA POLÍTICA DO IMPÉRIO \/\/ CRONOLOGIA \/ BIBLIOGRAFIA \/\/ UM ESTADISTA DO IMPÉRIO \/\/ LIVRO PRIMEIRO \/\/ ATÉ O MINISTÉRIO PARANÁ (1813-1853) \/\/ LIVRO SEGUNDO \/\/ O MINISTÉRIO PARANÁ (1853-1857) \/\/ LIVRO TERCEIRO \/\/ OS GABINETES FINANCEIROS (1857-1861) \/\/ A LIGA (1861-1864) \/\/ PRIMEIROS GABINETES PROGRESSISTAS (1864-1865) \/\/ LIVRO QUARTO \/\/ O GABINETE OLINDA (1865-1866) \/\/ LIVRO QUINTO \/\/ QUEDA DOS PROGRESSISTAS (1866-1868) \/\/ COMEÇO DA SITUAÇÃO CONSERVADORA (1868-1872) \/\/ LIVRO SEXTO \/\/ PROBLEMAS DE APÓS GUERRA \/\/ RETRAIMENTO GRADUAL DE NABUCO (1872-1877) \/\/ LIVRO SÉTIMO \/\/ NABUCO JURISCONSULTO \/\/ LIVRO OITAVO \/\/ CONCLUSÃO \/\/ [Marca editorial da Biblioteca Luso-Brasileira em preto, com emblema vermelho em forma de escudo com livro aberto e as letras \"BLB\", encimadas por coroa de louros] \/\/ [———] \/\/ RIO DE JANEIRO, RJ, EDITORA NOVA AGUILAR S.A., 1975 \/\/ [Foto do autor em preto e branco] \/\/ JOSÉ THOMAZ NABUCO DE ARAÚJO, QUANDO MINISTRO \/\/ DA JUSTIÇA, 1869 (QUADRO DE VICTOR MEIRELLES). \/\/ [Fac-símile da assinatura do autor em tinta preta] \/\/ JOAQUIM \/\/ NABUCO \/\/ UM ESTADISTA \/\/ DO IMPÉRIO \/\/ INTRODUÇÃO GERAL \/\/ Nota Editorial \/\/ Joaquim Nabuco e a História Política do Império \/\/ AFONSO ARINOS DE MELO FRANCO \/\/ Cronologia e Bibliografia \/\/ [Marca editorial da Biblioteca Luso-Brasileira em vermelho, com emblema vermelho em forma de escudo com livro aberto e as letras \"BLB\", encimadas por coroa de louros] \/\/ RIO DE JANEIRO, RJ, EDITORA NOVA AGUILAR S.A., 1975. — In-12.º., 1141, [2] p. E. editorial em couro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDiplomata, jurista, historiador e um dos mais destacados intelectuais do Brasil oitocentista, Joaquim Nabuco foi figura central do movimento abolicionista, não apenas pela militância política e parlamentar, mas também por seu vigor intelectual e humanista. Autor de obras de grande envergadura como O Abolicionismo (1883) e Minha Formação (1900), deixou em \u003cem\u003eUm Estadista do Império\u003c\/em\u003e uma análise monumental da vida política e parlamentar do Brasil imperial, considerada até hoje uma das mais completas interpretações da história do Segundo Reinado.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eÀ luz de sua crítica social e política, Nabuco expõe o drama dos africanos livres no Brasil, vítimas de manipulações estatais e políticas que perpetuaram o regime escravista sob novas formas:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e\u003cspan\u003e«\u003c\/span\u003eA história dos africanos livres de uma e outra categoria é uma das páginas mais tristes da escravidão entre nós, além do mais, porque tudo se fazia em violação de tratados, de solenes compromissos, que o governo tomara de garantir a liberdade dos africanos que lhe eram entregues pelas Comissões Mistas. A distribuição de muitos deles entre homens políticos importantes facilitava os abusos, abusos que se podem resumir dizendo que em grande parte aqueles africanos livres foram fraudulentamente incorporados à escravatura.\u003cspan\u003e»\u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e(pp. 207–208).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEsse trecho, de forte carga histórica e humanitária, testemunha a lucidez de Nabuco ao registrar não apenas o funcionamento da política imperial, mas também o drama humano silenciado pela retórica oficial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEdição integrada na prestigiada Biblioteca Luso-Brasileira, coleção dirigida no Brasil por Afrânio Coutinho, em colaboração com João Gaspar Simões, em Lisboa, destinada a reunir obras-primas das literaturas do Brasil e de Portugal. Volume único da obra-prima historiográfica de Joaquim Nabuco, originalmente publicada em 1897 em três tomos, agora condensada em edição monumental com notas e aparato crítico. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEncadernação editorial plena em couro verde, com douração preservada na ornamentação e descrições na lombada e em fac-símile da assinatura de Nabuco na capa. Guardas íntegras e preservadas, estampadas com o monograma da coleção (BBL). Corte superior com tingimento em avermelhado, preservado. Miolo íntegro, limpo e firme, sem manchas de acidez relevantes. Algumas primeiras e últimas folhas levemente amareladas, com alguns pontos de oxidação, sem comprometimento de textos ou ilustrações. \u003cem\u003e4.ª edição \/ 1.ª edição da Editora Nova Aguilar, 1975\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52319636324627,"sku":"00098","price":620.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0098-Thumb.png?v=1769495803"},{"product_id":"bossuet-jacques-benigne-anonimo-discours-sur-lhistoire-universelle-suite-de-lhistoire-universelle-david-1766-01010","title":"BOSSUET, Jacques-Bénigne (1627–1704); ANÔNIMO [séc. XVIII]. Discours sur l’Histoire Universelle; Suite de l’Histoire Universelle (David, Paris, 1766).","description":"\u003cp\u003eBOSSUET (Jacques-Bénigne) [1627–1704]; ANÔNIMO [séc. XVIII].— DISCOURS \/\/ SUR \/\/ L’HISTOIRE \/\/ UNIVERSELLE, \/\/ A MONSEIGNEUR \/\/ LE DAUPHIN : \/\/ Pour expliquer la suite de la religion, \/\/ \u0026amp; les changemens des empires. \/\/ PREMIERE PARTIE, \/\/ Depuis le commencement du monde jusqu’à l’empire \/\/ de Charlemagne. \/\/ Par messire JACQUES-BENIGNE BOSSUET, \/\/ évêque de Meaux, \u0026amp;c. \/\/ NOUVELLE ÉDITION. \/\/ [ornamento tipográfico] \/\/ A PARIS, \/\/ Chez DAVID, rue des Mathurins, à la Plume d’or. \/\/ [——] \/\/  M. DCC. LXVI. \/\/ AVEC PRIVILEGE DE SA MAJESTÉ. \/\/ SUITE \/\/ DE \/\/ L’HISTOIRE \/\/ UNIVERSELLE \/\/ DE MONSIEUR \/\/ L’ÉVÊQUE DE MEAUX, \/\/ Depuis l’an 800 de notre Seigneur, \/\/ jusqu’à l’an 1700 inclusivement. \/\/\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eSECONDE PARTIE. \/\/ NOUVELLE ÉDITION. \/\/ [ornamento tipográfico central] \/\/ A PARIS, \/\/ Chez DAVID, rue des Mathurins, à la Plume d’or; \/\/ [——] \/\/ M. DCC. LXVI. \/\/ AVEC PRIVILEGE DE SA MAJESTÉ.—\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eIn-12.º., 2.\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e(Vol. I, 426 p.; Vol. II, X, 118 p.).\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eE. editorial plena em couro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1204\" data-start=\"285\"\u003eTrata-se de uma edição de luxo da célebre obra de Jacques-Bénigne Bossuet, bispo de Meaux, pregador da corte de Luís XIV e membro da Academia Francesa — uma das figuras mais eruditas e influentes do pensamento cristão e político do século XVII. Estudoy teologia em Paris (Collège de Navarre) e destacou-se por sua eloquência teológica e pela defesa da ortodoxia católica frente ao protestantismo e ao jansenismo. Sua concepção de poder real, fundada na ideia de que toda autoridade procede de Deus, fez dele um dos principais teóricos do absolutismo católico francês. Contudo, sua obra transcende a política: nela, história e teologia se unem numa visão providencial que busca compreender o curso dos impérios e das religiões como expressão do plano divino. Bossuet é lembrado também como um dos maiores oradores sacros da língua francesa, autor das célebres \u003cem data-end=\"1144\" data-start=\"1125\"\u003eOraisons funèbres\u003c\/em\u003e, que modelaram o estilo retórico clássico do século XVII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1940\" data-start=\"1206\"\u003eO \u003cem data-end=\"1245\" data-start=\"1208\"\u003eDiscours sur l’Histoire Universelle\u003c\/em\u003e é considerado uma das pedras angulares da historiografia teológica moderna. Publicada pela primeira vez em 1681, a obra foi escrita para instrução moral e política do Delfim, herdeiro do trono francês. Bossuet propõe uma leitura da humanidade à luz da Providência divina, integrando a história sagrada — da Criação à vinda de Cristo — com a história profana, dos impérios antigos até Carlos Magno. Para ele, a história é uma escola de sabedoria: nela o homem descobre os desígnios de Deus e os princípios que regem o destino dos povos. Essa visão exerceu profunda influência sobre o pensamento histórico e político da França clássica, inspirando gerações de teólogos, educadores e estadistas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2304\" data-start=\"1942\"\u003eA \u003cem data-end=\"1977\" data-start=\"1944\"\u003eSuite de l’Histoire Universelle\u003c\/em\u003e, publicada postumamente e incluída nesta edição, continua o relato até o final do século XVII. Baseada em materiais do próprio Bossuet, foi completada por discípulos próximos e revisada para conservar o tom e a estrutura moral do original.\u003c\/p\u003e\n\u003cdiv\u003eLogo na abertura da obra, Bossuet exprime o princípio formador que guia toda a sua visão da história:\u003c\/div\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cdiv\u003e« \u003cem\u003eQuand l’histoire seroit inutile aux autres hommes, il faudroit la faire lire aux princes. »\u003c\/em\u003e (p. 5).\u003c\/div\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cdiv\u003e\n\u003cp data-start=\"2412\" data-end=\"2590\"\u003eEssa frase, uma das mais citadas de Bossuet, sintetiza a dimensão pedagógica e política de sua obra: a história como espelho do poder e escola de prudência para os governantes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"2592\" data-end=\"3178\"\u003ePublicada pela prestigiada tipografia Chez David, rue des Mathurins, « \u003cem\u003eà la Plume d’or »\u003c\/em\u003e, sob privilégio régio de Luís XV, esta edição integra a tradição humanista e cristã que moldou o pensamento político do Antigo Regime. Sua impressão elegante, típica da tipografia parisiense do século XVIII, e o privilégio real (\u003cem data-start=\"2920\" data-end=\"2950\"\u003eavec privilège de Sa Majesté\u003c\/em\u003e) atestam a autenticidade e o prestígio da publicação. A obra manteve-se continuamente impressa ao longo de todo o século XVIII, símbolo da formação clássica francesa e leitura essencial nas bibliotecas nobres e eclesiásticas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEstes exemplares apresentam proveniência nobre e plenamente documentada. Cada tomo conserva, colado na guarda anterior, o mesmo ex-libris heráldico gravado em cobre — escudo de três rosas sustentado por dois anjos e timbrado por coroa condal encimada por uma cruz — pertencente ao Comte d’Antras de Gardères (Jean-Bernard-Marie d’Antras de Gardères, 1875–1940), oficial, bibliófilo e residente em Tarbes (Hautes-Pyrénées).\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCatalogado pela AFCEL – Association Française pour la Connaissance de l’Ex-Libris (ref. A1714), o ex-libris é descrito como gravure sur cuivre de G. Tauriac, ativo nas décadas de 1920–1930, medindo 72 × 85 mm. A legenda indica:\u003cbr\u003e« \u003cem\u003eLe Comte d’Antras de Gardères \/ Sans regrets du Passé ny Peur de l’Avenir \/ Toujours les Roses Refleuriront. »\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA descrição heráldica registrada pela AFCEL é:\u003cbr\u003e« \u003cem\u003eD’argent à trois roses de gueules boutonnées d’or posées deux en chef et une en pointe. Tenants deux anges. Couronne ducale. Deux bras tenant une croix en cimier. »\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO lema « \u003cem\u003eToujours les roses refleuriront »\u003c\/em\u003e — « Sempre as rosas voltarão a florescer » — evoca a continuidade e a resiliência da linhagem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO gravador G. Tauriac, citado nos repertórios de Tibère Gheno e Hervé, produziu diversos ex-libris heráldicos para famílias do sudoeste francês, incluindo as ramificações Antras de Samazan e Antras de Cornac, descendentes dos antigos senhores gascões mencionados nas fontes nobiliárias regionais. O ramo de Gardères é documentado nas Mémoires de Jean d’Antras de Samazan, seigneur de Cornac (BnF, Gallica, ark:\/12148\/bpt6k8587519\/f232.item, p. 203), o que confirma a filiação histórica e territorial da linhagem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO conjunto formado pela edição de 1766 e pelo ex-libris gravado em cobre do conde constitui um exemplar de grande importância bibliófila. A obra, marco do pensamento histórico-teológico europeu, adquire valor adicional pela proveniência nobiliárquica autêntica e verificável, sendo testemunho raro da circulação de edições de luxo do século XVIII entre colecionadores aristocráticos franceses do início do século XX.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDois tomos em encadernação coevo-francesa, lombadas com cinco nervos e ricos ferros florais dourados, títulos (“HISTOIRE UNIVER[S] \/ TOM I” e “TOM II”), bordas das capas fileteadas a ouro. As guardas são de papel marmorizado à la cuve, em tons azul-acinzentados e ocres, com cortes marmorizados no mesmo padrão, muito bem preservados. Apresentam capas firmes e coesas, com charneiras sólidas, embora se observem alguns pequenos pontos de fissuras no papel das guardas junto ao entalhe do dorso, sem perda de estrutura. Há desgastes superficiais nas bordas e cantos, escurecimento e abrasões no couro da lombada, especialmente na cabeça e no pé do dorso, compatíveis com o manuseio e a idade. O couro mantém brilho natural e textura íntegra, sem ressecamento grave. Internamente, os volumes conservam-se limpos e completos, com colação íntegra e folhas frescas, isentas de manchas expressivas. Exemplar de notável interesse para colecionadores de filosofia, teologia, história e pensamento político francês. \u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003c\/div\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52382026334483,"sku":"01010","price":4500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0187-bossuet-discours-sur-l-histoire-universelle-premiere-partie-suite-de-l-histoire-universelle-seconde-partie-1766-inactual-thumb.jpg?v=1777525747"},{"product_id":"musset-alfred-de-poesies-completes-gallimard-1957-00198","title":"MUSSET, Alfred de (1810–1857). Poésies complètes (Gallimard, Paris, 1957).","description":"\u003cp data-end=\"409\" data-start=\"269\"\u003eMUSSET (Alfred) [1810–1857].— ALFRED DE MUSSET \/\/ POÉSIES \/\/ COMPLÈTES \/\/ [Logotipo « nrf » em círculo: BIBLIOTHÈQUE DE LA PLÉIADE] \/\/ TEXTE ÉTABLI ET ANNOTÉ PAR \/\/ MAURICE ALLEM.— In-12.º., XXVIII, 940, [2] p. E. editorial. \u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"775\" data-start=\"411\"\u003ePoeta central do romantismo francês, Alfred de Musset tornou-se referência pela combinação de musicalidade, ironia e confissão melancólica. Entre o teatro e a lírica, sua poesia explora a tensão entre o ideal amoroso e o desencanto moderno, deixando peças antológicas que marcaram a sensibilidade do século XIX e influenciaram gerações posteriores.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1756\" data-start=\"777\"\u003eEsta edição crítica das \u003cem data-end=\"824\" data-start=\"805\"\u003ePoésies complètes\u003c\/em\u003e (Pléiade, Gallimard) foi estabelecida e anotada por Maurice Allem e organiza a obra poética de Musset de modo a acompanhar sua evolução. Abrem o volume a \u003cem data-end=\"997\" data-start=\"983\"\u003eIntroduction\u003c\/em\u003e, a \u003cem data-end=\"1034\" data-start=\"1001\"\u003eChronologie de la vie de Musset\u003c\/em\u003e e a \u003cem data-end=\"1064\" data-start=\"1039\"\u003eChronologie des poésies\u003c\/em\u003e; seguem-se as \u003cem data-end=\"1098\" data-start=\"1079\"\u003ePremières Poésies\u003c\/em\u003e (com peças como \u003cem data-end=\"1125\" data-start=\"1115\"\u003eDon Paez\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1135\" data-start=\"1127\"\u003ePortia\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1156\" data-start=\"1137\"\u003eBallade à la Lune\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1168\" data-start=\"1158\"\u003eLe Saule\u003c\/em\u003e etc.) e as \u003cem data-end=\"1199\" data-start=\"1180\"\u003ePoésies nouvelles\u003c\/em\u003e, que reúnem, entre outras, as célebres \u003cem data-end=\"1246\" data-start=\"1239\"\u003eNuits\u003c\/em\u003e — \u003cem data-end=\"1265\" data-start=\"1249\"\u003eLa Nuit de Mai\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1288\" data-start=\"1267\"\u003eLa Nuit de Décembre\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1309\" data-start=\"1290\"\u003eLa Nuit d’Octobre\u003c\/em\u003e e \u003cem data-end=\"1329\" data-start=\"1312\"\u003eLa Nuit de Juin\u003c\/em\u003e — além de poemas como \u003cem data-end=\"1359\" data-start=\"1352\"\u003eRolla\u003c\/em\u003e e \u003cem data-end=\"1377\" data-start=\"1362\"\u003eSur la Poésie\u003c\/em\u003e. O conjunto se completa com seções dedicadas às \u003cem data-end=\"1453\" data-start=\"1428\"\u003ePoésies complémentaires\u003c\/em\u003e, \u003cem data-end=\"1474\" data-start=\"1455\"\u003ePoésies posthumes\u003c\/em\u003e e \u003cem data-end=\"1510\" data-start=\"1477\"\u003eFragments de poésies inachevées\u003c\/em\u003e, entre outros, acrescidas de \u003cem data-end=\"1585\" data-start=\"1546\"\u003ePoésies attribuées à Alfred de Musset\u003c\/em\u003e, Notes et variantes e \u003cem\u003eBibliographie\u003c\/em\u003e. A amplitude e o rigor do aparato fazem desta edição uma referência para o estudo de Musset no contexto do romantismo francês.\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"1983\" data-start=\"1758\"\u003e«\u003cem\u003eQuand le paysan sème, et qu’il creuse la terre,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-end=\"1810\" data-start=\"1807\"\u003e\u003cem\u003eIl ne voit que son grain, ses bœufs et son sillon.\u003c\/em\u003e\u003cbr data-end=\"1863\" data-start=\"1860\"\u003e\u003cem\u003e— La nature en silence accomplit le mystère,\u003c\/em\u003e\u003cbr data-end=\"1910\" data-start=\"1907\"\u003e\u003cem\u003eCouché sur sa charrue, il attend sa moisson.\u003c\/em\u003e» \u003cbr\u003e(p. 502).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"2228\" data-start=\"1985\"\u003eO fragmento de \u003cem data-end=\"2009\" data-start=\"2000\"\u003eRêverie\u003c\/em\u003e condensa a poética de Musset: o gesto humilde do camponês, inscrito no ritmo silencioso da natureza, converte-se em imagem da criação poética — trabalho paciente que semeia para colher, mais tarde, a plenitude da arte.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2194\" data-start=\"1860\"\u003eEdição parisiense da \u003cem data-end=\"1909\" data-start=\"1881\"\u003eBibliothèque de la Pléiade\u003c\/em\u003e (Gallimard), impressa em papel \u003cem data-end=\"1962\" data-start=\"1947\"\u003eBible Bolloré\u003c\/em\u003e — de finíssima gramatura e tom de marfim — e encadernada por \u003cem data-end=\"2033\" data-start=\"2024\"\u003eBabouot\u003c\/em\u003e, em Paris. Encadernação editorial em verde, com lombada levemente nervurada, filetes e titulação em douração. \u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2704\" data-start=\"2201\"\u003eExemplar muito bem preservado, com encadernação firme e homogênea; tingimento do corte superior desbotado; pequena fissura no revestimento junto a uma das extremidades da lombada; guardas escurecidas de modo uniforme, compatível com o tempo; marca retangular de etiqueta removida na página em branco inicial. Cortes regulares e bem preservados; miolo limpo, flexível e completo, apresentando leve escurecimento natural do papel nas bordas e pequenos pontos de oxidação - sobretudo nos cortes, guardas e nas primeiras e últimas páginas, sem prejudicar a leitura. Duas fitas de leitura originais preservadas. Sem assinaturas, carimbos ou outras marcações. \u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52390890766611,"sku":"00198","price":290.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0198-thumbe2.jpg?v=1777333567"},{"product_id":"junius-melchior-politicarum-quaestionum-centum-ac-tredecim-christophorus-reusner-laurentii-alberti-1603-1604-01013","title":"JUNIUS, Melchior (1545–1604). Politicarum Quaestionum Centum ac Tredecim in Eloquentiae Studiosorum Gratiam, Stylum Exercere Cupientium, Selectarum, ac in Partes Tres... (Christophorus Reusner \/ Laurentii Alberti, Rostochii, 1603–1604), 3 partes.","description":"\u003cp\u003eJUNIUS (Melchior) [1545-1604].— POLITICARVM \/\/ Quaestionum centum ac tredecim \/\/ IN \/\/ ELOQVENTIAE \/\/ STVDIOSORVM GRATIAM \/\/ stylum exercere cupientium selecta- \/\/ rum, acin partes tres distin- \/\/ ctarum. \/\/ PARS PRIMA, \/\/ Cujus materias INDEX praefixus indicabit. \/\/ AVTORE \/\/ MELCHIORE IVNIO VVITE- \/\/ bergensi : Eloquentiae Argentinensi \/\/ in Academia Professore. \/\/ [Grande selo tipográfico com figura feminina alegórica sentada entre emblemas] \/\/ ROSTOCHII \/\/ Excudebat Christophorus Reusnerus, sumptibus \/\/ Laurentij Alberti. Anno 1603. \/\/ POLITICARVM \/\/ QVAESTIONVM \/\/ PARS II, \/\/ Cuius materiam INDEX, qui praefigitur, \/\/ monstrabit. \/\/ AVTORE \/\/ MELCHIORE IVNIO \/\/ WITEBERGENSI : ELOQVENTIAE \/\/ Argentinensi Academia \/\/ Professore. \/\/ [Grande selo tipográfico com figura feminina alegórica sentada entre emblemas] \/\/ EXCVSA, \/\/ Sumptibus Laurentii Alberti \/\/ Bibliopolae. \/\/ [——] \/\/ Anno M. DC. IIII. \/\/ POLITICARVM \/\/ QVAESTIONVM \/\/ PARS III, \/\/ Cuius materiam INDEX, qui additus \/\/ ostendet. \/\/ AVTORE \/\/ MELCHIORE IVNIO \/\/ WITEBERGENSI : ELOQVENTIAE \/\/ Argentinensi Academia \/\/ Professore. \/\/ [Grande selo tipográfico com figura feminina alegórica sentada entre emblemas] \/\/ EXCVSA, \/\/ Sumptibus Laurentii Alberti \/\/ Bibliopolae. \/\/ [——] \/\/ Anno M. DC. IIII.— In-8.º. Edição em três partes (Parte I, [16], 235 p.; Parte II, [12], 226 p.; Parte III, [8], 381, [1] p.). E. em meio pergaminho de época. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eMelchior \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eJunius, \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eteólogo, \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eretórico \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ee \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eprofessor \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ede \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eeloquência \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ena \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eUniversidade \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ede \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eEstrasburgo (\u003c\/span\u003e\u003cem data-start=\"93\" data-end=\"117\"\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eArgentinensis \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eAcademia\u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003e), \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003enasceu \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eem \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eWittenberg \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ee \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003edestacou-\u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ese \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ecomo \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003euma \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003edas \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003efiguras \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003erelevantes \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eda \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003etradição \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eoratória \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eprotestante \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ee \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eda \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eretórica \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003epolítica \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eluterana. \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eAutor \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ede \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ediversos \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003etratados \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003esobre \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eeloquência, \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eética \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ee \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003epolítica, \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ededicou-\u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ese \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ea \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003earticular \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ea \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eformação \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ehumanista \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eclássica \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ecom \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eos \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eprincípios \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003edo \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003epensamento \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ereformado, \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ebuscando \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eintegrar \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ea \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eherança \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eretórica \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eda \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eAntiguidade \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ecom \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eas \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003edemandas \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eintelectuais \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ee \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003ereligiosas \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eda \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"BZ_Pyq_fadeIn\"\u003eReforma.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003ePoliticarum Quaestionum\u003c\/em\u003e é uma das obras mais representativas da oratória moral e política do período protestante germânico. Dividida em três partes (\u003cem\u003epars I, II e III\u003c\/em\u003e), traz uma coletânea de \u003cem\u003equaestiones\u003c\/em\u003e (questões) de natureza política, ética e cívica, destinadas aos estudantes de eloquência e filosofia moral. As «\u003cem\u003equaestiones»\u003c\/em\u003e são estruturadas em forma de disputas retóricas e exercitam o uso do latim clássico no contexto de temas de governo, moral pública e dever cristão.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO conjunto foi concebido como manual universitário, com função didática e formativa — voltado para o ensino da eloquência prática aplicada às ciências políticas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEdição ampliada e completa da obra, publicada entre 1603 e 1604, ainda em vida do autor (Junius faleceu em 1604), o que reforça o valor histórico e documental do exemplar, muito próximo da \u003cem\u003eeditio princeps\u003c\/em\u003e de 1602 — que abrangia apenas as duas primeiras partes, construindo um testemunho raro do texto original. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eImpressas em Rostochii (Rostock) por Christophorus Reusner, à custa de Laurentius Albertus.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eJunius encerra o segundo livro com uma meditação sobre a virtude e a glória na adversidade, apoiando-se em autoridades clássicas como Cícero, Demóstenes e Quinto Cúrcio Rufo:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e«\u003cem\u003eCogitandum igitur est illud : fortiter ferendu esse, quicquid aduersi in praelio accidit […] Semper quoque honoratam virtutem esse : vbi eam exitus fefellit : nec infelicem virtutem amittere gloriae titulum, nec gloriam virtutis intercipere fortuitam felicitatem […] Postremò nihil homini pulchrius esse : quàm bona et honesta in causa mori\u003c\/em\u003e.» (\u003cem\u003epars II\u003c\/em\u003e, p. 226).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em bom estado geral, com encadernação sólida de época em meio pergaminho e páginas bem preservadas, embora apresente sinais compatíveis com a idade. Algumas folhas exibem manchas escuras de tinta antiga ou pigmento, especialmente nas margens inferiores, sem prejuízo da leitura. Observam-se também marcações em alguns trechos e numerações a tinta em algumas páginas — possivelmente de caráter erudito ou de um leitor do período — além de umas palavras isoladas escritas à margem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar apresenta anotações manuscritas antigas na folha de rosto, datadas de 1696, sugerindo posse institucional ou acadêmica no século XVII.\u003cbr data-start=\"380\" data-end=\"383\"\u003eA encadernação conserva relevos florais e frisos ornamentais ainda perceptíveis, além de inscrições em relevo e tinta — «M H» na parte superior e «G» na base — gravadas em profundidade e acompanhadas de ornamentos e linhas em baixo-relevo.\u003cbr data-start=\"622\" data-end=\"625\"\u003eNa lombada, observam-se a numeração manuscrita « 395 » e «Libri tres», sob vestígios da inscrição «Junii \/ Politi», que confirmam o título completo e o conteúdo integral das três partes da obra. As inscrições adicionais na lombada indicam provável relação com processos de catalogação e proveniência eclesiástica.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eVale ressaltar que é possível observar, em pelo menos dois pontos ao longo do livro, a presença de pedaços de folha dobrados de fora a fora na estrutura próxima à lombada. À primeira vista, tais elementos podem aparentar folhas cortadas ou arrancadas; contudo, não se trata disso. Eles fazem parte da própria estrutura da encadernação, provavelmente adicionados no momento em que as três partes da obra foram unidas.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003eEncadernação de época em pergaminho rígido, com sinais de uso e envelhecimento típicos do início do século XVII. Apresenta pequenos orifícios possivelmente de insetos e perda em poucas páginas — sem comprometimento do texto — e no topo da lombada, com bordas amareladas e retraídas. Encadernação invertida: a sequência das partes está disposta como I – III – II, embora o exemplar esteja completo. Conserva-se firme, com costura visível e capas bem aderidas ao miolo. Texto íntegro e legível. \u003cem\u003e1603-1604.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52538533282067,"sku":"01013","price":9000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0041-Thumbe2.jpg?v=1777329560"},{"product_id":"rui-barbosa-escritos-e-discursos-seletos-editora-nova-aguilar-1997-sku-0202","title":"BARBOSA DE OLIVEIRA, Rui (1849–1923). Escritos e discursos seletos (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1997).","description":"\u003cp\u003eBARBOSA DE OLIVEIRA (Rui) [1849-1923].— RUI \/\/ BARBOSA \/\/  ESCRITOS E DISCURSOS \/\/ SELETOS \/\/ Seleção, organização e Notas de \/\/ VIRGÍNIA CORTES DE LACERDA \/\/ INTRODUÇÃO GERAL \/\/ AMÉRICO JACOBINA LACOMBE \/\/ Rui, escritor \/\/ JOÃO MANGABEIRA \/\/ A Presença de Rui nas gerações novas \/\/ OSWALDO DE ANDRADE \/\/ Rui e a árvore da liberdade \/\/ CARLOS CHIACCHIO \/\/ Cronologia de Rui \/\/ [Marca editorial da Editora Nova Aguilar em vermelho com as letas \"N\" e \"A\" entrelaçadas] \/\/ [——] \/\/ RIO DE JANEIRO, EDITORA NOVA AGUILAR S.A., 1997.— In-8.º., 1095, [1] p. E. editorial. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eJurista, político, diplomata, orador e um dos mais brilhantes intelectuais do Brasil, Rui Barbosa marcou profundamente a vida pública nacional, tanto pelo vigor de sua atuação parlamentar quanto pela força moral de sua palavra. Reconhecido como um dos maiores tribunos da língua portuguesa, destacou-se na defesa das liberdades civis, na abolição da escravidão, na proclamação da República e na afirmação do Brasil no cenário internacional, que lhe valeu o epíteto de “\u003cem\u003eÁguia de Haia\u003c\/em\u003e”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEste volume da Biblioteca Luso-Brasileira, marco de difusão crítica das grandes vozes do pensamento nacional e luso, reúne uma ampla seleção de discursos, ensaios e textos de Rui Barbosa, oferecendo uma visão panorâmica de sua produção intelectual e política.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEntre os textos, sobressai-se a visão crítica e combativa de Rui contra os que resistiam ao avanço do direito e da justiça, sobretudo no contexto do abolucionismo:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«\u003c\/em\u003e\u003cem\u003eLucram com a desordem, não os amigos da liberdade, cujo triunfo, em um país de escravos, não pode ser devido senão à conversão das inteligências pela palavra, à persuasão dos corações pelo exemplo, a longos sacrifícios de paciência, discrição e caridade; mas os asseclas do cativeiro, que, conscientes da impossibilidade de sua defesa no plenário agitado dos debates populares, almeja, para dilatar os seus últimos dias, um desses períodos de silêncio tumultuar, que sucedem às grandes perseguições vencedoras.»\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e(p. 297).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em encadernação editorial em verde escuro, com douração preservada na lombada e na assinatura fac-símile do autor na capa - apenas com pequena área de desbotamento da douração na ornamentação na parte inferior da lombada. Cortes regulares, bem alinhados e limpos. Miolo íntegro, firme e limpo, com textos e imagens preservados - apresenta apenas leves pontos de oxidação nas guardas e primeiras páginas. Guardas e fita de leitura conservadas.\u003cspan\u003e \u003cem\u003e3.ª reimpressão da\u003c\/em\u003e \u003c\/span\u003e\u003cem\u003e1.ª edição.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52634478575891,"sku":"00202","price":390.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0202-Thumb.png?v=1769486164"},{"product_id":"lacombe-de-prezel-honore-dictionnaire-des-portraits-historiques-anecdotes-et-traits-remarquables-des-hommes-illustres-lacombe-1768-01014","title":"LACOMBE DE PRÉZEL, Honoré (1725–c. 1795). Dictionnaire des portraits historiques, anecdotes, et traits remarquables des hommes illustres (Lacombe, Paris, 1768), 3 vols.","description":"","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52902579863827,"sku":"01014","price":4500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/inactual-icon-1_04cc191a-0227-4156-a50b-a0eb045daec3.png?v=1772926128"},{"product_id":"bossuet-jacques-benigne-meditations-eucharistie-bauchu-et-cie-1872-00314","title":"BOSSUET, Jacques-Bénigne (1627–1704). Méditations sur l’Eucharistie (recueillies et mises en ordre par le R. P. Fages; troisième édition; Bauchu et Cie, libraires-éditeurs, Lyon, 1872).","description":"\u003cp\u003eBOSSUET (Jacques-Bénigne) [1627–1704].— MÉDITATIONS \/\/ SUR \/\/ L'EUCHARISTIE \/\/ PAR \/\/ BOSSUET \/\/ RECUEILLIES ET MISES EN ORDRE \/\/ PAR LE R. P. FAGES \/\/ Du Tiers Ordre enseignant de Saint-Dominique \/\/ [Ornamento tipográfico utilizado como separador] \/\/ TROISIÈME ÉDITION \/\/ [Ornamento tipográfico utilizado como separador] \/\/ LYON \/\/ BAUCHU ET Cᶦᵉ, LIBRAIRES-ÉDITEURS \/\/ 6, PLACE BELLECOUR, 6 \/\/ 1872.— In-32.º., [10], 264 p. E. de luxo. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eJacques-Bénigne Bossuet é uma das figuras centrais da teologia e da eloquência sagrada francesa do século XVII. Bispo de Meaux, pregador da corte de Luís XIV e membro da Academia Francesa, Bossuet é amplamente reconhecido como um dos maiores prosadores da língua francesa e um dos mais influentes teólogos do catolicismo clássico. Sua obra articula rigor doutrinal, profundidade espiritual e notável clareza retórica, exercendo influência duradoura tanto no pensamento religioso quanto na tradição literária francesa. Entre seus escritos mais importantes figuram os sermões, as \u003cem data-start=\"3546\" data-end=\"3565\"\u003eOraisons funèbres\u003c\/em\u003e, as meditações bíblicas e os tratados dogmáticos, nos quais se destaca a defesa da ortodoxia católica e a centralidade dos sacramentos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"1114\" data-end=\"1574\"\u003e\u003cem data-start=\"3705\" data-end=\"3736\"\u003eMéditations sur l’Eucharistie\u003c\/em\u003e reúne reflexões de Jacques-Bénigne Bossuet dedicadas exclusivamente ao mistério da Eucaristia, núcleo da vida sacramental católica. A presente edição apresenta essas meditações recolhidas e organizadas pelo R. P. Fages, do Terceiro Ordem ensinante de São Domingos, conforme indicado na folha de rosto. O volume corresponde à terceira edição, publicada em Lyon, por Bauchu et Cie, libraires-éditeurs, em 1872.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"1576\" data-end=\"2167\"\u003eA obra desenvolve, de forma sistemática e progressiva, os principais aspectos teológicos, espirituais e pastorais da Eucaristia. A partir da instituição do sacramento, Bossuet explora a presença real de Cristo, a necessidade da fé, as objeções da razão humana, o escândalo da incredulidade, a indignidade da comunhão sem preparação, a figura de Judas, a união íntima do fiel com Cristo, o sacrifício eucarístico, a comunhão espiritual e os atos antes e depois da comunhão. O conjunto forma um tratado devocional coerente, destinado tanto à instrução doutrinal quanto à edificação espiritual.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"206\" data-end=\"934\"\u003eGrande parte da argumentação fundamenta-se na exegese do capítulo VI do Evangelho de São João. Bossuet desenvolve uma leitura simultaneamente literal e espiritual das palavras de Cristo sobre o comer da carne e o beber do sangue, resolvendo as aparentes dificuldades do texto por distinções teológicas rigorosas entre o sentido puramente carnal e o sentido sacramental. Essa abordagem aparece de forma particularmente clara nos capítulos centrais da obra, como \u003cem data-end=\"5225\" data-start=\"5205\"\u003eDifficulté résolue\u003c\/em\u003e (pp. 102–107), nos quais o autor enfrenta diretamente o escândalo suscitado pelo mistério eucarístico, reafirmando a realidade da presença e a necessidade da adesão da fé, sem recorrer a interpretações alegóricas redutoras. Nesse contexto, Bossuet afirma:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote data-start=\"936\" data-end=\"1342\"\u003e\n\u003cp data-start=\"938\" data-end=\"1342\"\u003e\u003cem data-start=\"938\" data-end=\"1329\"\u003e« Si la chair de Jésus-Christ donne la vie et que l’esprit vivifie aussi, c’est donc que cette chair est remplie d’un esprit vivifiant ; et si cela est, quand Jésus-Christ dit ' que la chair ne sert de rien, ' ou il ne l’entend pas de sa chair, ou si c'est de sa chair qu'il veut parler, il veut dire que sa chair ne sert de rien en la prenant toute seule, mais qu’il la faudra prendre avec l’esprit dont elle est pleine. »\u003c\/em\u003e\u003cbr data-start=\"1329\" data-end=\"1332\"\u003e(p. 103).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-start=\"1344\" data-end=\"1613\"\u003eA citação sintetiza o método do autor, que preserva integralmente a realidade sacramental da Eucaristia ao mesmo tempo em que esclarece o sentido espiritual das palavras evangélicas, resolvendo a dificuldade sem negar nem o texto literal nem o mistério que ele exprime.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"1344\" data-end=\"1613\"\u003eO estado geral do exemplar é muito bom. O papel apresenta amarelamento homogêneo compatível com a idade, com manchas pontuais de oxidação, sem sinais de umidade ativa ou perdas de texto. As folhas de guarda anterior e posterior apresentam corte localizado junto à abertura do volume, sem afetar o miolo, a costura ou a integridade estrutural. O miolo encontra-se firme, com boa estabilidade, e a douração dos cortes, da lombada e das bordas permanece conservada e vívida. Trata-se de um exemplar sólido, bem preservado e plenamente adequado tanto para coleção quanto para leitura devocional e estudo teológico.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52937054126355,"sku":"00314","price":1100.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0314-bossuet-meditations-sur-l-eucharistie-bauchu-et-cie-libraires-editeurs-lyon-1872-inactual-thumb.jpg?v=1777884328"},{"product_id":"gullar-ferreira-poesia-completa-teatro-prosa-nova-aguilar-2008-00319","title":"GULLAR, Ferreira (1930-2016). Poesia completa, teatro e prosa (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2008).","description":"\u003cp\u003eGULLAR (Ferreira) [1930-2016].— FERREIRA GULLAR \/\/ POESIA COMPLETA, \/\/ TEATRO E PROSA \/\/ Prefácio, organização e estabelecimento de texto \/\/ (com assistência do autor) \/\/ ANTONIO CARLOS SECCHIN \/\/ com a colaboração de \/\/ AUGUSTO SÉRGIO BASTOS \/\/ [Monograma da Editora Nova Aguilar, com as letras \"A\" e \"N\" entrelaçadas] \/\/ [——] \/\/ RIO DE JANEIRO, EDITORA NOVA AGUILAR, 2008.— In-12.º, CXI, [14], 1132, [2] p. E. editorial com sobrecapa e estojo. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003c\/strong\u003eExemplar em encadernação editorial verde, com dourações preservadas na lombada ornamentada e assinatura fac-símile do autor na capa. Miolo íntegro, bem conservado, com impressão em papel scrita areia de 44 g\/m², de ótima nitidez. Apresenta apenas alguns pontos de oxidação, sobretudo no interior da sobrecapa, nos cortes e nas folhas de guarda, sem prejuízo à leitura ou à estética geral do volume. Fotografias e fac-símiles autógrafos preservados. Acompanha estojo e sobrecapa.\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":53499157872915,"sku":"00319","price":620.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0319-Thumb.png?v=1770186207"},{"product_id":"gama-arnaldo-obras-lello-irmao-1973-2-vols-00330","title":"GAMA, Arnaldo (1828–1869). Obras (Lello \u0026 Irmão, Porto, 1973), 2 vols.","description":"\u003cp\u003eGAMA (Arnaldo) [1828–1869].— OBRAS \/\/ DE \/\/ ARNALDO GAMA \/\/ VOLUME I \/\/ O SARGENTO-MOR DE VILAR • O SEGREDO DO ABADE • \/\/ O BALIO DE LEÇA • A ÚLTIMA DONA DE S. NICOLAU \/\/ • UM MOTIM HÁ CEM ANOS • O FILHO DO BALDAIA • \/\/ A CALDEIRA DE PÊRO BOTELHO • EL-REI DINHEIRO \/\/ ILUSTRAÇÕES \/\/ DE \/\/ GOUVÊA PORTUENSE \/\/ [Marca tipográfica do editor, com figura alegórica e lema «\u003cem data-start=\"415\" data-end=\"434\"\u003eDecus in labore»\u003c\/em\u003e] \/\/ 1973 \/\/ LELLO \u0026amp; IRMÃO — EDITORES \/\/ PORTO \/\/ OBRAS \/\/ DE \/\/ ARNALDO GAMA \/\/ VOLUME II \/\/ O GÉNIO DO MAL • VERDADES E FICÇÕES • \/\/ HONRA OU LOUCURA • POESIAS E CONTOS \/\/ ILUSTRAÇÕES \/\/ DE \/\/ GOUVÊA PORTUENSE \/\/ [Marca tipográfica do editor, com figura alegórica e lema «\u003cem data-start=\"415\" data-end=\"434\"\u003eDecus in labore»\u003c\/em\u003e] \/\/ 1973 \/\/ LELLO \u0026amp; IRMÃO — EDITORES \/\/ PORTO.— In-12.º., 2 v. (Vol. I, LXXII, 1848 p.; Vol. II, 1799 p.). E. editorial. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFigura central do romance histórico e social português do século XIX, Arnaldo Gama destacou-se pela escrita vigorosa, atenta às contradições morais do seu tempo e profundamente sensível às desigualdades que atravessavam a sociedade urbana. A sua obra articula narrativa, crítica social e observação direta da realidade, afastando-se do mero folhetim para assumir um tom quase documental em muitos trechos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO primeiro volume das Obras de Arnaldo Gama reúne os romances\u003cem\u003e O Sargento-Mor de Vilar, O Segredo do Abade, O Balio de Leça, A Última Dona de S. Nicolau, Um Motim Há Cem Anos, O Filho do Baldaia, A Caldeira de Pêro Botelho \u003c\/em\u003ee\u003cem\u003e El-Rei Dinheiro\u003c\/em\u003e. Conjunto essencialmente composto por romances históricos, estas obras exploram episódios decisivos da história portuguesa, com particular atenção aos conflitos entre poder civil e religioso, às tensões sociais, às revoltas populares e às transformações morais do país, sempre sustentadas por rigor documental e forte sentido narrativo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO segundo volume reúne \u003cem\u003eO Génio do Mal, Verdades e Ficções, Honra ou Loucura \u003c\/em\u003ee\u003cem\u003e Poesias e Contos\u003c\/em\u003e, compondo um panorama mais amplo e variado da produção do autor. Aqui predominam o romance social, a crítica moral e o retrato direto da miséria urbana, ao lado de textos de caráter reflexivo, narrativas curtas e poesia. Este volume evidencia a vertente mais psicológica e crítica de Arnaldo Gama, com especial atenção às desigualdades sociais, aos dilemas humanos e à observação incisiva da vida quotidiana.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUm dos momentos mais contundentes da obra encontra-se em \u003cem\u003eO Génio do Mal\u003c\/em\u003e, onde Arnaldo Gama confronta diretamente o leitor com a realidade da pobreza extrema no Porto oitocentista. Longe de recorrer a cenários exóticos ou importados da literatura estrangeira, o autor faz questão de sublinhar que o horror descrito nasce da observação direta do meio português:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e«\u003cem\u003eLeitor, não penses que este quadro é copiado dos Mistérios de Paris ou dos de Londres; esta cena é pintada do natural. Não é só lá por fora que há esses quadros de horrorosa miséria; nós também os temos por cá. O Pepino morreu com o seu proprietário, terminou para sempre o Lapin Blanc portuense; mas se quereis ver os seus horrores reproduzidos, se tendes a coragem de encarar a miséria, a dissolução em toda a sua horrível nudez, entrai numa locanda dormida.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e\u003cem\u003eA especulação selvagem, protegida pelo egoísmo da época, foi a sua instituidora. E ainda assim não pretendais destruir essas casas. O desvalido não teria onde pousar um momento a cabeça; porque em nenhuma outra parte encontraria por quinze ou vinte réis um pedaço de terra húmida e uma esteira apodrecida, onde recostar o corpo alquebrado da fome, e uma manta com que cobrir uma noite.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e\u003cem\u003eSe tendes coragem, penetrai aí dentro; mas ide prevenidos — lá dentro a fome pronuncia-se de todas as maneiras. Aí dorme o ladrão e a prostituta, o gaiato e o mendigo das esquinas. O vosso traje, por menos distinto que seja, tentará essa gente que se cobre com farrapos, e que come de dois em dois dias um pedaço de pão. Tentará o gatuno que vos esfaqueará por doze vinténs que tenhais na algibeira; ou a desgraçada que durante a maior parte da noite prestou o seu corpo a todos os caprichos da mais cínica e depravada volúpia, para ter um bocado de pão que comer\u003c\/em\u003e.»\u003cbr\u003e(p. 67).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eO trecho evidencia a força moral e literária de Arnaldo Gama: uma escrita que recusa o sensacionalismo fácil, mas não poupa o leitor do confronto direto com a miséria, a exclusão e as consequências sociais da especulação e do abandono.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEdição portuguesa publicada em 1973 pela Lello \u0026amp; Irmão – Editores (Porto), em dois volumes, com ilustrações de Gouvêa Portuense. Encadernação editorial em vermelho, com dourações preservadas nas capas e lombadas, padrão ornamental clássico e títulos gravados.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplares em muito bom estado geral de conservação, com encadernações firmes, lombadas íntegras e dourações bem preservadas. Miolo sólido, páginas limpas na maior parte, apresentando apenas pontos de oxidação, sobretudo nos cortes e primeiras e últimas páginas. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":53817466224915,"sku":"00330","price":720.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0045-thumb.png?v=1768538413"},{"product_id":"bandeira-manuel-itinerario-pasargada-de-poetas-poesia-jornal-de-letras-mec-servico-documentacao-1954-sd-00134","title":"BANDEIRA, Manuel (1886–1968). Itinerário de Pasárgada (Edições Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954); De poetas e de poesia (Ministério da Educação e Cultura \/ Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, s.d.).","description":"\u003cp\u003eBANDEIRA (Manuel) [1886–1968].— MANUEL BANDEIRA \/\/ DE POETAS \/\/ E DE POESIA \/\/ [——] \/\/ [Marca editorial figurativa composta pela ilustração estilizada de uma ânfora suspensa, acompanhada da inscrição semicircular ‘Os Cadernos de Cultura’] \/\/ MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA \/\/ [——] \/\/ SERVIÇO DE DOCUMENTAÇÃO \/\/ ITINERÁRIO \/\/ DE \/\/ PASÁRGADA \/\/ [Um monograma caligráfico formado pela letra ‘B’, inicial de Bandeira] \/\/ MANUEL BANDEIRA \/\/ [——] \/\/ Edições — JORNAL DE LETRAS.— In-12.º, 2 v. (Vol. I, 124 p.; Vol. II, 131, [1] p.). E. posterior não editorial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"740\" data-start=\"215\"\u003eExcepcional conjunto reunindo dois títulos de Manuel Bandeira, figura maior da literatura brasileira e um dos nomes centrais do modernismo em língua portuguesa, ambos com dedicatórias autógrafas do autor ao Dr. Ney Doyle, identificado também pela anotação catalográfica posterior a lápis presente nos exemplares, atribuição compatível com a proveniência informada e com a identificação do destinatário como Ney Proença Doyle (1933–2007), jurista brasileiro e ministro aposentado do Tribunal Superior do Trabalho.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1175\" data-start=\"742\"\u003eA presença de dois exemplares autografados por Bandeira ao mesmo destinatário confere ao conjunto notável interesse de associação e proveniência, elevando-o muito além da categoria de simples exemplares assinados. Trata-se de testemunhos materiais da circulação pessoal da obra bandeiriana entre figuras de relevo da vida intelectual e jurídica brasileira, circunstância particularmente desejável no mercado de autógrafos literários.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1175\" data-start=\"742\"\u003ePublicado em 1954, \u003cem data-start=\"1196\" data-end=\"1221\"\u003eItinerário de Pasárgada\u003c\/em\u003e ocupa posição singular na bibliografia de Bandeira, constituindo uma de suas obras mais pessoais e fundamentais, verdadeiro memorial literário em que o autor revisita sua formação intelectual, amizades, influências e a gênese de sua criação poética. O exemplar conserva ainda as ilustrações fotográficas originalmente publicadas, elemento especialmente desejável, que amplia o interesse documental da obra ao oferecer um contraponto visual ao relato memorialístico do autor.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1175\" data-start=\"742\"\u003eEm uma das passagens mais reveladoras da obra, Bandeira expõe com rara franqueza a dimensão de angústia, autocrítica e vulnerabilidade que atravessa sua reflexão memorialística:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"1175\" data-start=\"742\"\u003e\u003cem data-start=\"1895\" data-end=\"2346\"\u003e«Confesso que já me vou sentindo bastante arrependido de ter começado estas memórias. O meu arrependimento vem do nenhum prazer que encontro nestas evocações (…) Tomei consciência de minhas limitações. Instruído pelos fracassos (…) o meu esforço consciente só resultava em insatisfação (…) Tomei consciência de que era um poeta menor (…) o metal precioso eu teria que sacá-lo (…) do pobre minério das minhas pequenas dores e ainda menores alegrias.» \u003c\/em\u003e(pp. 23–24)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"1175\" data-start=\"742\"\u003e\u003cem data-start=\"2347\" data-end=\"2370\"\u003eDe Poetas e de Poesia\u003c\/em\u003e, por sua vez, apresenta Bandeira em sua faceta de crítico e ensaísta, revelando o leitor sofisticado e o intérprete agudo da tradição poética brasileira e luso-hispânica.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"3263\" data-start=\"2543\"\u003eAmbos os exemplares apresentam reencadernação posterior em capa dura preta, com lombadas decoradas em dourado, intervenção de caráter preservacionista. Estado geral bom para exemplares de época, com sinais naturais de envelhecimento e manuseio, incluindo amarelamento do papel, pontos de oxidação (\u003cem\u003efoxing\u003c\/em\u003e) esparsos e pequenas manchas ocasionais. Observam-se ainda vestígios de antigas fitas adesivas, com escurecimento acastanhado característico, restritos a algumas folhas preliminares e finais, sem comprometimento substancial da integridade dos exemplares. As dedicatórias autógrafas permanecem claramente legíveis e constituem, naturalmente, o principal elemento de distinção e valor do conjunto.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-is-only-node=\"\" data-is-last-node=\"\" data-end=\"3553\" data-start=\"3265\"\u003eConjunto de expressivo interesse para colecionadores de literatura brasileira, modernismo, exemplares de associação e manuscritos literários, reunindo duas obras representativas de Manuel Bandeira com dedicatórias autógrafas dirigidas a um destinatário identificado de relevância pública.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54131884753171,"sku":"00134","price":6000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0134-manuel-bandeira-de-poetas-e-de-poesia-itinerario-de-pasargada-autografados-inactual-thumb.jpg?v=1778315100"},{"product_id":"gullar-ferreira-poesia-completa-teatro-prosa-nova-aguilar-2008-00210","title":"GULLAR, Ferreira (1930-2016). Poesia completa, teatro e prosa (Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2008).","description":"\u003cp\u003eGULLAR (Ferreira) [1930-2016].— FERREIRA GULLAR \/\/ POESIA COMPLETA, \/\/ TEATRO E PROSA \/\/ Prefácio, organização e estabelecimento de texto \/\/ (com assistência do autor) \/\/ ANTONIO CARLOS SECCHIN \/\/ com a colaboração de \/\/ AUGUSTO SÉRGIO BASTOS \/\/ [Monograma da Editora Nova Aguilar, com as letras \"A\" e \"N\" entrelaçadas] \/\/ [——] \/\/ RIO DE JANEIRO, EDITORA NOVA AGUILAR, 2008.— In-12.º, CXI, [14], 1132, [2] p. E. editorial com sobrecapa. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003c\/strong\u003eExemplar em encadernação editorial verde, com dourações preservadas na lombada ornamentada e assinatura fac-símile do autor na capa. Miolo íntegro, bem conservado, com impressão em papel scrita areia de 44 g\/m², de ótima nitidez. Fotografias e fac-símiles autógrafos preservados. Acompanha sobrecapa. Não possui estojo. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54232666472723,"sku":"00210","price":620.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0319-Thumb.png?v=1770186207"}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/collections\/tolle-lege-cover.jpg?v=1768008300","url":"https:\/\/www.inactual.com.br\/collections\/especiais.oembed","provider":"Inactual","version":"1.0","type":"link"}