{"title":"Destaques","description":"","products":[{"product_id":"tertullien-quintus-septimius-florens-apologetique-ou-defense-des-chretiens-contre-les-accusations-des-gentils-veuve-l-camusat-1641-01016","title":"TERTULLIEN, Quintus Septimius Florens (c. 160–c. 220). Apologétique, ou Défense des Chrétiens contre les Accusations des Gentils (Veuve L. Camusat, Paris, 1641).","description":"\u003cp\u003eTERTULLIEN (Quintus Septimius Florens) [c. 160–c. 220]. — APOLOGETIQVE, \/\/ OV \/\/ DEFENSE \/\/ DES \/\/ CHRESTIENS \/\/ CONTRE \/\/ Les Accusations \/\/ DES GENTILS. \/\/ Ouurage de \/\/ TERTVLLIEN \/\/ Mis en François \/\/ Par LOVIS GIRY \/\/ IV. Edition. \/\/ [frontispício gravé ornemental en encadrement baroque] \/\/ A PARIS \/\/ Chez Iavefue L CAMVSAT \/\/ rue Sainct Iacques a la \/\/ Toylon d’or.M.DC.XLI. [1641]. \/\/ avec privilege et approbaon. — In-12, [frontispice gravé], [préliminaires non chiffrés], 260 p., [2] p. (Approbation des Docteurs et Privilège du Roy), [16] p. (Table des principales matières). Reliure en demi-cuir noir à dos lisse orné de nerfs et titre doré, plats de papier marbré brun et jaune, gardes marbrées polychromes, tranches dorées.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMagnífico e raríssimo exemplar publicado em Paris, em 1641, por Jean Camusat. Trata-se da quarta edição francesa do célebre \u003cem\u003eApologeticum de Tertuliano\u003c\/em\u003e (Tertullien), traduzido do latim por Louis Giry. Considerado o “pai da teologia cristã latina”, Tertuliano escreveu esta obra fundamental no século II em defesa dos primeiros cristãos diante das acusações do mundo pagão. Uma das peças mais influentes da patrística, o \u003cem\u003eApologeticum\u003c\/em\u003e consolidou-se como texto basilar da tradição apologética cristã, marcando de forma decisiva o desenvolvimento do pensamento teológico no Ocidente.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar preserva o privilégio real de 1635 e a aprovação da Faculdade de Teologia da Sorbonne, atestando sua circulação autorizada no seio do reino francês. O frontispício, gravado em estilo barroco, apresenta o título em cartela ornamentada, enquadrado por elementos decorativos típicos da época. O miolo, impresso com tipografia refinada do século XVII, ostenta iniciais decoradas e vinhetas editoriais.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEntre as passagens mais célebres, encontra-se a formulação que se tornou emblema da tradição apologética cristã:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«Toutes les fois que vous moissonnez les Chrestiens, leur nombre multiplie : leur sang est vne semence qui ne meurt pas sur la terre, mais qui rejaïssit heureusement.»\u003c\/em\u003e (p. 259).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eUm detalhe de grande interesse é a inscrição manuscrita em grego na guarda inicial: ΨΥΧΗΣ ΙΑΤΡΕΙΟΝ (“Hospital da Alma”), seguida do número 651. A fórmula, que associa o livro a um remédio espiritual, reforça não apenas o valor simbólico e devocional do exemplar, mas também seu interesse histórico e de proveniência, sugerindo possível registro em biblioteca ou coleção antiga.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO volume apresenta encadernação em meia-pele preta da época, com lombada em nervuras e título dourado; capas em papel marmorizado em tons de marrom e amarelo; guardas marmorizadas multicoloridas e cortes dourados em todas as faces — acabamento de luxo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em excelente condição, especialmente notável para sua idade. Encadernação sólida (provavelmente posterior), lombada firme, cortes dourados uniformes e brilhantes; miolo limpo, fresco e bem preservado, com tipografia clara e sem manchas significativas. Os sinais do tempo são mínimos e em nada comprometem a leitura ou o valor estético da peça.\u003c\/p\u003e","brand":"Minha loja","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51859604635923,"sku":"01016","price":3500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/00027-_tertullien-quintus-septimius-florens-apologetique-defense-chretiens-accusations-gentils-veuve-l-camusat-1641-thumb.jpg?v=1781835452"},{"product_id":"michelet-jules-histoire-de-la-revolution-alphonse-lemerre-1888-01031","title":"MICHELET, Jules (1798–1874). Histoire de la Révolution (Alphonse Lemerre, Paris, 1888), 9 vols..","description":"\u003cp\u003eMICHELET (Jules) [1798-1874].— OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/ TOME PREMIER \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/ TOME DEUXIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/ TOME TROISÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/ TOME QUATRIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/  TOME CINQUIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/  TOME SIXIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/  TOME SEPTIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/  TOME HUITIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII \/\/ OEUVRES \/\/ DE \/\/ J. Michelet \/\/ [—] \/\/ HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION \/\/ [—] \/\/  TOME NEUVIÉME \/\/ [Ornamento tipográfico: figura masculina nua segurando uma pá, em posição de trabalho, ladeada por volutas. Acima, um cartucho com o lema FAC ET SPERA (“Faz e espera”). Abaixo, as iniciais AL dentro de um medalhão decorado.] \/\/ PARIS \/\/ ALPHONSE LEMERRE, ÉDITEUR \/\/ 27–31 PASSAGE CHOISEUL 27–31 \/\/ M DCCC LXXXVIII.—In- 12.º., 9 v. (Vol. I, 511, [3] p.; Vol. II, 446, [4] p.; Vol. III, 383, [3] p.; Vol. IV, 453, [4] p.; Vol. V, 445, [4] p.; Vol. VI, 447, [3] p.; Vol. VII439, [4] p.; Vol. VIII, 430, [4] p.; Vol. IX, 429, [4] p.). E. editorial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eHistoire de la Révolution Française\u003c\/em\u003e é a obra mais célebre de Jules Michelet, historiador francês e professor do \u003cem\u003eCollège de France\u003c\/em\u003e. Publicada originalmente entre 1847 e 1853, tornou-se um marco da historiografia moderna ao propor uma leitura inovadora da Revolução.\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eEm vez de limitar-se a líderes e instituições, Michelet destacou o papel do povo francês como protagonista do processo histórico.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCombinando rigor documental com estilo literário marcado pelo romantismo histórico, Jules Michelet transformou os acontecimentos de 1789 a 1799 em uma narrativa épica que exaltava a liberdade e o espírito nacional. Publicada em sete volumes entre 1847 e 1853, a \u003cem data-end=\"387\" data-start=\"350\"\u003eHistoire de la Révolution Française\u003c\/em\u003e foi concebida como parte de seu vasto projeto de uma \u003cem data-end=\"461\" data-start=\"441\"\u003eHistoire de France\u003c\/em\u003e e consolidou-se como uma obra de referência da historiografia francesa do século XIX. A visão humanista de Michelet, que apresentava a Revolução como um drama coletivo da nação, exerceu influência duradoura sobre a historiografia posterior na França e contribuiu para moldar a literatura e o imaginário histórico de seu tempo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsta edição, publicada pela casa editorial Alphonse Lemerre, em Paris, reúne o conjunto completo em nove volumes, todos datados de 1888. A narrativa acompanha a Revolução Francesa desde a queda da monarquia e o julgamento de Luís XVI, passando pelos levantes populares, as disputas entre Girondinos e Jacobinos e a radicalização política, até a fase do Terror. O nono volume encerra a série com o 10 de Termidor, marco da queda de Robespierre e do fim do período revolucionário.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA abordagem ampla de Michelet percorre desde conspirações e batalhas até festas cívicas, dos julgamentos às figuras políticas e intelectuais. O leitor é convidado a mergulhar tanto na história coletiva quanto no destino individual de seus protagonistas, em uma narrativa vigorisa que alia precisão histórica e força literária.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePara encerrar sua obra, Michelet oferece uma síntese que reafirma o espírito que guiou sua escrita:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«Toute Histoire de la Révolution jusqu’ici était essentiellement monarchique. (Telle pour Louis XVI, telle pour Robespierre). Celle-ci est la première républicaine, celle qui a brisé les idoles et les dieux. De la première page à la dernière, elle n’a eu qu’un héros: le peuple.»\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e(v. IX, p. 420).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEncadernação de época, com lombadas em dourado sobre rótulo preto com leves desgastes e capas marmorizadas em vermelho e amarelo, no estilo da Belle Époque. Tipografia clássica, capitulares decorados, ornamentos gráficos e fita de leitura em todos os volumes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCada tomo apresenta a estrutura paratextual típica das edições de prestígio da época, composta por três folhas de rosto sucessivas: uma com o título completo em preto, outra apenas com o título isolado e uma terceira em preto e vermelho, destacando autor e editor. Observa-se uma pequena variante entre elas: na primeira, o endereço da editora aparece como “23–31, Passage Choiseul”, enquanto na folha em preto e vermelho consta “27–31, Passage Choiseul”. As guardas, confeccionadas em papel distinto, trazem marcas-d’água com datas como “1891” e “1892”, referentes ao fabrico do papel, e não à impressão. Esses detalhes, aliados ao cuidado gráfico, reforçam o caráter de luxo e o prestígio bibliográfico da edição.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO conjunto está em bom estado geral. Os cortes laterais e inferiores permanecem irregulares (\u003cem data-start=\"1442\" data-end=\"1455\"\u003euncut edges\u003c\/em\u003e), como era usual. O papel apresenta escurecimento uniforme, compatível com sua idade. As lombadas estão levemente desbotadas, com pequenos desgastes nas extremidades e bordas das capas. As páginas permanecem firmes e bem fixadas, e a encadernação sólida e coesa garante a longevidade da coleção. São marcas do tempo que atestam a autenticidade dos volumes e reforçam seu valor histórico. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52215304880403,"sku":"01031","price":1900.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0174-michelet-histoire-de-la-revolution-francaise-lemerre-1888-9-vols-inactual-thumb.jpg?v=1777925365"},{"product_id":"whitman-walt-leaves-of-grass-easton-press-1977-00156","title":"WHITMAN, Walt (1819–1892). Leaves of Grass (The Easton Press, Norwalk, 1977).","description":"\u003cp\u003eWHITMAN (Walt) [1819-1892].— LEAVES \/\/ of GRASS \/\/ by WALT WHITMAN \/\/ Illustrated by ROCKWELL KENT \/\/ [ornamento com hastes estilizadas em forma de “WW” entrelaçados acima de retângulo contendo números] \/\/ COLLECTOR’S EDITION \/\/ BOUND IN GENUINE LEATHER \/\/ [símbolo “E\/P” da Easton Press] \/\/ The Easton Press \/\/ NORWALK, CONNECTICUT.— In-8.º., XLI, [3], 527 p. E. editorial de luxo. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicado pela primeira vez em 1855, Leaves of Grass é o grande monumento poético de Walt Whitman, revisitado e expandido ao longo de sua vida até alcançar a chamada \u003cem\u003edeathbed edition\u003c\/em\u003e de 1891–92. O livro é uma celebração da experiência humana em sua totalidade — o corpo, a alma, a natureza, a democracia e o espírito americano. Rompeu com a métrica tradicional, aproximando a poesia do ritmo da fala e da cadência da vida cotidiana. Foi considerado ousado e até escandaloso em sua época, mas tornou-se um dos pilares da literatura moderna.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePoeta, ensaísta e jornalista, Whitman é amplamente reconhecido como «o poeta da democracia americana». Sua poesia exalta a liberdade individual, a igualdade e a dimensão espiritual da vida comum. Autodidata e profundamente ligado ao espírito de seu tempo, trabalhou como tipógrafo, editor e enfermeiro voluntário durante a Guerra Civil — experiência que marcou profundamente sua obra. Sua linguagem inovadora, que rompeu com a versificação tradicional e introduziu o verso livre, influenciou autores como Ezra Pound, T. S. Eliot, Allen Ginsberg e inúmeros outros.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNa seção Memories of President Lincoln, encontra-se o célebre poema:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e«\u003c\/span\u003e'\u003cem\u003eO Captain! My Captain!'\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eO Captain! my Captain! our fearful trip is done,\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eThe ship has weather’d every rack, the prize we sought is won,\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eThe port is near, the bells I hear, the people all exulting,\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eWhile follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eBut O heart! heart! heart!\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eO the bleeding drops of red,\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eWhere on the deck my Captain lies,\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eFallen cold and dead.\u003cspan\u003e»\u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e(p. 305).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eO poema é uma elegia à morte de Abraham Lincoln, metáfora na qual o “Capitão” simboliza o presidente e a “navegação vitoriosa” a vitória da União na Guerra Civil, interrompida pela tragédia de seu assassinato em 1865.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo filme \u003cem\u003eDead Poets Society\u003c\/em\u003e (Sociedade dos Poetas Mortos, 1989), de Peter Weir, os alunos evocam o verso “\u003cem\u003eO Captain! My Captain!\u003c\/em\u003e” em uma cena memorável. De pé sobre suas carteiras, dirigem-se ao professor John Keating (interpretado por Robin Williams), que havia sido forçado a deixar a escola.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA escolha desse chamado não é casual: assim como no poema de Whitman, em que os tripulantes lamentam a perda irreparável de seu líder, os alunos, em um gesto de resistência silenciosa e de lealdade, homenageiam o mestre que os conduziu a enxergar a vida e a poesia de modo transformador.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA cena transfigura a elegia a Lincoln em um hino à liberdade de pensamento. O «Capitão» deixa de ser apenas o presidente caído e passa a ser o professor que ensinou a navegar contra as marés do conformismo. O gesto dos jovens, portanto, recria poeticamente o espírito de Whitman: a recusa em se calar, a afirmação da individualidade e a coragem de manter viva a chama da inspiração, mesmo diante da repressão.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicado pela \u003cem\u003eEaston Press\u003c\/em\u003e (Norwalk, Connecticut), em edição especial de colecionador, impressa em papel de alta gramatura, encadernado em couro genuíno com douração na lombada, capas e cortes nas três faces \u003cem\u003e(all edges gilt)\u003c\/em\u003e, além de fita de cetim para marcação de páginas e folhas de guarda com efeito moiré. O volume integra a coleção \u003cem\u003e\u003cspan\u003e« \u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003cem\u003eThe 100 Greatest Books Ever Written \u003cspan\u003e»\u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e. Um dos elementos mais marcantes desta edição é a presença das ilustrações de Rockwell Kent (1882–1971), artista gráfico de estilo vigoroso, vinculado ao modernismo e ao art déco. Kent produziu mais de cem xilogravuras originais para a edição de 1936 de \u003cem\u003eLeaves of Grass\u003c\/em\u003e, e desde então essas imagens se tornaram indissociáveis da recepção visual da obra. O traço austero e expressivo do artista cria um diálogo potente com a intensidade da poesia whitmaniana.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar com encadernação, miolo, fita de leitura e douração preservados. As páginas estão limpas e firmes, sem marcas ou rasgos, mantendo o aspecto de obra de coleção, com impressão legível. Folhas de guarda íntegras e preservadas, apresentando apenas uma marca retangular escurecida na folha de guarda anterior, indício da remoção de ex-libris ou etiqueta de posse. Sem assinaturas, carimbos ou marcações. \u003cem\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52240488464659,"sku":"00156","price":650.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0156-walt-whitman-leaves-of-grass-the-easton-press-1977-inactual-thumb.jpg?v=1777693997"},{"product_id":"grotius-hugo-the-truth-of-the-christian-religion-j-knapton-1719-01018","title":"GROTIUS, Hugo (1583-1645). The Truth of the Christian Religion: In Six Books; With a Seventh Book (J. Knapton, London, 1719).","description":"\u003cp\u003eGROTIUS (Hugo) [1583-1645].— [Emoldurado por cercadura tipográfica de filetes duplos] \/\/ THE \/\/ TRUTH \/\/ OF THE \/\/ Christian Religion. \/\/ IN \/\/ SIX BOOKS \/\/ BY \/\/ HUGO GROTIUS. \/\/ Corrected and Illustrated with Notes, \/\/ By Mr. LE CLERC. \/\/ [filete horizontal] \/\/ To which is added a \/\/ SEVENTH BOOK \/\/ Concerning this QUESTION, \/\/ What Christian Church we ought to join \/\/ our selves to; \/\/ By the said Mr. LE CLERC. \/\/ [filete horizontal] \/\/ The Second Edition with Additions. \/\/ [filete horizontal] \/\/ Done into English by JOHN CLARKE, D.D. \/\/ and Chaplain in Ordinary to His Majesty. \/\/ [filete horizontal] \/\/ LONDON: Printed for J. KNAPTON, at \/\/ the Crown in St. Paul’s Church-Yard. 1719.— In-12.º. E. de época em meia pele.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eHugo Grotius figura entre os grandes nomes do pensamento europeu do século XVII. Jurista, diplomata, historiador e teólogo neerlandês, sua obra exerceu influência duradoura sobre o direito natural e o direito das gentes. \u003cem\u003eThe Truth of the Christian Religion\u003c\/em\u003e pertence à vertente teológica de sua produção e corresponde à tradição inglesa de \u003cem\u003eDe veritate religionis Christianae\u003c\/em\u003e, obra em que Grotius desenvolve, em seis livros, uma defesa racional da religião cristã, articulando argumentos históricos, filosóficos e teológicos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO presente exemplar corresponde à segunda edição inglesa com acréscimos, conforme declarado na própria folha de rosto: \u003cem\u003e“The Second Edition with Additions”\u003c\/em\u003e. Foi publicada em Londres, em 1719, por J. Knapton, at the Crown in St. Paul’s Church-Yard. A tradução inglesa é de John Clarke, D.D., então capelão ordinário do rei. O texto de Grotius apresenta-se corrigido e esclarecido por notas de Jean Le Clerc (Johannes Clericus), destacado teólogo e erudito protestante de seu tempo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eParticularmente significativa é a inclusão de um sétimo livro, também de Le Clerc, dedicado à questão \u003cem\u003e“What Christian Church we ought to join our selves to”\u003c\/em\u003e. A edição ultrapassa, assim, a simples tradução da obra de Grotius: incorpora a leitura crítica de um importante intelectual do início do século XVIII e documenta a recepção inglesa de um texto situado na confluência entre teologia, razão e debate confessional.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMaterialmente, o volume conserva a expressividade própria da impressão inglesa setecentista, com folha de rosto enquadrada por filetes, cabeções ornamentais, capitulares decoradas e outros elementos tipográficos distribuídos pelo texto. A dedicatória é dirigida a Thomas Tenison, arcebispo de Canterbury, e os preliminares preservam o aparato editorial da edição.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em bom estado de conservação, considerando seus mais de trezentos anos. Encadernação de época em meia pele,  com desgastes nas extremidades e pequenas fissuras entre a capa e a lombada;  miolo preservado e plenamente legível, apresentando escurecimento e tonalidade irregular do papel, manchas e marcas ocasionais próprias de sua trajetória material. Observa-se discreta inscrição manuscrita, bastante tênue, na margem superior de uma das folhas preliminares. A folha de rosto, os elementos ornamentais e o texto permanecem bem conservados. Exemplar de particular interesse pela antiguidade, pela importância intelectual de Grotius e pela configuração ampliada desta edição londrina de 1719. \u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52378760446227,"sku":"01018","price":1900.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/00288-grotius-1719-inactual-thumb_8985dfb6-233e-437e-8727-e5e245587f02.jpg?v=1786680413"},{"product_id":"bossuet-jacques-benigne-anonimo-discours-sur-lhistoire-universelle-suite-de-lhistoire-universelle-david-1766-01010","title":"BOSSUET, Jacques-Bénigne (1627–1704); ANÔNIMO [séc. XVIII]. Discours sur l’Histoire Universelle; Suite de l’Histoire Universelle (David, Paris, 1766).","description":"\u003cp\u003eBOSSUET (Jacques-Bénigne) [1627–1704]; ANÔNIMO [séc. XVIII].— DISCOURS \/\/ SUR \/\/ L’HISTOIRE \/\/ UNIVERSELLE, \/\/ A MONSEIGNEUR \/\/ LE DAUPHIN : \/\/ Pour expliquer la suite de la religion, \/\/ \u0026amp; les changemens des empires. \/\/ PREMIERE PARTIE, \/\/ Depuis le commencement du monde jusqu’à l’empire \/\/ de Charlemagne. \/\/ Par messire JACQUES-BENIGNE BOSSUET, \/\/ évêque de Meaux, \u0026amp;c. \/\/ NOUVELLE ÉDITION. \/\/ [ornamento tipográfico] \/\/ A PARIS, \/\/ Chez DAVID, rue des Mathurins, à la Plume d’or. \/\/ [——] \/\/  M. DCC. LXVI. \/\/ AVEC PRIVILEGE DE SA MAJESTÉ. \/\/ SUITE \/\/ DE \/\/ L’HISTOIRE \/\/ UNIVERSELLE \/\/ DE MONSIEUR \/\/ L’ÉVÊQUE DE MEAUX, \/\/ Depuis l’an 800 de notre Seigneur, \/\/ jusqu’à l’an 1700 inclusivement. \/\/\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eSECONDE PARTIE. \/\/ NOUVELLE ÉDITION. \/\/ [ornamento tipográfico central] \/\/ A PARIS, \/\/ Chez DAVID, rue des Mathurins, à la Plume d’or; \/\/ [——] \/\/ M. DCC. LXVI. \/\/ AVEC PRIVILEGE DE SA MAJESTÉ.—\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eIn-12.º., 2.\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003e(Vol. I, 426 p.; Vol. II, X, 118 p.).\u003cstrong\u003e \u003c\/strong\u003eE. editorial plena em couro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1204\" data-start=\"285\"\u003eTrata-se de uma edição de luxo da célebre obra de Jacques-Bénigne Bossuet, bispo de Meaux, pregador da corte de Luís XIV e membro da Academia Francesa — uma das figuras mais eruditas e influentes do pensamento cristão e político do século XVII. Estudoy teologia em Paris (Collège de Navarre) e destacou-se por sua eloquência teológica e pela defesa da ortodoxia católica frente ao protestantismo e ao jansenismo. Sua concepção de poder real, fundada na ideia de que toda autoridade procede de Deus, fez dele um dos principais teóricos do absolutismo católico francês. Contudo, sua obra transcende a política: nela, história e teologia se unem numa visão providencial que busca compreender o curso dos impérios e das religiões como expressão do plano divino. Bossuet é lembrado também como um dos maiores oradores sacros da língua francesa, autor das célebres \u003cem data-end=\"1144\" data-start=\"1125\"\u003eOraisons funèbres\u003c\/em\u003e, que modelaram o estilo retórico clássico do século XVII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1940\" data-start=\"1206\"\u003eO \u003cem data-end=\"1245\" data-start=\"1208\"\u003eDiscours sur l’Histoire Universelle\u003c\/em\u003e é considerado uma das pedras angulares da historiografia teológica moderna. Publicada pela primeira vez em 1681, a obra foi escrita para instrução moral e política do Delfim, herdeiro do trono francês. Bossuet propõe uma leitura da humanidade à luz da Providência divina, integrando a história sagrada — da Criação à vinda de Cristo — com a história profana, dos impérios antigos até Carlos Magno. Para ele, a história é uma escola de sabedoria: nela o homem descobre os desígnios de Deus e os princípios que regem o destino dos povos. Essa visão exerceu profunda influência sobre o pensamento histórico e político da França clássica, inspirando gerações de teólogos, educadores e estadistas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"2304\" data-start=\"1942\"\u003eA \u003cem data-end=\"1977\" data-start=\"1944\"\u003eSuite de l’Histoire Universelle\u003c\/em\u003e, publicada postumamente e incluída nesta edição, continua o relato até o final do século XVII. Baseada em materiais do próprio Bossuet, foi completada por discípulos próximos e revisada para conservar o tom e a estrutura moral do original.\u003c\/p\u003e\n\u003cdiv\u003eLogo na abertura da obra, Bossuet exprime o princípio formador que guia toda a sua visão da história:\u003c\/div\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cdiv\u003e« \u003cem\u003eQuand l’histoire seroit inutile aux autres hommes, il faudroit la faire lire aux princes. »\u003c\/em\u003e (p. 5).\u003c\/div\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cdiv\u003e\n\u003cp data-start=\"2412\" data-end=\"2590\"\u003eEssa frase, uma das mais citadas de Bossuet, sintetiza a dimensão pedagógica e política de sua obra: a história como espelho do poder e escola de prudência para os governantes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"2592\" data-end=\"3178\"\u003ePublicada pela prestigiada tipografia Chez David, rue des Mathurins, « \u003cem\u003eà la Plume d’or »\u003c\/em\u003e, sob privilégio régio de Luís XV, esta edição integra a tradição humanista e cristã que moldou o pensamento político do Antigo Regime. Sua impressão elegante, típica da tipografia parisiense do século XVIII, e o privilégio real (\u003cem data-start=\"2920\" data-end=\"2950\"\u003eavec privilège de Sa Majesté\u003c\/em\u003e) atestam a autenticidade e o prestígio da publicação. A obra manteve-se continuamente impressa ao longo de todo o século XVIII, símbolo da formação clássica francesa e leitura essencial nas bibliotecas nobres e eclesiásticas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEstes exemplares apresentam proveniência nobre e plenamente documentada. Cada tomo conserva, colado na guarda anterior, o mesmo ex-libris heráldico gravado em cobre — escudo de três rosas sustentado por dois anjos e timbrado por coroa condal encimada por uma cruz — pertencente ao Comte d’Antras de Gardères (Jean-Bernard-Marie d’Antras de Gardères, 1875–1940), oficial, bibliófilo e residente em Tarbes (Hautes-Pyrénées).\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCatalogado pela AFCEL – Association Française pour la Connaissance de l’Ex-Libris (ref. A1714), o ex-libris é descrito como gravure sur cuivre de G. Tauriac, ativo nas décadas de 1920–1930, medindo 72 × 85 mm. A legenda indica:\u003cbr\u003e« \u003cem\u003eLe Comte d’Antras de Gardères \/ Sans regrets du Passé ny Peur de l’Avenir \/ Toujours les Roses Refleuriront. »\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA descrição heráldica registrada pela AFCEL é:\u003cbr\u003e« \u003cem\u003eD’argent à trois roses de gueules boutonnées d’or posées deux en chef et une en pointe. Tenants deux anges. Couronne ducale. Deux bras tenant une croix en cimier. »\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO lema « \u003cem\u003eToujours les roses refleuriront »\u003c\/em\u003e — « Sempre as rosas voltarão a florescer » — evoca a continuidade e a resiliência da linhagem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO gravador G. Tauriac, citado nos repertórios de Tibère Gheno e Hervé, produziu diversos ex-libris heráldicos para famílias do sudoeste francês, incluindo as ramificações Antras de Samazan e Antras de Cornac, descendentes dos antigos senhores gascões mencionados nas fontes nobiliárias regionais. O ramo de Gardères é documentado nas Mémoires de Jean d’Antras de Samazan, seigneur de Cornac (BnF, Gallica, ark:\/12148\/bpt6k8587519\/f232.item, p. 203), o que confirma a filiação histórica e territorial da linhagem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO conjunto formado pela edição de 1766 e pelo ex-libris gravado em cobre do conde constitui um exemplar de grande importância bibliófila. A obra, marco do pensamento histórico-teológico europeu, adquire valor adicional pela proveniência nobiliárquica autêntica e verificável, sendo testemunho raro da circulação de edições de luxo do século XVIII entre colecionadores aristocráticos franceses do início do século XX.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDois tomos em encadernação coevo-francesa, lombadas com cinco nervos e ricos ferros florais dourados, títulos (“HISTOIRE UNIVER[S] \/ TOM I” e “TOM II”), bordas das capas fileteadas a ouro. As guardas são de papel marmorizado à la cuve, em tons azul-acinzentados e ocres, com cortes marmorizados no mesmo padrão, muito bem preservados. Apresentam capas firmes e coesas, com charneiras sólidas, embora se observem alguns pequenos pontos de fissuras no papel das guardas junto ao entalhe do dorso, sem perda de estrutura. Há desgastes superficiais nas bordas e cantos, escurecimento e abrasões no couro da lombada, especialmente na cabeça e no pé do dorso, compatíveis com o manuseio e a idade. O couro mantém brilho natural e textura íntegra, sem ressecamento grave. Internamente, os volumes conservam-se limpos e completos, com colação íntegra e folhas frescas, isentas de manchas expressivas. Exemplar de notável interesse para colecionadores de filosofia, teologia, história e pensamento político francês. \u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003c\/div\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52382026334483,"sku":"01010","price":4500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0187-bossuet-discours-sur-l-histoire-universelle-premiere-partie-suite-de-l-histoire-universelle-seconde-partie-1766-inactual-thumb.jpg?v=1777525747"},{"product_id":"baudelaire-charles-pierre-oeuvre-poetique-jean-de-bonnot-1973-00161","title":"BAUDELAIRE, Charles Pierre (1821–1867). Œuvre poétique (Jean de Bonnot, Paris, 1973).","description":"\u003cp\u003eBAUDELAIRE (Charles Pierre) [1821–1867].— CHARLES BAUDELAIRE \/\/ OEUVRE \/\/ POÉTIQUE \/\/ Illustrations de Félicien Rops \/\/ [ornamento: canhão dentro de um círculo, emblema da editora Jean de Bonnot] \/\/ A PARIS, au 7 du faubourg St-Honoré \/\/ près la nouvelle église de la Madeleine \/\/ CHEZ JEAN DE BONNOT \/\/ tenant négoce de libraire à l’enseigne du canon \/\/ \/[———] \/\/ 1973.— In-8.º., 247, 147, [34] p. E. editorial de luxo. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCharles Baudelaire, figura central do simbolismo francês, inaugurou uma estética moderna ao conjugar beleza e decadência em versos de tensão radical. Seu livro mais célebre, \u003cem\u003eLes Fleurs du Mal\u003c\/em\u003e (1857), foi alvo de censura, com seis poemas condenados por “ofensa à moral pública”. Apesar disso, a obra consolidou-se como um dos pilares da poesia ocidental. O presente volume reúne sua produção poética completa (\u003cem\u003eLes Fleurs du Mal, Les Épaves\u003c\/em\u003e, poemas póstumos e atribuídos), enriquecido com ilustrações de Félicien Rops (1833–1898), gravador e artista belga cuja obra erótica e satírica dialoga intensamente com o imaginário poético de Baudelaire.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEntre os poemas mais célebres da coletânea está \u003cem\u003eL’Albatros\u003c\/em\u003e, em que Baudelaire compara a condição do poeta à do grande pássaro marinho, majestoso no céu, mas desajeitado quando lançado ao chão:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e« Le Poète est semblable au prince des nuées\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eQui hante la tempête et se rit de l’archer;\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eExilé sur le sol au milieu des huées,\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003eSes ailes de géant l’empêchent de marcher. »\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e(p. 22).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003ePublicação luxuosa da editora Jean de Bonnot, com impressão em papel vergé, com ilustrações em página inteira de Félicien Rops e encadernação editorial em couro com decoração dourada em estilo \u003cem\u003eart nouveau\u003c\/em\u003e, representando figuras femininas entrelaçadas a serpentes. Edição em papel de alta gramatura com marcas-d’água artísticas em várias folhas. O corte superior é dourado, enquanto os cortes frontal e inferior permanecem lisos. As guardas internas apresentam motivo vegetal dourado sobre fundo azul; nas margens de junção com a lombada percebe-se um leve sombreamento decorrente da colagem de fábrica, detalhe característico da série, e não sinal de uso.. Há página para ex-libris gravado. Trata-se de uma edição de bibliófilo, parte da série clássica lançada por Jean de Bonnot na década de 1970.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar encontra-se em estado impecável. A encadernação em couro mantém-se íntegra e luminosa, o corte superior dourado preserva todo o brilho original, e o miolo apresenta-se limpo e nítido, sem manchas ou oxidação. As guardas conservam-se intactas, com o já referido traço de colagem inerente à encadernação da editora. Preserva, portanto, integralmente, as características originais de tiragem de luxo. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.\u003cem\u003e \u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52404338393363,"sku":"00161","price":720.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/00161-baudelaire-oeuvre-poetique-jean-de-bonnot-thumb.jpg?v=1779225312"},{"product_id":"melville-herman-moby-dick-easton-press-1977-00347","title":"MELVILLE, Herman (1819–1891). Moby-Dick (The Easton Press, Norwalk, 1977).","description":"\u003cp\u003eMELVILLE (Herman) [1819–1891].— MOBY \/\/ DICK; \/\/ OR, THE WHALE \/\/ by HERMAN MELVILLE \/\/ WITH AN INTRODUCTION BY CLIFTON FADIMAN \/\/ AND ILLUSTRATIONS BY BOARDMAN ROBINSON \/\/ [——] \/\/ THE GREATEST BOOKS EVER WRITTEN \/\/ COLLECTOR'S EDITION \/\/ Bound in Genuine Leather \/\/ E\/P \/\/ The Easton Press \/\/ NORWALK, CONNECTICUT.— In-4.º, XXII, 615 p. E. editorial de luxo. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA edição apresenta encadernação de luxo em couro, em estado de conservação elevado, e integra a \u003cem\u003eCollector’s Edition\u003c\/em\u003e da The Easton Press, pertencente à série \u003cem\u003eThe 100 Greatest Books Ever Written\u003c\/em\u003e. Volume impresso em papel de padrão arquivístico, \u003cem\u003eacid-neutral\u003c\/em\u003e, ressaltando a proposta editorial de durabilidade e acabamento de alto padrão. Apresenta douração integral nos cortes, bem como douração preservada nas capas e na lombada, além de fita de leitura original em cetim. Acompanha \u003cem\u003eex-libris \u003c\/em\u003eda editora solto, a ser utilizado. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52814191100179,"sku":"00347","price":750.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/moby-dick-the-easton-press-inactual-thumb22.jpg?v=1777523115"},{"product_id":"young-edward-noites-dyoung-typografia-rollandiana-1785-01007","title":"YOUNG, Edward (1683–1765). Noites d’Young (Typografia Rollandiana, Lisboa, 1785), 2 vols.","description":"\u003cp\u003eYOUNG (Edward) [1683–1765].— NOITES \/\/ D'YOUNG, \/\/ TRADUCÇÃO \/\/ DE \/\/ VICENTE CARLOS DE OLIVEIRA ; \/\/ Addicionada com muitas Notas importantes , e \/\/ com o Triunfo da Religiaõ , e outros Opus- \/\/ culos do mesmo Young. \/\/ Tomo I. \/\/ [Ornamento tipográfico floral separador] \/\/ LISBOA, \/\/ NA TYPOGRAFIA ROLLANDIANA, \/\/ 1785. \/\/ Com licença da Real Meza Censoria. \/\/ NOITES \/\/ D'YOUNG, \/\/ TRADUCÇÃO \/\/ DE \/\/ VICENTE CARLOS DE OLIVEIRA; \/\/ Addicionada com muitas Notas importantes, e \/\/ com o Triunfo da Religiaõ, e outros Opus- \/\/ culos do mesmo Young. \/\/ TOMO II. \/\/ [Ornamento tipográfico floral separador] \/\/ LISBOA, \/\/ NA TYPOGRAFIA ROLLANDIANA. \/\/ 1785. \/\/ Com licença da Real Meza Censoria.— In-16.º, 2 v. (Vol. I, XV, 269, [2] p; Vol. II, 268, [12] p.). E. editorial em plena pele.\u003c\/p\u003e\n\u003csection data-turn=\"assistant\" data-scroll-anchor=\"false\" data-testid=\"conversation-turn-12\" data-turn-id=\"request-69efa15d-4b74-8328-92c0-67cc9b9dbe1d-3\" dir=\"auto\" class=\"text-token-text-primary w-full focus:outline-none [--shadow-height:45px] has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) [\u0026amp;:has([data-writing-block])\u0026gt;*]:pointer-events-auto [content-visibility:auto] supports-[content-visibility:auto]:[contain-intrinsic-size:auto_100lvh] R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]\"\u003e\n\u003cdiv class=\"text-base my-auto mx-auto pb-10 [--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-xs,calc(var(--spacing)*4))] @w-sm\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-sm,calc(var(--spacing)*6))] @w-lg\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-lg,calc(var(--spacing)*16))] px-(--thread-content-margin)\"\u003e\n\u003cdiv class=\"[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg\/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group\/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn\"\u003e\n\u003cdiv class=\"flex max-w-full flex-col gap-4 grow\"\u003e\n\u003cdiv data-turn-start-message=\"true\" class=\"min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal outline-none keyboard-focused:focus-ring [.text-message+\u0026amp;]:mt-1\" data-message-model-slug=\"gpt-5-3\" dir=\"auto\" data-message-id=\"4fb4621c-7ddf-4deb-98e1-c1b9e2a49aab\" data-message-author-role=\"assistant\" tabindex=\"0\"\u003e\n\u003cdiv class=\"flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden\"\u003e\n\u003cdiv class=\"markdown prose dark:prose-invert w-full wrap-break-word dark markdown-new-styling\"\u003e\n\u003cp data-end=\"873\" data-start=\"289\"\u003eExemplar raríssimo e de acentuado interesse bibliofílico, reunindo os dois tomos da tradução portuguesa setecentista de \u003cem data-end=\"431\" data-start=\"415\"\u003eNight Thoughts\u003c\/em\u003e, uma das obras mais difundidas da literatura moral e meditativa europeia do século XVIII. Edward Young, clérigo e poeta inglês, alcançou notoriedade duradoura com este poema em nove “noites”, publicado originalmente entre 1742 e 1745, cuja reflexão sobre a morte, a condição humana e a transcendência exerceu influência decisiva na formação da sensibilidade pré-romântica europeia, sendo amplamente traduzido e comentado ao longo do período.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1502\" data-start=\"875\"\u003eA presente edição lisboeta de 1785, saída dos prelos da Tipografia Rollandiana e publicada sob licença da Real Mesa Censória, constitui a primeira edição portuguesa da obra, testemunhando a sua precoce recepção no contexto intelectual luso do final do Antigo Regime. A tradução de Vicente Carlos de Oliveira, enriquecida com numerosas notas e acompanhada de textos adicionais atribuídos a Young, revela um claro propósito de mediação cultural, adaptando o original inglês ao horizonte letrado português. A inclusão de discurso preliminar, índices e gravuras reforça o cuidado editorial e o caráter didático-moral da publicação.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1502\" data-start=\"875\"\u003eEm passagem particularmente expressiva, atribuída a uma das vozes poéticas do texto, lê-se:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"1502\" data-start=\"875\"\u003e\u003cem\u003e«Vale mais do que hum Reino hum bom amigo: \u003cbr\u003eSe o Monarca o naõ tem, he sempre pobre; \u003cbr\u003eNo mundo maior bem não se descobre;\u003cbr\u003eQue he Throno sem perigo\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e\u003cem\u003eDe hum fiel coraçaõ o doce abrigo.»\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e(Tomo I, p. 27).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"1942\" data-start=\"1504\"\u003eEmbora \u003cem data-end=\"1527\" data-start=\"1511\"\u003eNight Thoughts\u003c\/em\u003e tenha conhecido ampla circulação europeia, as edições portuguesas do século XVIII permanecem escassas, sendo particularmente raros os exemplares completos desta impressão de 1785 conservando ambos os tomos e encadernação coeva. A encadernação em plena pele, com lombadas compartimentadas e ricamente douradas com motivos florais, constitui expressivo testemunho das práticas encadernatórias portuguesas do período.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"107\" data-end=\"538\"\u003eExemplar em encadernação editorial em plena pele, apresentando estado de conservação globalmente bom para a cronologia, com pátina coerente com a antiguidade. Observa-se desgaste nas pastas e lombadas, com abrasões, pequenas perdas de material e fragilidade nas extremidades (cabeça e pé), incluindo início de fenda nas articulações. Cantos batidos, com perdas mais evidentes nas extremidades.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"637\" data-end=\"885\"\u003eMiolo bem firme, íntegro e plenamente legível. Papel com escurecimento homogêneo, presença de manchas ocasionais e marcas de manuseio. Notam-se discretas perfurações de inseto bibliófago na margem inferior de algumas folhas, sem atingir o texto. Guardas antigas com desgaste acentuado, manchas e sinais de uso, incluindo inscrições manuscritas antigas nas folhas de guarda e páginas de rosto, provavelmente correspondentes a duas marcas de posse com o mesmo sobrenome, acrescentando interesse documental ao conjunto como testemunho de circulação e leitura. Cortes marmoreados preservados, ainda visíveis e decorativos, apesar de desgaste e escurecimento naturais. Gravuras bem conservadas, com boa nitidez. Conjunto estruturalmente sólido, com encadernação editorial e integridade textual mantidas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"1442\" data-end=\"1662\"\u003eRaríssimo em condição completa, este conjunto apresenta elevado interesse bibliofílico, constituindo testemunho expressivo da difusão da literatura inglesa no mundo luso e da cultura do livro em Portugal no século XVIII. Primeira edição portuguesa.\u003c\/p\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/section\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":53862215713043,"sku":"01007","price":7500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0341-Noites-dYoung-Typografia-Rollandiana-Lisboa-1785-Primeira-Edicao-Inactual-thumb.jpg?v=1777500077"},{"product_id":"bandeira-manuel-itinerario-pasargada-de-poetas-poesia-jornal-de-letras-mec-servico-documentacao-1954-sd-00134","title":"BANDEIRA, Manuel (1886–1968). Itinerário de Pasárgada (Edições Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954); De poetas e de poesia (Ministério da Educação e Cultura \/ Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, s.d.).","description":"\u003cp\u003eBANDEIRA (Manuel) [1886–1968].— MANUEL BANDEIRA \/\/ DE POETAS \/\/ E DE POESIA \/\/ [——] \/\/ [Marca editorial figurativa composta pela ilustração estilizada de uma ânfora suspensa, acompanhada da inscrição semicircular ‘Os Cadernos de Cultura’] \/\/ MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA \/\/ [——] \/\/ SERVIÇO DE DOCUMENTAÇÃO \/\/ ITINERÁRIO \/\/ DE \/\/ PASÁRGADA \/\/ [Um monograma caligráfico formado pela letra ‘B’, inicial de Bandeira] \/\/ MANUEL BANDEIRA \/\/ [——] \/\/ Edições — JORNAL DE LETRAS.— In-12.º, 2 v. (Vol. I, 124 p.; Vol. II, 131, [1] p.). E. posterior não editorial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"740\" data-start=\"215\"\u003eExcepcional conjunto reunindo dois títulos de Manuel Bandeira, figura maior da literatura brasileira e um dos nomes centrais do modernismo em língua portuguesa, ambos com dedicatórias autógrafas do autor ao Dr. Ney Doyle, identificado também pela anotação catalográfica posterior a lápis presente nos exemplares, atribuição compatível com a proveniência informada e com a identificação do destinatário como Ney Proença Doyle (1933–2007), jurista brasileiro e ministro aposentado do Tribunal Superior do Trabalho.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1175\" data-start=\"742\"\u003eA presença de dois exemplares autografados por Bandeira ao mesmo destinatário confere ao conjunto notável interesse de associação e proveniência, elevando-o muito além da categoria de simples exemplares assinados. Trata-se de testemunhos materiais da circulação pessoal da obra bandeiriana entre figuras de relevo da vida intelectual e jurídica brasileira, circunstância particularmente desejável no mercado de autógrafos literários.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1175\" data-start=\"742\"\u003ePublicado em 1954, \u003cem data-start=\"1196\" data-end=\"1221\"\u003eItinerário de Pasárgada\u003c\/em\u003e ocupa posição singular na bibliografia de Bandeira, constituindo uma de suas obras mais pessoais e fundamentais, verdadeiro memorial literário em que o autor revisita sua formação intelectual, amizades, influências e a gênese de sua criação poética. O exemplar conserva ainda as ilustrações fotográficas originalmente publicadas, elemento especialmente desejável, que amplia o interesse documental da obra ao oferecer um contraponto visual ao relato memorialístico do autor.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1175\" data-start=\"742\"\u003eEm uma das passagens mais reveladoras da obra, Bandeira expõe com rara franqueza a dimensão de angústia, autocrítica e vulnerabilidade que atravessa sua reflexão memorialística:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"1175\" data-start=\"742\"\u003e\u003cem data-start=\"1895\" data-end=\"2346\"\u003e«Confesso que já me vou sentindo bastante arrependido de ter começado estas memórias. O meu arrependimento vem do nenhum prazer que encontro nestas evocações (…) Tomei consciência de minhas limitações. Instruído pelos fracassos (…) o meu esforço consciente só resultava em insatisfação (…) Tomei consciência de que era um poeta menor (…) o metal precioso eu teria que sacá-lo (…) do pobre minério das minhas pequenas dores e ainda menores alegrias.» \u003c\/em\u003e(pp. 23–24)\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp data-end=\"1175\" data-start=\"742\"\u003e\u003cem data-start=\"2347\" data-end=\"2370\"\u003eDe Poetas e de Poesia\u003c\/em\u003e, por sua vez, apresenta Bandeira em sua faceta de crítico e ensaísta, revelando o leitor sofisticado e o intérprete agudo da tradição poética brasileira e luso-hispânica.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"3263\" data-start=\"2543\"\u003eAmbos os exemplares apresentam reencadernação posterior em capa dura preta, com lombadas decoradas em dourado, intervenção de caráter preservacionista. Estado geral bom para exemplares de época, com sinais naturais de envelhecimento e manuseio, incluindo amarelamento do papel, pontos de oxidação (\u003cem\u003efoxing\u003c\/em\u003e) esparsos e pequenas manchas ocasionais. Observam-se ainda vestígios de antigas fitas adesivas, com escurecimento acastanhado característico, restritos a algumas folhas preliminares e finais, sem comprometimento substancial da integridade dos exemplares. As dedicatórias autógrafas permanecem claramente legíveis e constituem, naturalmente, o principal elemento de distinção e valor do conjunto.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-is-only-node=\"\" data-is-last-node=\"\" data-end=\"3553\" data-start=\"3265\"\u003eConjunto de expressivo interesse para colecionadores de literatura brasileira, modernismo, exemplares de associação e manuscritos literários, reunindo duas obras representativas de Manuel Bandeira com dedicatórias autógrafas dirigidas a um destinatário identificado de relevância pública.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54131884753171,"sku":"00134","price":6000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/0134-manuel-bandeira-de-poetas-e-de-poesia-itinerario-de-pasargada-autografados-inactual-thumb.jpg?v=1778315100"},{"product_id":"camoes-luis-de-os-lusiadas-officina-ferreyriana-1721-01003","title":"CAMÕES, Luís de (c. 1524–1580). Os Lusíadas (Officina Ferreyriana, Lisboa Occidental, 1721).","description":"\u003cp\u003eCAMÕES (Luís de) [c. 1524–1580].— OS LUSIADAS \/\/ DO GRANDE \/\/ LUIS DE CAMOENS, \/\/ PRINCIPE DOS POETAS \/\/ de Hespanha, \/\/ Com os Argumentos do Lecenciado \/\/ JOAM FRANCO BARRETO, \/\/ \u0026amp; Index de todos os nomes proprios, \/\/ agora nesta ultima impressaõ no- \/\/ vamente correcta. \/\/ OFFERECIDO AO SENHOR \/\/ MANOEL GALVAM \/\/ DE CASTELLO BRANCO, \/\/ FIDALGO DA CAZA DE SUA \/\/ Magestade, Collegial em o Pontificio Colle- \/\/ gio de S. Pedro da Universidade de Coim- \/\/ bra, Secretario das Justiças, \u0026amp; da \/\/ Meza do Dezembargo do Paço. \/\/ [pequeno ornamento tipográfico floral] \/\/ LISBOA OCCIDENTAL, \/\/ Na Officina FERREYRIANA, \/\/ [rule] \/\/ M.DCC.XXI. \/\/ Com todas as licenças necessarias.— In-16.º, [14], 896, [2] p. E. coeva em plena pele.\u003c\/p\u003e\n\u003cdiv class=\"qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot\"\u003e\n\u003cdiv class=\"\"\u003e\n\u003csection class=\"text-token-text-primary w-full focus:outline-none has-data-writing-block:pointer-events-none [\u0026amp;:has([data-writing-block])\u0026gt;*]:pointer-events-auto R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]\" dir=\"auto\"\u003e\n\u003cdiv class=\"text-base my-auto mx-auto pb-8 [--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-xs,calc(var(--spacing)*4))] @w-sm\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-sm,calc(var(--spacing)*6))] @w-lg\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-lg,calc(var(--spacing)*16))] px-(--thread-content-margin)\"\u003e\n\u003cdiv class=\"[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg\/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group\/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn\"\u003e\n\u003cdiv class=\"flex max-w-full flex-col gap-4 grow\"\u003e\n\u003cdiv dir=\"auto\" class=\"min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal outline-none keyboard-focused:focus-ring [.text-message+\u0026amp;]:mt-1\" tabindex=\"0\"\u003e\n\u003cdiv class=\"flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden\"\u003e\n\u003cdiv class=\"markdown prose dark:prose-invert wrap-break-word w-full dark markdown-new-styling\"\u003e\n\u003cp class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\"\u003eImpressão lisboeta setecentista de uma das obras fundamentais da língua portuguesa, publicada na Officina Ferreyriana pouco mais de um século e meio após a primeira edição de \u003cem\u003eOs Lusíadas\u003c\/em\u003e. A folha de rosto, impressa em vermelho e preto, apresenta Camões como «Principe dos Poetas de Hespanha» e anuncia os argumentos de João Franco Barreto e o índice de nomes próprios. A edição é registrada pela Biblioteca Nacional de Portugal com [14], 896, [2, última branca] páginas. \u003cspan class=\"contents\"\u003e\u003cspan class=\"\"\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"PDq2pG_selectionAnchor\"\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO volume possui composição particularmente ampla. Além dos dez cantos de \u003cem\u003eOs Lusíadas\u003c\/em\u003e, conserva a dedicatória a Manoel Galvam de Castello Branco, as licenças, a «Vida do grande Luis de Camoens», o índice dos nomes próprios e uma extensa seção das \u003cem\u003eRhythmas de Luis de Camoens\u003c\/em\u003e. Estas principiam à p. 481 e prosseguem dentro da mesma sequência de paginação até o termo do volume, reunindo sonetos e outras formas da poesia lírica camoniana. A estrutura é documentada em descrições históricas da Biblioteca Nacional e em registros camonianos especializados, que igualmente assinalam o início das \u003cem\u003eRhythmas\u003c\/em\u003e na p. 481 e seu término na p. 896. \u003cspan class=\"contents\"\u003e\u003cspan class=\"\"\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eConserva ainda o retrato gravado de Camões, representado em busto dentro de medalhão oval, acompanhado das armas atribuídas ao poeta, da pena e da espada — associação visual particularmente expressiva entre letras e armas, central à construção iconográfica de Camões. A impressão apresenta numerosas capitulares, ornamentos e vinhetas tipográficas, entre elas a composição que encerra o índice. A folha final preserva os vistos relativos à impressão e a taxação datada de 8 de janeiro de 1722, testemunho material do circuito administrativo do livro imediatamente após sua impressão de 1721. A presença conjunta da épica, da notícia biográfica, do aparato de consulta e das \u003cem\u003eRhythmas\u003c\/em\u003e confere a esta edição interesse que ultrapassa a simples transmissão do poema, oferecendo uma representação editorial abrangente de Camões como poeta épico e lírico.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em encadernação antiga de plena, de formato compacto, com lombada nervurada ricamente decorada a ouro, filetes e ferros ornamentais nos compartimentos e rótulo em pele mais clara com o nome «CAMOENS» dourado. Cortes originalmente marmoreados em vermelho, ainda nitidamente perceptíveis, embora naturalmente desvanecidos pelo tempo. A encadernação permanece estruturalmente firme, apresentando desgaste compatível com a antiguidade: abrasões e escurecimento da pele, pequenas perdas superficiais sobretudo junto às extremidades e cantos, desgaste nos cabeceados e discretas fissuras superficiais localizadas nas juntas, sem abertura estrutural aparente. A douração da lombada conserva-se em proporção significativa, com perdas e atenuação pontuais. Miolo firme, com papel de boa consistência e impressão forte e nítida; tonalização natural, \u003cem\u003efoxing\u003c\/em\u003e esparso e pequenas manchas antigas distribuídas de maneira irregular, mais perceptíveis em algumas folhas preliminares e finais. Há pequenas irregularidades e rasgos marginais pontuais em algumas folhas, sem perda textual. Retrato gravado preservado, assim como os ornamentos tipográficos e as principais seções do volume. Pequena anotação numérica antiga na guarda anterior. No conjunto, exemplar muito atraente de uma edição portuguesa de 1721, preservando extensa matéria camoniana e relevantes elementos materiais de sua circulação setecentista.\u003c\/p\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/section\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54569236627731,"sku":"01003","price":15000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/01003-camoes-luis-de-os-lusiadas-officina-ferreyriana-1721-thumb.jpg?v=1788832244"},{"product_id":"voltaire-poemes-epitres-autres-poesies-1779-01022","title":"VOLTAIRE (1694–1778). Poëmes, épîtres et autres poésies ([Paris], 1779).","description":"\u003cp\u003eVOLTAIRE [1694–1778].— POËMES, \/\/ ÉPITRES \/\/ ET AUTRES POÉSIES. \/\/ [—] \/\/ PAR M. DE VOLTAIRE. \/\/ [—] \/\/ [vinheta ornamental com instrumentos musicais e ramos florais] \/\/ A LONDRES. \/\/ [ornamento tipográfico] \/\/ M. DCC. LXXIX.— In-16.º, [6], 246 p. E. editorial em plena pele. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eVoltaire, escritor e filósofo francês e membro da \u003cem\u003eAcadémie française\u003c\/em\u003e desde 1746, foi uma das figuras centrais do Iluminismo europeu. Sua obra estende-se pela filosofia, história, crítica religiosa, teatro, narrativa e poesia. A produção em verso ocupa nela lugar importante e ultrapassa o domínio estritamente literário: poemas filosóficos, sátiras, epístolas e composições de circunstância servem também à discussão de temas morais, religiosos, políticos e sociais que percorrem o conjunto de sua obra.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003ePoëmes, épîtres et autres poésies\u003c\/em\u003e reúne diferentes vertentes dessa produção. Entre as peças incluídas estão \u003cem\u003eLe Poëme de Fontenoy\u003c\/em\u003e, o \u003cem\u003ePoème sur le désastre de Lisbonne\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eLa Loi naturelle\u003c\/em\u003e e os \u003cem\u003eDiscours en vers sur l’homme\u003c\/em\u003e, ao lado de numerosas epístolas, odes e composições ocasionais. As próprias páginas do exemplar documentam essa variedade: encontram-se, entre outras, peças enviadas com exemplares de \u003cem\u003eSémiramis\u003c\/em\u003e e \u003cem\u003eLa Henriade\u003c\/em\u003e, o «Quatrain pour être mis au bas du portrait de Confucius» e versos dirigidos a diferentes contemporâneos de Voltaire. A reunião permite observar, no mesmo volume, tanto sua poesia de caráter filosófico quanto sua produção epistolar e circunstancial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicada em 1779, no ano seguinte à morte de Voltaire, a edição apresenta na folha de rosto apenas «A LONDRES. M.DCC.LXXIX.», sem nome de impressor ou livreiro-editor. O endereço é fictício: a edição foi efetivamente impressa em Paris, por Jacques-François Valade. A edição é identificada pelo \u003cem\u003eEnglish Short Title Catalogue\u003c\/em\u003e sob o número ESTC T42577.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO emprego de falsos locais de impressão — por vezes acompanhado, como aqui, da omissão do responsável editorial — foi prática conhecida no comércio livreiro francês do século XVIII. Podia servir para afastar formalmente a edição do ambiente editorial parisiense, contornar controles e restrições da publicação ou simplesmente reproduzir convenções comerciais então correntes. No presente caso, portanto, «Londres» deve ser entendido como falso pé de imprensa, e não como indicação do verdadeiro lugar de produção do volume. A atribuição bibliográfica correta é Paris: Jacques-François Valade, 1779. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA edição é tradicionalmente associada aos pequenos formatos ligados a Hubert-Martin Cazin, e há registros derivados do ESTC que a descrevem como impressa por Valade para Cazin. Essa atribuição, contudo, não é inteiramente consensual na bibliografia especializada moderna; há descrições que consideram abusiva a atribuição direta a Cazin. Para um catálogo de maior rigor, portanto, é preferível afirmar como dado seguro «Paris, impressa por Jacques-François Valade», registrando Cazin apenas como atribuição bibliográfica tradicional, e não como editor inequivocamente comprovado.\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\"\u003eExemplar em muito bom estado de conservação, preservando sua encadernação editorial em pleno couro mosqueado, com lombada lisa ornamentada a ouro, título dourado, filetes dourados enquadrando as pastas e cortes igualmente dourados. O couro conserva muito bem sua apresentação geral, com apenas alguns desgastes superficiais, pequenas áreas de escurecimento e fricções pontuais nas extremidades, cantos e coifas.\u003cspan class=\"PDq2pG_selectionAnchor\"\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA estrutura permanece firme, com pastas solidárias ao corpo do volume. Guardas marmorizadas preservadas. Cortes dourados ainda bastante presentes, com natural atenuação de brilho. Miolo íntegro, de papel ainda claro e impressão nítida, apresentando apenas discretos sinais esparsos de envelhecimento e ocasionais pontos de oxidação. Conserva o retrato gravado de Voltaire em frontispício. Sem perdas de texto ou defeitos estruturais aparentes nas folhas. Possui fita de leitura preservada. Sem assinaturas ou carimbos.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54576078848275,"sku":"01022","price":2700.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/01022-voltaire-poemes-epitres-autres-poesies-1779-thumb.jpg?v=1787635254"},{"product_id":"gibbon-edward-the-history-of-the-decline-and-fall-of-the-roman-empire-folio-society-1996-00093","title":"GIBBON, Edward (1737–1794). The History of the Decline and Fall of the Roman Empire (The Folio Society, London, 1996), 8 vols.","description":"\u003cp\u003eGIBBON (Edward) [1737–1794].— [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados no alto da página de rosto] \/\/ Edward Gibbon \/\/ THE HISTORY OF \/\/ THE DECLINE AND FALL \/\/ OF THE ROMAN EMPIRE \/\/ VOLUME I \/\/ THE TURN OF \/\/ THE TIDE \/\/ Edited and with an introduction \/\/ by Betty Radice \/\/ [Motivo tipográfico central em forma de roseta floral, usado como separador decorativo] \/\/ LONDON \/\/ THE FOLIO SOCIETY \/\/ MCMLXXXIII \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados na base da página de rosto] \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados no alto da página de rosto] \/\/ Edward Gibbon \/\/ THE HISTORY OF \/\/ THE DECLINE AND FALL \/\/ OF THE ROMAN EMPIRE \/\/ VOLUME II \/\/ CONSTANTINE AND THE \/\/ CHRISTIAN EMPIRE \/\/ Edited and with an introduction \/\/ by Betty Radice \/\/ [Motivo tipográfico central em forma de roseta floral, usado como separador decorativo] \/\/ LONDON \/\/ THE FOLIO SOCIETY \/\/ MCMLXXXIV \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados na base da página de rosto] \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados no alto da página de rosto] \/\/ Edward Gibbon \/\/ THE HISTORY OF \/\/ THE DECLINE AND FALL \/\/ OF THE ROMAN EMPIRE \/\/ VOLUME III \/\/ THE REVIVAL AND \/\/ COLLAPSE OF PAGANISM \/\/ Edited and with an introduction \/\/ by Betty Radice \/\/ [Motivo tipográfico central em forma de roseta floral, usado como separador decorativo] \/\/ LONDON \/\/ THE FOLIO SOCIETY \/\/ MCMLXXXV \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados na base da página de rosto] \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados no alto da página de rosto] \/\/ Edward Gibbon \/\/ THE HISTORY OF \/\/ THE DECLINE AND FALL \/\/ OF THE ROMAN EMPIRE \/\/ VOLUME IV \/\/ THE END OF THE \/\/ WESTERN EMPIRE \/\/ Edited and with an introduction \/\/ by Betty Radice \/\/[Motivo tipográfico central em forma de roseta floral, usado como separador decorativo] \/\/ LONDON \/\/ THE FOLIO SOCIETY \/\/ MCMLXXXVI \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados na base da página de rosto] \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados no alto da página de rosto] \/\/ Edward Gibbon \/\/ THE HISTORY OF \/\/ THE DECLINE AND FALL \/\/ OF THE ROMAN EMPIRE \/\/ VOLUME V \/\/ JUSTINIAN AND THE \/\/ ROMAN LAW \/\/ Edited and with an introduction \/\/ by Felipe Fernandéz Armesto \/\/ [Motivo tipográfico central em forma de roseta floral, usado como separador decorativo] \/\/ LONDON \/\/ THE FOLIO SOCIETY \/\/ MCMLXXXVII \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados na base da página de rosto] \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados no alto da página de rosto] \/\/ Edward Gibbon \/\/ THE HISTORY OF \/\/ THE DECLINE AND FALL \/\/ OF THE ROMAN EMPIRE \/\/ VOLUME VI \/\/ MOHAMMED AND THE \/\/ RISE OF THE ARABS \/\/Edited and with an introduction \/\/ by Felipe Fernandéz Armesto \/\/ [Motivo tipográfico central em forma de roseta floral, usado como separador decorativo] \/\/ LONDON \/\/ THE FOLIO SOCIETY \/\/ MCMLXXXVIII \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados na base da página de rosto] \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados no alto da página de rosto] \/\/ Edward Gibbon \/\/ THE HISTORY OF \/\/ THE DECLINE AND FALL \/\/ OF THE ROMAN EMPIRE \/\/ VOLUME VII \/\/ THE NORMANS IN ITALY \/\/ AND THE CRUSADES \/\/ Edited and with an introduction \/\/ by Felipe Fernandéz Armesto \/\/ [Motivo tipográfico central em forma de roseta floral, usado como separador decorativo] \/\/ LONDON \/\/ THE FOLIO SOCIETY \/\/ MCMLXXXIX \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados na base da página de rosto] \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados no alto da página de rosto] \/\/ Edward Gibbon \/\/ THE HISTORY OF \/\/ THE DECLINE AND FALL \/\/ OF THE ROMAN EMPIRE \/\/ VOLUME VIII \/\/ THE FALL OF \/\/ CONSTANTINOPLE AND \/\/ THE PAPACY IN ROME \/\/ Edited and with an introduction \/\/ by Felipe Fernandéz Armesto \/\/ [Motivo tipográfico central em forma de roseta floral, usado como separador decorativo] \/\/ LONDON \/\/ THE FOLIO SOCIETY \/\/ MCMXC \/\/ [Frisos tipográficos com repetição de rosetas circulares estilizadas, posicionados na base da página de rosto].— In-8.º., 8 v. (Vol. I, 320 p.; Vol. II, 348 p.; Vol. III, 367 p.; Vol. IV, 394 p.; Vol. V, 394 p.; Vol. VI, 377 p.; Vol. VII, 440 p.; Vol. VIII, 363 p.). E. editorial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA monumental \u003cem\u003eThe History of the Decline and Fall of the Roman Empire\u003c\/em\u003e, de Edward Gibbon, é um dos marcos absolutos da historiografia ocidental. Publicada originalmente entre 1776 e 1788, a obra exerceu impacto profundo tanto no estudo acadêmico da Antiguidade quanto na cultura literária e política do século XVIII, estabelecendo-se como referência incontornável para a compreensão do legado romano e das transformações que levaram à formação da Europa medieval.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA edição da \u003cem\u003eFolio Society\u003c\/em\u003e, iniciada em 1983 e concluída em 1990, distribui o texto em oito volumes cuidadosamente preparados. Os quatro primeiros foram editados e introduzidos por Betty Radice, enquanto os volumes V a VIII foram editados e introduzidos pelo historiador Felipe Fernández-Armesto, que situam criticamente a obra no contexto moderno. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA monumental obra de Edward Gibbon, \u003cem\u003eThe History of the Decline and Fall of the Roman Empire\u003c\/em\u003e, está dividida em oito volumes que percorrem mais de mil anos de história. O primeiro volume, \u003cem\u003eThe Turn of the Tide\u003c\/em\u003e, mostra os primeiros sinais de crise e a lenta perda de poder do Império Romano. Em seguida, \u003cem\u003eConstantine and the Christian Empire\u003c\/em\u003e apresenta a ascensão de Constantino e a transformação profunda do império com o triunfo do Cristianismo. O terceiro, \u003cem\u003eThe Revival and Collapse of Paganism\u003c\/em\u003e, revela o embate entre religiões e culturas, do paganismo à fé cristã dominante. Já em \u003cem\u003eThe End of the Western Empire\u003c\/em\u003e, acompanhamos a queda de Roma no Ocidente e o surgimento das potências bárbaras.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo quinto volume, \u003cem\u003eJustinian and the Roman Law\u003c\/em\u003e, Gibbon explora o reinado de Justiniano, sua codificação legal e a sobrevivência do Império no Oriente. Em \u003cem\u003eMohammed and the Rise of the Arabs\u003c\/em\u003e, conhecemos a emergência do Islã e a expansão árabe que redesenhou o Mediterrâneo. O sétimo volume, \u003cem\u003eThe Normans in Italy and the Crusades\u003c\/em\u003e, traz o drama das Cruzadas, os Normandos e o choque entre Oriente e Ocidente. Por fim, \u003cem\u003eThe Fall of Constantinople and the Papacy in Rome\u003c\/em\u003e retrata o trágico fim de Bizâncio e o papel central da Igreja na transição para a Idade Moderna.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUm dos momentos mais instigantes encontra-se no célebre capítulo XV, quando Gibbon examina a ascensão do cristianismo e sua relação com a história imperial. É nesse contexto que o autor afirma:\u003c\/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e« A candid but rational inquiry into the progress and establishment of Christianity may be considered as a very essential part of the history of the Roman Empire. »\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e(v. II, p. 93).\u003c\/p\u003e\n\u003c\/blockquote\u003e\n\u003cp\u003eEssa observação sintetiza o estilo de Gibbon: crítico, direto e profundamente atento às forças intelectuais, religiosas e políticas que moldaram o destino do Império.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDo ponto de vista material, trata-se de uma edição luxuosa e imponente. Os volumes mantêm a tradição editorial da sociedade londrina: tipografia clara, impressão pela \u003cem\u003eBath Press\u003c\/em\u003e, encadernação em tecido de luxo \u003cem\u003eelephant hide,\u003c\/em\u003e em tom pergaminho, com ornamentos baseados em um design de Henry Walther (c. 1780) e mapas de guarda exclusivos em cada tomo, ilustrando a extensão e as transformações do Império ao longo dos séculos. As lombadas ostentam títulos e detalhes em dourado, com equilíbrio entre sobriedade e ornamentação. Cada volume traz mapas de guarda específicos, preparados especialmente para a coleção, que dialogam diretamente com a narrativa histórica. A impressão foi executada pela \u003cem\u003eBath Press\u003c\/em\u003e, sobre papel encorpado, garantindo leitura clara, agradável e de longa duração.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar aqui descrito encontra-se em excelente estado de conservação. O miolo está limpo e íntegro, os cortes permanecem uniformes, e as encadernações mantêm-se sólidas. O estojo (\u003cem\u003eslipcase\u003c\/em\u003e) acompanha a coleção, mantendo o conjunto firme e bem protegido, apresentando apenas alguns pontos de leve amassado nas bordas, sem prejudicar sua estrutura. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54589583393043,"sku":"00093","price":3500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/00093-the-history-of-the-decline-and-fall-of-the-roman-empire-folio-society-1996-estojos.jpg?v=1787437513"},{"product_id":"horacio-arte-poetica-officina-rollandiana-1778-01015","title":"HORÁCIO (65–8 a.C.). Arte poetica (Officina Rollandiana, Lisboa, 1778).","description":"\u003cp\u003eHORÁCIO [65–8 a.C.].— ARTE \/\/ POETICA \/\/ DE \/\/ Q. HORACIO FLACCO; \/\/ Traduzida, e illustrada em Portuguez \/\/ POR CANDIDO LUSITANO. \/\/ SEGUNDA EDIÇÃO, \/\/ Correcta, e emendada. \/\/ [vinheta ornamental com monograma «R» em cartela oval, envolvida por motivos rocaille] \/\/ LISBOA, \/\/ NA OFFICINA ROLLANDIANA: \/\/ [ornamento tipográfico linear] \/\/ MDCCLXXVIII. \/\/ Com licença da Real Meza Censoria.— In-12.º, [30], 255 p. E. editorial em plena pele. \u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\"\u003eSegunda edição, revista e emendada, da tradução portuguesa da \u003cem\u003eArs Poetica\u003c\/em\u003e de Horácio por Francisco José Freire (1719–1773), mais conhecido pelo nome arcádico de Cândido Lusitano. Publicada em Lisboa pela Officina Rollandiana em 1778, esta edição sucede à primeira impressão da tradução, aparecida em 1758, e constitui um testemunho particularmente representativo da recepção portuguesa de Horácio no século XVIII.\u003cspan class=\"PDq2pG_selectionAnchor\"\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTradicionalmente conhecida como \u003cem\u003eArs Poetica\u003c\/em\u003e ou \u003cem\u003eEpistula ad Pisones\u003c\/em\u003e, a epístola horaciana tornou-se um dos textos fundamentais da reflexão ocidental sobre poesia. Dirigindo-se à família dos Pisões, Horácio discorre sobre unidade e coerência da composição, adequação entre matéria e forma, verossimilhança, linguagem, caracterização, gêneros dramáticos e o trabalho de revisão exigido do poeta. A célebre combinação horaciana entre prazer e utilidade — o \u003cem\u003edulce\u003c\/em\u003e e o \u003cem\u003eutile\u003c\/em\u003e — atravessaria a teoria literária europeia durante séculos e alcançaria particular importância no ambiente neoclássico do Setecentos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA edição de Cândido Lusitano assume especial interesse porque não se limita à simples transposição do texto latino. O original aparece acompanhado da tradução portuguesa e de um comentário extenso, no qual o tradutor esclarece passagens, examina conceitos poéticos e confronta Horácio com autores e preceptistas antigos e modernos. O volume abre ainda com um «Discurso preliminar do traductor», no qual Freire apresenta Horácio e explicita critérios de sua interpretação e tradução. Trata-se, assim, simultaneamente de tradução, comentário e exercício de crítica literária setecentista.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFrancisco José Freire foi uma das figuras centrais da reflexão poética portuguesa do século XVIII. A presente obra deve ser distinguida de sua própria \u003cem\u003eArte Poética, ou Regras da Verdadeira Poesia\u003c\/em\u003e, publicada originalmente em 1748: aqui, Freire atua como tradutor e comentador da obra horaciana, inserindo-a diretamente no debate estético e pedagógico que acompanhou a afirmação do gosto neoclássico em Portugal.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA composição tipográfica é enriquecida por capitulares ornamentadas, vinhetas, florões e cabeçalhos decorativos. Ao término do texto encontra-se ainda um «Catalogo dos livros impressos á custa de Francisco Rolland, impressor-livreiro em Lisboa, na esquina da Rua do Norte», seguido de outros títulos então disponíveis, interessante registro contemporâneo da atividade editorial e livreira de Rolland.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em encadernação editorial em plena pele, com lombada de cinco nervos, compartimentos profusamente ornamentados a ouro com motivos vegetalistas e florais e rótulo vermelho com título dourado. A encadernação apresenta pátina condizente com a idade, abrasões e escurecimentos superficiais nas pastas, desgaste mais perceptível em extremidades, cantos e nervos, além de craquelamento da pele e pequenas fissuras superficiais junto às articulações; o douramento da lombada permanece amplamente legível e decorativamente expressivo. Guardas antigas fortemente tonalizadas, com mosqueado e manchas decorrentes do envelhecimento natural do papel. Miolo bem preservado para a idade, com papel de boa consistência, impressão nítida e margens preservadas; apresenta tonalização uniforme e pequenos pontos e manchas esparsos, sem prejuízo da leitura. Todos os cortes tingidos de vermelho, com a coloração ainda bastante presente e algumas pequenas marcas pontuais. Preservam-se integralmente a ornamentação tipográfica, a tradução portuguesa e o extenso comentário de Cândido Lusitano, com as passagens latinas reproduzidas ao longo do texto. Exemplar de presença material particularmente atraente, combinando a importância da edição com uma encadernação setecentista de forte caráter decorativo.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54595126493459,"sku":"01015","price":3900.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/01015-horacio-arte-poetica-officina-rollandiana-1778-thumb.jpg?v=1788830636"},{"product_id":"holmes-timothy-sir-benjamin-collins-brodie-longmans-green-co-1898-01041","title":"HOLMES, Timothy (1825–1907). Sir Benjamin Collins Brodie (Longmans, Green \u0026 Co., New York, 1898).","description":"\u003cp\u003eHOLMES (Timothy) [1825–1907].— SIR BENJAMIN COLLINS \/\/ BRODIE \/\/ BY \/\/ TIMOTHY HOLMES, M. A., \/\/ F.R.C.S. \/\/ [Ornamento tipográfico] \/\/ NEW YORK \/\/ LONGMANS, GREEN \u0026amp; CO. \/\/ 91 \u0026amp; 93, FIFTH AVENUE \/\/ 1898.— In-12.º, [2], 255, [1] p. E. editorial.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTimothy Holmes foi cirurgião e escritor médico britânico, formado no ambiente do St George’s Hospital, onde desenvolveu parte substancial de sua carreira, chegando ao posto de cirurgião do hospital em 1867. Atuou também no Hospital for Sick Children, em Great Ormond Street, exerceu funções de relevo nas sociedades médico-cirúrgicas londrinas e publicou importantes trabalhos de cirurgia. Seu nome ficou ainda associado à história editorial de Gray’s Anatomy, do qual preparou sucessivas edições. A combinação entre prática cirúrgica, experiência institucional e trabalho editorial torna particularmente apropriada sua condição de biógrafo de Benjamin Collins Brodie.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSir Benjamin Collins Brodie (1783–1862), figura central da cirurgia britânica do século XIX, desenvolveu sua carreira sobretudo no St George’s Hospital. Eleito Fellow da Royal Society em 1810 e agraciado com a Copley Medal no ano seguinte, presidiu posteriormente o Royal College of Surgeons, a Royal Society e, em 1858, tornou-se o primeiro presidente do General Medical Council. Sua atividade compreendeu cirurgia, fisiologia, ensino médico, administração institucional e reflexão sobre questões que ultrapassavam a prática clínica estrita.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicada em 1898 na coleção «Masters of Medicine», a biografia de Holmes acompanha Brodie desde a formação e os primeiros anos no St George’s Hospital até a consolidação de sua carreira, as funções públicas, a atuação nas principais instituições médico-científicas britânicas e os últimos anos de vida. O próprio sumário revela uma abordagem que ultrapassa a simples narrativa profissional: além da cirurgia e da medicina hospitalar, aparecem sua participação em debates contra o charlatanismo, sua atuação como testemunha e conselheiro médico, sua atividade nas sociedades científicas e um capítulo inteiro dedicado a seu pensamento psicológico, no qual são examinados temas como corpo e mente, imaginação, livre-arbítrio, educação, doença mental e natureza do conhecimento. A obra foi efetivamente publicada nesse ano tanto em Londres quanto em Nova York; o presente exemplar corresponde à edição nova-iorquina de Longmans, Green \u0026amp; Co.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eParticular interesse documental apresentam os extensos apêndices, que recorrem aos próprios escritos e opiniões de Brodie. Entre os assuntos ali reunidos estão sua escolha da profissão, primeiras especulações metafísicas, método de registro cirúrgico, atividade como crítico médico, princípios de autorregulação do organismo, a \u003cem\u003evis medicatrix naturae\u003c\/em\u003e, relações entre atividade mental e alterações do sistema nervoso e reflexões sobre vida profissional e conduta. A dedicatória registra ainda a assistência e o aconselhamento prestados a Holmes por Sir Benjamin Vincent Sellon Brodie, neto do biografado, durante a preparação da obra — dado particularmente significativo para compreender a proximidade do autor com a memória familiar de seu personagem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO exemplar apresenta o frontispício com retrato de Brodie e conserva a encadernação editorial em tecido verde-oliva, com títulos e composição ornamental estampados a ouro na pasta anterior e na lombada. O volume foi impresso por Unwin Brothers, The Gresham Press, Woking and London, indicação conservada ao final do índice. A edição compreende, além do texto biográfico, os apêndices documentais e índice analítico, que permite localizar instituições, personagens e temas médicos, científicos e intelectuais tratados ao longo da obra.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar em excelente estado de conservação, com encadernação firme, tecido muito bem preservado e douração ainda nítida e luminosa. Miolo íntegro e limpo, apresentando apenas discretos sinais naturais de envelhecimento nas folhas preliminares. Merece especial destaque a conservação de diversos cadernos ainda por abrir: partes do volume permanecem com as folhas unidas pelas dobras originais do papel, demonstrando materialmente que o exemplar nunca foi integralmente lido. Trata-se de uma condição de conservação especialmente apreciada em livros do século XIX, por preservar um aspecto da apresentação original do volume raramente mantido após mais de um século de circulação. Sem assinaturas, anotações ou carimbos no corpo da obra. Sem assinaturas, carimbos ou marcações.\u003c\/p\u003e","brand":"Inactual","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":54608139944211,"sku":"01041","price":1290.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0932\/8541\/7235\/files\/01041-holmes-timothy-sir-benjamin-collins-brodie-longmans-green-co-1898-thumb.jpg?v=1787693918"}],"url":"https:\/\/www.inactual.com.br\/collections\/destaques.oembed","provider":"Inactual","version":"1.0","type":"link"}